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Futebol
23 Fev 2026 | 14:43 |
Na conferência de imprensa após o Benfica - AVS (3-0), José Mourinho foi questionado sobre a polémica no jogo com o Real Madrid, entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior, mas não se quis alongar sobre o tema, sendo que o assessor Gonçalo Guimarães interveio também para referir que o técnico não estava disponível para falar sobre o tema. Vítor Pinto, subdiretor do jornal Record, deixou duras críticas sobre esse momento.
V.Pinto: "Houve cobardia"
"Houve cobardia dos jornalistas que se intimidaram pelo facto do assessor de imprensa ter dito que o José Mourinho não estava disponível para falar do tema porque está a decorrer uma investigação da UEFA. José Mourinho é visado em que investigação?", questionou, em debate no "Record na Hora", programa do Canal Now.
O comentador julgou fortemente o silêncio do "Special One". "É este o José Mourinho que não levava desaforos para casa, que não deixava ninguém sem resposta? Isto não é desculpa para haver quatro perguntas a seguir ao alerta do Gonçalo Guimarães que não têm haver com o tema", afirmou.
V.Pinto: "Uma semana horrível do Benfica"
Vítor Pinto afirmou que o não posicionamento de José Mourinho é mais um tiro nos pés do Benfica. "Era o mínimo perguntar se é benéfico para Prestianni que vá ao Bernabéu. Depois de uma semana horrível do Benfica, onde a comunicação foi gerida da pior maneira possível, esta conferência de imprensa é mais um tiro nos pés", concluiu.
Vale lembrar que Pedro Sousa, também jornalista do grupo MediaLivre, já tinha criticado sobre a maneira como o Benfica tem encarado o caso de Gianluca Prestianni, o corte de relações com o grupo de comunicação e o alegado confronto físico de Rui Costa com um delegado do Real Madrid.
Poucos dias antes do duelo da segunda mão do playoff da Liga dos Campeões, entidade que tutela o futebol europeu tomou uma decisão drástica
23 Fev 2026 | 14:42 |
Sem surpresas: Gianluca Prestianni vai falhar o encontro com o Real Madrid. Pelo que foi apurado, a UEFA, através das fontes oficiais, anunciou na tarde desta segunda-feira, 23 de fevereiro, que o atleta do Benfica foi suspenso, de forma preventiva, por um encontro, o que o deixa de fora das contas para a partida no Santiago Bernabéu.
Pelo que foi possível confirmar através do comunicado da UEFA, esta decisão, relativa à partida desta quarta-feira, 25 de fevereiro, não invalida qualquer desfecho que seja tomado na conclusão do processo que foi aberto contra Prestianni, por alegado racismo a Vinícius Jr.
"Não invalida qualquer decisão que possa ser tomada posteriormente, após a conclusão da investigação em curso e a sua respetiva apresentação aos órgãos disciplinares da UEFA", pode ler-se no comunicado partilhado pelo organismo que tutela o futebol europeu.
Assim, com base na decisão feita pela UEFA, o futebolista de 20 anos é forçado a ficar de fora das opções do Benfica para o duelo contra o Real Madrid, depois de o mesmo assegurar à Direção encarnada que estava preparado para ir a jogo. José Mourinho, que contava com o atleta, terá de encontrar uma outra solução.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Gianluca Prestianni — avaliado em 12 milhões de euros — já realizou um total de 30 partidas: 18 na Liga Portugal Betclic, sete na Liga dos Campeões, duas na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Supertaça. Nos 1.460 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o extremo registou dois golos e uma assistência.
Face às suas recentes exibições, emblema pretende premiar futebolista pela sua importância no plantel em que se encontra integrado
23 Fev 2026 | 14:24 |
O PSG prepara-se para apresentar um novo contrato a João Neves. Pelo que foi apurado pela imprensa francesa, o gigante gaulês está extremamente satisfeito com o rendimento que o jovem, formado no Benfica, tem vindo a apresentar desde que se transferiu para o clube, no verão de 2024.
Segundo revelou o jornal Le Parisien, a decisão tomada pelo emblema gaulês foi a solução encontrada para premiar as boas exibições do internacional português de 21 anos. Apesar de ainda ter vários anos de contrato, o campeão europeu pretende prolongar o seu vínculo.
A mesma fonte explica então que a decisão passa por fazer com que João Neves assine um novo contrato, desta vez válido até 2030, reforçando assim a confiança que o PSG tem nas qualidades do médio português. No que diz respeito a uma possível revisão salarial, não existem quaisquer informações sobre o tema em questão.
João Neves, vale a pena recordar, foi o mais recente jovem formado no Seixal que protagonizou uma grande venda no mercado do Benfica. Recentemente, foi elaborado um estudo que deu conta do facto de as águias serem a equipa que mais lucra com vendas de atletas, numa escala mundial.
Na presente temporada, ao serviço do PSG, João Neves - avaliado em 110 milhões de euros - já realizou o total de 23 jogos oficiais: 14 na Ligue 1, seis na Liga dos Campeões, um na Taça Intercontinental, um na Taça de França e um na Supertaça francesa. Nos 1.744 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o português registou seis golos e duas assistências.
Antigo dirigente dos encarnados, através das redes sociais, teceu duras críticas à forma como Clube tem gerido o caso de alegado racismo
23 Fev 2026 | 13:51 |
A comunicação do Benfica tem sido alvo de constantes críticas na última semana, face às várias polémicas em que o Clube se vê envolvido. Agora foi a vez de Fernando Tavares visar o seu antigo clube. O ex-vice-presidente das águias diz que os encarnados têm gerido mal a polémica entre Prestianni - que desabafou junto do plantel - e Vinícius Jr.
Fernando Tavares: "Instala-se uma presunção pública de culpa, mesmo que não exista nenhuma"
"Após a conferência de imprensa pós-jogo, onde ficou clara a posição do Benfica, ou seja, não se comenta porque o processo vive uma espécie de 'segredo de justiça', o caso Prestianni traz para o espaço público uma questão que ultrapassa o futebol: como devem as organizações gerir a comunicação quando enfrentam suspeitas, dúvidas ou escrutínio? O silêncio institucional, absoluto e prolongado, num ambiente mediático acelerado, cria vazio informativo e é rapidamente preenchido por especulação. Instala-se uma presunção pública de culpa, mesmo que não exista nenhuma", pode ler-se na publicação feita na rede social LinkedIn.
"Um paralelismo com a indústria petrolífera, onde exerci a maior parte da minha atividade profissional, salienta a experiência vivida num ponto crítico: a diferença entre a gestão jurídica do risco e a gestão estratégica da reputação. Durante décadas, a indústria enfrentou acusações recorrentes de cartelização dos preços, da obtenção de margens elevadas e de não fazer repercutir, no dia seguinte, as flutuações do preço do barril no preço pago pelo consumidor. Também aqui existia presunção de culpa e não presunção de inocência", continua Fernando Tavares.
"O tema era tecnicamente complexo e juridicamente sensível. Qualquer declaração mal calibrada poderia ter implicações legais relevantes. A tentação inicial foi a prudência extrema. Mas rapidamente se percebeu que o silêncio absoluto estava a consolidar uma narrativa de culpa. A resposta não foi o confronto agressivo, foi a pedagogia estruturada. Explicação periódica aos jornalistas especializados em economia sobre a formação do preço dos combustíveis, o impacto das flutuações do preço do barril, a carga fiscal, a dinâmica concorrencial e o efeito da empresa dominante no mercado. Tudo isto coordenado com o devido aconselhamento jurídico. Mas não subordinado aos advogados. A diferença é decisiva. A fronteira entre aconselhar e liderar", pode ler-se na publicação.
"Os advogados existem para proteger a organização do risco legal. A administração existe para liderar, incluindo a reputação, a confiança, o posicionamento estratégico e o valor da marca. Muitas vezes o maior dano não vem de um processo judicial. Vem da deterioração lenta da credibilidade. Numa organização madura, o jurídico aconselha, a comunicação estrutura e a administração decide. Quando esta ordem se inverte, instala-se uma cultura defensiva. A comunicação torna-se minimalista. A narrativa passa para terceiros. A marca perde capacidade para enquadrar os factos", adiantou o ex-dirigente do Clube da Luz.
"A boa gestão não passa por ignorar o risco jurídico. Passa por integrá-lo numa decisão mais ampla. Isto significa exercer liderança. As organizações que compreendem isto percebem que a comunicação não é um apêndice jurídico. É um instrumento estratégico de criação de confiança. Quando os princípios da boa gestão são invertidos, ou seja, quando o medo jurídico se sobrepõe à liderança estratégica, quem paga é a marca", escreveu, por fim, Fernando Tavares, na sua página oficial de LinkedIn.