Da competência à displicência em apenas 4 dias!
Águias, depois de um encontro histórico na Liga dos Campeões, apresentam uma exibição muito aquém das expectativas diante do Tondela
01 Fev 2026 | 22:55
Águias, depois de um encontro histórico na Liga dos Campeões, apresentam uma exibição muito aquém das expectativas diante do Tondela
Vigésima jornada do campeonato e uma deslocação complicada a Tondela e não apenas pelo adversário, mas pelo estado do relvado, dado que as sucessivas intempéries, não têm dado descanso aos solos/relvados.
Como se sabe, o Benfica não pode perder mais pontos e tem de vencer todos os jogos, na esperança de almejar ainda algo este ano.
Depois de uma noite mágica frente ao Real Madrid, onde se viveu uma verdadeira emoção à Benfica, contava-se que essa partida servisse de mote e impulsionasse a equipa para uma série brutal, para o resto da época. Precisamente e comparativamente a esse último jogo, Mourinho fazia apenas duas alterações: novamente Banjaqui a merecer a confiança no lado direito, fazendo descansar Dedic e António Silva a fazer nova dupla com o capitão Otamendi.
Lançados os dados, era tempo de arregaçar mangas, pois hoje era jogo de operários.
Iniciava a partida e um Tondela atrevido nos primeiros minutos, a explorar as laterais para realizar centros venenosos para a área de Trubin. Paulatinamente os encarnados foram assumindo o jogo, mas notava-se ainda que a equipa se tentava moldar ao estado do relvado.
Aos 11 minutos primeira grande oportunidade para os visitantes, com Prestianni a lançar Pavlidis, contudo o grego desequilibra-se e no frente a frente com o guardião tondelense, remata para as mãos do mesmo.
Prestianni estava muito ativo, a deambular entre adversários e no lado oposto Schelderup também começava a aparecer e estavam ambos muito bem na criação de oportunidades, mas estava a faltar acertar no último passe, porque os lances sucediam-se.
O miúdo Banjaqui estava também a surgir e a combinar com Prestianni, com mais um excelente lance aos 24 minutos, mas o argentino deixou-se antecipar.
25 minutos e susto na baliza de Trubin, com o Tondela a lançar um ataque pela direita, aproveitando uma falha de Dahl, cruzamento rasteiro e o avançado do Tondela a dar de calcanhar e a levar o esférico ao poste.
Apesar do domínio encarnado, o Tondela mostrava que podia ser perigoso e as águias não podiam descurar o processo defensivo.
33 minutos e nova grande oportunidade, Prestianni a surgir descaído pela direita, sozinho no frente a frente com o guardião, mas permite uma espetacular defesa e, logo de seguida Pavlidis, já dentro da área, roda com a bola e não vê Prestianni completamente só e acaba por se deixar antecipar pelo guarda-redes. Pecava na finalização o Benfica e não havia necessidade de começar a acumular ansiedade, apenas se pedia mais calma na hora de finalizar.
Tondela começava a usar a falta e maior agressividade, como forma de travar os jogadores encarnados e isso levava a um maior desgaste físico.
43 minutos e mais uma boa oportunidade, desta vez Banjaqui a aproveitar um ressalto à entrada da área e na sequência do remate, mais uma boa defesa do guarda-redes do Tondela. Benfica já mais que justificava a liderança no marcador, mas tinha de finalizar.
Chegávamos ao fim dos primeiros 45 minutos e faltou, a este Benfica, marcar, concretizar. Benfica podia esperar um Tondela a defender com os 11 atrás da linha da bola, pois os homens da casa, além do lance no poste, foram praticamente inofensivos no resto do jogo e os últimos 20 minutos limitaram-se a defender com 11 e era necessário continuar a insistir e afinar a mira para o segundo tempo.
Começavam os segundos 45 minutos, sem alterações no onze e sem alterações na tipologia e dinâmica do jogo, pois o Benfica entrava pressionante logo aos primeiros minutos, a querer evitar a ansiedade.
O campo estava cada vez mais pesado e a zona central do terreno, era de notar que a bola já não rolava de forma limpa.
54 minutos e nova grande defesa do guardião da casa a mais um remate de Prestianni, a desviar para canto. Engatou o guardião e este era aquele jogo que parecia que a vitória teria de vir a "ferros".
Prestianni é um talento que começa a despontar e que gosta de assumir o jogo, mas tem, claramente, de melhorar o último passe, a decisão. Foi o jogador que mais ataques anulou aos encarnados.
58 minutos e nova oportunidade, com Aursnes nas alturas, a servir Schelderup à esquerda e no um para um, o expectável, nova defesa do guardião tondelense. Começava a ser dramático a falha de acerto e, quando os avançados acertavam, o guarda-redes defendia.
O jogo começava a tornar-se um autêntico massacre na área do Tondela.
63 minutos e entrava Rafa Silva e Sidny para os lugares de Schelderup e Banjaqui. Tentava Mourinho dar mais capacidade de criação de oportunidades, centros e criatividade nas alas. 65 minutos e mais uma oportunidade desperdiçada, com Sidny a cruzar para a cabeça de Pavlidis, mas a bola sai ao lado. Era desesperante a quantidade de oportunidades falhadas, quer por demérito dos avançados das águias, quer por mérito do guarda-redes tondelense.
Já não dava para grandes artifícios, pois o relvado estava a começar a ficar impraticável, com a lama a surgir em força.
74 minutos, nova oportunidade e novo cruzamento de Sidny, Aursnes surge sozinho dentro da área, mas adianta a bola em demasia e permite nova defesa.
Sufocante a pressão do Benfica, mas quem não marca, não merece vencer e era isso que acontecia em Tondela.
84 minutos e outro regresso, com a entrada de Bruma e saída de Sudakov e entrava também Anísio e saía Prestianni. O elemento a mais na área tardou a entrar, até porque o grego estava, fisicamente, de rastos.
Mourinho deveria ter aumentado a presença na área, até porque existia muita gente a servir, mas eram escassos os que podiam executar.
21 remates tinha o Benfica aos 90 minutos, 8 à baliza e o Benfica apenas se podia culpar dele próprio.
Últimos minutos e era apenas o coração que tentava jogar, mas o que era certo é que o árbitro apitava para o final do jogo e o Benfica perdia mais 2 pontos. Esta equipa peca por não conseguir manter uma constância na sua qualidade de jogo e passa de um jogo magistral frente ao Real e marcar 4 golos, para uma falência completa na finalização em Tondela e não foi pelo relvado pesado que não existiram oportunidades. Isto prova que a equipa de Mourinho é difícil de gerir no capítulo emocional e de motivação para os jogos, ditos mais pequenos.
Pouco há de esperança, quando uma equipa que tem de manter a senda de vitórias, deixa fugir mais 2 pontos de forma displicente.
Vem aí um Porto vs Sporting e o Benfica nem está em posição de torcer por algo nesse jogo, creio que o terceiro lugar estará entregue.
Carrega!!!
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