Futebol
António Salvador lembra relação com ex pilar do Benfica: "Éramos capazes de sentar à mesa"
24 Set 2026 | 15:36
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Futebol
25 Abr 2024 | 11:36 |
O Benfica está a ter uma época para esquecer. No jornal Record, Rui Dias tenta explicar o fracasso do projeto encarnado em tentar conciliar uma massa de talentos numa equipa de apenas onze que não funcionou como uma unidade coesa e conseguiu várias vitórias "sem saber como" devido a individualidades e chama ainda a atenção a Di María.
"Por mais evidente que seja a tendência global da coletivização do futebol (em detrimento da individualidade), da valorização da tática (que trava ímpetos aos mais criativos) e dos benefícios da obediência (que reprime a rebeldia dos espíritos livres), o talento individual continua a ser a base do futebol" começou.
Juntar os talentos individuais num projeto coletivo é o objetivo do clube: "Para que a conjugação resulte; para ser possível conciliar o máximo de futebolistas excecionais num corpo de onze elementos, é preciso ter uma ideia reconhecível, desenvolver um projeto em que todos acreditem, estimular cumplicidade generalizada para que todos se unam e participem com o melhor de cada um em nome da felicidade coletiva. Não foi isso que aconteceu no Benfica 2023/24, mesmo quando a equipa vivia o sucesso de vitórias com poucas bases de sustentação".
Mesmo quando o Glorioso vencia, as vitórias eram fruto de talentos individuais e não de uma equipa a jogar bem: "Os ganhadores sem mérito estão condenados a ser os perdedores de amanhã. As grandes equipas acumulam méritos pelo caminho de modo a explicarem como desenharam o sucesso, então sim traduzido na consequência de ações estudadas, pensadas e trabalhadas, nas quais todos acreditam e para as quais contribuem e se comprometem. Quem está dentro (jogadores) e fora (adeptos) deve assumir que o êxito é consequência de um processo no qual os treinadores aplicam os melhores recursos. Quando se ganha sem saber como, sim, a vitória vale os mesmos três pontos. Mas a sensação de alívio não atinge a esperança e não gera ilusão, fantástico energético para equipas de topo. O Benfica viveu à custa de sucessos parciais, muitas vezes inexplicáveis, logo sem futuro."
Nisto, o jornalista dá credito a El Fideo, que apesar de ter tido maus momentos, não foi o cerne do fracasso: "Di María foi intocável para Roger Schmidt. Teve certamente utilização superior à capacidade de resposta do seu corpo envelhecido. Sendo um craque universal não usufruiu da força de um coletivo perfeito; faltou-lhe um andaime sólido capaz de suportar devaneios criativos; dificilmente terá sido feliz numa equipa que não lhe compensou o talento, nem permitiu usufruir em pleno da liberdade para fazer o que melhor sabe".
"A discussão foi se ele, Rafa e Neres são compatíveis na mesma equipa. Talvez não sejam. Mas o que fazer com um trio que chega ao fim da época com total de 40 golos e 36 assistências? Angelito nem sempre deslumbrou mas nunca foi o problema – 45 jogos, 16 golos e 12 assistências falam por si. Mas mesmo quando esteve abaixo do que lhe era exigido, tem crédito suficiente para resistir às críticas: leva perto de 20 anos sendo um génio absoluto do futebol", rematou o jornalista.
Guarda-redes deixou elogios ao jovem atleta e acredita que é necessário dar tempo para que haja maturidade e mais sequência na Seleção
24 Set 2026 | 17:32 |
Beto falou sobre a entrada de Jorge Jesus na Seleção Nacional e deixou uma mensagem de confiança no novo ciclo da equipa das quinas. Durante o Portugal Football Summit, o antigo guarda-redes também abordou a estreia de Samuel Soares na convocatória da Seleção A e deixou vários conselhos ao jovem guardião do Benfica.
Beto: "O Samuel Soares tem muita margem de crescimento..."
Beto deixou uma mensagem particularmente positiva sobre o potencial do guarda-redes do Benfica, que tem sido alvo de críticas devido às prestações recentes: “O Samuel Soares tem muita margem de crescimento, essa margem feita no Benfica e depois uma boa avaliação quando estiver na Seleção”, disse, em declarações ao Bola na Rede.
O antigo internacional português deixou ainda um alerta sobre a exigência necessária para permanecer entre os convocados depois de alcançar a Seleção A: “Quando se é convocado para a Seleção Nacional, temos de dar muito valor ao que aquilo significa. É um espaço difícil de alcançar e não é só chegar, é chegar e manter. Manter na convocatória nas fases finais, esse é o desafio”.
Para Beto, é necessário dar tempo a Jorge Jesus para implementar as suas ideias e conhecer melhor os jogadores à sua disposição: “É a nossa primeira convocatória, não é a do Jorge Jesus, é a de Portugal, dos portugueses. Convido as pessoas a avaliar, não no momento, mas dar tempo. O mister Jorge Jesus acaba de chegar, é a primeira convocatória. É preciso tempo para implementar ideias, para implementar as variantes e a variabilidade que ele tem”.
Além do mais, destacou ainda a capacidade do técnico para utilizar diferentes sistemas e jogadores em várias posições: “Não só no sistema de jogo, mas também na utilização dos jogadores em diferentes posições. Eu já trabalhei com o mister Jorge Jesus, conheço o talento e as capacidades que tem”, explicou.
Guardião encarnado voltou a ser notícia na Ucrânia por uma razão que vai muito além do futebol e recebeu agora uma mensagem que não deixou ninguém indiferente
24 Set 2026 | 17:29 |
Anatoliy Trubin continua a assumir um papel de destaque na Ucrânia, não apenas pelas suas prestações dentro das quatro linhas. O jogador do Benfica tem mantido uma ligação próxima à Tribuna dos Heróis, fundação criada depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e do início da guerra, que apoia famílias de pessoas ligadas ao futebol que perderam a vida durante o conflito.
Tribuna dos Heróis: "O apoio de Anatoliy Trubin é medido não por um único ato, mas pelo tempo"
"O apoio de Anatoliy Trubin é medido não por um único ato, mas pelo tempo. Ele se juntou à ´Tribuna dos Heróis´ pouco depois da fundação ter sido lançada e desde então, mês após mês, sem pausas, ele vem ajudando as famílias dos nossos Heróis. Isto é adicionado às reuniões com famílias, apoio dos meios de comunicação e ajuda aos fãs de futebol que estão a defender a Ucrânia hoje. Esta regularidade tornou-se uma das primeiras confirmações para a fundação: a comunidade do futebol pode ser confiada", destacou a organização numa publicação partilhada nas redes sociais.
A Tribuna dos Heróis explicou ainda que, por trás do apoio do guardião de 25 anos, estão famílias concretas de pessoas ligadas à comunidade futebolística que morreram durante a guerra. "O mais notável para mim é que essas são as famílias dos nossos defensores, dos adeptos de futebol, de pessoas ligadas ao futebol. Portanto, é claro que existe o desejo e a oportunidade de ajudar estas famílias, de tornarem as suas vidas um pouco melhores" pode ler-se.
A fundação salientou também a importância da confiança de Trubin na forma como o apoio é utilizado. "Para Anatoliy Trubin, é importante não só o desejo de ajudar, mas também a compreensão de onde exatamente essa ajuda está sendo direcionada. Há grande confiança nas pessoas que trabalham aqui, e a confiança de que os fundos e qualquer assistência estão realmente a ir diretamente para as famílias", acrescentou.
A mensagem terminou com um agradecimento direto ao guarda-redes do Benfica. "Anatoliy, obrigado pelo apoio constante e significativo às famílias dos nossos Heróis. Pela sua confiança na ´Tribuna dos Heróis´, que foi fortalecida por ações concretas ao longo dos anos, e pela sua ajuda na preservação da memória daqueles que deram as suas vidas pela Ucrânia. Obrigado por estarem lá", concluiu. Trubin encontra-se atualmente ao serviço da seleção ucraniana, tal como o companheiro de equipa encarnado Georgiy Sudakov.
Veja a publicação:
Presidente do Porto volta a apontar o dedo ao alinhamento entre águias e Sporting e volta a afirmar que o resultado do clássico foi justo
24 Set 2026 | 17:06 |
Dois dias depois de ter falado na "santa aliança" que entende existir a unir Benfica e Sporting, André Villas-Boas voltou a disparar na direção dos rivais. O presidente do Porto fala num "manto marrom" sustentado por "comentadores" que "parecem já ter fundado um novo clube" na Segunda Circular.
A. V. Boas: "Parecem já ter fundado um novo clube"
"A vitória no clássico teve, por isso, um significado que ultrapassou o relvado. Vencemos o adversário e respondemos à arrogância de quem passou semanas a tentar diminuir o Porto, os seus adeptos e o seu grupo de trabalho. Foram insultos, suspeitas fabricadas e tentativas de condicionamento, servidos em monólogos onde a clubite aguda substituiu o contraditório. Os comentadores do ´Manto Marrom´, essa mistura de verde e vermelho que tão bem traduz o alinhamento da Segunda Circular, parecem já ter fundado um novo clube", atirou, na mais recente edição da revista Dragões.
O antigo técnico dos dragões acredita que os dois rivais de Lisboa controlam a comunicação social para atacar o clube do Norte. "Ainda não lhes conhecemos o estádio, mas a sede funciona em vários estúdios e a política de comunicação está perfeitamente coordenada: a necessidade de atacar e menosprezar tudo o que tem a ver com o Porto", acrescentou.
André Villas-Boas finalizou o seu texto dizendo que o Clássico foi justo. "O pacto de sangue é tal que o telespectador menos atento pode até ficar confundido sobre qual a cor clubística de cada um. A nossa equipa não precisou de responder-lhes ao microfone. Respondeu em campo, com futebol, personalidade e uma vitória que nenhuma discussão de rodapé consegue desfazer, levando-os a ter de lamber as feridas uns dos outros, enlutados pela dor comum de uma vitória do Porto", concluiu.
Vale lembrar que o representante do Porto já tinha provocado Marco Silva. "São frustrações normais de um treinador que chega agora ao futebol português, que perde o seu primeiro clássico. Enquadra-se na frustração de um jogo que não correu bem e procura arranjar justificações diferentes para o resultado", disse.