Futebol
Luís Mateus é arrasador nas críticas a Rui Costa e expõe contradições do Presidente do Benfica
15 Jun 2026 | 15:18
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07 Abr 2025 | 12:49 |
Os adeptos do Benfica - e a direção e equipa técnica - começam a perder a paciência para os sucessivos problemas físicos de Renato Sanches e se ainda se pensava na aquisição do médio a título definitivo, já no próximo verão, a verdade é que a nova lesão, anunciada no final da semana passada, veio levantar novas dúvidas, com as mesmas a serem agora analisadas por José Manuel Delgado.
O antigo jogador do Benfica, num artigo de opinião publicado no jornal 'A Bola', começou por analisar o que os recentes negócios com o PSG podiam ter significado para o emblema da Luz, recordando os casos de Draxler e Bernat, que tiveram dificuldades em convencer.
José Manuel Delgado: "Empréstimos do PSG? Benfica acabou sempre no prejuízo"
"Na prática, cada um destes jogadores, de extraordinário currículo, demandou a Luz em condições físicas abaixo do sofrível, e o contributo dado por eles à causa encarnada foi meramente residual. Por mais favoráveis ao Benfica que tenham sido as condições dos empréstimos, o clube acabou sempre no prejuízo, porque tapou, com alguém que tinha pouco para dar, o espaço onde podia evoluir quem tivesse mais para colocar dentro das quatro linhas", fez notar José Manuel Delgado que, mais à frente, se focou no caso de Renato Sanches.
"O problema de Renato (quiçá insolúvel), não tem a ver com a dimensão do emblema que representa, ou com a latitude e longitude onde o faz, mas com insuficiências físicas que não deviam ser uma espécie de beco sem saída quando estamos a cumprir o primeiro quarto do século XXI. É uma pena que os melhores anos de Renato Sanches (que tinha tudo para ter o impacto de um novo Mário Coluna) estejam a ser desperdiçados entre hospitais e enfermarias", apontou o ex-jogador.
Por fim, José Manuel Delgado referiu que "Bruno Lage não pode contar com Renato Sanches mais do que os seus antecessores contaram com Draxler ou Bernat". "É para ser usado, em condições especiais, e em doses homeopáticas, o que é um tremendo desperdício de talento. Porque, em 2025, Renato deveria estar no auge, a disputar com Vitinha, Bruno Fernandes e João Neves um lugar no melhor onze de Roberto Martínez. Assim, apesar de ser campeão europeu por Portugal, campeão nacional, pelo Benfica, e campeão da Alemanha e França, por Bayern e Lille, a sua carreira saberá sempre a pouco a quem gosta de futebol", rematou.
Presidente do Clube encarnado está de olho no mercado e ouve aviso ao líder das águias da maneira como vai olhar para os reforços
15 Jun 2026 | 16:24 |
Benfica já sabe as posições que tem de reforçar e já definiu a sua política de contratações. Rui Costa e Marco Silva vão trabalhar mutuamente, mas José Manuel Delgado aconselha os encarnados a evitarem os erros do passado, como a contratação falhada de atletas.
J. M. Delgado: " O Clube da Luz não pode adquirir cromos repetidos"
"O Benfica precisa de aprender com os erros cometidos e, dentro do orçamento disponível, deve dar a Marco Silva os jogadores que este entende necessários para levar por diante o seu projeto. O Clube da Luz não pode adquirir cromos repetidos, apenas porque constituem boas ocasiões de mercado, nem dar tiros no escuro – que acabam normalmente por acertar-lhe no pé - em lugares-chave da equipa", escreveu, na sua crónica ao jornal 'A Bola'.
No mesmo texto, o jornalista realça o pouco tempo que o novo treinador vai ter para preparar a nova época. "Marco Silva precisa de saber com quem conta e com quem não conta, para lançar os alicerces da equipa que quer construir, num contexto particularmente ingrato, quer pela entrada mais cedo do que o esperado", analisou.
J. M. Delgado: "Necessita igualmente de chegar ao cara-a-cara com os sócios"
José Manuel Delgado relembra que Rui Costa terá de enfrentar a ira dos adeptos nas próximas assembleias gerais. "Marco Silva, a 25 de junho, precisa de ter o grupo com que vai trabalhar já bastante estruturado, Rui Costa, que tem de enfrentar duas Assembleias Gerais (AG´s) dois dias depois, necessita igualmente de chegar ao cara-a-cara com os sócios com argumentos concretos e fiáveis, que contraditem a imagem de indeciso que a oposição interna desenhou dele", pode ler-se.
Para concluir, o jornalista fez um resumo geral da sua crónica. "O plantel do Benfica precisa de ser requalificado, em tempo recorde para que lhe seja devolvida a coerência perdida há uns anos. É esse o desafio de Marco Silva, é essa a obrigação de Rui Costa", finalizou.
Treinador de 48 anos de idade passa então a integrar uma lista extensa que a estrutura encarnada tem praticado nos últimos anos
15 Jun 2026 | 16:20 |
Marco Silva torna a colocar em evidência uma tendência já consolidada no Benfica no que diz respeito à escolha de treinadores, reforçando a aposta em técnicos que estavam a trabalhar no estrangeiro. O técnico passa a integrar uma lista extensa que a estrutura encarnada foi buscar fora do futebol português.
No século XXI, essa prática incluiu nomes como Fernando Santos, Jorge Jesus, Bruno Lage e José Mourinho, todos eles contratados quando se encontravam fora do país ou sem ligação ao campeonato português no momento da chegada à Luz. No entanto, os resultados foram variáveis e nem sempre corresponderam às expetativas.
O Benfica, ainda assim, já tinha registado anteriormente algumas experiências semelhantes, com apostas como Graeme Souness, Jupp Heynckes, Giovanni Trapattoni, Ronald Koeman, Quique Flores ou Roger Schmidt. Entre estes, apenas Trapattoni e Schmidt conseguiram sagrar-se campeões nacionais, o que reforça o caráter irregular desta estratégia ao longo dos anos.
A exceção à regra tem sido mais rara, com alguns casos pontuais de treinadores recrutados dentro do campeonato português, como Manuel José (Marítimo), Jorge Jesus (Braga) e Rui Vitória no Vitória de Guimarães. Ainda assim, a tendência dominante mantém-se na procura externa, sobretudo no mercado internacional.
Agora é Marco Silva quem assume o desafio, depois de uma carreira construída entre Portugal e Inglaterra, com passagem por clubes como Hull City, Watford, Everton ou Fulham. Neste momento, o técnico já procura reforçar o plantel das águias.
Jovem médio encarnado, que também pode atuar nas alas, conquistou troféu pelo seu desempenho e quer mostrar serviço na equipa A
15 Jun 2026 | 15:19 |
João Rego conquistou o Torneio Maurice Revello, também conhecido por Torneio de Toulon, em representação da Seleção Nacional Sub-20. A final, disputada entre Portugal e Tunísia, realizou-se neste sábado, 13 de junho, no Estádio Bon Rencontre. Porém, o médio foi além do desempenho coletivo.
O jovem médio do Clube encarnado, que também pode atuar no ataque, arrecadou ainda os prémios de Melhor Jogador e Melhor Marcador da competição, fruto dos cinco golos apontados em outras tantas partidas, mostrando o seu faro de golo.
Tiago Parente, lateral do Benfica B, também foi titular na final – substituído aos 89 minutos – e lançou a jogada do primeiro golo com um excelente passe longo para o ataque. Também Martim Ferreira saltou do banco aos 81', e Tiago Freitas foi suplente não utilizado.
Com as exibições neste torneio, utilizado numa posição mais central, onde se sente mais confortável, o talento do Benfica continua a demonstrar argumentos para lutar por um espaço de maior destaque na próxima temporada.
O jovem formado nas escolas do Seixal pretende somar mais minutos na equipa principal em 2026/27 com Marco Silva e, por esse motivo, João Rego não descarta a possibilidade de sair por empréstimo durante o mercado de verão.
Confira a fotografia do prémio:
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