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08 Nov 2023 | 08:03
Julgo que o pudor tolda a inteligência de alguns, que nem o significa de E Pluribus Unum devem saber!
Diz-se daqueles que têm e demonstram pudor.
Vou assumir a definição de pudor como aquela que define alguém que esconde sentimentos ou emoções por delicadeza, modéstia ou reserva.
Só fico com a dúvida sobre qual o sentimento que alguns benfiquistas escondem, quando analisam decisões de arbitragem.
Ter, ou manifestar pudor, é uma atitude nobre e de elevação, mas a sua invocação em excesso, não deixa de ser constrangedora.
É esta estranha invocação e ainda mais questionável constrangimento que eu observo nalguns comentários e tomadas de posição sobre aquilo que, jogo após jogo, afeta a nação benfiquista, quer nos jogos que realiza, quer nos jogos realizados pelos seus adversários mais diretos.
Na assunção deste pudor, que, confesso, se torna irritante, não podemos reclamar penáltis sobre o Tengstedt e sobre o Neres, no jogo frente ao Casa Pia, mas temos de admitir que o penálti assinalado sobre o Eustáquio, no jogo entre o Porto e o Estoril, é bem assinalado.
E continuamos, constrangidos, a ter pudor em considerar bem assinalado o penálti sobre o João Neves, no jogo em Chaves (para que conste, não houve UM único comentador de arbitragem que tenha dito o contrário. É estúpido? É! Está na lei? Está!) e em não ter pudor nenhum em considerar que, um minuto antes de o Sporting concretizar a reviravolta no jogo frente ao Estrela da Amadora, não há falta a favor desta equipa, em lance à entrada da área contrária, o que originaria um livre perigoso e a consequente amostragem de um cartão amarelo ao jogador do Sporting (foi através de um livre marcado no mesmo local que o Estoril venceu no Dragão).
Alguns adeptos benfiquistas já não demonstram pudor nenhum em exigir que a equipa jogue mas é à bola, e em juntar-se ao coro das críticas vis de que é alvo o nosso treinador, a direção e o planeamento da época desportiva. Como se já não nos bastasse ‘lutar’ com armas desiguais
Todo o pudor para com o coitadinho do Fran Navarro, ou do Fresneda, mas ‘lanças afiadas’ e apontadas ao Arthur Cabral e ao Jurásek. Bem na senda de que os ‘nossos’ só são bons antes de virem, ou depois de irem embora. Típico...
É por estas e por outras, que ressabiados ex-jogadores do Benfica, assinam artigos onde intitulam os treinadores dos 3 grandes, da seguinte forma, Rúben Amorim: todos contam; Sérgio Conceição: exigente com todos; Roger Schmidt: não vê, não ouve e não percebe. Isto de ser alemão e não ‘papar grupos’, só deve ser fácil na Alemanha. Aqui, o que se quer, são falinhas mansas e enxotar responsabilidades para departamentos incógnitos, como quem sacode a caspa dos ombros.
Mal vai o ninho da águia, quando se deixa atemorizar pelo covil do leão, ou pela house of the dragon (não confundir com a série, embora aquilo, lá para aqueles lados, esteja cada vez mais parecido com uma novela mexicana, onde não há dinheiro, não há pão e cada vez há menos razão – e, em breve, também lhes faltará o coração –).
Uma coisa é certa, com ou sem pudor, não é a dar tiros nos pés que vamos conseguir correr mais que os outros e também não é a fazer estremecer a casa por dentro, que ela se tornará mais inexpugnável. Não que fosse preciso dizê-lo, mas é muito antes pelo contrário.
Unidos seremos, certamente, mais fortes. Não deixemos que o excesso de pudor nos ridicularize, pois, para isso, já nos basta a pobreza de algumas exibições e a tristeza de outros tantos resultados.
Quem é Benfica, não é do treinador A, da direção B, ou dos jogadores X, Y ou Z. Quem é Benfica... é do Benfica e, como já aqui escrevi em tempos, nada, nem ninguém, está acima do Benfica!
Julgo que o pudor tolda a inteligência de alguns, que nem o significa de E Pluribus Unum devem saber!
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