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Futebol
13 Jan 2026 | 14:35 |
Os dados estão lançados e o Benfica procura garantir mais uma presença nas meias-finais da Taça de Portugal. Na antevisão ao Clássico frente ao Porto, José Mourinho abordou vários temas relacionados com a partida, incluindo a questão de quem irá substituir Nicolás Otamendi. Confira tudo o que o Special One disse.
Como foi ter tido mais tempo para preparar este jogo? E como encara o clássico? "Não queríamos ter tido estes dias para trabalhar... Obviamente que queríamos ter jogado no sábado [a final da Allianz Cup]. Mas em função da eliminação, tivemos este período de tempo para treinar. Penso que o utilizámos bem. Treinámos bem, pudemos pensar no jogo com o FC Porto em vez de pensar intercaladamente numa hipotética final de Taça. Em termos de trabalho foi bom".
Que versão do FC Porto espera encontrar amanhã, tendo em conta também os reforços e pelo facto de ser um jogo a eliminar? "O facto de ser um jogo a eliminar e de obrigar a que haja um vencedor terá, eventualmente, nuances diferentes de um jogo de campeonato. Quando jogámos no Dragão, onde a vitória das duas equipas era importante, a não derrota também era. Neste caso, o empate não serve, o que eventualmente poderá proporcionar um jogo diferente. Acho que o FC Porto é uma equipa que entra no campeonato com um perfil de jogo e jogador que não me parece uma decisão do treinador, não me parece que é por aí que haja uma alteração do que são enquanto equipa. É tão fácil, com base em data, números, percentagens, analisar o FC Porto. Mesmo o leigo, ou aquele que pensa que sabe muito de futebol e não sabe, basta agarrar-se aos números. É muito fácil perceber a equipa que são".
Como foi a conversa com a equipa depois do jogo com o Sp. Braga? Sente que o plantel está consigo? "Vou dizer-lhe que o diálogo correu muito bem, mas vou também dizer que não consigo ser o que vocês querem que eu seja. Quando digo vocês, não estou especificamente a falar de si, mas sim dos que não são jornalistas mas têm opinião. Não consigo ser o que querem que seja. Nem como homem, nem como treinador. Não consigo jogar mal e dizer que joguei bem. Não consigo aceitar mediocridade. Nem dos outros, nem da minha parte. Cheguei onde cheguei a ser Mourinho. E vou ser Mourinho até ao fim. Não me parece que essas críticas que deram origem a uma telenovela sem fim tenham sido exatamente assim. Esqueceram-se que no dia anterior eu tinha dito que gostava muito de ter ganho a competição. Não por mim, mas pelos adeptos e por um grupo fantástico de jogadores. E repito, amo aqueles gajos. Mas não consigo ser diferente. Não consigo fazer o que vocês gostam. Não consigo atirar areia para os olhos das pessoas, dizer que a minha equipa jogou muito bem quando jogou muito mal. E por outro lado, a relação que tenho com os meus jogadores atuais e a relação que tive em mais de duas décadas de futebol com os meus jogadores e grupos, é das coisas mais bonitas que tenho na carreira. E não estou a falar de 100% dos meus jogadores, graças a Deus. Porque alguma coisa estaria errada. Mas ter ex-jogadores de 22 e 23 anos e que me contactam frequentemente para coisas de carreira e pessoais... Jogadores de 54 ou 55 anos que têm exatamente a mesma relação comigo... Algumas pessoas trabalham para concorrentes e são pagos para fazer um determinado tipo de trabalho e que depois chegam à televisão e deveria ser incompatível... E eu não tenho isso a meu favor... Eu cheguei onde cheguei a ser quem sou e como sou. Os jogadores, na sua maioria, gostam de mim. E estou a falar de centenas e centenas de jogadores. Sou capaz de dizer a um jogador 'não jogaste nada'. Criticar publicamente. Mas também sou capaz de fazer o que fiz com o Dahl. Quando quiseram 'matar' o Dahl pela assistência que fez contra o Leverkusen, saí a dizer que era o Dahl e mais 10 no domingo. Eu sou quem sou, não vou mudar, vou ser assim até ao fim. A maioria dos jogadores gosta de mim e tem uma relação de grande honestidade e abertura comigo. E é assim que sou. Se gostavam mais do 'atira areia para os olhos dos outros' não consigo. E não consigo ter gente paga em painéis a falar bem de mim. Vocês sabem onde cheguei. Se como jogador chegou o Cristiano Ronaldo, Eusébio e Luís Figo, como treinador em Portugal só um chegou. E não vou mudar. Sinto muito".
Contra o FC Porto, vai optar por colocar à esquerda um jogador mais sólido defensivamente? "Os erros individuais pagam-se. Tenho mais facilidade em aceitar determinado tipo de perfil de erro individual. Obviamente que o golo do Zalazar tem um mérito incrível do próprio, mas tem um demérito enorme nosso. E é o tipo de erro que, com outro jogador, com outra história, com outra experiência e formação, eu teria mais dificuldade em aceitar do que aquilo que tive. E no momento em que se fala de Sudakov como dificuldade na sua forma atual, dificuldades ao nível físico, dificuldades porque não teve a pausa de inverno... Digo que o contexto em que cresceu e viveu não é propriamente um contexto de uma altíssima competição com altíssimo nível de responsabilidade. Vem de um campeonato ucraniano numa Ucrânia no momento em que conhecem, com um processo de treino com enormes dificuldades. Nem quero pensar em ter uma pessoa que amo, no caso dele várias, num cenário de guerra a não saber qual pode ser o último dia, se amanhã voltará a falar com eles. Não posso imaginar o que isso tem de influência num jovem. E o Sudakov da minha parte tem apoio. Claro que também tem crítica. Não lhe posso dizer 'olha fizeste bem em deixar o Zalazar rebentar com tudo'. Mas também não o posso criticar numa situação sem atenuantes. Se temos de colocar alguém com outra responsabilidade defensiva? Se calhar sim. Mas se calhar temos de colocar alguém que possa fazer pensar o jogador que jogar naquela posição 'cuidado que este pode lixar-me'. Mas a pergunta faz sentido".
Quem vai jogar no lugar do Otamendi? "Ou o António ou o Gonçalo Oliveira. Não lhe posso garantir que o António vai jogar, mas também não quero arriscar mentir e dizer que não vai jogar. Está convocado o António, o Gonçalo [Oliveira], o Tomás [Araújo] e o João Fonseca. A pensar que o António pode não jogar e que o Fonseca pode ser proteção. Não está claro ainda".
Que implicações pode ter o clássico no resto da época? "Uma vitória significa que jogaremos a meia-final e uma derrota significa que o FC Porto joga a meia-final e que nós ficamos de fora. Se ganharmos e tivermos na meia-final, regressamos a casa com felicidade e no dia seguinte, que é livre, mas depois regressaremos com um sorrigo. Se perdermos, regressaremos com a mesma cara fechada com que temos estado nos últimos dias mas a mesma disponibilidade para prepara o jogo com o Rio Ave - se é que se pode dizer preparar, jogando quarta e sábado... Mas com o mesmo profissionalismo e atitude que tivemos neste período. A alegria foi pouca coisa...".
Presidente do Clube encarnado não ficou muito entusiasmado com o triunfo diante do Nacional, no último domingo, no Estádio da Luz
14 Abr 2026 | 15:34 |
Rui Costa: "Nacional? Não esperava outra coisa"
"Reação com o Nacional? Não esperava outra coisa. Vestir esta camisola é uma grande responsabilidade. Após o empate com o Casa Pia queríamos ter uma grande resposta e tivemos", disse, em declarações à comunicação social presente.
Abordado sobre um enfraquecimento no investimento com uma possível não ida à Champions, sendo o dérbi com o Sporting decisivo nessas contas, o líder máximo quer pensar a curto prazo. "Vamos para este jogo a pensar no campeonato e naquilo que temos para fazer no campeonato. Não é preciso estar a esconder que um dérbi é um dérbi, tem essa componente também e é sobre isso que vamos jogar este jogo. O resto, depois logo vemos", respondeu.
Rui Costa: " Todos querem fazer um bom jogo em Alvalade"
O dirigente também olhou desta forma para o jogo que se aproxima com o Sporting, que será decisivo para o desfecho do campeonato e as aspirações de ambas as equipas. "O empate com o Casa Pia atrasou-nos nas nossas esperanças, mas até ao fim da Liga é lutar por todos os jogos. Além do mais, estamos a jogar por um dérbi. Todos os nossos jogadores e todos os nossos adeptos querem fazer um bom jogo em Alvalade" , concluiu.
Vale a pena recordar que o dérbi, a contar para a 30.ª jornada da Liga Portugal Betclic, está agendada para o dia 19 de abril, domingo, às 18h00, no Estádio José Alvalade. A partida terá transmissão televisiva e exclusiva na SportTV 1.
Figura bastante conceituada no universo encarnado pronunciou-se sobre o futuro do treinador encarnado e deu a sua opinião sobre o tema
14 Abr 2026 | 15:24 |
Manuel Damásio, antigo presidente do Benfica, concedeu uma entrevista exclusiva, onde falou sobre a atualidade das águias. Depois de abordar as eleições, onde votou em Rui Costa e elogiou igualmente Nuno Catarino, o ex-líder encarnado considera que o dirigente máximo do Clube da Luz deve manter a aposta em José Mourinho.
Manuel Damásio: "Rui Costa, como grande benfiquista, deve dar uma oportunidade a Mourinho para continuar"
"Vou mais longe. Nos últimos anos, Mourinho não tem tido sorte nos clubes que treinou. Não tem sido aquela 'mão' que entrava nos clubes e conseguia vitórias consecutivas. Daí que ter êxito no Benfica também seja bom para ele, para recuperar a sua aura de ganhador", começou por dizer Manuel Damásio, em entrevista ao jornal Record.
"Qualquer pessoa estaria indecisa, porque normalmente o treinador sai primeiro e o presidente depois, se as coisas não correm bem. Rui Costa, como grande benfiquista, deve dar uma oportunidade a Mourinho para continuar", revelou o antigo presidente dos encarnados, dando a sua opinião sobre o futuro do Special One.
Manuel Damásio: "No entanto, noto que Mourinho está a pensar no clube e não apenas em si"
"Não. Rui Costa deve dizer-lhe: 'Mourinho, estamos no mesmo barco. Tens contrato para a próxima época. Se fizermos um bom trabalho, renovamos por mais dois ou três anos. Agora vamos cumprir o que está assinado'. E até colocava uma cláusula de 50 milhões de euros. Se correr mal, vão os dois embora. É uma conversa olhos nos olhos", acrescentou, abordando a renovação do treinador.
"Toda a gente precisa mais do Benfica do que o Benfica de qualquer pessoa. O Benfica é uma instituição de 6 milhões de portugueses. No entanto, noto que Mourinho está a pensar no clube e não apenas em si, pois tem apostado na formação, o que não era normal nele", concluiu Manuel Damásio.
Futebolista de 23 anos esteve muito perto de rumar à Luz, contudo, negócio acabou por não acontecer e atleta não esconde a frustração
14 Abr 2026 | 13:54 |
Stije Resink ainda não esqueceu a transferência falhada para o Benfica. Praticamente dois meses depois do fecho do mercado, o médio neerlandês, que esteve perto de reforçar o plantel de José Mourinho, não escondeu a frustração e revelou alguns detalhes da negociação.
Stije Resink: "Ele disse-me que tinha recebido uma chamada do Benfica"
"Fui contactado pelo meu empresário um dia antes do jogo contra o Heerenveen. Ele disse-me que tinha recebido uma chamada do Benfica", começou por dizer Stije Resink, em declarações ao portal Matchday, onde explicou os contornos do negócio que nunca chegou a concretizar-se no mercado de inverno.
"De repente, apareceu o Benfica. Eles tinham dois jogadores lesionados e foram muito diretos", acrescentou o médio de 23 anos, ao explicar que, durante o mês de janeiro, o seu empresário revelou-lhe o interesse das águias na sua contratação. Atualmente, o futebolista encontra-se lesionado e com gravidade.
Stije Resink: "Achei uma m**** que estivesse sempre nos jornais"
"Ele sabia o que tinha sido dito dez minutos antes. Com tanto dinheiro envolvido, surgem jogos sujos. Para mim, foi estranho. Não esperava que algo assim acontecesse. O meu primeiro pensamento foi: vamos a isto", ao revelar que começaram a haver complicações no processo entre os dois clubes.
"Achei uma m**** que estivesse sempre nos jornais. As notícias iam de um lado para o outro e nem eu sabia o que ia acontecer. Durante toda a semana, só recebia mensagens com fotografias minhas com a camisola do Benfica", desabafou Stije Resink.