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Exclusivo Glorioso 1904 - Kaminski desilude e pode estar de saída do Benfica
27 Ago 2026 | 16:53
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05 Abr 2025 | 15:01 |
Bruno Lage marcou presença este sábado, 5 de abril, para fazer a antevisão ao duelo do Benfica com o Porto, a valer para a jornada 28 da Liga Portugal Betclic. O encontro está agendado para as 20h30, do próximo domingo, 6 de abril, no Dragão. Confira tudo o que disse o técnico aos jornalistas.
Quais as diferenças que espera para o jogo da 1.ª volta?
"Antes de mais, dizer que é um jogo muito importante para nós. Não é decisivo, mas é muito importante. Vamos com a ambição de jogar bem e vencer. Preparámos muito bem o jogo, principalmente em função do que o FC Porto tem feito. Está uma equipa diferente, também em função da forma como joga, do sistema que tem usado nos últimos jogos, e vai ser mais um clássico. Prevejo que seja quentinho como os outros, mas o mais importante é a nossa ambição de vencer".
Quem está fora por lesão e quem pode voltar? Por que razão diz que vai ser quentinho?
"Tem sido esse o registo... Digo quentinho porque são jogos que queremos jogar enquanto treinadores ou jogadores, e é num momento da época importante. Esse é que é o nosso sentido. Independentemente do adversário, de jogar em casa ou fora, a nossa ambição e mentalidade vencedora tem de estar sempre presente. Sobre o onze, preparámos bem o jogo. Temos várias coisas para conversar ainda e temos o dia de amanhã. A única confirmação é o Renato [Sanches], que se lesionou no último jogo e está fora".
Anselmi disse que o Benfica não pode perder a liderança no Dragão. Está a passar a pressão para o lado do Benfica? Esta semana tem sido marcada por alguma tensão entre os dois clubes. Como vê este ambiente?
"A nossa preocupação é estarmos concentrados no que controlamos. O que mais quero é que o jogo comece, um jogo de grandes emoções. Vencer no Dragão não é tarefa fácil, mas vamos com essa ambição e mentalidade. Sentimos a equipa, da forma como treinámos, confiante. Está num bom momento e a pressão que colocamos em nós próprios é fazer o nosso jogo independentemente do adversário, para conquistar títulos".
Se olharmos para a classificação, este jogo será decisivo para o Porto. Perdendo, perde o comboio do título. O Benfica, ganhando, mantém-se no 1.º lugar. Para quem é mais importante o clássico? Relativamente à questão tática, como acha que vai ser o jogo?
"Falou-me da tática e fugi da primeira pergunta... Cabe-me responder sobre nós. Para nós é importante, mas não decisivo. Do lado do Porto, façam a vossa leitura. Por aquilo que tenho visto, acredito que vai ser um jogo muito dividido e rápido. Ambas as equipas gostam de jogar rápido, de pressionar, são muito fortes a atacar a profundidade, nas transições ofensivas. Prevejo um jogo muito tático mas não amarrado, em que a bola pode sair de uma área e, em dois ou três passes, estar na outra. Tático, mas não amarrado".
Estamos perante um Porto muito diferente. Mudança de presidente, treinador, perdeu o capitão... Este é o Porto mais frágil que vai defrontar?
"Não me cabe a mim, enquanto treinador do Benfica, analisar a vida do Porto, começando pela presidência. A mim cabe-me é analisar a equipa e preparar a minha da melhor forma. Já disse como acho que o jogo vai ser. O Porto alterou o sistema, o Eustáquio tem sido importante na forma como a equipa sai de um sistema e entra noutro, entre os centrais, à frente dos centrais. Isso é o mais importante para mim. E depois é preparar o jogo, como defender, atacar, aproveitar espaços. Isso é o mais importante para mim. Eu sei que, para vós, outro tipo de análise seja mais importante, mas enquanto treinador preocupo-me em preparar o jogo da melhor maneira".
Em termos defensivos, não está preocupado com a facilidade com que o Farense marcou na Luz?
"Temos de olhar para aquilo que fazemos. Por acaso, tive curiosidade de olhar para vários campeonatos e para os vários líderes. Quantas vezes vemos o primeiro a jogar contra uma equipa que está em baixo na tabela e sofrer vários golos? Quando olhamos para o jogo, sentimos que a equipa teve um bom comportamento. Sofreu de bola parada e já percebemos o porquê. O Farense é forte nesse momento e fez o golo com todo o mérito. Depois, com todo o mérito, fazem o 3-2. Por vezes, é dar mérito ao adversário. E foi isso que disse. Ainda assim, o que produzimos, foi muito superior. Vencemos o jogo, estamos numa boa sequência, a nossa busca tem de ser na consistência. Isto não é matemática e o exemplo disso são os resultados que temos tido".
O Benfica poderá contar com Tomás Araújo amanhã? Em relação a Renato Sanches, o treinador consegue explicar o que se passa com ele? Gerou tantas expectativas...
"Não consigo explicar. O que consigo dizer é que estamos sempre do lado do Renato. Ele recupera sempre muito bem. Facilmente integra os treinos, facilmente entra no lote de opções para os jogos. Vinha neste momento numa sequência de cinco jogos a contribuir para a equipa. Temos trabalhado muito com ele um posicionamento diferente, de jogar a primeiro médio. Estava a fazer jogos muito interessantes. É diferente o que se pede ao Florentino ou ao Renato. Ele estava a fazer uma boa interpretação e é com infelicidade que o vemos voltar novamente a um momento de paragem. Estamos ao lado do jogador, do homem, ele que recupere rápido porque, quem sabe, ainda temos o Mundial de Clubes. Sobre o Tomás, tem estado também num momento em que temos de fazer uma boa gestão. O mais importante é termos esse cuidado com todos. E, amanhã, decidimos qual o melhor jogador em função da estratégia que vamos adotar. Queremos sempre muita profundidade e o Tomás dá-nos isso. Tem qualidade de cruzamento, integra muito bem o ataque, projeta-se bem. É isso que queremos naquela posição. Temos de avaliar e amanhã perceber qual a melhor opção".
No ano passado, o Benfica foi goleado no Dragão por 5-0. Esse jogo foi tema de conversa para motivar as tropas?
"Nem esse, nem o da 1.ª volta deste ano. Nem o momento em que estamos. A única coisa que interessa é o futuro. Olhar para o que o Porto está a fazer e preparar da melhor maneira para vencer".
Tem mais alguma baixa, além do Tomás, eventualmente, e do Renato? Que impacto poderá ter este jogo no resto da época?
"Importante são os três pontos, são os mesmos do Farense e, eventualmente, os do Arouca no jogo seguinte. É importante porque o campeonato aproxima-se do final e queremos continuar na liderança. Sobre lesões... Tirando o Bah e o Manu, só o Renato".
Anselmi repetiu o mesmo onze nos últimos dois jogos. Espera novamente os mesmos jogadores?
"Podem acontecer dois cenários... É 50/50. Partir de alguma estabilidade da equipa ter feito bons resultados, mas nós, enquanto treinadores, fazemos sempre a análise do jogo e há coisas que vamos vendo e que são importantes. E, por isso, pode haver alterações. Eventualmente fazer a linha de três centrais com um central e não com o Eustáquio, mas acredito que possa fazer o mesmo que fez nos últimos dois jogos".
Pavlidis fez um bom jogo na 1.ª volta, na Luz. Se pensarmos que o Porto não tem usado um central de raiz no meio, poderá ser benéfico para ele?
"No passado recente, muitas equipas têm jogado assim. O Barcelona defendeu assim contra nós. Nos últimos cinco ou seis jogos, pelo menos quatro equipas defenderam assim, colocando o médio no meio dos centrais. Diminuir a distância para a linha defensiva. Nós é que temos de ter a capacidade, e acredito que não se trata só do Pavlidis. Trazer uma boa exibição de um jogo que foi em novembro não faz muito sentido. Faz é sentido olhar para o que a equipa tem vindo a fazer quando os adversários têm uma linha de cinco. A equipa tem percebido muito bem como o adversário se movimenta, e isso é que é importante. Não apenas olhar para o Pavlidis, mas para o que a equipa faz".
Nos últimos 10 anos, o Benfica venceu duas vezes no Dragão. Uma delas foi consigo, 2 de março de 2019. Essa experiência dá alguma coisa ao plantel que tem hoje?
"O jogo que fizemos na época seguinte, perdemos por 3-2 e terminámos com três homens na frente. Jogámos com três pontas-de-lança... Acabámos assim o jogo e essa é a forma como temos de olhar para amanhã. A mensagem mais importante é essa. O que controlamos é o que se vai passar nas quatro linhas. Temos de estar o mais tranquilos possíveis, pensar no lado estratégico e no potencial e talento que temos como equipa e em termos de individualidades. Que os jogadores se mantenham no registo que temos vindo a ter. Estamos juntos como uma família, jogamos como uma família, corremos uns pelos outros. E amanhã, como tropa, vamos lutar para vencer o jogo".
Devido à regras impostas pela UEFA, as águias não poderão rumar a Itália caso sejam sorteados para enfrentar rival já conhecido
28 Ago 2026 | 10:52 |
As regras definidas pela UEFA para os sorteios das competições europeias vão introduzir algumas limitações no sorteio da fase de liga da Liga dos Campeões e da Liga Europa. O Benfica, que qualificou-se após vencer o Aarhus, é uma das equipas afetadas pelas condicionantes, nomeadamente devido ao histórico recente frente à Juventus.
As águias defrontaram o conjunto italiano nas duas últimas edições das competições europeias, pelo que um novo encontro entre Benfica e Juventus não poderá acontecer esta temporada na fase de liga. Contudo, existe uma exceção: caso o sorteio determine novo confronto, este apenas poderá realizar-se em Lisboa, ficando Turim fora das possibilidades.
A regra aplicada pela UEFA pretende evitar que determinados confrontos se repitam em três edições consecutivas das competições europeias. Desta forma, os clubes que se encontraram nas duas temporadas anteriores ficam sujeitos a restrições específicas durante o sorteio.
O Benfica terá, assim, de aguardar pelo sorteio para conhecer todos os adversários da próxima fase de liga, sabendo desde já que um eventual duelo com a Juventus apenas poderá acontecer no Estádio da Luz. A mesma condicionante aplica-se a outros dois encontros de grande dimensão no futebol europeu.
As regras prometem, desta forma, acrescentar um ingrediente extra ao sorteio desta sexta-feira, com algumas das possibilidades já previamente condicionadas pela UEFA. Para o Benfica, fica a certeza de que Turim está fora do mapa caso a 'vecchia signora' volte a surgir no caminho europeu das águias.
Presidente falou após a qualificação do Clube para a fase principal da Liga Europa e respondeu ao líder do Sporting, além de abordar situação com o norueguês
28 Ago 2026 | 10:19 |
Rui Costa falou com jornalistas após a vitória do Benfica diante do Aarhus (3-1), na segunda mão do play-off que deu acesso à fase de liga da UEFA Europa League. Confira tudo o que disse o mandatário encarnado após o triunfo na Dinamarca.
Gonçalo Moreira
"O Gonçalo, até pela sua estatura — e eu brincava com essa situação —, até pela sua estatura foi sempre um jogador que nas camadas jovens do Benfica temíamos sempre na mudança de escalão como é que seria a reação do Gonçalo. E o Gonçalo até hoje tem reagido sempre na perfeição a cada mudança de escalão. Foi dos juvenis para os juniores, quando nós pensávamos que agora com os juniores já seria mais físico e como é que ele iria lidar com isso; sub-23, equipa B, e agora a estrear-se na equipa principal do Benfica. Também, antes de mais, muito contente por ele. Merece. Tem uma qualidade enorme, tem uma abnegação enorme e é um dos meninos da casa".
Renovações de Prestianni e Schjelderup
"Do Schjelderup vocês já sabem: tem uma proposta. Não há aqui esta urgência de que se renovou ontem, não renovou ontem. É um jogador que ainda tem contrato. Esperemos que ele aceite a proposta, como é óbvio. Em relação ao Prestianni, há pouco tempo pouca gente dava crédito ao Prestianni. Nós acabámos por dar sempre crédito ao Prestianni, por isso o fomos buscar. Agora está a explodir face também ao crescimento, ao tempo que já passou no clube, ao tempo que passou na Europa, à idade que vai ajudando a estar como ele está. Hoje está bem, como está a equipa. A equipa tem tentado fazer bons jogos, mas lembrar que estamos só no início do campeonato, no início da época. O Prestianni é evidente que é outro jogador que nós queremos manter, não há dúvida sobre isso. Mas repito aquilo que eu disse: a equipa está bem, não é só o Prestianni, a equipa tem estado bem. Mas estamos só no princípio da época, acabámos agora esta fase de Liga Europa, estamos no princípio do campeonato e é pensar já a segunda-feira, que temos um jogo muito difícil e que, como vocês sabem, também já perdemos dois pontos e não queremos voltar a perder".
João Palhinha
"Todos os jogadores que chegam ao Benfica passam por um processo que implica a estrutura do futebol: o nosso scouting, o nosso treinador, o nosso diretor desportivo. E, portanto, foi um jogador que oferecia poucas dúvidas, tendo a possibilidade de trazer o João Palhinha oferecia poucas dúvidas a toda a gente de o trazer. Depois o processo é como todos os outros jogadores. A influência que o Marco e que o presidente teve, neste caso, foi tentar convencer — assim como o Mário Branco —, tentar convencer o jogador para o nosso projeto. Mas deixem-me dizer, e como aliás repetir aquilo que já disse ali: uma das coisas que nos fez também lutar bastante por este jogador foi o facto de o jogador mostrar esta vontade enorme de querer representar o clube. E nós estamos muito satisfeitos com isso".
Resposta a Varandas
"Posso comentar os jogadores que chegam ao Benfica, não vou comentar a política desportiva dos outros clubes. Nunca fiz isso na vida. Não vou comentar a política desportiva dos outros clubes. Limito-me a comentar a do meu clube. Nós estamos muito contentes com o Palhinha, com o facto de termos trazido o Palhinha. Encaixa na nossa política. Nem todos os jogadores quando são contratados são feitos para... só são contratados a pensar no retorno financeiro que o atleta pode ter. Esta é uma aquisição que nós queríamos no nosso plantel. É um jogador português, um jogador que já foi jogador do Marco Silva, jogador de provas dadas e, portanto, nós entendemos que encaixava na perfeição no nosso plantel. Estamos muito satisfeitos com ele. É a única coisa que eu posso dizer: estamos muito satisfeitos com o desfecho das negociações. Como vocês sabem, até tivemos de demorar aqui um bocadinho e passar aqui um bocadinho de tempo para que fosse possível. E enaltecer também a vontade que o João Palhinha mostrou desde o primeiro dia que foi contactado pelo Benfica em querer vir representar o clube. E, portanto, é mais um jogador. Não é o salvador da pátria, nem é o jogador que vem fintar 40 jogadores por jogo e fazer 70 golos durante a temporada, mas é com certeza mais um jogador que irá ajudar este plantel a atingir os objetivos que se pretendem. Não mais do que isso".
Resultado e atuação de Prestianni
"Está num ótimo momento de forma. Em relação a esta entrada, estamos contentes por atingir o nosso objetivo. Não é a competição que queríamos jogar, mas estamos felizes por atingir esta que para nós é a segunda fase".
Águias saíram venceram na Dinamarca e garantiram presença na fase principal da competição com brilho da dupla escolhida pelo treinador
28 Ago 2026 | 09:54 |
Marco Silva analisou, em conferência de imprensa, a vitória do Benfica diante do Aarhus (3-1), na segunda mão do play-off que deu acesso à fase de liga da UEFA Europa League. Confira tudo o que disse o treinador encarnado após o triunfo na Dinamarca.
Análise da vitória
É um resultado importante para nós. Uma boa exibição em alguns momentos do jogo, mas acima de tudo séria e profissional. Vínhamos de uma vantagem boa, não tão confortável como a que tivemos, por exemplo, quando fomos à Escócia jogar com o Hearts, mas uma boa. Tínhamos falado com os jogadores que era importante começarmos fortes, sermos fortes nos primeiros duelos. Sabíamos que iam tentar levar o jogo para esse mesmo campo, com muito duelo individual. Era importante termos uma entrada positiva no jogo e tentar comandar. Principalmente nos primeiros momentos, não sendo possível implementar logo o nosso jogo — e sabíamos que eles iam tentar que isso não acontecesse. Acabámos por ganhar de forma justa, com bons momentos, bons golos e com mais oportunidades para fazer mais. Acabámos por sofrer numa bola fortuita. Tenho aqui claramente de falar do azar, não concedemos praticamente nada ao adversário. Perdemos a bola numa zona que não devíamos ter perdido, mas num remate em que há um ressalto e a bola acaba por passar por cima do Samuel. Foi uma sorte.
Gianluca Prestianni
Sobre o Prestianni… não foi só ele que teve uma exibição individual de grande nível. Felizmente, existiram outros jogadores. Percebe-se, claramente, que o Bah está a melhorar fisicamente e voltamos a ver a qualidade individual e a capacidade física. É um jogador físico e é importante estar a níveis bons para ter exibições como a de esta noite. O Enzo é outro bom exemplo: um excelente jogo, outra vez numa posição um bocadinho diferente em alguns momentos sem bola, e conseguiu fazer um jogo muito bom dentro daquilo que nós lhe pedimos, quer sem bola como com bola. Há que realçar o seu crescimento também. E, não querendo ir por mais, mas é só para não realçar apenas a questão do Prestianni — eu percebo, mais dois golos, um segundo golo de grande inspiração de um jogador que está a viver um muito bom início de temporada, que está confiante. Mas, além de estar confiante, está a trabalhar bem. Fez o primeiro golo, num ambiente hostil para ele, que ele também gosta bastante, conseguiu ser equilibrado emocionalmente. Tem de perceber que, com a qualidade dele, os jogadores adversários vão ser agressivos, e conseguiu manter o equilíbrio emocional, que é importante neste momento. É bom sentir que um jovem de 20 anos tem esta capacidade e demonstra esta capacidade de jogar o jogo simplesmente e fazer aquilo que ele faz bem, que é desfrutar do jogo e das suas qualidades individuais ao serviço da equipa.
Qualificação
Era o nosso objetivo. Começámos muito cedo a pré-temporada com alguns jogadores fora, outros que ainda não estavam no clube. Não há que esconder que éramos favoritos para estar na fase liga, mas uma coisa é ser favorito, outra é prová-lo depois. Olhando para aquilo que foi o nosso primeiro jogo na Suíça e olhar para o momento em que estamos e como estamos a jogar agora, há uma diferença. Isso para nós é o mais importante. Não está tudo bem, longe disso. Disse-vos ontem que estávamos muito longe daquilo que ainda temos de estar, mas é importante perceber que há uma evolução. Para nós é muito importante perceber que há uma identidade a ser criada. Basta olhar para o primeiro jogo com o St. Gallen e olhar agora: é completamente diferente e isso para nós, como equipa, é muito importante. Havia sempre aquela hipótese de uma casca de banana para escorregarmos, mas o que é certo é que fomos crescendo, fomos provando a nossa qualidade e a nossa superioridade em relação aos nossos adversários. Deixa-me satisfeito ver bons jogos, boas exibições, bons golos.
Entra na Liga Europa para ganhar?
Em relação ao que o Prestianni disse, o Benfica é um clube de Champions League, como vocês sabem. Basta ver o historial, basta ver o que é a história do clube. O que é certo é que não estamos lá e temos de encarar a prova em que estamos de uma forma positiva e ambiciosa. Isso é o mais importante. Não adianta falar porque estamos ou não estamos, a realidade é esta. É uma realidade que nos criou dificuldades mesmo em termos de preparação de pré-temporada porque, mesmo não estando onde o Benfica está habituado a estar, acabámos por ter de fazer estes seis jogos para estar numa fase de liga, o que não é normal. Portanto, todos estes obstáculos ou etapas que fomos quebrando para estar lá, tínhamos de as fazer e demonstrar a nossa superioridade. Eu disse-vos desde o dia da apresentação que podíamos falar de ser ou não uma equipa que, pela grandeza que temos, pode disputar a Liga Europa até ao fim, mas primeiro tínhamos de estar lá. O primeiro passo era estar na fase de grupos e já estamos. Naturalmente, olhando para as equipas que lá estão, não somos a única grande equipa europeia. Parece-me que este ano é uma Liga Europa um pouco mais forte do que a da época passada. Mas, naturalmente, pelo historial e grandeza que temos como clube, juntamente com outros clubes de grandes campeonatos europeus, temos de assumir a nossa responsabilidade na prova e, jogo a jogo, tentar chegar o mais longe possível. Para nós, o mais longe possível é chegar ao último jogo.
Meio-campo pode dar dores de cabeça
Até ao final do mercado não posso garantir absolutamente nada. Vocês sabem que é tudo muito volátil, que tudo pode acontecer, e é impossível para mim garantir algo sobre o qual não tenho total controlo. Essa é a primeira. Estivemos focados no jogo. Percebo que ontem apresentámos um jogador, mas o foco estava total naquilo que era o nosso jogo e a nossa obrigação. Isso é o que eu consigo controlar totalmente. É óbvio que estou em contacto com a estrutura do Benfica e estamos em contacto diário para que tudo o que possamos fazer dentro das nossas possibilidades seja feito. Num ano em que não temos Champions League, isso tem uma influência muito grande no clube e nas finanças também. A realidade é que tudo o que possamos fazer para sermos mais fortes, iremos tentar fazer. Em relação ao meio-campo e às dores de cabeça, são as boas, as que qualquer treinador gosta de ter: a competição pelo lugar. São os jogadores a lutarem para manter o seu lugar e outros por trás a tentarem ganhar o lugar. Conseguimos algo que era um objetivo. Vamos jogar de três em três dias, com intervalos de quatro dias, com viagens — porque a Liga Europa muitas vezes envolve viagens longas. Temos de ter a capacidade de rodar jogadores, não rodar por rodar, mas porque o nível é parecido e o nível da equipa está elevado em algumas posições que nos permite fazer isso. Temos de ter a capacidade de apresentar onzes diferentes e manter a qualidade. Isso para mim é o mais importante. Eu percebo que falam muito que o Prestianni esteve muito bem à esquerda e o Andreas, mas faz parte. Boas equipas e equipas de nível têm dois jogadores por posição. É ao que estou habituado e é o que é importante o Benfica ter também, porque a competição pelo lugar faz os jogadores atingirem níveis muito importantes durante a semana.
Rafa Silva
Tem sido fácil. O Rafa tem o feitio dele, todos vocês o conhecem melhor do que eu, independentemente de eu o conhecer há muitos anos e de o ter defrontado. Uma coisa é defrontá-lo, outra coisa é estar com ele. O Rafa está feliz como o resto da equipa. Só ficámos tristes dois dias durante estas oito semanas: no primeiro jogo da Liga Europa e num jogo infelizmente sem adeptos no Estádio da Luz contra o Académico de Viseu. De resto, tenho sentido o Rafa a trabalhar bem e acho que isso tem sido provado nos jogos. A forma como mais uma vez vi o Rafa fazer a nossa transição defensiva, recuperações e a cobrir quando perdemos um lateral ou um médio, sendo o primeiro jogador a reagir, deixa-me muito feliz. Ele sabe que é quase uma obrigação para nós ter todos os jogadores a poder fazê-lo. Acho que quando os jogadores da frente dão esse sinal, só ganhamos como equipa. Referiu o Rafa, mas percebe-se isso em todos os jogadores: tem de ser uma identidade da nossa equipa. Vê-lo a marcar, feliz, a divertir-se dentro do campo de uma forma séria e a pressionar é o mais importante. Tem trabalhado muito bem. E, como jogador da frente, é importante ter números, marcar golos, e ele tem marcado e assistido.
Posição de Rafa Silva
Devido às carências que tivemos durante a pré-temporada nos corredores — o Lukebakio não estava connosco, o Andreas não estava, o Prestianni esteve castigado nos primeiros jogos — começámos a usar o Rafa e a prepará-lo para os primeiros jogos no corredor. É um jogador que parte de fora, mas acaba sempre por vir para espaços interiores. Não está sempre lá porque depois defende o corredor também, mas tem partido de lá para depois cair em zonas no espaço interior onde é forte. Ele tem percebido muito bem em termos táticos o que pretendemos e está a jogar bem. Não há como mudar de posição.
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