Faltou a magia e inspiração encarnada, que Vinicius absorveu!!
Análise ao encontro europeu entre águias e merengues, que dixou pupilos de José Mourinho em desvantagem para partida no Santiago Bernabéu
17 Fev 2026 | 22:51
Análise ao encontro europeu entre águias e merengues, que dixou pupilos de José Mourinho em desvantagem para partida no Santiago Bernabéu
Playoff da Liga dos Campeões e o Benfica volta a receber o Real Madrid. Um duelo de dois colossos europeus e que há cerca de 2 semanas, deixou as bancadas em delírio, depois de um jogo eletrizante, com as águias a levarem e vencerem o gigante espanhol por 4 bolas a 2 e Trubin a ser decisivo no último lance da partida e que permitiu ao Benfica chegar ao playoff e que impediu os madrilistas de passarem diretamente aos oitavos.
Comparativamente a esse último embate entre as duas equipas, o Benfica apenas com uma alteração, entrando Rafa para o lugar de Sudakov. Mourinho continuava a apostar em ter uma frente rápida e tecnicista, pois o Real vinha reforçado na defesa, com os regressos de Alexander e Rudiger, mas Bellingham estava de fora, por castigo.
Dificilmente se esperava um jogo com uma dinâmica semelhante ao que foi há 2 semanas, com um Benfica muito forte na primeira parte e que chegou mesmo a vulgarizar o Real e que na segunda metade foi gerindo, mas sempre que necessitou de colocar o pé no acelerador, conseguia criar perigo.
Os adeptos encarnados apenas pediam aos Deuses do futebol um jogo semelhante ao que tivemos e, claro, com a vitória a sorrir à turma de Mourinho e estes são os jogos dele, é este tipo de jogo em que o treinador português consegue retirar o melhor das suas equipas.
Xadrez montado, peças no lugar e era tempo de executar os movimentos, de implementar a tática.
Benfica a entrar cheio de intensidade, a pressionar com bola e sem bola e bem rápido a sair para o meio-campo contrário. Notava-se que os jogadores estavam focadíssimos na partida e, apenas quando a bola chegava aos pés dos jogadores visitantes, o jogo baixava de ritmo, precisamente com o Real a querer quebrar o ímpeto inicial das águias.
Benfica atraía o Real para o seu meio-campo, precisamente para querer aproveitar a contra-ofensiva mais apoiada, mas os visitantes aparentavam que vinham com a lição melhor estudada e trocavam bastante a bola, entre os membros da equipa e só queriam ir pela certa.
15 minutos e o Benfica voltava a mexer com o jogo, com iniciativas de ala a ala, primeiro Schelderup e depois Prestianni, a criarem algum perigo e até na sequência de um canto, Tomás Araújo saltou sozinho, mas o esférico vai direito às luvas de Courtois. Os primeiros 20 minutos demonstravam um Benfica que com bola fazia acelerar o jogo e conseguia, quase sempre, chegar à área contrária e do outro lado, uma equipa a jogar lentamente, pela certa, quase que a procurar adormecer o adversário e procurar a desconcentração e já tinham conseguido alvejar três vezes a baliza de Trubin, com duas a sair à figura do gigante ucraniano e uma outra a sair ao lado, rente ao poste.
Outra situação que parecia sistemática era o recurso à falta sempre que Rafa tinha a bola, precisamente para quebrar o lance de imediato.
24 minutos e espetacular defesa de Courtois, depois de um remate exterior de Aursnes e a bola ainda embateu num defesa. Espetacular o guardião belga.
Benfica hesitava na saída da bola e percebia que era complexo fazê-lo desde a sua área com o esférico controlado, pois o Real não permitia espaços para os encarnados pensarem o jogo.
Rafa estava a surgir muito no corredor central, mas faltava o apoio nas laterais, dado que os espanhóis tinham Camavinga, Valverde e Tchouameni naquele setor e tinha de existir deflexão para os corredores.
De realçar a qualidade dos jogadores madrilenos, a tal capacidade que se fala da aparente dormência no jogo, de repente um passe completamente a rasgar a defesa, pode resultar em golo. Precisamente e desde a meia hora, o Real pegava na batuta do jogo e o Benfica com dificuldades em reagir e aos 38 minutos valeu o falhanço de Mbappé, a chegar atrasado a um cruzamento rasteiro.
Rafa era um jogador com sinal menos, muito estático e pouco pressionante, a limitar as opções com e sem bola para com a equipa e era necessário estar mais presente em campo.
43 minutos e nova oportunidade para Mbappé, depois de tabelar com Vini Jr., remata por cima, já dentro da grande área encarnada e repetiu novo remate aos 44, mas desta vez foi Trubin a defender. Benfica com muitas dificuldades em suster a ofensiva "blanca" e não conseguia ter a bola nos pés.
As defesas de Trubin sucediam-se e nova defesa e esta espetacular a um remate cruzado de Guler, a desviar para canto. Os jogadores do Benfica imploravam pelo intervalo, era notória a queda exibicional e a subida da equipa do Real no jogo, pois os últimos 20 minutos foram pertença dos visitantes, com pelo menos 3 boas oportunidades para marcar.
Precisamente chegava o intervalo e muito trabalho para Mourinho, tinha de retificar algumas coisas, pois a equipa quebrou a meio do primeiro tempo e era necessário rever a estratégia, entre elas, Rafa estava a ser um elemento a menos em campo e era necessário dar mais largura ao jogo das águias.
Reiniciava a partida e sem alterações de parte a parte. Mourinho a querer dar mais uns minutos à equipa, depois das instruções dadas ao intervalo e perceber se surtiam efeito.
Mas aos 50 minutos Vinicius Jr abriu o livro e marca um golo digno da sua classe. No corredor esquerdo, puxa a bola para dentro e remata em arco, fazendo a bola entrar no ângulo, sem qualquer hipótese para Trubin.
Depois veio a paragem de tempo, diga-se, provocada pelo próprio Vinicius, quando vai provocar os adeptos encarnados, na celebração do golo e depois uma acusação de racismo, que o mesmo alega ter vindo da parte de Prestianni. É bom sabido os problemas que Vinicius provoca neste capítulo e chega a ser manipulador das dinâmicas de jogo. Pode ter toda a razão do mundo, mas sistematicamente perde a razão com as provocações e as birras que provoca. Passados 10 minutos, volta ao campo, como se nada fosse e Mbappé tenta também fazer parte do espetáculo e é isto. Quebra de jogo, provocações, quando estão na frente do marcador, um colosso espanhol com jogos de bastidores. Na minha opinião, este jogo estava já ferido do que deve ser o seu desenvolvimento normal e, com esta jogada, Vinicius quebra a eventual motivação do Benfica em querer dar a volta, colocando o jogo em intensidade baixa.
Rafa claramente era jogador a menos e era necessário Sudakov na partida, para tentar ligar o jogo, pois o Benfica não conseguia unir os setores. Também Prestianni parecia em baixo, quiçá tenha mexido com ele a situação com Vinicius. Mourinho tinha de mexer com o jogo, dar nova vivacidade à partida, galvanizar a equipa. Aursnes também dava sinais de fadiga, relembro que vinha de lesão e a colocação de Rios poderia dar novo pulmão na zona central.
74 minutos e chegavam as duas primeiras substituições, saindo Rafa e Schelderup, entrando Sudakov e Rios. Percebia-se que era o colombiano que ficava mais à frente e tentava ser o box to box, encarregando-se das despesas mais físicas, nesta fase.
80 minutos, terceira e quarta substituição das águias, saindo um esgotado Aursnes e Prestianni, entrando Sidny e Lukebakio. Era Mourinho a tentar dar pernas frescas e a tentar motivar as tropas para os 20 minutos restantes, pois apesar dos 82 minutos, de relembrar que o jogo esteve parado mais de 10 minutos, devido à situação de Vini Júnior.
85 minutos e expulsão perdoada a Vinicius, depois de uma falta perigosa sobre Rios, o tal problema dos estatutos. Na sequência do livre, o remate de Sidny bate na barreira e quase atraiçoava Courtois, mas sai por cima e para canto.
Próximos dos 90 minutos e eram dados 12 minutos de tempo extra, o que parecia escasso, face ao que se presenciou de tempo perdido na segunda metade do jogo.
Benfica estava por cima e mandava no jogo, o Real limitava-se a defender e a perder tempo.
Faltava aquela grande oportunidade para as águias, para tentar chegar ao empate e levar algo melhor para o Bernabéu.
Impressionante a quantidade de tempo que os jogadores madrilenos perdiam e sem que o árbitro fizesse algo para disciplinar o jogo. Passavam-se os minutos e a equipa encarnada não conseguia recuperar cedo a bola e mesmo com a posse, não chegava com perigo à baliza contrária.
Pouco tempo depois vinha o apito final e a sensação de que o Benfica podia ter almejado algo melhor, mas certo é que o Real quebrou o jogo por completo e mais com a cena montada por Vinicius. Repetidamente vemos o avançado brasileiro a fazer isto em jogos cruciais e hoje, não foi exceção.
Contudo e sejamos sinceros, os espanhóis merecem a vitória, especialmente devido aos últimos 20 minutos da primeira parte, onde foram várias as oportunidades de golo. Foi um Real mais cuidadoso e, sejamos francos, Rudiger e Alexander na defesa, dão maior solidez e libertaram Valverde para a posição 6, onde tanta falta faz e "secou" Rafa. Hoje creio que a manutenção de Sudakov no onze, teria sido preferível, pois daria mais capacidade de juntar setores, mas contra um adversário destes, é sempre complexo.
Eliminatória não está perdida, mas está mais difícil, muito mais difícil, mas agora é ir ao Bernabéu sem receios e jogar olhos nos olhos, sem nada a perder.
Saímos de cabeça levantada e agora é olhar para o campeonato e manter a corrida de pé.
Carrega!!!
Faltou a magia e inspiração encarnada, que Vinicius absorveu!!
Análise ao encontro europeu entre águias e merengues, que dixou pupilos de José Mourinho em desvantagem para partida no Santiago Bernabéu
APONTAMENTO – Vermelho e Branco: FUTEBOL VERGONHA!
Uma critica a exigência interna do Benfica, à atuação dos dirigentes e o que considera ser um clima de impunidade no futebol português
Alguém me explica como se eu fosse um miúdo de 4 anos?
Em causa estão decisões tomadas por Bruno Costa na partida da 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, que terminou com um triunfo do Benfica por 2-1
Faltou a magia e inspiração encarnada, que Vinicius absorveu!!
Análise ao encontro europeu entre águias e merengues, que dixou pupilos de José Mourinho em desvantagem para partida no Santiago Bernabéu
17 Fev 2026 | 22:51
APONTAMENTO – Vermelho e Branco: FUTEBOL VERGONHA!
Uma critica a exigência interna do Benfica, à atuação dos dirigentes e o que considera ser um clima de impunidade no futebol português
13 Fev 2026 | 03:00
Alguém me explica como se eu fosse um miúdo de 4 anos?
Em causa estão decisões tomadas por Bruno Costa na partida da 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic, que terminou com um triunfo do Benfica por 2-1
11 Fev 2026 | 03:00
SUBSCREVER NEWSLETTER