Futebol
Época do Benfica considerada um "desastre" para figura emblemática do Clube da Luz
09 Mar 2026 | 16:38
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12 Out 2024 | 16:19 |
João Rodrigues, presidente do Farense, foi questionado sobre o interesse do Benfica em Ricardo Velho, no último mercado de transferências. O alvo cobiçado por Rui Costa esteve muito perto de rumar à Luz e, em entrevista ao jornal A Bola, o dirigente revelou que as propostas que surgiram não foram apreciadas pelo clube algarvio, nem pelo próprio jogador.
Não eram benéficas para o Farense nem para o jogador
"Não vou referir de quem recebemos propostas. Houve propostas concretas, mas não achámos, e o Ricardo [Velho] também não, que fossem satisfatórias. Não eram benéficas para o Farense nem para o jogador", destacou, num primeiro momento, o dirigente do clube algarvio.
Após a chamada do alvo cobiçado por Rui Costa à Seleção Nacional, João Rodrigues revela que está consciente de que não poderá 'segurar' o guardião português nos quadros do Farense por muito mais tempo, mesmo que tenha renovado contrato há relativamente pouco tempo.
"Já disse várias vezes que queremos que o Ricardo [Velho] fique no Farense a carreira toda. Mas não somos utópicos e sabemos que todos os clubes portugueses, incluindo os maiores, precisam de fazer transações. E o Farense não pode querer ou dar-se ao luxo de escapar à regra. O que tem de fazer é manter um equilíbrio", considerou o presidente dos leões de Faro.
"Este ano, por exemplo, fizemos duas transações importantes [Bruno Duarte e Belloumi] e o Farense tem de ter esse equilíbrio de ir tomando as decisões baseadas nos factos que estiverem em cima da mesa. Por isso, obviamente que para o Farense e, logicamente, para o Ricardo [Velho], serão sempre avaliadas todas as situações que surgem", apontou, completando a sua intervenção quanto ao dossiê de Ricardo Velho.
É importante recordar que, Ricardo Velho esteve mesmo muito perto de reforçar o Benfica durante o mercado de verão. Na altura, chegou-se a falar de um negócio fechado a rondar os 10 milhões de euros, contudo, a vinda do atleta português acabou por não acontecer. Os responsáveis encarnados, com Rui Costa à cabeça, estiveram até ao último dia do defeso para contratar um guarda-redes para ter como segundo guardião no plantel do Glorioso.
Rui Silva foi outro nome apontado ao Clube da Luz, sendo que, recentemente, o guarda-redes do Betis falou sobre a possibilidade de reforçar o Benfica ou um dos outros rivais portugueses. Além destes dois nomes, a imprensa alemã deu conta de um pedido de Roger Schmidt, na altura em que ainda orientava as ‘tropas encarnadas’: Marvin Schwabe, que atua no Colónia, da Alemanha.
Em 2024/25, Ricardo Velho – atualmente avaliado em 5 milhões de euros - marcou presença em oito embates na Liga Portugal Betclic, somando 13 golos sofridos nos 720 minutos totalizados. Já em 2023/24, o guardião foi opção no clube algarvio em 35 partidas (3.150 minutos): 32 na Liga Portugal Betclic e três na Taça da Liga.
Árbitro da AF de Braga esteve encarregue de mediar o clássico entre águias e dragões, duelo este que contou para a 25.ª jornada da Liga Portugal Betclic
09 Mar 2026 | 17:41 |
O clássico entre Benfica e Porto terminou empatado (2-2), depois de os encarnados recuperarem de uma desvantagem de dois golos registada ao intervalo. Um dos momentos do encontro ocorreu aos 40 minutos, quando Oskar Pietuszewski marcou o segundo golo dos dragões, após ultrapassar Otamendi numa jogada em velocidade.
O lance rapidamente gerou reações nas redes sociais, não apenas pelo desfecho da jogada, mas também pela presença do árbitro João Pinheiro no enquadramento da ação ofensiva. O juiz acompanhou o lance em corrida e acabou por ganhar terreno a vários jogadores do Benfica.
Durante a recuperação defensiva, João Pinheiro deixou para trás atletas como Enzo Barrenechea e Tomás Araújo. A situação foi também visível na disputa com Richard Ríos, que iniciou a corrida praticamente no mesmo ponto do árbitro.
O médio colombiano acabou por ultrapassar o árbitro apenas quando este reduziu a velocidade, já numa fase posterior da jogada. Desse modo, o momento protagonizado pelo juiz da AF Braga tornou-se um dos mais comentados do encontro nas plataformas digitais.
Recorde-se que após a partida, João Pinheiro continuou no centro das atenções. Ambos os emblemas ficaram 'presos' for mais de duas horas na Luz, devido à demora do árbitro relativamente à conclusão do relatório de jogo.
Antigo candidato à presidência do Clube da Luz mostrou-se insólito em reação ao momento, que numa primeira visão, protagonizou o pós-Clássico
09 Mar 2026 | 17:18 |
João Diogo Manteigas, antigo candidato à presidência do Benfica, reagiu, esta manhã de segunda-feira, à notícia de que o Porto deixou o Estádio da Luz mais de duas horas após o final do Clássico (2-2), devido a uma reunião de João Pinheiro com Lucílio Baptista sobre o trabalho efetuado na partida — sendo recentemente confirmado que não foi essa a razão pela demora.
J. D. Manteigas: "Pareceu mais uma consulta de psicologia imediata para dar conforto nos erros e moral para o futuro"
"Nem todos os árbitros precisam de mentores pós-jogos. Aos árbitros mais novos, até se pode aceitar que faça sentido. Até determinado ponto. Mas para árbitros internacionais, já com experiência de jogos de nível (e risco) elevado, isto mais parece uma consulta de psicologia imediata para dar conforto nos erros e moral para o futuro", começou por escrever, na rede social 'LinkedIn'.
Em consequência, João Diogo Manteigas, apontou: "Em pós-jogos, a pressão que os árbitros sofrem por erros cometidos VS a sua eventual satisfação pessoal pelo trabalho realizado e o escrutínio a que vão ser sujeitos com influência mediática, fazem parte da sua preparação e molda-os para se assumirem como verdadeiros “profissionais”."
J. D. Manteigas: "Falta mais vigilância. Sobretudo, de fora para dentro"
Para o advogado, a participação 'exterior' também deve contar: "Falta mais vigilância. Sobretudo, de fora para dentro. Dos Clubes e Sociedades Desportivas. Não só dos membros do Conselho de Arbitragem ou dos diretores técnicos da Federação ou da Liga nomeados para aquele efeito. Todos têm uma palavra para ajudar a definir o sistema (num sentido não pejorativo).
Ao concluir, o antigo candidato à presidência do Benfica foi bastante direto: É necessário que o público em geral - sócios, adeptos, jornalistas, demais interessados - tenham acesso aos relatórios dos observadores dos árbitros, às avaliações que determinam as descidas e subidas de categorias (árbitros e VAR), à justificação para a nomeação em determinados jogos para se apurar a existência de "desvios padrão”, às comunicações “VAR” para detetar em debate, livremente e sem rodeios."
Professor de Economia e adepto das águias analisou empate com os dragões (2-2) deixando algumas críticas a jogadores da equipa encarnada
09 Mar 2026 | 17:10 |
O empate entre Benfica e Porto (2-2) originou algumas críticas a jogadores da equipa encarnada. O professor de Economia e adepto das águias, Pedro Brinca, realçou os erros individuais que marcaram a primeira parte, destacando especialmente os de Nicolás Otamendi.
P. Brinca: "Nicolás Otamendi a cometer erros individuais graves na origem dos dois golos”
“Durante 45 minutos, o Benfica foi uma sombra de si próprio, sem critério na construção, sem capacidade de travar as transições portistas e com Nicolás Otamendi a cometer erros individuais graves na origem dos dois golos”, escreveu no jornal 'Record'.
Sobre Oskar Pietuszewski, frisou a classe do adversário: “O capitão, campeão do Mundo em título mas que chegou ao clássico fisicamente condicionado, viu Pietuszewski - o mais jovem de sempre a marcar ao Benfica num clássico com apenas 17 anos - driblá-lo e sentá-lo no relvado antes de bater Trubin”.
O cronista elogiou a reação do Benfica na segunda parte, que considerou decisiva para o empate: “As substituições de Mourinho, em particular a entrada de Lukebakio e depois de Barreiro, alteraram a dinâmica do jogo. Schjelderup, figura do encontro, deu o mote com o 2-1. E Leandro Barreiro, assistido por Ivanovic, selou o empate com uma finalização de primeira que nos devolveu a esperança”.
No entanto, Pedro Brinca alertou que o resultado continua a ser insuficiente para as ambições do Benfica: “Estamos a sete pontos do Porto, com nove jornadas por disputar. A matemática ainda permite sonhar, como insiste Otamendi, mas a realidade é que este Benfica de Mourinho soma zero vitórias frente aos rivais diretos: duas derrotas e quatro empates em seis jogos contra Porto, Sporting e Braga”.
Por fim, o adepto encarnado criticou também o ambiente fora das quatro linhas: “Acresce a tudo isto o espetáculo lamentável fora das quatro linhas: pirotecnia que interrompeu o jogo logo aos quatro minutos, uma pedrada no roupeiro portista, e Mourinho expulso por, segundo o próprio, o árbitro ter considerado que rematou uma bola para o banco do Porto, o que é falso, já que a bola foi para o público”.
Otamendi ficou mal na fotografia: