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José Mourinho não vai fazer conferência de imprensa do Santa Clara - Benfica
11 Fev 2026 | 15:43
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18 Jan 2026 | 10:42 |
José Mourinho não ficou por meias palavras na conferência de imprensa. No rescaldo da vitória do Benfica, que derrotou o Rio Ave por 2-0, o treinador português, que já tinha analisado a exibição das águias, respondeu às perguntas colocadas pelos jornalistas. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Concorda com a ideia de que esta é a melhor 1.ª parte do Benfica esta época no campeonato? "Acredito que sim, mas não esqueço de tantos jogos bons que o Benfica tem feito no campeonato fora de casa. Se na Luz temos feito alguns bons jogos e outros que, apesar de não termos perdido, não fomos convincentes, acho que a nossa carreira fora de casa tem sido muito convincente. A maneira como se ganhou em Guimarães, em Moreira de Cónegos, hoje. Obviamente não quero falar de um empate em Braga ou no Dragão porque empates não são vitórias, mas o que a equipa tem feito fora de casa tem sido muito convincente. Hoje foi uma 1.ª parte muito, muito, muito boa e forte, onde o 2-0 era curto para o que tínhamos feito. Contra uma equipa boa. Super satisfeito com o que os jogadores fizeram".
Muito se tem falado que o Benfica joga sem extremos, que o Leandro Barreiro não tem qualidade para jogar a 10 e que tem de ser o Sudakov. Hoje isso tudo aconteceu. O que tem sido dito teve efeito hoje? "Tem de perguntar a quem fala. Eu, de táticas e dinâmicas, não percebo nada. Quem fala dessas coisas é gente que sabe muito. É melhor falar com eles. Eu percebo pouco disso".
O que guarda deste jogo? A forma como a equipa entrou muito motivada depois de duas derrotas, ou estas pequenas alterações táticas? "A coisa mais importante é que depois da tristeza de uma derrota conseguimos ter a energia mental, crença, autoestima para chegar aqui e fazer o que se fez. Jogando 90 e tal minutos na quarta-feira passada no norte, viagem triste, longa. Decidimos internamente viajar só hoje e viajar de avião no dia do jogo, que é um bocadinho contranatura. Tentar transformar a tristeza e a frustração de uma derrota em positividade, em vez de se agarrarem à derrota. Agarrarem-se ao que fizeram, que foi tudo menos merecedor de uma derrota. Em função de tantas lesões que temos, a presença do Enzo no banco é duvidosa. O próprio Manu também não está ainda bem. O Bruma está longe de estar bem. Fizemos dois jogos fora de casa contra duas equipas difíceis depois de viagens para cima, para baixo, para cima. Praticamente com os mesmos jogadores, mudando um ou dois mas com pouca coisa para mudar. Acho que os jogadores às vezes também merecem palavras positivas. E, da minha parte, um respeito tremendo por aquilo que fizeram nestes últimos jogos. E principalmente hoje, com gente obviamente fatigada, conseguir chegar aqui e ganhar de maneira expressiva. O resultado não o é, mas o modo como eles jogaram, dominaram e controlaram é expressivo".
O Benfica encontrou muitos espaços nos três corredores hoje. Quão importante foi tudo isto, bem como o papel do Sudakov? E as triangulações no corredor direito, o quão importantes foram? "O Rio Ave é uma equipa que defende com os dois alas a fechar por dentro. Mas quando a bola entra no corredor lateral, são eles que saltam. Às vezes com um bocadinho de atraso. E tendo dois jogadores abertos em cada corredor, Dahl e Schjelderup de um lado, Dedic e Prestianni do outro, ter o Sudakov ou o Pavlidis a baixar torna difícil para o adversário se as coisas saírem bem. Corremos esse risco, porque da maneira como lemos a coisa o Rio Ave cria maior perigo na bola recuperada e transição. Foi assim que na Luz marcaram, em Barcelo também, ao Casa Pia... Tem risco. Quando se tem tanta bola e se perde, existe sempre esse risco. Mas a equipa foi muito sólida. O Barreiro e o Aursnes, por detrás dessa estrutura ofensiva, deram sempre um equilíbrio muito bom à equipa no girar de bola. É um jogo muito bem conseguido pelos rapazes, principalmente com a dificuldade que é ter jogado quarta-feira e voltar a jogar, sempre os mesmos. Foi só o Schjelderup e o Otamendi que se podem dizer frescos. O Sudakov jogou 50 minutos na quarta-feira. Foram muito fortes mentalmente, todo o crédito para eles".
Que forma encontrou para motivar o grupo nesta altura? "A forma de motivar e de preparar a equipa para este jogo é seguindo um princípio muito básico, que há pessoas que não percebem ou não querem perceber. Há pessoas a falar de mim, a criticar. Mas o princípio é muito básico: o da justiça. E quem joga como o Benfica jogou no Dragão, com o jogo que os jogadores fizeram, com a entrega, coragem... Tratei-os com justiça. Justiça é carinho, empatia, conversar, dialogar. Não ir para o lado de 'resultado, derrota, eliminação'. Ir na direção de 'grande jogo, personalidade, grande domínio'. Simplesmente foi ir pelo lado da justiça. Depois, analisámos o Rio Ave como analisamos qualquer equipa. Encontrámos um modo, com os jogadores que tínhamos à disposição, de dominar o jogo e criar perigo. Com os jogadores que tínhamos e com o que estava no banco... Estavam três jogadores não incapacitados, mas limitados. Manu, Bruma e Enzo. Depois, o Rego e o Neto. O senhor António Silva com o senhor Tomás e o senhor Otamendi, estamos perfeitamente tranquilos. Jogue quem jogar é uma grande dupla de centrais. E com estas limitações, tentar partir para um jogo onde era muito importante dominar e equilibrar. Ter atenção à organização. Não perdemos muito a bola, mas quando perdemos a equipa estava organizadinha. Muito bem o Dahl e o Dedic no controlo dos alas. Os jogadores foram muito bravos. O que é que foi feito? Nada de especial. E não só da minha parte. O próprio presidente, quando falou com os jogadores hoje antes do jogo, o Mário Branco ontem, o Simão Sabrosa há dois dias, toda a gente foi justa. E eles responderam a essa justiça com, acho, uma grande performance individual e coletiva".
O que achou da exibição do André Luiz? Aumenta ou diminui o interesse? "Não vou comentar jogadores do Rio Ave individualmente. Primeiro porque são do Rio Ave, e segundo porque quando se está no banco e se olha para a globalidade do jogo, não se está a seguir especificamente um jogador. Sabíamos que o Rio Ave era boa equipa, conseguimos definir bem o que são, sabemos como conseguiram empatar na Luz, e tentamos levá-lo numa direção. O resultado ao intervalo era curto e era importante continuar a controlar na 2.ª parte. Tendo uma boa coesão no sentido de 'bola perdida, equipa organizada e equilibrada'".
Extremo internacional norueguês tem sido um dos principais jogadores do Clube encarnado nos últimos compromisso da época
11 Fev 2026 | 17:16 |
Andreas Schjelderup fez um dos golos da vitória frente ao Alverca (2-1), a contar para a 22.ª jornada da Liga Portugal Betclic, confirmando o bom momento de forma. Tomás Cruz, médio ofensivo que atua na equipa B dos encarnados, admitiu que as jogadas que o extremo norueguês faz são inimagináveis.
T. Cruz: "Vi a fazer coisas que nem sequer sabia que era possível"
"Um jogador que vi a fazer coisas que nem sequer sabia que era possível foi o Schjelderup. Num treino, eu e outro jogador estávamos a encurralá-lo mesmo para o canto, estávamos dois contra um. Depois não sei o que é que ele fez, mas conseguiu sair de lá e ainda marcou golo", revelou, em entrevista ao programa 'Carpool Sessions' da Liga TV.
Vale lembrar que Tomás Cruz, de 20 anos, foi um nome bem cotado além-fronteiras nos derradeiros dias da janela de transferências de inverno. Segundo o jornal Record, clubes da Alemanha, Dinamarca e Cazaquistão estiveram atentos ao internacional luxemburguês.
Andreas Schjelderup não irá esquecer tão cedo o quão tumultuoso foi o mercado de inverno. Nas últimas semanas, a saída do extremo do Benfica era um dado adquirido, contudo, com o passar do tempo, o futebolista foi demonstrando o seu valor e acabou por convencer José Mourinho, que puxou pelo nórdico.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Andreas Schjelderup - avaliado em 14 milhões de euros - já realizou um total de 28 jogos oficiais: 15 na Liga Portugal Betclic, oito na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal e um na Taça da Liga. Nos 1.384 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o nórdico registou cinco golos e três assistências.
Impacto do jovem ponta de lança reforça um dado estatístico onde as águias surgem logo atrás dos leões na presente edição do campeonato
11 Fev 2026 | 17:11 |
O Benfica superou a resistência do Alverca na última jornada da Liga Portugal Betclic graças a um cabeceamento irrepreensível de Anísio Cabral, que entrou em campo aos 85 minutos e um minuto volvido subiu às alturas para dar seguimento ao cruzamento de Samuel Dahl e oferecer os três pontos aos encarnados. Um novo golo de cabeça do jovem permite alcançar marca do... Sporting.
Com a arma aérea ativada pelo camisola "72", o Benfica passou a ter oito golos apontados de cabeça na presente edição do campeonato, sendo agora a segunda equipa com melhor registo neste capítulo, ainda que em igualdade com o Moreirense, surgindo à frente destas duas equipas o Sporting, com mais uma concretização, enquanto o líder Porto tem apenas seis.
Antes dos dois cabeceamentos do jovem promovido por José Mourinho das camadas jovens, marcaram também de cabeça: Vangelis Pavlidis (Moreirense e Estrela da Amadora), Nicolás Otamendi (Arouca e Braga), Tomás Araújo (Vitória de Guimarães) e Leandro Barreiro (Rio Ave).
Porém, apenas o último golo de Anísio Cabral teve influência imediata sobre um resultado, com o dianteiro a fazer aquilo que o treinador lhe pediu. Antes de subir ao relvado, o "Special One" pediu-lhe apenas para aproveitar todas as oportunidades que lhe surgissem nos escassos minutos que restavam e tentasse funcionar como referência na área, para "prender" os centrais, de modo permitir que Pavlidis tivesse maior liberdade.
Apesar da ascensão meteórica, Rui Águas, lenda do Benfica, avisa que é preciso ter cautela na gestão do campeão do mundo sub-17 ."O Anísio é muito jovem ainda, potencial não lhe falta por aquilo que tem mostrado. Mas o caminho faz-se sempre com algumas oscilações", disse, em entrevista.
Atleta do Clube encarnado tem vindo a ganhar espaço nas escolhas do técnico português e já soma várias utilizações em diferentes posições do corredor
11 Fev 2026 | 16:22 |
O mercado de inverno não foi muito movimentado para os lados da Luz, mas permitiu fazer uma contratação que está a ter minutos com José Mourinho e fazer uma maior rotação do plantel encarnado dada a sua polivalência e capaciade para jogar com os dois pés: Sidny Lopes Cabral.
O atleta já participou em sete jogos pelo Benfica: Estoril (Liga, 13 minutos como ala esquerdo), Braga (Taça da Liga, 25 minutos, na função de ala esquerdo), Porto (Taça de Portugal, 83 minutos enquanto ala esquerdo), Rio Ave (Liga, 28 minutos, novamente ala esquerdo), Estrela da Amadora (Liga, 90 minutos ala esquerdo), Tondela (Liga, 28 minutos na posição de ala direito) e Alverca (Liga, 73 minutos na missão de defesa direito) .
Três dias antes do atleta de 23 anos assinar contrato pelo Benfica, na antevisão ao jogo com o Braga para o campeonato, a 27 de dezembro de 2025, José Mourinho analisou publicamente as características do internacional cabo-verdiano: “É daqueles jogadores em que a equipa beneficia muito por ser verdadeiramente polivalente. Dá para perceber que, para ele, é igual jogar à direita, à esquerda, a lateral ou a ala. Isso dá segurança ao treinador”, disse, na altura.
Falta atuar na posição onde Samuel Dahl tem sido titularíssimo: o lado esquerdo da defesa. Ainda não deverá ser na sexta-feira, frente ao Santa Clara, pois Amar Dedic deverá continuar de fora do onze para preparar, a cem por cento, os jogos com o Real Madrid. Sidny ou Daniel Banjaqui jogarão à direita e Dahl à esquerda.
Nesta temporada (Estrela da Amadora e Benfica), Sidny Cabral - avaliado em 2 milhões de euros - tem 23 partidas disputadas: 20 na Liga Portugal Betclic, duas na Taça de Portugal e uma na Taça da Liga. O futebolista tem seis golos marcados e cinco assistências na conta pessoal.