Futebol
Adepta do Benfica apanhada a roubar bola de forma insólita e Clube acaba multado
12 Set 2026 | 12:07
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12 Set 2026 | 16:21 |
João Palhinha foi o reforço mais sonante do Benfica 2026/27. O médio defensivo chegou, começou a jogar e rapidamente ganhou espaço na equipa e no balneário. Álvaro Magalhães, que capitaneou as águias em duas ocasiões durante a sua carreira, frente ao Belenenses e Académica, vê o trinco a envergar a braçadeira de águia ao peito, deixando uma revelação bombástica.
Á. Magalhães: "Tive capitães no Benfica que eram uma vergonha e surgiam de moeda ao ar"
"Sem criticar ninguém diretamente, muitas vezes quem usa a braçadeira não tem capacidade para isso. Tive capitães no Benfica que eram uma vergonha e surgiam de moeda ao ar. Palhinha tem uma personalidade muito vincada, é um líder dentro e fora do campo, é muito educado. Aliás, conheço bem a família e sei do que falo", referiu, em entrevista ao jornal O Jogo.
O antigo lateral esquerdo acrescenta que Palhinha pode ser visto como um "capitão sem braçadeira" no Benfica. "Muitas vezes, os capitães são escolhidos só porque têm mais anos de clube e nem sempre essa é a melhor decisão. O João é um líder natural, tem um bom percurso no futebol, com experiência em campeonatos como o alemão e o inglês e tudo isso faz dele uma boa opção para capitão no futuro", sublinhou.
Á. Magalhães: "É altruísta, pensa sempre no grupo e só depois nele próprio"
Álvaro Magalhães afirmou ainda que são os próprios colegas que lhe colocam esse rótulo. "Não se trata apenas do que é dentro do campo, como temos visto pela forma como vai liderando a equipa nos jogos que realizou. É também muito respeitado pelos companheiros e isso resulta do bom ambiente que cria. É altruísta, pensa sempre no grupo e só depois nele próprio", concluiu.
O internacional português está a corresponder às expectativas e a assumir-se como uma das principais armas do Benfica no equilíbrio defensivo, com os números a demonstrarem uma clara melhoria desde que agarrou a titularidade.
Condicionantes "obrigaram" técnico encarnado em apostar nos serviços de atleta e jogador tem características da liga inglesa
12 Set 2026 | 14:30 |
Daniel Banjaqui, lateral direito de 18 anos do Benfica, titular em Moreira de Cónegos, frente ao Moreirense (4-0), fez uma exibição de serviços mínimos e deixou indicações interessantes no papel ofensivo, algo que Marco Silva aprecia.
Na época passada, de estreia na equipa principal, o jogador ainda passou muito tempo nos escalões inferiores, equipa B e sub-23, tendo por exemplo realizado oito dos 10 jogos na Youth League, onde o treinador das águias, Vítor Vinha, apresentou equipa capaz de fazer 39 golos e organizada em 4x2x3x1.
A vocação que Marco Silva, treinador dos encarnados, pretende para o seu Benfica e que traz, naturalmente, obrigações de caráter ofensivo aos laterais, parece, pois, alinhar com os hábitos competitivos de Banjaqui, que deverá continuar no onze titular das águias na partida com o Gil Vicente, permitindo que Alexander Bah recupere tranquilamente para a dupla jornada de elevado grau de dificuldade, fora de casa, com Milan e Porto.
A parte física foi um fator crucial para que Banjaqui ficasse na equipa principal. É um jogador forte, ao estilo do lateral que se usa na Premier League, e Marco Silva ligará bastante a esse aspeto. O campeão do Mundo de sub-17 é um jogador muito focado e que investiu tempo e esforço para evoluir fisicamente e também em questões de ordem técnica quando se encontra na posse de bola.
Do ponto de vista psicológico é visto como um jovem jogador muito preparado e na cabeça dele estará garantidamente a tentativa de ganhar o lugar e de continuar a justificar oportunidades. Ofensivamente pode fazer a diferença, mas tem de melhorar alguns aspetos no trabalho defensivo como o 1x1 e noções de posicionamento.
Treinador esteve na conferência de imprensa neste sábado e abordou os principais temas do Clube encarnado antes do encontro da 6.ª jornada da Liga
12 Set 2026 | 13:57 |
O Benfica vai cumprir o seu sexto jogo pela Liga Portugal Betclic neste domingo, dia 13 de setembro. A equipa de Marco Silva, que analisou o duelo em antevisão, recebe o Gil Vicente pela 6ª jornada da competição, encontro nacional que antecede o clássico com o Porto - que tem baixa de peso.
Gil Vicente e o tempo de recuperação
"Em relação ao Gil Vicente, é um adversário com qualidade, mas que não vem de um bom resultado. Começou bem a época e que explora muito os corredores e situações de um contra um. Jogando em casa, teremos de manter o foco e a mesma qualidade e os mesmos princípios como equipa. A qualidade virá se mantivermos esses princípios, mas também há um adversário do outro lado que nos conhece. Em relação à preparação, já sabíamos que o calendário ia ser sempre assim e tem sido assim desde 23 de julho, só tivemos duas semanas limpas. Agora teremos de dar o nosso melhor para ganhar o jogo"
Prestianni na seleção argentina?
"Em relação à Argentina (possível chamada de Prestianni) não vou comentar, terão de perguntar ao selecionador ou esperar pela convocatória. Está fora do meu controlo. Ter os jogadores nas seleções é um motivo de orgulho, embora fiquemos sem eles. O Prestianni tem trabalhado muito nos treinos e isso tem permitido expressar o seu melhor futebol, tem compromisso"
Utilização de Echeverri
"Echeverri? Como outros, teve pouco tempo para treinar. No último jogo já foi ao banco, está a aprender as novas dinâmicas. Na última equipa que teve, a equipa jogava quase com dois avançados, mas acredito que a posição dele é médio ofensivo e está preparado para ajudar a equipa"
Bah indisponível e hierarquias
"Bah não está disponível. Está a recuperar bem e fiquei feliz por vê-lo no campo a trabalhar individualmente. O Prestianni jogou por dentro como já tinha dito que podia acontecer. É um jogador que está num grande momento. Jogou mais pela direita, agora mais pela esquerda, mas eu sabia que podia jogar no meio. Teve várias permutas com o Andreas e fiquei muito satisfeito. Quanto a hierarquias, isso não existe, os jogadores sabem que num momento podem estar num lado e noutro podem estar noutro"
Palhinha e qualidade exibicional das águias
"Palhinha não é uma aposta pessoal minha, é uma aposta do Benfica. Às vezes, vocês dizem que um clube contratou um jogador que o treinador não queria. Foi meu jogador no Fulham e depois foi para um grande clube como o Bayern e agora está num grande clube como o Benfica. Sobre sermos os melhores, não entro por aí porque isso vê-se no fim. O campeonato é muito longo"
Reforços e afinar algumas questões
"A equipa tem muito a melhorar. Eu dei os parabéns à equipa no último jogo, em mais um relvado difícil, e fizemos uma exibição acutilante. No fim do jogo dei-lhes os parabéns e disse-lhes que fiquei muito satisfeito com a reação à perda da bola. Os nossos avançados são os primeiros a pressionar. Mas temos batalhas muito duras por vir. Falámos do Echeverrí, ainda tem muita coisa para perceber; o Soffian (El Karouani) dei-lhe alguns minutos no último jogo. Há muito ainda por melhorar e dinâmicas e isso só é possível com a mente aberta. Se olharem para a linha defensiva do ano passado, houve um jogador que terminou contrato, outros foram vendidos. Estamos ainda no princípio de setembro e há ainda um longo caminho"
Situação de Trubin e Daniel Banjaqui a titular?
"Eu admito que Trubin possa jogar a qualquer momento que seja preciso. Temos três guarda-redes: o Diogo Ferreira tem jogado pela equipa B e tem um grande potencial e o Trubin tem trabalhado muito. Em relação ao Banjaqui, eu já vos disse que temos várias soluções para a posição, e ele é a mais direta. Terão de esperar por amanhã..."
Equipa competente em todos os momentos
"Sem dúvida. Fala-se muito do jogar bem e jogar mal, mas não há equipa que possa ganhar se não for competente em todos os momentos do jogo. Não há volta a dar. Se não formos capazes de reagir quando perdemos a bola... Vamos ter dissabores. Tivemos um empate com dois erros perfeitamente evitáveis. É verdade que criámos bastante, mas se não tivéssemos sofrido teríamos ganho. Mais do que marcar muitos golos, penso que o mais importante é não sofrer e digo-vos já que o Gil Vicente não será fácil, porque é uma boa equipa"
Início de época 2026/27 comprova a qualidade exibicional da equipa vermelha e branca e faz jus à identidade do Clube encarnado
12 Set 2026 | 13:27 |
Marco Silva garantiu desde a sua apresentação oficial que o compromisso com um futebol dominador e atrativo era absolutamente inegociável. A goleada recente aplicada em Moreira de Cónegos demonstrou a consolidação de uma ideia de jogo que apaixona os adeptos e devolve a verdadeira vertigem ofensiva à equipa do Benfica.
A exibição rubricada no Minho traduziu-se num dos desempenhos mais completos da temporada, registando uma posse de bola avassaladora de 71%. A equipa encarnada rubricou nove remates enquadrados com a baliza adversária e efetuou 11 cruzamentos, numa clara demonstração de apetite atacante do primeiro ao último minuto.
A mentalidade ofensiva implementada pela nova equipa técnica reflete-se com clareza numa média superior a três golos marcados por partida na presente campanha. Goleadas expressivas conseguidas em várias competições (5-0 - St. Gallen/ 6-1 - Hearts/ 7-0 - Casa Pia) comprovam a capacidade de criação de perigo constante, alimentando a enorme expetativa em torno da recuperação da hegemonia do clube.
Marco Silva conseguiu implementar a sua filosofia tática num curto espaço de tempo e mesmo enfrentando limitações iniciais de opções no plantel. A rápida adesão do grupo de trabalho às novas dinâmicas permitiu ultrapassar percalços iniciais e acelerar o processo de consolidação de uma equipa extremamente competitiva.
A opção de assumir o comando das águias foi motivada pelo desejo profundo de lutar por títulos através de um futebol de ataque e vocação dominadora. Os sinais apresentados no relvado entusiasmam a estrutura e a massa adepta, perspetivando um futuro de grandes conquistas com a consolidação deste modelo vitorioso.