Pedro Jerónimo
Biografiado Autor

26 Jan 2026 | 09:29

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Pedro Jerónimo

É com vitórias que ainda se pode sonhar com algo esta época e fazer renascer a esperança; Porto haverá de perder pontos, mas as águias não podem de todo


Décima nona jornada, Benfica recebia o Estrela da Amadora, que ocupava o décimo terceiro lugar e desesperado por pontos, de forma a fugir à zona de despromoção e queria lavar a cara, depois da goleada sofrida em casa, frente ao Estoril.


Benfica vinha de uma série negra, com três derrotas nos últimos quatro jogos e onde se despediu de Taça da Liga, Taça de Portugal e a Liga dos Campeões é apenas uma miragem. A 10 pontos do primeiro lugar, o Benfica só tem de vencer todos os jogos, não pode ser de outra forma. 


Onze com uma grande surpresa, com Daniel Banjaqui a estrear-se no onze, em prol de Dedic. Não se esperava esta decisão, até porque Dedic tem sido dos melhores, pelo que a decisão talvez passe pela variante física, mas a aposta na formação é sempre salutar. 

António Silva regressava ao eixo, a fazer companhia ao capitão Otamendi, Dahl na esquerda e no meio, também um regresso, com Enzo a fazer dupla com Aursnes. Alas entregues a outra surpresa, Sidny à esquerda e Prestianni à direita. Sudakov a apoiar Pavlidis, perfaziam o onze.

Rafa estreava-se no banco e Mourinho alertava que poderia fazer os primeiros minutos.

Grande expetativa para ver o miúdo Banjaqui a jogar e era hora de apoiar o craque e os outros 10 que estavam lá dentro.

Primeiro minuto e disparate de Otamendi no atraso a Trubin, com o passe a ficar curto, o avançado ainda chuta para a baliza, toca em Trubin e valeu António Silva a antecipar-se e a cortar para canto. Augúrio negativo para o início da partida. 

Aos 7 minutos grande oportunidade para o Benfica, com Prestianni a servir Aursnes, que já na área, desvia do guarda redes, mas a bola sai a roçar o poste esquerdo da baliza. 

O miúdo começava a mostrar-se na direita, primeiro com um cruzamento venenoso e depois com um remate cruzado, a sair por cima da barra, bom sinal, a querer mostrar serviço e que merece a aposta.

17 minutos e livre a cerca de 30 metros em zona frontal, mas Sidny a atirar para uma boa estirada do guardião amadorense.

Benfica conseguia espaços e até chegava com relativa facilidade à área do Estrela, mas o último passe, a última decisão, falhava na hora da execução.

Poucas soluções para conseguir espaços e lance de rutura, um Benfica demasiado dependente de cruzamentos para a baliza, pouco se vê dinâmicas no corredor central, pois Sudakov anda sempre preso nas alas. Se antes o Benfica pouco jogava nos corredores, agora abusa das laterais e descura a zona central. O que se fala há muito neste plantel, faz falta a capacidade de rutura e do um para um.

Minuto 29 e estrondosa homenagem ao falecido Miklós Fehér. Será sempre eterno!

Já nos 35 minutos e jogo muito pausado, com poucos minutos de bom futebol. Era uma altura em que o Estrela tornava o jogo mais faltoso, demorado na execução e um Benfica que lhe faltava soluções e alternativas para conseguir colocar o esférico na baliza contrária. 

Finalmente aos 42 minutos, o suspeito do costume, Pavlidis, a corresponder da melhor forma a um canto de Sidny, a cabecear sem chances para o guarda redes dos visitantes. 

Benfica a conseguir de bola parada, o que não conseguia em jogo corrido, mas era um jogo um tanto ou quanto cinzento, com um Benfica pobre de ideias.

Destaque ainda para um remate de Dahl, assistido por Sudakov, descaído para a esquerda e dentro da área, para nova boa defesa do guarda redes. 

Pouco tempo depois, apitava o árbitro para o intervalo e sim, era preciso dar um murro moral no balneário, pois era muito escassa a exibição apresentada nos primeiros 45 minutos.

Segunda metade e desde logo alteração na equipa de José Mourinho, com a saída de Enzo e entrada de Barreiro. Esta entrada fazia presumir que Mourinho não estava satisfeito com a velocidade do jogo e queria dar mais intensidade na hora de pressão, com consequente aproveitamento do corredor central. 

Primeiros 5 minutos sem alterações à dinâmica da primeira parte, com jogo lento, previsível e sem criação de espaços, ou ruturas para progredir e o Estrela até poupava trabalho ao Benfica sem pressionar alto e concedia espaços no meio campo.

Sudakov continua a ser aquele jogador que tarda em se afirmar, com constantes erros ofensivos e ainda tem o pormenor de ser lento na reação à perda. Creio que com a vinda de Rafa, pode ter os dias contados.

Minuto 52 e grande penalidade para o Benfica, a castigar pisão sobre Sidny. Da marca dos 11 metros, o grego bombardeiro a não falhar e a aumentar a vantagem para 2 golos.

Poucos minutos depois, Trubin bate a bola, Pavlidis divide no ar o esférico com o defesa, que isola Sidny e o cabo verdiano a desfeitear o guarda redes do Estrela pela terceira vez. 

Finalmente o Benfica conseguia ter mais criação de soluções e alternativas, perceber que não se pode cingir a um modelo de lance, mas ter vários em carteira.

Bom jogo de Sidny, a mostrar que tem bom pé para os lances de bola parada e sentido posicional, embora tenha de trabalhar no capítulo do um para um.

60 minutos e mais uma substituição para os encarnados: saía Prestianni e entrava Schelderup. 

Era noite para Sidny, estava em todas. Bom jogo para o miúdo Banjaqui, a mostrar que tem muita maturidade para quem tem 17 anos e que está ali o futuro da ala direita encarnada. 

73 minutos e dupla substituição, com a entrada de mais um miúdo da formação, Diogo Prioste e a saída de Sudakov e a ovação da noite para a entrada de Rafa, saindo Aursnes.

Jogo já em modo de gestão física, o Benfica apenas acelerava com Rafa e Schelderup, que queriam ainda mostrar serviço e um Estrela, que foi praticamente inofensivo, apenas a ver os encarnados a gerir posse.

Vitória competente, pois o Benfica nunca deixou o Estrela chegar com perigo à baliza de Trubin e conseguiu marcar em momentos chave e chegar a uma vantagem confortável cedo no jogo, que depois foi gerindo proporcionalmente à sua condição física. 

83 minutos era jogo para meter os miúdos da formação, entrando mais um campeão de sub 17, Anísio Cabral e saindo o melhor marcador do campeonato português. 

Bom, que dizer do quarto golo do Benfica aos 86 minutos?! Banjaqui tabela com Barreiro no corredor direito, galga terreno o lateral direito das águias, centra para o recém entrado Anísio, que, na primeira vez que toca na bola, cabeceia de forma perfeita, para fazer o quarto das águias. Metam os olhos nos miúdos, 17 anos e a mostrarem todo o seu talento e que o Benfica tem muito para apostar aqui, ao invés de andara gastar milhões em jogadores que são sempre dúvidas. Este será sempre um dos meus cavalos de batalha: o Benfica e sua direção técnica, têm de apostar na formação muito, mas muito mais.

Pouco mais a dizer sobre este jogo, Benfica a fazer uma boa partida, a chegar à vantagem confortável cedo e depois foi gerir. Primeira parte algo cinzenta, mas a segunda parte o Benfica entrou pragmático e a querer resolver cedo. Melhor em campo Sidny, um excelente jogo a mostrar que pode ter qualidade para jogar a este nível e é assim que se calam os críticos (eu inclusive).

Ainda de destacar as pérolas da formação e um ótimo jogo do Daniel, dos melhores em campo.

É com vitórias que o Benfica ainda pode sonhar com algo esta época e fazer renascer a esperança. O Porto haverá de perder pontos, mas o Benfica não pode de todo. Mote está dado.

Carrega!!

+ opinião
Pedro Jerónimo
Bernardo Alegra

22 Jan 2026 | 03:00

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Good morning Vietnam!

Após mais uma desilusão, consequente adeus à Liga dos Campeões, o que se pode esperar de diferente sob a liderança desta recém-eleita Direção?

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Pedro Jerónimo
Pedro Jerónimo

Regressos e a afirmação da Formação?! Será desta?

É com vitórias que ainda se pode sonhar com algo esta época e fazer renascer a esperança; Porto haverá de perder pontos, mas as águias não podem de todo

26 Jan 2026 | 09:29

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Tozé Santos e Sá
Tozé Santos e Sá

APONTAMENTO – Vermelho e Branco: AÍ ESTÁ A PROMETIDA MUDANÇA NA CONTINUIDADE!

Desaire em Turim, frente à Juventus, faz aumentar tom de contestação contra José Mourinho e, principalmente, Direção, liderada por Rui Costa

23 Jan 2026 | 03:00

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Bernardo Alegra
Bernardo Alegra

Good morning Vietnam!

Após mais uma desilusão, consequente adeus à Liga dos Campeões, o que se pode esperar de diferente sob a liderança desta recém-eleita Direção?

22 Jan 2026 | 03:00

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