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Morreu Mário Zambujal e Benfica deixa mensagem emocionante sobre o escritor
12 Mar 2026 | 15:34
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13 Mar 2026 | 17:01 |
O Benfica lamenta "tantos entraves e reservas" por parte da ERC para com a Benfica FM, cujo licenciamento foi vetado. O Clube da Luz partilhou esta sexta-feira a contestação à decisão da entidade reguladora, que está já a ter "consequências negativas" a nível financeiro e económico à SAD encarnada.
"A projetada decisão assenta assim errados pressupostos, e deve ser revista", pode ler-se, num documento em que é detalhado todo o processo que levou à criação da Benfica FM, que só poderá ser ouvida online, confirmando-se este desfecho. As águias falam de uma "sucessão de circunstâncias invulgares e abusivas": "A ERC excede os seus poderes e coloca impedimentos e entraves onde estes não devem existir".
Adicionalmente, a estrutura encarnada enumera ainda "exigências intercalares, atrasos, contratempos, complicações e dilações", desde o registo da webrádio à alteração do domínio da 'Goal FM (Bombarral)' para 'Benfica FM (Bombarral)'.
"Perante todo o quadro factual e legal, que deverá ser devidamente iusvalorado, deverá ser produzida uma deliberação que não determine o indeferimento da referida modificação do projeto apresentado", prosseguiu o Clube, ao contestar.
"Só assim se ius tutelando devidamente a diversidade e pluralismo da oferta radiofónica nas respectivas áreas geográficas, assegurando-se uma programação diversificada e o direito a uma informação livre, plural e democrática", consta, por fim, no requerimento.
Depois de delicado processo, decisão da entidade chegou finalmente a uma conclusão e vice-presidente do Clube pronunciou-se
13 Mar 2026 | 15:34 |
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vetou a licença para a Benfica FM operar, o que faz com que esta só possa ser ouvida online. As águias contestaram esta decisão e acreditam que a situação será resolvida nas próximas semanas, até porque esta situação está a causar prejuízos à SAD encarnada, como refere José Gandarez, vice-presidente do Clube - que foi criticado por antigo dirigente - , revelando que o processo pode acabar em Tribunal.
José Gandarez: "Estamos orgulhosos da Benfica FM"
"Estamos orgulhosos da Benfica FM. É uma aposta muito grande que queremos continuar a fazer na nossa ligação aos adeptos e sócios mostrando os nossos conteúdos, a nossa vida e ecletismo. Nas primeiras duas semanas tivemos mais de 300 mil ouvintes. Estamos bastante felizes com a Benfica FM, mesmo com o constrangimento de ser só digital o que nos causa prejuízos elevados", disse, em declarações à BTV.
Ao desenvolver, o vice-presidente encarnado visou o mau 'timing' da entidade: "É um projeto sustentável que o Benfica acredita que em 3 ou 5 anos conseguirá ter receitas positivas, mas limitado ao digital, a nossa estrutura de custos não esta adequada à receita. E a ERC deveria ter a sensibilidade nos timings de decisão, no prejuízo que nos está a causar."
José Gandarez: "Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão"
"Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão, mas não tem respaldo jurídico e vivemos num estado direito democrático. Se está dentro da lei, o projeto tem de ser deferido", apontou o dirigente das águias, que considera incompreensível este indeferimento por parte da ERC.
"A decisão não faz sentido, por ser diferente da jurisprudência do passado da ERC. Penso que será a primeira vez que um contrato de associação está a ser negado. Antes de arrancar com o projeto, o Benfica viu os requisitos e o que apresentámos foi de acordo com a lei, cumprindo todos os requisitos."
Decisão de entidade continua a gerar reações e um antigo funcionário do Clube encarnado teceu comentários sobre esta situação
12 Mar 2026 | 17:13 |
A decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social de não licenciar a emissão em frequência FM da Benfica FM motivou novas reações no universo do encarnado. Um ex dirigente utilizou a sua rede social para apontar falhas na estratégia adotada pela direção de Rui Costa.
Fernando Tavares, antigo vice-presidente das águias, recorreu ao Linkedin para comentar a situação e considerou que o projeto exigia uma avaliação mais aprofundada antes de avançar. "Projetos que envolvem milhões de euros exigem uma análise rigorosa de cenários, incluindo riscos regulatórios e possíveis contingências", escreveu.
Na publicação, destacou ainda que a decisão do regulador não deveria ser encarada como totalmente inesperada: "Num setor como o da comunicação social, onde o pluralismo e a diversidade editorial são princípios estruturais, era previsível que o facto de um meio de comunicação pertencer diretamente a um clube pudesse levantar reservas do regulador", referiu.
Fernando Tavares defendeu também que o caso deve servir como momento de reflexão interna sobre a forma como projetos desta dimensão são preparados e avaliados dentro do Clube da Luz, sugerindo ainda que o Benfica poderia procurar soluções diferentes para os seus meios de comunicação, defendendo maior integração entre estruturas como a televisão do clube e outros canais mediáticos, de forma a criar sinergias e otimizar recurso.
Vale lembrar que a nova Benfica FM foi para o ar no dia 11 de dezembro. Os responsáveis pela área de comunicação das águias explicaram, na altura, que o projeto iria levar aos adeptos encarnados toda a informação atual do clube, como uma "ligação direta" ao que está a acontecer no universo dos vermelhos e brancos.
Antigo vice-presidente do Clube encarnado fez julgamentos negativos sobre a maneira como a direção liderada por Rui Costa trabalha
12 Mar 2026 | 17:09 |
João Gabriel, antigo responsável pela comunicação do Benfica, criticou o facto do Clube encarnado, na sequência do caso do túnel da Luz, em 2009. Fernando Tavares, agora, surge a deixar um apontamento sobre aquele que considera o erro estratégico na comunicação dos encarnados: A separação da comunicação institucional, liderada por Pedro Pinto, da do futebol, que tem Gonçalo Guimarães como principal responsável.
F. Tavares: "É um risco funcional"
"Separar a comunicação do futebol da comunicação institucional é um risco funcional. O futebol não é apenas mais um departamento, é o seu principal palco de exposição pública. Se a sua comunicação não estiver integrada numa estratégia global, corre-se o risco de perder consistência na forma como se apresenta ao exterior", começou por dizer, na sua conta de Linkedin.
O antigo vice-presidente reforçou a sua opinião: "Uma comunicação exige uma narrativa única e alinhada. Isso só é possível quando existe coordenação e uma liderança que assegure coerência entre todas as áreas. Mais do que um debate interno, esta discussão toca num princípio essencial da gestão da reputação. As instituições fortes falam com uma só voz", refletiu.
F. Tavares: "Hoje a realidade é diferente"
Fernando Tavares fez a comparação entre o atual departamento de comunicação e o antigo, dos tempos de João Gabriel. "Durante o período em que João Gabriel assumiu a direção de comunicação, o modelo assentava numa lógica integrada. Toda a comunicação, institucional, desportiva e estratégica, estava concentrada sob uma única direção, com uma única voz e uma linha de orientação definida. Isso permitia alinhar mensagens, reforçar a identidade do clube e garantir consistência entre aquilo que se dizia e aquilo que se fazia. Hoje, a realidade parece diferente", escreveu.
Para concluir, escreveu que uma fragmentação pode condicionar a imagem do Clube. " A separação da comunicação do futebol em relação à comunicação institucional pode parecer, à primeira vista, uma solução funcional ou especializada. No entanto, esta divisão acarreta riscos. O futebol é o principal motor mediático do Benfica e, por isso, separar a sua comunicação da restante estrutura institucional tende a fragmentar a narrativa do clube", finalizou.
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12 Mar 2026 | 15:34
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