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Futebol
13 Mar 2023 | 10:55 |
As lesões prolongadas de Gonçalo Guedes e Draxler não assustam os responsáveis encarnados. Apesar de não serem boas notícias, e segundo apurou o Glorioso 1904, a solução para as ausências do português e do alemão está dentro de portas e chama-se … Andreas Schjelderup.
Chegado à Luz no mercado de Inverno, o jovem norueguês de 18 anos precisou de tempo para se adaptar a uma nova realidade. De resto, em entrevista à BTV, Rui Costa revelou que esse tempo de adaptação não foi novidade para a estrutura do futebol dos encarnados, visto que o extremo não jogava oficialmente desde 13 de novembro.
Schjelderup começou por recuperar os melhores índices físicos e, depois, atuar pela equipa B do Benfica. A ‘estreia’ pelo conjunto secundário dos encarnados aconteceu a 5 de fevereiro, na receção ao Tondela, onde Schjelderup atuou 62 minutos. Desde então, o nórdico fez mais três jogos pelo Benfica B: Estrela da Amadora, Leixões e Vilafranquense. Ao todo, o jovem de 18 anos somou 259 minutos.
Depois de ter passado sensivelmente dois meses na incubadora, o dia finalmente chegou e Schjelderup estreou-se pela equipa principal do Glorioso. Na vitória do Benfica no terreno do Benfica, Roger Schmidt lançou o diamante nórdico aos 90 minutos, servindo este momento para premiar o trabalho que o extremo tem vindo a fazer.
Agora, de acordo com informações recolhidas pelo nosso jornal, o extremo pode mesmo ser uma aposta mais regular, aproveitando as ausências de Gonçalo Guedes e Draxler. De resto, a confiança dos responsáveis encarnados na qualidade de Schjelderup permanece totalmente imaculada, uma vez que se trata de um jovem prodígio, que era desejado por meia Europa.
Uma ‘pechincha’ num mercado inflacionado
A região nórdica europeia foi uma ‘mina de diamantes’ esta época, mas a contratação do novo camisola 21 dos encarnados merece uma análise a fundo por parte do nosso Jornal, dado que se trata de um dos jovens mais promissores do futebol mundial, sendo já uma pérola em bruto para o treinador alemão lapidar, uma vez que ainda só tem 18 anos.
O contrato até junho de 2028 com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros demonstra o caminho que o Clube da Luz quer seguir nos próximos anos, com muita juventude e margem de progressão às mãos do criador do estilo de jogo mais apetecido pelos adeptos da Catedral.
A tão esperada estreia após uma pré-época improvisada
Chegado do Nordsjaelland, da Dinamarca, onde o norueguês era até à altura o melhor marcador da Superligaen, com 10 golos em 17 jogos, todos esperavam que Schjelderup entrasse de imediato na rotação do Benfica de Roger Schmidt.
Contudo, o craque estava sem ritmo de jogo devido à paragem de inverno que aquela liga passava, obrigando o timoneiro do Glorioso a pedir paciência ao jogador e aos adeptos.
“A minha missão é cuidar de toda a equipa. Queremos ser campeões, temos jogadores muito bons. Alguns chegaram sem condição física e foi preciso paciência. Foi bom jogarem pela primeira vez pelo Benfica. São jogadores para o futuro”, afirmou o técnico sobre Andreas e o outro reforço nórdico de inverno Casper Tengstedt, que se estrearam ambos no jogo do passado domingo, dia 12 de março, frente ao Marítimo, ao entrarem aos 90 minutos.
Uma certeza para o futuro e preparado para responsabilidades acrescidas
Roger Schmidt disse, após a vitória, por 3-0, no Funchal, o que todos os Benfiquistas esperam que aconteça: “Acredito que no futuro [Schjelderup] será um excelente jogador”, e já se vão observando alguns pormenores técnicos do jovem de 18 anos nas suas exibições pela equipa B.
A verdade é que, apesar de não ser pelas melhores razões – lesões prolongadas de Julian Draxler e Gonçalo Guedes –, o norueguês natural de Bodø pode ter agora várias oportunidades para se mostrar ao futebol português e conquistar um lugar na rotação do plantel realizada pelo alemão.
Schjelderup – avaliado em 9 milhões de euros – conta com uma partida na equipa principal do Glorioso, somando quatro jogos pelo Benfica B.
Enquanto ucraniano demonstrou alto nível diante do Milan, o guardião formado no Seixal tem sido a escolha para os jogos de Liga
20 Set 2026 | 15:29 |
A escolha de Marco Silva para a baliza do Benfica no Clássico diante do Porto continua a suscitar dúvidas. Samuel Soares vinha a assumir a titularidade, mas Anatoliy Trubin voltou a ser aposta no encontro frente ao Milan e deixou uma boa impressão. Para Mário Figueiredo, o guarda-redes ucraniano dá mais garantias.
Mário Figueiredo: "Neste momento, para mim, Trubin é melhor do que Samuel Soares"
"Eu não tenho tanta certeza que Samuel Soares volta à baliza. Mantenho algumas dúvidas em relação a isto. Percebo que havia aquela necessidade de, em dois jogos muito importantes, um jogo onde houve muitas mudanças na equipa, uma tentativa de proteger Samuel Soares de um jogo onde as alterações eram tantas que as coisas podiam ter descambado. Então foi uma forma de protegê-lo para o clássico. Mas o jogo correu muito bem e Trubin apresentou o seu maior nível", afirmou o jornalista no canal Now.
Mário Figueiredo foi ainda claro na comparação entre os dois guarda-redes neste momento: "Neste momento, para mim, Trubin é melhor do que Samuel Soares. A questão é: o que o Benfica tem a ganhar ou a perder. Se perder, ficará a cinco pontos do Porto", concluiu.
Na perspetiva do analista, esta será uma das principais decisões de Marco Silva antes do Clássico. O técnico português terá de escolher entre manter a aposta num guarda-redes que está a ganhar espaço ou devolver a titularidade a Trubin, que recuperou a confiança e mostrou serviço frente ao Milan.
"O grande dilema de Marco Silva será este. Porque tem um guarda-redes que ele recuperou, que precisava trabalhar mais para poder jogar e ser opção, Trubin. E de repente vai ter o tal jogo no Dragão, do tal ambiente hostil, e terá um guarda-redes numa fase de crescimento".
Dirigente deixou uma alerta aos responsáveis dos dragões e das águias sobre as responsabilizações aos profissionais de arbitragem
20 Set 2026 | 15:26 |
José Borges, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), deixou um alerta aos dirigentes de Porto e Benfica antes do Clássico deste domingo, no Estádio do Dragão. O responsável defendeu uma análise coerente das incidências do encontro e pediu que a equipa de arbitragem, liderada por Miguel Nogueira, não seja responsabilizada por um eventual resultado negativo.
José Borges espera, sobretudo, que os responsáveis dos dois clubes analisem o jogo com o mesmo critério utilizado para avaliar jogadores e treinadores, sem transformar a arbitragem no centro das atenções após o apito final.
"No final, no jogo das palavras, será relevante perceber se, de uma vez por todas, os dirigentes mostram coragem para analisar as incidências do encontro de uma forma coerente ou se optam, como é muitas vezes prática, por direcionar todas as frustrações e desculpas de um possível insucesso para a equipa de arbitragem", escreveu na sua coluna no jornal 'Record'.
Além do mais, reforçou ainda a necessidade de avaliar o trabalho dos árbitros pelas decisões tomadas dentro das quatro linhas, reconhecendo que devem estar sujeitos a escrutínio, mas sempre num quadro de respeito no encontro.
"Que sejam avaliados pelas decisões que tomarem dentro das quatro linhas, com exigência, mas também com respeito, assim como deve acontecer na análise ao trabalho dos treinadores e dos jogadores", concluiu. O Clássico entre Porto e Benfica está marcado para este domingo, às 20h30, no Estádio do Dragão.
Antigo treinador acredita que as águias têm segurança devido à liderança demonstrada pelo comandante, mas não vê o Porto muito atrás
20 Set 2026 | 12:46 |
O Clássico entre Porto e Benfica coloca frente a frente não apenas duas das principais equipas do futebol português, mas também dois treinadores com perfis distintos. Francesco Farioli e Marco Silva assumem o comando técnico de dragões e águias, respetivamente, e o Professor Neca analisou as características dos dois técnicos antes do duelo deste domingo. O antigo treinador deixou vários elogios ao comandante encarnado, destacando a experiência acumulada pelo técnico português.
"O Marco (Silva) já mostrou o seu grande nível em Portugal, Grécia e Inglaterra, onde lidou com exigência máxima. Mostrou a sua inteligência em Milão com alterações substanciais. A liderança está à vista e os jogadores percebem que ele sai em defesa de todos. Conheço-o bem, foi meu jogador no Estoril. Tem competência e comunica muito bem", afirmou, em entrevista ao jornal O Jogo.
Apesar dos elogios ao treinador do Benfica, o Professor Neca também realçou as qualidades de Farioli. O italiano chega ao Clássico com o estatuto de campeão nacional e, segundo o antigo técnico, apresenta uma liderança e uma comunicação exterior bem definidas.
"O Farioli vem com o lastro de campeão contra muitas expetativas. Foi uma consagração óbvia, em que o treinador mostrou uma liderança muito boa e uma comunicação para o exterior bem definida. Tem a sua equipa consolidada, o fator casa como vantagem e uma semana limpa", explicou.
Neca destacou ainda o impacto que os dois treinadores conseguiram ter junto dos respetivos grupos e adeptos: "Farioli tem força ganha junto dos adeptos pelo campeonato conquistado. Mas o Marco, em pouco tempo, também tocou no coração dos seus, agarrou-os bem, admitindo a falta que fizeram contra o Académico. Olho para um treinador com o prestígio do tempo e das conquistas, outro a valorizar o seu universo", concluiu.