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Futebol
27 Jan 2026 | 14:21 |
César Peixoto, treinador do Gil Vicente, em declarações à Sport TV, após a derrota por 3-0 frente ao Porto - que está interessado em avançado -, partida que contou para a 19.ª jornada da Liga Portugal Betclic, frisou ter existido "um jogo antes dos 70' e outro depois", elogiou postura dos galos e prometeu continuar "a chatear a malta de cima".
César Peixoto: "A expulsão tornou tudo mais difícil"
"O 0-3 é uma consequência da expulsão, tornou tudo mais difícil. O 0-3 não me diz rigorosamente nada, quanto menos golos sofrermos melhor, mas não me diz nada. Diz-me muito é o que fizemos até aos 70'. O Porto está de parabéns, mas a equipa esteve muito bem, criámos oportunidades, atirámos à trave. A primeira situação de golo foi nossa, o Porto também podia ter feito golo. Dividimos o jogo, não metemos o autocarro, mas o resultado não foi o que queríamos", disse o ex Benfica.
"O Martin está ali triste no balneário, ele não vê o jogador do Porto, penso que até atinge na mão, é critério, foi sem querer [...] Acho que a equipa até aos 70' competiu, depois da expulsão há outro jogo, mas mesmo assim continuou a tentar, criámos uma situação de golo. [...] Saio daqui com um amargo de boca porque sinto que a expulsão condicionou o jogo, estávamos melhor no jogo, mas é o futebol", fundamentou.
César Peixoto: "Vamos continuar a chatear a malta de cima"
Quando questionado acerca da atividade do clube no que toca ao mercado, o técnico destacou: "Temos opções. Temos o Carlos [Eduardo] que veio de lesão e o jogo não estava para ele, o Agustin voltou agora não quisemos arriscar, depois da expulsão tivemos de remendar a equipa para ser competitiva até ao final. O mercado está aberto, vamos trazer gente e como costumo dizer aos meus jogadores, vamos continuar a chatear a malta de cima, não tenho dúvidas nenhumas."
César Peixoto ainda interrompeu a análise da derrota, para deixar uma mensagem de força a Vasco Sousa, médio do Porto: " Esta é a parte pior parte do futebol, custa um jogador não conseguir fazer o que mais gosta, a sua paixão. Ele tem que ser muito resiliente, tem que acreditar quando mais ninguém acreditar porque ele é muito novo, tem muito talento, o futebol ainda lhe vai dar muitas alegrias"
Capitão das águias esteve presente na sala de imprnsa, onde abordou partida frente aos merengues e ainda respondeu às questões sobre renovação
27 Jan 2026 | 14:19 |
Nicolás Otamendi deixou o mote para o embate com o Real Madrid. Presente na conferência de imprensa, de antevisão, o capitão do Benfica, presente no treino, considera que se trata de uma partida complicada, contudo, acredita que a equipa vai conseguir dar uma resposta à altura frente aos merengues.
Já disse a José Mourinho se vai continuar no Benfica? "Sou uma pessoa que vivo pelo clube, nos treinos tento dar o máximo, ser um exemplo para os mais jovens, a exigência de um jogador com a experiência tem de ser um exemplo para os mais jovens. Chegar é fácil, manter é o mais difícil. Falamos com o mister da vida em termos pessoais, estamos a viver um momento que requer máxima concentração. A minha cabeça está em viver o dia a dia".
Ultras do Benfica no Benfica Campus e a assobiadela monumental no Bernabéu ao Real Madrid... "Os adeptos vivem da mesma forma que nós temos de viver. Estão no seu direito de apoiar e exigir porque é um dos melhores clubes do mundo. A exigência é importante para os jogadores. O mais importante é isso. Cada um tem que ultrapassá-las dando o máximo para que o que se faz durante semana se possa refletir no jogo."
É preciso o Benfica ganhar e haver uma conjugação de resultados. De que foram olham para matemática. Quer continuar no Benfica? "Estamos conscientes do resultado que temos de ter, a vitória, e depender de outros resultados. Primeiro é ter concentração e ganhar o jogo e esperar. Ficar? Como disse, a minha cabeça está no dia a dia. A concentração está no jogo de amanhã".
Defrontaste Mbappé na final do Mundial. Há um plano específico para o o travar? Como é que te manténs? "São jogadores com grandes características, o Real Madrid tem desses jogadores em todas as linhas. Mas o Real Madrid não é só um jogador. Tem de ser um jogo perfeito a nível ofensivo e defensivo. Ser uma equipa compacta. Esperemos que as coisas saiam da melhor forma. A nível pessoal, sou uma pessoa muito objetiva, tento ter sempre ter este profissionalismo em todos os momentos. A base de ter uma boa performance é cuidarmos de nós, treinar bem e ter essa discipla para dar o máximo em cada jogo".
José Mourinho já disse que a posição de central é a que lhe dá menos dores de cabeça. É igual jogar António Silva ou Tomás Araújo? "Tanto Tomás como António - e o Gonçalo também - são jogadores com muita qualidade, são da formação, têm conhecimento do clube. Têm diferente carateristicas mas experientes. Também me ensinam a mim."
Ao ter marcado frente ao Estrela da Amadora, em estreia, jovem avançado português, junta-se agora a um vasto lote de atletas encarnados
27 Jan 2026 | 13:30 |
Ver um miúdo da formação entrar e, passados 62 segundos, marcar logo no primeiro toque na bola será sempre especial para os benfiquistas, mas outros detalhes abrilhantam a estreia de Anísio Cabral na primeira equipa. Aos 17 anos, o avançado entrou num lote especial de jogadores que faturaram no primeiro jogo de águia ao peito.
O jovem tornou-se o 106º da História do Benfica a fazê-lo, depois de esta temporada já Ivanovic ter conseguido entrar na lista. Mas há mais: há 50 anos que um jogador com apenas 17 anos não marcava pelos ‘A’, sucedendo ao malogrado Fernando Chalana.
Anísio Cabral pode agradecer a Banjaqui, que o serviu numa noite em que o lateral-direito também vai recordar. No final, o capitão Otamendi empurrou-os na direção da bancada para serem ovacionados pelos adeptos. De referir que Banjaqui - que recebeu elogio de rival - já tinha sido sido lançado na equipa principal, com 2 minutos na vitória sobre o Farense, por 2-0, na Taça de Portugal.
Anísio Cabral: "Foi uma das melhores sensações da minha vida"
Um dia depois do partida, Anísio Cabral recorreu às redes sociais para dar conta do momento especial que está a viver: "Sentimento inexplicável. Estrear-me num palco tão grande como o Estádio da Luz, com um golo… foi uma das melhores sensações da minha vida. Foram muitos dias de sacrifício, lágrimas e suor, sempre com o mesmo sonho em mente."
"Quero agradecer a todas as pessoas que fizeram parte deste grande processo, à minha família, treinadores, colegas e amigos, mas vou buscar e lutar por muito mais. Isto é o início de algo grande, mas para isso vou continuar a trabalhar todos os dias, com todas as minhas forças! Carrega Benfica! Deus é bom o tempo todo", escreveu o jovem avançado de 17 anos.
Antes do embate das águias frente ao Real Madrid, lembra-se nome do mítico técnico húngaro, que liderou as únicas conquistas continentais
27 Jan 2026 | 12:44 |
O percurso europeu do Benfica conheceu um ponto de viragem no início da década de 60, com Béla Guttmann no comando técnico. Foi com o mítico treinador húngaro que o Clube conquistou, pela primeira vez, a Taça dos Campeões Europeus, iniciando um ciclo que projetou as águias no futebol continental. As vitórias consecutivas em 1961 e 1962 marcaram uma geração e consolidaram um novo estatuto europeu.
Guttmann chegou à Luz com uma visão clara do jogo e métodos que se revelaram eficazes num contexto cada vez mais competitivo. A sua aposta numa equipa equilibrada, aliada à valorização de jovens jogadores, permitiu ao Benfica competir de igual para igual com os principais clubes da Europa.
Depois da conquista de 1961 frente ao Barcelona, o Benfica - que tem futuro prestes a ser blindado - voltou à final no ano seguinte para defrontar o Real Madrid, em Amesterdão. O encontro de 1962 ficou registado como um dos mais marcantes da história europeia do Clube. A vitória por 5-3 sobre o campeão em título confirmou a capacidade das águias enfrentarem equipas habituadas ao topo da competição.
Apesar desse triunfo, o ciclo de Béla Guttmann terminou pouco depois. O treinador pretendia uma valorização salarial, mas a direção não quis ultrapassar os 500 contos que já lhe pagava. Houve uma tentativa de apelo pessoal, sem sucesso. O Clube da Luz avançou então para Fernando Riera, enquanto Guttmann, magoado, proferiu a frase que atravessaria décadas: "Nem daqui a cem anos uma equipa portuguesa será bicampeã europeia e o Benfica jamais ganhará uma Taça dos Campeões sem mim."
Desde essa saída, o Benfica disputou oito finais europeias e perdeu todas. Amanhã, ao reencontrar o Real Madrid no fecho da fase de liga da UEFA Champions League, as águias revisitam um capítulo decisivo da sua história. A memória das conquistas com Béla Guttmann continua associada ao momento em que os encarnados entraram, definitivamente, no mapa do futebol europeu.