Quando o erro deixa de ser acaso e passa a método
Em causa estão as polémicas associadas ao encontro entre Braga e Benfica, que ficou marcado por inúmeros lances que não foram devidamente ajuizados
09 Jan 2023 | 08:58
Há uma peça do puzzle que não encaixa no resto: o speaker. Não é competente e não é de hoje. Aponto três razões para sustentar a minha opinião.
Não, não acho que o futebol do Benfica esteja sem Farol. Roger Schmidt respondeu em parte à minha pergunta da semana passada (Ler AQUI) e, depois do vendaval de Braga, deu uma aula de comunicação seguida de uma aula tática, a que só faltaram mais 3 ou 4 golos para voltar a aquecer os ânimos frios e inquietos que se sentiram nas bancadas.
Também não vos vou falar da luz que espero que nos ilumine no final da semana que agora começa. Joga-se mais uma importante eliminatória da Taça que nos últimos 25 anos ganhámos três e no domingo o derby que vale sempre mais do que três pontos. Disso, outros falarão melhor que eu nos próximos dias.
Vou antes falar-vos de um assunto que me é caro: a animação de jogo no Estádio da Luz.
Há 20 anos trabalhei no Marítimo (juro que a referência é casual) com o João Canada e o Sérgio Nóbrega na animação dos jogos. Não tendo o Marítimo os meios que o Benfica tem, o João oferecia o seu tempo e paixão pelo clube e, com equipamentos emprestados por um parceiro, seguia (quase) na perfeição o guião que o Sérgio e eu lhe passávamos antes dos jogos. Compensávamos a falta de meios e condições do estádio com muita criatividade, pesquisa continua do que de melhor se fazia lá fora e a generosidade e profissionalismo do João, uma das melhores pessoas com quem tive oportunidade de trabalhar.
Lembrei-me destes tempos quando entrei na Luz na passada sexta-feira. A esperada e muito necessária renovação dos ecrãs e sistema de som veio com um fantástico upgrade: os leds à volta do estádio. Sexta e Sábado era um dos principais temas de conversa dos benfiquistas e percebe-se bem porquê. A Luz ficou ainda mais bonita e sobretudo o Benfica equipou-se com mais uma excelente ferramenta de comunicação que pode ajudar a melhorar muito a experiência de quem se desloca ao estádio. Acredito que o que vimos neste jogo tenha sido apenas uma amostra já que estes permitem ao Benfica explorar uma infinidade de momentos de comunicação, interação e envolvimento com os adeptos, dentro e fora do estádio.
Mas que isto aconteça há uma peça do puzzle que não encaixa no resto: o speaker. Não sei se ele é ou não sportinguista, como alguns afirmam, não vou discutir as escolhas musicais (aí nunca se pode agradar a todos). O que sei é que não é competente e não é de hoje. Aponto três razões para sustentar a minha opinião:
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