João Antunes
Biografiado Autor

17 Nov 2025 | 11:52

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João Antunes

Temos de fechar o ciclo das divisões e da política dentro do Clube. Ser exigente e pedir sucesso não é fazer oposição — é amar o Benfica.


As recentes eleições do Sport Lisboa e Benfica foram muito mais do que um processo democrático interno. Foram um momento histórico que ficará gravado na memória coletiva do Clube. Não apenas por termos alcançado o recorde mundial de participação eleitoral num clube desportivo, mas porque mostraram, de forma inequívoca, a vitalidade, a paixão e a grandeza do universo Benfiquista.


Este ato cívico e desportivo revelou o que tantas vezes esquecemos: o Benfica é feito de todos. Dos que votaram A, B ou C, dos que estiveram nas filas desde madrugada, dos que acompanharam à distância, dos que discordam, mas sentem o mesmo amor. O verdadeiro adversário nunca esteve, nem pode estar, dentro das nossas portas. Está lá fora — nas bancadas adversárias, nos rivais que desejam ver-nos divididos, nos que tentam desviar-nos do essencial: vencer com dignidade, crescer com união e honrar o nome do Glorioso.


Importa também agradecer a todos os candidatos, que foram inexcedíveis na forma como defenderam as suas ideias e visões para o futuro do Benfica. Muito se deve à coragem e ao compromisso de cada um deles o exemplo ímpar que estas eleições representam para o mundo do associativismo.

Acabadas estas eleições, temos de fechar o ciclo das divisões e da política dentro do Clube. Ser exigente e pedir sucesso não é fazer oposição — é amar o Benfica. No nosso Clube não pode existir oposição, mas sim exigência. E essa exigência deve ser o farol que guia o caminho de todos os Benfiquistas, avaliando o trabalho no final de cada ciclo eleitoral. De outro modo, estaremos, ainda que involuntariamente, a defender os interesses dos nossos adversários.

Agora, cabe ao NOSSO Presidente Rui Costa uma tarefa tão nobre quanto difícil: unir de facto, e não apenas de forma simbólica, todos os Benfiquistas. A legitimidade conquistada nas urnas é uma força imensa, mas também uma responsabilidade colossal. A união não se impõe — constrói-se. E só se constrói com verdade, com humildade, com liderança e com abertura ao diálogo e também com capacidade para incorporar fantásticas ideias que estavam com certeza em todos os programas destas eleições.

O Benfica é maior do que qualquer corrente, do que qualquer nome ou ciclo. É uma causa, um ideal, uma paixão que atravessa gerações e fronteiras. Que estas eleições sirvam, portanto, como o ponto de viragem em que deixamos de olhar uns para os outros como rivais e voltamos a olhar juntos para o mesmo horizonte: o da glória, o do orgulho, o da unidade.

Porque, no fim, só existe um Benfica E PLURIBUS UNUM.

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