Bernardo Alegra
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31 Jan 2023 | 10:47

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Bernardo Alegra

Enquanto adepto de desporto gosto de seguir provas competitivas e perco interesse quando o vencedor está praticamente definido no início da competição

Enquanto adepto de desporto gosto de seguir provas competitivas e perco interesse quando o vencedor está praticamente definido no início da competição. É mais difícil ter interesse em seguir a Bundesliga quando há um vencedor crónico, ou ver os grandes prémios de F1 se um piloto vence 65% destes. Independentemente da qualidade do espetáculo proporcionado pelas restantes equipas ou pilotos, a incerteza do vencedor e a concorrência é o que mantém os fãs de desporto interessados na competição.


Sou por isso sensível aos esforços de quem organiza essas provas, para tentar promover uma maior competição entre equipas, seja através de regulamentação que coloque todas as equipas no mesmo patamar (algo que a F1 faz com frequência), seja através de mecanismos de redistribuição do dinheiro gerado na competição, como é feito na Premier League, ou na Champions League. Maior competição gera mais interesse, mais consumo de conteúdos, bilhética, merchandising, interações, etc.., gerando mais riqueza para todos.

Dito isto, no que toca ao Benfica, sou pela monotonia. A monotonia de ganhar todos os fins de semana, de ser campeão ano após ano, levando ao desespero os nossos rivais. Anseio por esse tédio, essa rotina de vitória, esse enfado. E enquanto Benfiquista, espero o mesmo de quem nos lidera.


A verdade é que hoje, mais do que nunca, o Benfica encontra-se numa posição única para, a curto / médio prazo, atingir esse objetivo de nos deixar a todos enfadados com vitórias consecutivas.

E para o conseguir tem de seguir três princípios basilares:

Incutir uma cultura de permanente insatisfação e desconforto com tudo o que não seja ganhar. Não interessa a competição ou a modalidade. No Benfica ganha-se!
Colocar o sucesso desportivo em primeiro lugar: o financeiro virá por arrasto;
Aplicar princípios de gestão baseados na eficiência, em que o Benfica é sempre mais importante do que qualquer pessoa.
 


Daqui resultará sempre:

Mais receitas e saúde financeira que qualquer outro clube em Portugal;
Capacidade de contratar e manter melhores jogadores;
Com melhores jogadores estamos sempre mais perto de ganhar mais do que os outros;
Com mais vitórias continuamos a fazer crescer a nossa comunidade de sócios e adeptos, em Portugal e no mundo, resultando em mais receitas.
 

É fácil de ver que isto conduz a um círculo virtuoso onde imperará a monotonia. É esse o meu sonho.

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