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Futebol
18 Jan 2026 | 10:42 |
José Mourinho não ficou por meias palavras na conferência de imprensa. No rescaldo da vitória do Benfica, que derrotou o Rio Ave por 2-0, o treinador português, que já tinha analisado a exibição das águias, respondeu às perguntas colocadas pelos jornalistas. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Concorda com a ideia de que esta é a melhor 1.ª parte do Benfica esta época no campeonato? "Acredito que sim, mas não esqueço de tantos jogos bons que o Benfica tem feito no campeonato fora de casa. Se na Luz temos feito alguns bons jogos e outros que, apesar de não termos perdido, não fomos convincentes, acho que a nossa carreira fora de casa tem sido muito convincente. A maneira como se ganhou em Guimarães, em Moreira de Cónegos, hoje. Obviamente não quero falar de um empate em Braga ou no Dragão porque empates não são vitórias, mas o que a equipa tem feito fora de casa tem sido muito convincente. Hoje foi uma 1.ª parte muito, muito, muito boa e forte, onde o 2-0 era curto para o que tínhamos feito. Contra uma equipa boa. Super satisfeito com o que os jogadores fizeram".
Muito se tem falado que o Benfica joga sem extremos, que o Leandro Barreiro não tem qualidade para jogar a 10 e que tem de ser o Sudakov. Hoje isso tudo aconteceu. O que tem sido dito teve efeito hoje? "Tem de perguntar a quem fala. Eu, de táticas e dinâmicas, não percebo nada. Quem fala dessas coisas é gente que sabe muito. É melhor falar com eles. Eu percebo pouco disso".
O que guarda deste jogo? A forma como a equipa entrou muito motivada depois de duas derrotas, ou estas pequenas alterações táticas? "A coisa mais importante é que depois da tristeza de uma derrota conseguimos ter a energia mental, crença, autoestima para chegar aqui e fazer o que se fez. Jogando 90 e tal minutos na quarta-feira passada no norte, viagem triste, longa. Decidimos internamente viajar só hoje e viajar de avião no dia do jogo, que é um bocadinho contranatura. Tentar transformar a tristeza e a frustração de uma derrota em positividade, em vez de se agarrarem à derrota. Agarrarem-se ao que fizeram, que foi tudo menos merecedor de uma derrota. Em função de tantas lesões que temos, a presença do Enzo no banco é duvidosa. O próprio Manu também não está ainda bem. O Bruma está longe de estar bem. Fizemos dois jogos fora de casa contra duas equipas difíceis depois de viagens para cima, para baixo, para cima. Praticamente com os mesmos jogadores, mudando um ou dois mas com pouca coisa para mudar. Acho que os jogadores às vezes também merecem palavras positivas. E, da minha parte, um respeito tremendo por aquilo que fizeram nestes últimos jogos. E principalmente hoje, com gente obviamente fatigada, conseguir chegar aqui e ganhar de maneira expressiva. O resultado não o é, mas o modo como eles jogaram, dominaram e controlaram é expressivo".
O Benfica encontrou muitos espaços nos três corredores hoje. Quão importante foi tudo isto, bem como o papel do Sudakov? E as triangulações no corredor direito, o quão importantes foram? "O Rio Ave é uma equipa que defende com os dois alas a fechar por dentro. Mas quando a bola entra no corredor lateral, são eles que saltam. Às vezes com um bocadinho de atraso. E tendo dois jogadores abertos em cada corredor, Dahl e Schjelderup de um lado, Dedic e Prestianni do outro, ter o Sudakov ou o Pavlidis a baixar torna difícil para o adversário se as coisas saírem bem. Corremos esse risco, porque da maneira como lemos a coisa o Rio Ave cria maior perigo na bola recuperada e transição. Foi assim que na Luz marcaram, em Barcelo também, ao Casa Pia... Tem risco. Quando se tem tanta bola e se perde, existe sempre esse risco. Mas a equipa foi muito sólida. O Barreiro e o Aursnes, por detrás dessa estrutura ofensiva, deram sempre um equilíbrio muito bom à equipa no girar de bola. É um jogo muito bem conseguido pelos rapazes, principalmente com a dificuldade que é ter jogado quarta-feira e voltar a jogar, sempre os mesmos. Foi só o Schjelderup e o Otamendi que se podem dizer frescos. O Sudakov jogou 50 minutos na quarta-feira. Foram muito fortes mentalmente, todo o crédito para eles".
Que forma encontrou para motivar o grupo nesta altura? "A forma de motivar e de preparar a equipa para este jogo é seguindo um princípio muito básico, que há pessoas que não percebem ou não querem perceber. Há pessoas a falar de mim, a criticar. Mas o princípio é muito básico: o da justiça. E quem joga como o Benfica jogou no Dragão, com o jogo que os jogadores fizeram, com a entrega, coragem... Tratei-os com justiça. Justiça é carinho, empatia, conversar, dialogar. Não ir para o lado de 'resultado, derrota, eliminação'. Ir na direção de 'grande jogo, personalidade, grande domínio'. Simplesmente foi ir pelo lado da justiça. Depois, analisámos o Rio Ave como analisamos qualquer equipa. Encontrámos um modo, com os jogadores que tínhamos à disposição, de dominar o jogo e criar perigo. Com os jogadores que tínhamos e com o que estava no banco... Estavam três jogadores não incapacitados, mas limitados. Manu, Bruma e Enzo. Depois, o Rego e o Neto. O senhor António Silva com o senhor Tomás e o senhor Otamendi, estamos perfeitamente tranquilos. Jogue quem jogar é uma grande dupla de centrais. E com estas limitações, tentar partir para um jogo onde era muito importante dominar e equilibrar. Ter atenção à organização. Não perdemos muito a bola, mas quando perdemos a equipa estava organizadinha. Muito bem o Dahl e o Dedic no controlo dos alas. Os jogadores foram muito bravos. O que é que foi feito? Nada de especial. E não só da minha parte. O próprio presidente, quando falou com os jogadores hoje antes do jogo, o Mário Branco ontem, o Simão Sabrosa há dois dias, toda a gente foi justa. E eles responderam a essa justiça com, acho, uma grande performance individual e coletiva".
O que achou da exibição do André Luiz? Aumenta ou diminui o interesse? "Não vou comentar jogadores do Rio Ave individualmente. Primeiro porque são do Rio Ave, e segundo porque quando se está no banco e se olha para a globalidade do jogo, não se está a seguir especificamente um jogador. Sabíamos que o Rio Ave era boa equipa, conseguimos definir bem o que são, sabemos como conseguiram empatar na Luz, e tentamos levá-lo numa direção. O resultado ao intervalo era curto e era importante continuar a controlar na 2.ª parte. Tendo uma boa coesão no sentido de 'bola perdida, equipa organizada e equilibrada'".
Saída do central argentino abre portas a novo ciclo e apenas dois atletas encarnados parecem ter lugar seguro no plantel da próxima temporada
14 Mai 2026 | 17:50 |
O Benfica prepara-se para fechar mais um capítulo ligado ao título conquistado em 2022/23. Nicolás Otamendi já informou a SAD de que não pretende renovar contrato e deverá despedir-se das águias no duelo frente ao Estoril, encerrando uma ligação de seis temporadas com o Clube da Luz.
A saída do internacional argentino poderá ser apenas o início de uma nova reconstrução profunda no plantel encarnado. Três anos depois da conquista do campeonato com Roger Schmidt, restam poucos jogadores desse grupo e vários deles continuam com o futuro em aberto para 2026/27.
António Silva é um dos casos que mais atenção desperta. O central termina contrato dentro de um ano e continua sem acordo para renovar, cenário que pode levar o Benfica a ponderar uma venda já no próximo mercado de verão para evitar o risco de perder o defesa a custo zero no futuro.
Também Andreas Schjelderup vive dias decisivos. O extremo norueguês está no melhor momento desde que chegou ao Benfica e começa a atrair interesse de vários clubes europeus. A SAD encarnada já iniciou contactos para prolongar o vínculo, mas o mercado poderá acabar por ter peso importante na decisão final.
Alexander Bah e Samuel Soares também não têm permanência assegurada, enquanto Fredrik Aursnes e Rafa Silva surgem, nesta fase, como os únicos campeões de 2022/23 com presença praticamente garantida no plantel da próxima temporada. O Benfica prepara, assim, uma nova fase de mudanças, com cada vez menos rostos ligados ao histórico ‘38’.
Apesar dos atuais fortes contactos entre Special One e emblema merengue, ex figura blanca mostra-se reticente face à possibilidade em questão
14 Mai 2026 | 17:35 |
Ramón Calderón, antigo presidente do Real Madrid, mostra-se reticente quanto à hipótese de José Mourinho assumir o comando técnico dos merengues. Surgindo esta posição numa altura em que ganha força a ideia de que Álvaro Arbeloa não continuará a orientar o conjunto blanco na temporada 2026/27.
Ramón Calderón: "Mourinho conquistou apenas um título de La Liga em três anos, e não chegou à final da Champions"
"O que eu sei sobre José Mourinho foi aquilo que ele fez, quando esteve cá. Conquistou apenas um título de La Liga em três anos e não chegou à final da Champions. Eu sei quais foram os treinadores que que tiveram sucesso e não têm a personalidade dele. [Zinédine] Zidane, [Vicente] Del Bosque e [Carlo] Ancelotti", atirou, em declarações prestadas na rádio britânica 'talkSPORT'.
De seguida, Ramón Calderón indicou como lidar com o tipo de jogadores em questão que, segundo este, parece não ir de encontro com as características de Mourinho. "Todos eles usaram métodos e sistemas diferentes, convencendo os jogadores, e não impondo a sua autoridade, o que é muito importante, quando estás a lidar com egos de estrelas de topo, no balneário. A minha opinião é essa. Nós já sabemos o que aconteceu, antes, por isso, eu procuraria treinadores que tivessem essas caraterísticas", concluiu.
O Special One, recorde-se, chegou ao comando técnico do Real Madrid no verão de 2010, sucedendo Manuel Pellegrini. Permaneceu no cargo durante três temporadas, até 2013, altura em que deu lugar a Carlo Ancelotti. Ao longo desse ciclo, orientou os merengues em 178 jogos oficiais, registando 128 vitórias, 28 empates e 22 derrotas.
Nesse período, conquistou um campeonato espanhol, uma Taça do Rei e uma Supertaça de Espanha, interrompendo a supremacia de um Barcelona então liderado por Pep Guardiola e recheado de estrelas como Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi Hernández.
Comentador teceu duras críticas ao futebol apresentado pelo emblema encarnado e aponta vários culpados para momento vivido pelo Clube
14 Mai 2026 | 16:53 |
Rui Calafate considera que a passagem de José Mourinho pelo Benfica terminou em claro fracasso e que o futebol praticado chegou a ser "miserável". O comentador começa por abordar os rumores que ligam Mourinho ao Real Madrid e aponta diretamente para a influência de Jorge Mendes na construção desse cenário.
“Há várias semanas que se pressente que Jorge Mendes é a mão que embala o berço na construção da narrativa de que o Messias que vai meter a casa do Real Madrid em ordem é José Mourinho”, escreveu no jornal 'Record'. O analista sustenta, no entanto, que o regresso do treinador ao Santiago Bernabéu está longe de gerar unanimidade.
“Iker Casillas, que não morre de amores pelo ex-técnico, disse algo que é verdadeiro: há outros treinadores em melhor momento de carreira para assumir o seu clube do coração. Mourinho tem pergaminhos, números e títulos no Santiago Bernabéu, contudo, agora joga apenas com a perceção criada de que é a sua pretensa mão de ferro que vai esmagar o clima de guerra no balneário”.
A crítica estende-se depois ao trabalho realizado no Benfica, que Rui Calafate considera insuficiente em todos os aspetos: “O declive evidente do seu trajeto ganhador, bem como esta passagem pelo Benfica não são um bom cartão de visita. É óbvio que, para os benfiquistas, há uma enorme impaciência pela falta de ação do presidente que foi reeleito por ter contratado José Mourinho e que passou a contestado e insultado pelo insucesso do mesmo José Mourinho”.
R. Calafate: “Mourinho falhou todos os objetivos: qualidade de jogo na maior parte dos casos miserável"
Na reta final da crónica, Rui Calafate deixa uma conclusão forte: “Mourinho falhou todos os objetivos: qualidade de jogo na maior parte dos casos miserável, modelo assente em futebol cínico onde os encarnados nunca estiveram confortáveis em posse e domínio, para lá de vários ativos se terem depreciado. Sejamos claros: José Mourinho falhou no Benfica e com isso hipotecou definitivamente o sonho de comandar a Seleção Nacional. Perdeu encanto e unanimidade, banalizou-se. Que siga para Madrid”.
José Mourinho fala do interesse do Real Madrid:
Gonçalo Ramos de saída do PSG? Ex Benfica pode servir moeda de troca e rumar a Madrid
14 Mai 2026 | 13:19