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Clube
06 Mar 2026 | 14:20 |
Portugal prepara-se para prestar uma homenagem de grande dimensão a uma das figuras mais marcantes da cultura nacional. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, confirmou que o próximo sábado, 7 de março de 2026, será dia de luto nacional em memória de António Lobo Antunes.
A decisão surge após a morte do escritor, conhecido romancista português e também assumido adepto do Benfica. Vale lembrar que o Clube da Luz emitiu uma nota de pesar à partida do incontornável escritor português. "O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do escritor António Lobo Antunes, um dos mais ilustres adeptos do Clube, referência maior da cultura portuguesa contemporânea", pode ler-se na nota de pesar emitida pelas águias.
Além da declaração de luto nacional, o chefe de Estado revelou que irá atribuir ao escritor, a título póstumo, o Grande-Colar da Ordem de Camões, considerada a mais alta distinção cultural do Estado português. O antigo escritor já foi condecorado com a grã-cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004, pelo então Presidente Jorge Sampaio e, com a grã-cruz da Ordem da Liberdade, em 2019.
Numa nota publicada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa recordou a ligação pessoal que tinha ao autor. "Seu leitor, admirador e amigo há décadas, pude em 2022 atribuir-lhe as insígnias da Grã-Cruz da Ordem de Camões, com a certeza de que poucos representaram tão bem a grandeza literária de um país territorialmente pequeno”, escreveu.
O Presidente, que será sucedido por António José Seguro, acrescentou ainda que agora irá depositar junto do escritor o Grande-Colar da mesma ordem, num gesto simbólico de reconhecimento pelo contributo literário e cultural de António Lobo Antunes para Portugal.
Águias viram o caso terminar com a absolvição de todos os arguidos, mas os detalhes conhecidos agora estão a dar muito que falar
07 Mai 2026 | 13:30 |
O processo "Saco Azul" terminou com a absolvição de todos os arguidos, entre os quais Luís Filipe Vieira e a Benfica SAD, e o acórdão consultado pelo jornal Record traz agora à tona detalhes importantes sobre aquilo que foi decisivo para o tribunal.
Segundo o documento, os testemunhos prestados por inspetores da Polícia Judiciária acabaram por enfraquecer de forma significativa a tese defendida pelo Ministério Público. Em causa estavam suspeitas de fraude fiscal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, alegadamente praticados entre 2015 e 2018 através de contratos celebrados entre o Benfica e a empresa Questão Flexível.
O coletivo de juízes concluiu, contudo, que não ficou provado que os serviços fossem fictícios nem que o dinheiro tivesse regressado ao Benfica através do alegado "saco azul". O acórdão destaca particularmente o depoimento da inspetora Maria Pires, que afirmou não existir qualquer prova concreta do retorno do dinheiro ao clube encarnado. "A testemunha Maria Pires, inspetora da Polícia Judiciária, depondo de forma credível, por segura e espontânea, afirmou duas coisas importantes: não há nos autos qualquer prova que prove o retorno do dinheiro ao Benfica; não conseguiu associar ao Benfica os levantamentos em numerário efetuados nas contas da arguida Questão Flexível", pode ler-se no documento citado pelo jornal.
O tribunal sublinhou ainda que a única ligação direta entre Luís Filipe Vieira, Domingos Soares de Oliveira e os contratos em investigação era precisamente o facto de terem assinado os mesmos. Rui Félix, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, corroborou igualmente esta versão durante o julgamento.
Apesar de terem sido identificadas relações pessoais entre alguns dos arguidos e várias falhas na documentação contabilística da Questão Flexível, os juízes entenderam que subsistiam dúvidas suficientes para aplicar o princípio jurídico "in dubio pro reo". Como foi referido na decisão, "a dúvida não pode ser resolvida em desfavor dos arguidos".
Ainda administrador do Clube da Luz não perdeu tempo ao aplaudir entendimento recente que poderá beneficiar futuro encarnado
06 Mai 2026 | 19:23 |
Embora afirme desconhecer os planos dos novos investidores da Benfica SAD, António Pires de Andrade, Presidente da MAG do Clube da Luz, confirma que colocará o seu cargo à disposição assim que a transferência das ações estiver efetivamente concluída. O administrador da sociedade elogia ainda o acordo, considerando que trará benefícios para os encarnados.
O gestor integrou o Conselho de Administração no início de 2022, na qualidade de representante de José António dos Santos, então o maior acionista individual da SAD, com uma participação direta e indireta de 16,38% do capital. Esta posição acabou por ser adquirida pelo fundo Entrepreneur Equity Ppartners SPV V, com sede no estado norte-americano de Delaware.
"A minha posição é simples. Sou representante de José António dos Santos e vou colocar o meu lugar à disposição dos novos acionistas", disse ao jornal 'Record', escusando-se a falar sobre cenários futuros, nomeadamente um eventual convite para ser o rosto da sociedade norte-americana na SAD. "Se me convidarem, irei analisar e decidir, mas até agora não fui contactado".
A. Pires de Andrade: "Trata-se de um bom acordo. Estes investidores vão trazer valor ao Benfica"
O gestor, amigo de longa data de José António dos Santos, não tem dúvidas. "Trata-se de um bom acordo. Estes investidores vão trazer valor ao Benfica", sustentou Pires de Andrade. O administrador lembra que quem está à frente da Entrepreneur Equity Partners SPV V tem "experiência na gestão de estádios e arenas desportivas".
O acordo entre José António dos Santos e a Entrepreneur Equity Partners SPV V foi conhecido no final de abril, com as ações a serem vendidas a 12 euros cada, de acordo com o 'Jornal de Negócios'. No entanto, o processo só ficará concluído no final de julho, depois da aprovação prevista nos estatutos da Benfica - que viu a APAF a avançar com queixa - SAD.
É nessa altura que Pires de Andrade conta colocar o lugar à disposição. Devido a este acordo, mais de 21% do capital da SAD encarnada passa a estar nas mão de norte-americanos, uma vez que a Lenore Sports já tinha adquirido 5,24%.
Em causa estão as declarações do Presidente dos encarnados, após empate em Famalicão, onde deixou duras críticas à arbitragem de Gustavo Correia
04 Mai 2026 | 15:54 |
A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol anunciou, na tarde desta segunda-feira, 4 de maio, que vai apresentar uma participação disciplinar contra Rui Costa e o Benfica. Em causa estão as declarações do Presidente dos encarnados, onde visou a arbitragem de Gustavo Correia, no empate polémico diante do Famalicão.
Segundo foi tido em conta pelo jornal Record, a queixa que a APAF vai fazer será entregue ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol que, depois de analisar o documento em questão, toma a decisão de abrir ou não um processo contra o Presidente do Benfica, depois das duras críticas que fez, em declarações à imprensa.
Sem haver qualquer tipo de surpresa, o mais certo é que o CD avance com um processo disciplinar contra Rui Costa, visto que a APAF, no seu entender, acredita que o Presidente do Benfica foi longe demais nas palavras que proferiu, onde acusou Gustavo Correia de prejudicar o Clube da Luz, no seu objetivo de chegar à Liga dos Campeões.
"Este senhor veio aqui prejudicar o Benfica, quiseram tirar-nos o segundo lugar", foi uma das várias palavras proferidas pelo dirigente máximo dos encarnados, que também vincou que nenhum árbitro ou entidade, que não sejam os jogadores e treinadores, deve decidir o desfecho das partidas.
Vale a pena relembrar que o empate em Famalicão, envolto em muita polémica, mereceu a reação de várias figuras ligadas ao Clube. Mauro Xavier, através da sua conta oficial na rede social X, exigiu que sejam divulgados os áudios do VAR, que visam o lance de grande penalidade que ficou por assinalar a favor do Benfica.