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Futebol
03 Nov 2023 | 09:45 |
O lateral-esquerdo formado no Benfica, Ricardo Mangas, regressou aos relvados no fim do passado mês de outubro, depois de se ter lesionado na pré-temporada. O português, de 25 anos, revelou como é bom poder voltar a jogar futebol, em declarações ao Record.
"Foram três meses longos [para recuperar de uma lesão e de uma cirurgia]. Muito longos. Foi um trabalho em conjunto com o departamento médico do Vitória durante o qual fui muito ajudado pelos meus colegas de equipa. Foram tempos complicados e contei, naturalmente, com o apoio da minha família e da pessoa que vive comigo", começou por dizer.
"Foi difícil digerir essa paragem. Estava muito entusiasmado. Tinha assinado por um dos maiores clubes do país e só pensava em ajudar, dando o máximo. E isso não foi possível ao longo desses três meses, mas já passou. Nesta altura sinto-me bem e, naturalmente, estou novamente preparado para dar aquele contributo que sempre desejei dar", fundamentou o defesa.
O atleta aborda ainda como foi o regresso: "Não sou esse tipo de pessoa. Estava supertranquilo. Senti-me muito bem nessa estreia. Foi muito bom esse momento, num grande estádio e perante os grandes adeptos do Vitória. E ainda por cima fiquei associado a uma grande vitória", disse, explicando o terço na mão: "É um ritual meu. Até costuma ser antes do início de cada jogo. Quando a equipa se perfila em campo, tenho sempre esse terço comigo. Veio do Vaticano. Foi a minha princesa que me ofereceu e levo-o comigo para todos os jogos. Gosto de me agarrar a esse tipo de coisas. Sou um homem de fé. Sinto que isso me ajuda e me prepara para cada partida".
"Nem pensei muito. Dei logo o meu ‘ok’ quando me falaram do interesse do Vitória. Nem sei se a minha irmã sabia desse interesse até se tornar oficial a transferência. Escondi isso ao máximo. Nem sei o que disseram os meus pais, mas tenho a certeza de que todos ficaram muito contentes", termina revelando como foi a mudança para o Vitória Guimarães.
Responsável por comandar a partida válida pela 4ª jornada da Liga Portugal apitou duelo que levou aos nervos os adeptos encarnados
27 Ago 2026 | 16:39 |
O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol divulgou, esta terça-feira, as nomeações para a 4.ª jornada da Liga Betclic. Hélder Carvalho foi o escolhido para dirigir o Benfica-Estoril, encontro que encerra a ronda e está marcado para segunda-feira, às 20h15, no Estádio da Luz, duelo que deve marcar a estreia de João Palhinha pelo Glorioso.
O árbitro volta, assim, a encontrar o Benfica depois de ter dirigido o último encontro das águias frente ao Casa Pia, em Rio Maior. A partida terminou empatada a uma bola e ficou marcada por um momento de tensão junto aos bancos de suplentes, envolvendo elementos das duas equipas técnicas.
O episódio colocou frente a frente Marco Aurélio Santos, diretor para o futebol do Casa Pia, e Pedro Machado, então adjunto de José Mourinho no Benfica. A situação acabou por ser registada no relatório, com o documento disciplinar a descrever uma troca de palavras mais acesa entre os intervenientes.
Segundo o relatório, o incidente teve início depois de um dos elementos ter abandonado a respetiva área técnica. Pedro Machado terá tentado retirar a bola das mãos do dirigente casapiano, momento em que foram proferidas expressões mais fortes: “Dá-me a bola, car...!”
Dentro das quatro linhas, o Benfica chegou a colocar-se em vantagem aos 68 minutos. Andreas Schjelderup encontrou Richard Ríos, com o internacional colombiano a não desperdiçar a oportunidade para inaugurar o marcador. Contudo, a vantagem encarnada durou apenas 11 minutos.
Aos 79', uma má decisão de António Silva acabou por ser aproveitada pelo Casa Pia, que restabeleceu a igualdade. O Benfica ainda procurou o golo da vitória nos minutos finais e lançou-se ao ataque, mas o resultado não voltou a sofrer alterações, ficando o encontro marcado pela igualdade
Médio não poderá utilizar número que mais vezes envergou na carreira pois já está ocupado nas águias, mas deu um jeito de seguir antigo costume
27 Ago 2026 | 16:18 |
João Palhinha chegou ao Benfica com a missão de assumir o lugar ‘6’ no meio-campo de Marco Silva, mas não poderá utilizar o número que tanto aprecia na camisola. O motivo tem nome e apelido: Alexander Bah, dono do 6 desde a chegada ao Clube da Luz, em 2022.
Perante a indisponibilidade do número, o internacional português teve de escolher uma alternativa, algo a que, de resto, está bastante habituado ao longo da carreira. Palhinha já passou por vários clubes e raramente conseguiu manter o mesmo dorsal, mas há um detalhe que se repete praticamente sempre: o número 6 continua presente na camisola.
No Benfica, o médio vai vestir o número 36, um dorsal que nunca tinha utilizado enquanto jogador sénior. A escolha permite-lhe, ainda assim, manter o algarismo que o acompanha há vários anos, numa espécie de tradição pessoal que ganhou força ao longo da carreira.
Quando começou a afirmar-se no Sporting, Palhinha utilizava o 66, antes de vestir o 60 durante os empréstimos ao Moreirense e ao Braga. Foi apenas no regresso a Alvalade que conseguiu finalmente assumir o número 6. A passagem pelo futebol inglês trouxe novamente uma mudança: no Fulham, o português utilizou o 26, enquanto no Bayern Munique envergou o 16. Já no Tottenham, na temporada passada, voltou a recuperar o histórico 6.
Agora, no regresso a Portugal e numa nova aventura com a camisola do Benfica, Palhinha terá de se contentar com o 36. O número 6 fica para Bah, mas o reforço encarnado leva consigo a tradição de manter o algarismo que tanto o identifica.
Chegada do médio às águias frustrou os planos de Frederico Varandas para os leões, que também tentaram a contratação no início da janela
27 Ago 2026 | 16:14 |
Não é segredo que o Sporting tentou contratar João Palhinha, mas acabou por ver o internacional português rumar ao Benfica. A transferência, confirmada recentemente, representa uma derrota desportiva para os leões, mas a chegada do médio à Luz trouxe ainda outro detalhe inesperado à discussão: Palhinha é sócio do Benfica há mais de 20 anos, apesar dos 10 anos de ligação que manteve ao clube de Alvalade.
Nuno Vieira sobre cartão de sócio de Palhinha no Benfica: "caiu como uma bomba..."
A situação não passou despercebida a Nuno Vieira, que classificou o episódio como uma verdadeira “bomba”. O diretor do jornal 'O Jogo' destacou o impacto causado pelo cartão de associado do novo reforço de Marco Silva.
“A apresentação demorou, mas chegou com estrondo por causa de... um cartão de sócio. Palhinha foi do Alta de Lisboa ao Sacavenense, entretanto prestou provas no Benfica, mas acabou por não ficar e ter o Sporting como destino no escalão de juniores. Cresceu e fez-se homem em Alvalade, onde caiu como uma bomba a exibição encarnada do cartão de associado do novo craque da equipa de Marco Silva”, escreveu num texto de opinião intitulado: "Palhinha deixa Alvalade a arder".
Nuno Vieira não escondeu, por isso, a expetativa em relação aos próximos dérbis entre Benfica e Sporting. Para o jornalista, o contexto criado pela transferência e pela revelação do cartão de sócio promete acrescentar ainda mais intensidade aos confrontos entre os dois rivais. A chegada de Palhinha ao Benfica ganha, assim, um ingrediente extra na rivalidade entre os dois clubes.
“Dez anos de ligação ao Sporting e nunca ninguém suspeitou que o médio era, afinal, sócio do Benfica. Não bastava aos leões terem perdido a corrida para os rivais e levam agora com esta pancada de onde menos se esperava. O duelo desta época promete ser bem quentinho.”