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Servir o Benfica corta com Benitez e oficializa rutura após nova movimentação política
18 Out 2026 | 14:38
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15 Out 2024 | 20:15 | Por Redação
Paulo Gonçalves, advogado, refutou as acusações de corrupção ativa e fraude fiscal por parte do Ministério Público, no caso dos emails, enquanto desempenhava funções de assessor jurídico na Benfica SAD. Em comunicado enviado à agência Lusa, o ex-dirigente do Clube da Luz acabou por considerar as acusações "surreais" e "sem fundamentação legal".
"Esta acusação é surreal e assenta numa tese destituída de fundamentação factual e legal. Na verdade, nenhuma das condutas ali descritas consubstancia qualquer crime, muito menos um crime de corrupção, na sua maioria traduzindo uma prática corrente no mercado de futebol, tanto a nível nacional como internacional", começou por mencionar.
Esta acusação é surreal e assenta numa tese destituída de fundamentação factual e legal.
"Em momento algum extravasei as funções e as instruções que me foram então confiadas", afirmou o advogado. "De ora em diante, estarei totalmente focado na refutação desta acusação incompreensível e na defesa do meu bom nome, pelo que irei solicitar de imediato o levantamento do segredo profissional a que estou vinculado pelo Estatuto da Ordem do Advogados, sem o qual não poderei exercer na plenitude o exercício do meu direito de defesa", disse.
Recorde-se que o Benfica já reagiu à acusação do Ministério Público. "O Sport Lisboa e Benfica e os seus advogados vão analisar em detalhe a acusação da qual foram hoje notificados e que responsabiliza o Benfica, em virtude de alegados atos imputados ao seu ex-presidente e a um antigo assessor", começaram por escrever as águias.
"Oportunamente tomarão posição processual, mas não restem dúvidas de que o Sport Lisboa e Benfica se defenderá, sem hesitar, de todas as acusações infundadas (e do que já foi possível analisar, estas são infundadas), bem como de tudo quanto afete ou possa ter afetado os seus direitos e interesses", concluiu o Clube da Luz.
Comunicação enviada aos associados das águias está a provocar polémica e já motivou críticas públicas de uma antiga figura do clube
23 Out 2026 | 10:35 | Por Redação
O Benfica está no centro de uma polémica relacionada com uma comunicação enviada aos seus sócios, numa altura em que decorre o processo de renumeração dos associados. O e-mail enviado pelo Clube informa os benfiquistas de que podem consultar a previsão do seu novo número de sócio, mas o procedimento está a gerar críticas devido a um pormenor que pode passar despercebido.
Ao acederem à ligação disponibilizada para fazer a consulta, os associados encontram uma opção previamente selecionada que permite subscrever a petição do Benfica sobre a revisão do modelo de centralização dos direitos televisivos. Assim, quem carregar em "Continuar" sem reparar na caixa assinalada poderá subscrever o documento sem que essa fosse a sua intenção. Para evitar que isso aconteça, é necessário desmarcar manualmente a opção antes de avançar.
A situação foi denunciada por vários sócios nas redes sociais, entre os quais João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Clube da Luz, que criticou o procedimento e classificou-o como uma "chico-espertice". O antigo responsável explicou o que considera ser o problema: "O problema começa quando se abre a ligação. Surge uma caixa previamente assinalada com a opção de subscrever uma petição contra a centralização dos direitos televisivos, mesmo antes do botão: ´Continuar´. Ou seja, o sócio entra para consultar o seu número e é confrontado com uma opção preenchida por defeito. Por inércia não retiram a seleção e dessa forma subscrevem a petição sem que essa tenha sido a sua intenção", indignou-se.
A iniciativa está relacionada com a posição do Benfica sobre a centralização dos direitos televisivos, um tema que o Clube considera determinante para o seu futuro financeiro. Os encarnados pretendem reunir o maior número possível de assinaturas para defender a revisão do modelo, argumentando que a centralização poderá levar o clube a perder mais de 20 milhões de euros por ano.
Ainda assim, a petição já atingiu as 7.500 assinaturas necessárias para que o tema seja debatido em plenário da Assembleia da República. A polémica em torno do e-mail surge, por isso, numa fase em que o Benfica já alcançou esse objetivo, mas em que o método utilizado para incentivar novas subscrições está a suscitar críticas entre alguns associados.
Professor era membro do grupo político das águias, mas recebeu chamada onde foi informado de sua exclusão e questionou a decisão
19 Out 2026 | 17:00 | Por Redação
O movimento Servir o Benfica decidiu expulsar Pedro Brinca do seu quadro de membros, numa decisão que motivou uma reação contundente do professor de Economia. O episódio surge depois de ter sido confirmada a saída de Francisco Benitez. Numa coluna de opinião publicada no jornal Record, o agora ex-membro criticou o processo que levou ao seu afastamento, apontando alegadas irregularidades e contradições face aos princípios defendidos pelo movimento.
“É irónico que um movimento que sempre apresentou a bandeira da transparência, respeito pelos processos, pelos estatutos, pela verdade, e que criticou sempre duramente Luís Filipe Vieira por não o fazer, marcou uma reunião em que o ponto da ordem de trabalhos era a discussão do futuro do movimento”, começou por escrever.
O sócio do Benfica contestou ainda a votação da sua expulsão, alegando que o assunto não constava da ordem de trabalhos e que não lhe foi concedida a possibilidade de apresentar a sua defesa. Pedro Brinca revelou ter sido informado da decisão através de um telefonema, no sábado, e associou o afastamento ao facto de não ter apoiado, há mais de um ano, a lista de João Leite à Mesa da Assembleia Geral.
O professor considerou que o movimento está a reproduzir comportamentos que anteriormente criticava, deixando uma mensagem particularmente dura: “Não existe maior tragédia do que nos transformarmos naquilo que mais abominamos”, afirmou, questionando ainda se Luís Filipe Vieira teria adotado um procedimento semelhante durante a sua presidência.
Pedro Brinca terminou com uma referência a uma frase de Luiz Felipe Scolari, antigo selecionador nacional, lançando uma provocação aos responsáveis do movimento: “Hoje Luís Filipe Vieira deve estar a olhar para isto, a rir-se e a parafrasear Scolari: e o ditador era eu?”
Antigo candidato à presidência do Clube vermelho e branco reagiu à sua saída do grupo político encarnado e deixou várias críticas
19 Out 2026 | 10:51 | Por Redação
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez. Nas suas redes sociais, o antigo candidato à presidência do Clube lamentou a sua saída.
F. Benitez: "Há dias que custam"
"Há dias que custam. Hoje é um desses dias. Hoje chegou ao fim a minha ligação ao movimento Servir o Benfica. Seis anos depois de ter ajudado a criar este projeto, de lhe ter dedicado tempo, energia, convicção e uma parte importante da minha vida, vejo este percurso terminar da forma que menos esperava: por decisão de outros", começou por escrever.
De seguida, o conhecido adepto revelou que irá juntar-se ao grupo UNUM. "E porquê? Porque decidi juntar-me ao UNUM. Porque entendi que, num Benfica tantas vezes dividido, valia a pena construir pontes em vez de alimentar trincheiras. Porque acredito que pessoas com opiniões diferentes podem sentar-se à mesma mesa, conversar, encontrar soluções e trabalhar por aquilo que verdadeiramente as une: o amor ao Sport Lisboa e Benfica", pode ler-se.
F. Benitez: "Deixa-me uma mágoa profunda"
Francisco Benitez não esconde a sua desilusão. "Nunca pensei que querer unir pudesse ser motivo para excluir. Durante seis anos dei tudo o que podia ao movimento. Fi-lo de forma desinteressada, com entrega, lealdade e, sobretudo, com a consciência de estar a fazer aquilo em que acreditava...Não escondo a tristeza. Ser afastado de um projeto que ajudei a criar, não por ter traído os seus princípios, mas por continuar a acreditar na liberdade de pensar e de participar, deixa uma mágoa profunda. Mais do que a decisão, dói perceber que, afinal, a diferença de pensamento pode valer mais do que seis anos de dedicação.
Para concluir, o benfiquista defende que ninguém pode impedir as suas convicções. "Podem afastar-me de um movimento. Não podem afastar-me das minhas convicções, da minha liberdade de pensamento ou do meu amor ao Benfica. Saio triste, naturalmente...Hoje termina um capítulo de seis anos. Não termina, nem nunca terminará, a minha vontade de servir o Benfica. Porque os movimentos passam, as pessoas seguem os seus caminhos, mas o Benfica fica. E o Benfica, para mim, estará sempre acima de tudo", finalizou.
Veja o "tweet" de Francisco Benitez: