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Negócio Rei dos Frangos: saiba o que é o artigo 13 dos Estatutos do Benfica

Antigo presidente do Conselho Fiscal dos encarnados esclareceu todos procedimentos a respeito da alínea e deixou um conselho às águias

À luz do negócio entre o Rei dos Frangos e o fundo norte-americano, figuras do Clube defendem a evocação do artigo 13 dos Estatutos do Benfica
À luz do negócio entre o Rei dos Frangos e o fundo norte-americano, figuras do Clube defendem a evocação do artigo 13 dos Estatutos do Benfica

09 Mai 2026 | 09:23 |

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O princípio de acordo entre o empresário José António dos Santos e o fundo Entrepreneur Equity Partners SPV V, para a aquisição de cerca de 16,38% das ações da SAD, fez soar os alarmes no Benfica. No entanto, o negócio entre o grupo norte-americano e o Rei dos Frangos pode ser bloqueado pelo artigo 13 dos Estatutos, que pode favorecer os encarnados.


João Carvalho, antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica, concedeu uma entrevista onde explicou a natureza deste artigo, afirmando que a alínea em questão permite à administração encarnada vetar qualquer venda ou compra de ações que correspondam a valor igual ou superior a 2% do capital da SAD do Clube da Luz.


"É necessária a unanimidade dos votos estatutariamente correspondentes às ações da categoria A para serem aprovadas deliberações da Assembleia Geral, reunida em primeira ou em segunda convocação, sobre as seguintes matérias", é sublinhado no artigo 13, que foi evocado por Jaime Antunes, antiga figura do Benfica.


"O Benfica até pode comprar essas ações por valor mais baixo, se José António dos Santos as quiser vender", explicou João Carvalho. O economista adiantou que o poder de veto do artigo 13 pode fazer com que as águias impeçam a venda das ações ao fundo norte-americano e as adquiram por uma quantia mais baixa.

Para finalizar, o economista não se mostrou completamente favorável à entrada da sociedade americana no capital do Benfica e afirmou que o Clube da Luz pode e deve estar vigilante ao desenrolar deste processo, que envolve a participação de José António dos Santos na administração do emblema vermelho e branco.



Clube

Benfica vai realizar AG; Saiba os 5 pontos em cima da mesa

Águias vão discutir contas do Clube encarnado, além de um voto de confiança na administração após reunião que já havia ocorrido em julho

Benfica marca para o dia 30 de setembro uma nova Assembleia Geral onde colocará cinco pontos a serem discutidos
Benfica marca para o dia 30 de setembro uma nova Assembleia Geral onde colocará cinco pontos a serem discutidos

09 Set 2026 | 15:30 |

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A SAD do Benfica vai levar a Assembleia Geral, marcada para 30 de setembro, um conjunto de decisões importantes para o futuro da sociedade encarnada. Entre os cinco pontos previstos na ordem de trabalhos estão a aprovação das contas de 2025/26, um voto de confiança nos órgãos sociais e duas propostas com impacto na estratégia futura da SAD.


A reunião começa por colocar em cima da mesa o Relatório e Contas referente à época 2025/26, seguindo-se a habitual discussão sobre a aplicação dos resultados obtidos no último exercício. Um dos momentos de maior relevância será o voto de confiança na administração e nos órgãos de fiscalização. 


“O Sport Lisboa e Benfica, enquanto titular da totalidade das ações de categoria A, propõe um voto de confiança no Conselho de Administração, Conselho Fiscal e Revisor Oficial de Contas pelo trabalho desenvolvido entre 1 de julho de 2025 e 30 de junho de 2026”, coloca a nota.


A AG terá ainda uma componente mais estratégica. A SAD pretende alargar o seu objeto social, passando a incluir áreas como formação, consultoria técnica, inovação e conhecimento aplicado ao futebol. A mudança está relacionada com o projeto Instituto Benfica de Excelência Desportiva, pensado para reforçar a formação de talento e a presença internacional do Clube, além de criar novas fontes de receita.

Por fim, será votada a renovação, por cinco anos, da autorização para aumento de capital até 50 milhões de euros. A medida pretende dar maior margem de manobra à administração para responder a futuras oportunidades de crescimento.




Clube

Benfica vai comprar ações do Rei dos Frangos? Saiba tudo

Dirigente encarnado aborda dossier financeiro sobre posição acionista superior a 16 por cento, abrindo porta a cenário importante para estabilidade

SAD do Benfica está a equacionar a aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, o Rei dos Frangos
SAD do Benfica está a equacionar a aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos, o Rei dos Frangos

09 Set 2026 | 14:20 |

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A estrutura diretiva do Benfica não coloca de parte a aquisição da participação de 16,38% detida por José António dos Santos , o Rei dos Frangos, na SAD encarnada, segundo o jornal Eco. A questão ganha forte destaque nos bastidores do Clube após o bloqueio oficial da venda do lote de 3.767.400 títulos ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners.


O negócio falhado com o grupo dos Estados Unidos da América pretendia alienar essa posição por um valor a rondar os 12 euros por título. Contudo, a SAD encarnada travou a transação com base nos estatutos do Clube, impedindo a entrada do fundo ligado ao empresário Tim Leiweke, proprietário do emblema italiano Venezia, no capital societário do Benfica.


Sobre a eventual transação interna, o vice-presidente e administrador financeiro Nuno Catarino - que "picou" Ruben Amorim -  abordou abertamente o tema, clarificando as condições exigidas. "Aparentemente, a perspetiva do acionista é diferente, tem uma valorização que eu respeito e até posso concordar com ela", referiu o dirigente encarnado, sublinhando que qualquer compra por parte do clube terá de ser realizada estritamente "a preços de mercado".


Muitos adeptos questionam se o Benfica terá resposta positiva no curto prazo, dado o fosso entre a avaliação do empresário e a cotação em bolsa. Os títulos da SAD negociam na fasquia dos 6,56 euros, valor equivalente a pouco mais de metade da exigência inicial do líder do Grupo Valouro.

A direção encarnada mantém total prudência financeira na gestão dos ativos societários e estuda os cenários possíveis sem comprometer a estabilidade económica. Este assunto continuará a marcar a atualidade do Clube enquanto os intervenientes procurarem um entendimento equilibrado que proteja integralmente os superiores interesses da instituição da Luz.



Clube

SAD do Benfica alcança lucro de…

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Benfica alcança resultado financeiro positivo pelo segundo ano consecutivo, apesar de algumas quedas em relação ao ano anterior
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09 Set 2026 | 10:28 |

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A SAD do Benfica fechou o exercício de 2025/26 com um resultado líquido positivo de 19,1 milhões de euros, garantindo assim o segundo ano consecutivo com lucros. Apesar do saldo positivo, o valor fica abaixo dos 34,4 milhões de euros registados no exercício anterior.


De acordo com o Relatório e Contas, o desempenho financeiro das águias é explicado pelo “crescimento de diversas linhas de receitas recorrentes, o controlo de gastos operacionais, bem como a evolução favorável do resultado com direitos de atletas”. O capital próprio da SAD também saiu reforçado, atingindo agora os 135,5 milhões de euros.


O resultado operacional, já com os direitos de atletas incluídos, fixou-se nos 32,4 milhões de euros. Excluindo esta componente, os rendimentos operacionais do Benfica chegaram aos 214,4 milhões de euros, uma quebra de 7% face ao exercício anterior. A descida é justificada, em grande parte, pela ausência das receitas extraordinárias associadas à participação no Mundial de Clubes.


No que diz respeito às receitas de matchday, estas cresceram 8,5%, para os 45,2 milhões de euros. Também as receitas televisivas registaram uma evolução positiva, atingindo os 55,7 milhões de euros, mais 6% do que no exercício anterior. Já os gastos operacionais, sem contabilizar os direitos de atletas, aumentaram 1,2%, fixando-se nos 229,4 milhões de euros. 

A SAD encarnada explica a subida pelo aumento das imparidades, embora destaque, em sentido contrário, uma redução dos gastos com pessoal. O principal sinal de alerta surge no passivo. O valor ascendeu aos 513,9 milhões de euros, mais 8,2% do que no exercício anterior, com a SAD a justificar o aumento através do crescimento dos compromissos com fornecedores e outros credores.


Nesta altura, o passivo representa 79,1% do ativo, que atingiu os 649,4 milhões de euros, mais 10% face ao exercício anterior. A evolução do ativo é explicada, sobretudo, pelo aumento do valor do plantel e pelas verbas ainda a receber de clientes e outros devedores.


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