Nuno Campilho
Biografiado Autor

11 Out 2023 | 10:09

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Nuno Campilho

Os diferentes graus de responsabilização, dentro das organizações, só diferem no seu grau de vinculação que, não, tanto, na sua importância

Os diferentes graus de responsabilização, dentro das organizações, só diferem no seu grau de vinculação que, não, tanto, na sua importância.


Aquilo que um CEO promove, no que ao vínculo da empresa que dirige é, naturalmente, superior ao vínculo promovido pela ação de um tarefeiro, mas não deixam ambas as assunções de responsabilidade, de ter a sua importância. É, por sua vez, no vínculo a esta importância, que se distinguem os diferentes atores.

Isto é válido no panorama empresarial, no governo, nas autarquias, nos clubes de futebol... e no Benfica.


Ninguém questionará o que a ação do Rui Costa, da sua direção, da estrutura técnica, dos jogadores, vincula o clube, na assunção da enorme responsabilidade que sobre eles recai.

Quererá isto dizer, que a responsabilidade de um comentador, de um sócio, de um adepto, ou de um simpatizante, é tão difusa, ao ponto de ser irrelevante... e irresponsável?


Há quem pense assim. E, pior que pensar, é verberar assim.

É aqui que entra o respeito, que, por estas ocasiões, e nulo e, até, ofensivo.

Enquanto ator menor, e ainda que eu próprio possa considerar difusa a minha responsabilidade, de comentador e de produtor de textos maçadores, e na dúvida de como me devo comportar, sou eu próprio... crítico construtivo e ‘responsável’.

O Benfica está num dilema de excesso e escassez em simultâneo. Excesso de opções (com qualidade) e escasso nos interpretes do modelo de jogo implementado pelo treinador.

Há muito tempo que não víamos alguém, sentado (ou em pé), naquele banco que apresentasse um modelo de jogo tão claro e objetivo... e ainda bem.

Mas qualquer sistema (de jogo, ou de outra coisa qualquer), tem de ter os intervenientes adequados e perfilados para a função. O Benfica destacou-se, a época passada, por uma pressão intensa e constante sobre os adversários, na sua fase de construção, reagindo à perda de forma imediata e bem-sucedida, conseguindo, com isso, recuperações precoces da bola, o que lhe proporcionava a construção de jogadas de ataque perigosas, muitas delas concluídas com golos.

Além disso, o recuo de linhas, em posse, para rearmar o ataque, sustentado numa quase infindável criatividade ofensiva, foi permitindo ultrapassar os blocos baixos que a maioria das equipas apresentavam frente ao SLB.

Ora bem... o modelo não mudou... os intervenientes/jogadores é que já não são os mesmos! O Gonçalo Ramos, primeiro defensor da equipa e vértice da pressão ofensiva, está em Paris; o Grimaldo, artífice da criatividade ofensiva e paradigma do defesa/extremo que é fundamental neste modelo, está na Alemanha; o Florentino, garante de recuperações em barda e salvaguarda da posse, está no banco.

A responsabilidade leva-me a perguntar porque é que, com intervenientes diferentes, insistimos em jogar na mesma forma, o que só leva (e levará) a resultados igualmente diferentes, mas para pior. Se o Kökçü não é o Enzo, nem mais nenhum dos médios que lá estão – o que, convenhamos, só não é básico para fanáticos, pois é ele próprio – e joga melhor dez metros à frente, jogue-se em 4-3-3! É lesa-pátria, ou o treinador só conhece e só sabe trabalhar com um modelo? Não quero crer, pois, se assim for, é de menos...

Custa muito imaginar Florentino (ou Aursnes) atrás de um duplo-pivot formado por Kökçü e João Neves? E Neres (ou Rafa), Musa e Di Maria na frente? Na maioria dos jogos, é quase garantido que a equipa acabará por se explanar em campo no imutável 4-2-3-1 de Roger Schmidt, com o Kökçü a assumir, na prática, o lugar que tem sio ocupado pelo Rafa.

Respeitinho é considerar que é ao senhor que compete continuar a tomar esta decisão. Como o mesmo disse, no final da conferência de imprensa, após o jogo, na Amoreira, com o Estoril, respondendo a um jornalista: “quando o senhor for treinador, pode, então, tomar as decisões que entender”.

Irresponsabilidade é achar que, abaixo dos jogadores, não há responsabilidade nenhuma.

Falta de respeito, é denegrir o caráter do presidente, da equipa técnica e dos jogadores, e pôr em causa a sua honorabilidade profissional.

Sem querer ferir qualquer suscetibilidade e terminando com o humor que a paragem do campeonato me concede... já estou como um amigo meu diz: “que a morte me chegue com a rapidez com que o Schmidt faz substituições”.

Até para a semana e Viva o Benfica!!!

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Nuno Campilho
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22 Mai 2024 | 06:00

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Para o Sport Lisboa e Benfica mudar, é necessário que, sem medos, com coragem e vontade de, dar o impulso que o clube merece

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