Futebol
Leonor Pinhão manda boca a reforço do Benfica: "Injustificável esforço financeiro"
22 Ago 2026 | 13:55
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Futebol
25 Abr 2024 | 11:36 |
O Benfica está a ter uma época para esquecer. No jornal Record, Rui Dias tenta explicar o fracasso do projeto encarnado em tentar conciliar uma massa de talentos numa equipa de apenas onze que não funcionou como uma unidade coesa e conseguiu várias vitórias "sem saber como" devido a individualidades e chama ainda a atenção a Di María.
"Por mais evidente que seja a tendência global da coletivização do futebol (em detrimento da individualidade), da valorização da tática (que trava ímpetos aos mais criativos) e dos benefícios da obediência (que reprime a rebeldia dos espíritos livres), o talento individual continua a ser a base do futebol" começou.
Juntar os talentos individuais num projeto coletivo é o objetivo do clube: "Para que a conjugação resulte; para ser possível conciliar o máximo de futebolistas excecionais num corpo de onze elementos, é preciso ter uma ideia reconhecível, desenvolver um projeto em que todos acreditem, estimular cumplicidade generalizada para que todos se unam e participem com o melhor de cada um em nome da felicidade coletiva. Não foi isso que aconteceu no Benfica 2023/24, mesmo quando a equipa vivia o sucesso de vitórias com poucas bases de sustentação".
Mesmo quando o Glorioso vencia, as vitórias eram fruto de talentos individuais e não de uma equipa a jogar bem: "Os ganhadores sem mérito estão condenados a ser os perdedores de amanhã. As grandes equipas acumulam méritos pelo caminho de modo a explicarem como desenharam o sucesso, então sim traduzido na consequência de ações estudadas, pensadas e trabalhadas, nas quais todos acreditam e para as quais contribuem e se comprometem. Quem está dentro (jogadores) e fora (adeptos) deve assumir que o êxito é consequência de um processo no qual os treinadores aplicam os melhores recursos. Quando se ganha sem saber como, sim, a vitória vale os mesmos três pontos. Mas a sensação de alívio não atinge a esperança e não gera ilusão, fantástico energético para equipas de topo. O Benfica viveu à custa de sucessos parciais, muitas vezes inexplicáveis, logo sem futuro."
Nisto, o jornalista dá credito a El Fideo, que apesar de ter tido maus momentos, não foi o cerne do fracasso: "Di María foi intocável para Roger Schmidt. Teve certamente utilização superior à capacidade de resposta do seu corpo envelhecido. Sendo um craque universal não usufruiu da força de um coletivo perfeito; faltou-lhe um andaime sólido capaz de suportar devaneios criativos; dificilmente terá sido feliz numa equipa que não lhe compensou o talento, nem permitiu usufruir em pleno da liberdade para fazer o que melhor sabe".
"A discussão foi se ele, Rafa e Neres são compatíveis na mesma equipa. Talvez não sejam. Mas o que fazer com um trio que chega ao fim da época com total de 40 golos e 36 assistências? Angelito nem sempre deslumbrou mas nunca foi o problema – 45 jogos, 16 golos e 12 assistências falam por si. Mas mesmo quando esteve abaixo do que lhe era exigido, tem crédito suficiente para resistir às críticas: leva perto de 20 anos sendo um génio absoluto do futebol", rematou o jornalista.
Águias já deixaram recado de despedida oficial para o jogador e agora atleta manda mensagem para o Clube e os adeptos sobre saída
22 Ago 2026 | 16:43 |
Após 13 anos de águia ao peito, Mauro Furtado está oficialmente de saída do Benfica. O defesa-central, de 18 anos, vai prosseguir a carreira no Girona, depois de ter sido campeão do mundo de Sub-17 por Portugal, e recorreu às redes sociais para deixar uma emotiva mensagem de despedida ao clube onde cresceu.
O atleta chegou ao Benfica ainda criança, com apenas quatro ou cinco anos, e passou praticamente toda a formação no emblema da Luz. Agora, perante o início de uma nova etapa, o jovem defesa não escondeu a emoção ao recordar o longo percurso de águia ao peito.
“Cheguei ao Benfica com 4/5 anos, ainda uma criança, com um sonho que provavelmente nem conseguia explicar. Entrei neste clube sem saber o que a vida me tinha reservado e, desde então, cresci aqui. Cresci como jogador, mas principalmente como pessoa”, escreveu.
Para o jovem central, o Benfica foi muito mais do que um clube: “O Benfica foi o único clube que conheci. Foi a única camisola que vesti, a única casa que tive no futebol, o lugar onde vivi os meus primeiros sonhos, as minhas primeiras conquistas, as minhas primeiras derrotas, as minhas amizades e tantos momentos que vão ficar comigo para sempre”, acrescentou.
M. Furtado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair"
Mauro Furtado reconheceu, contudo, que a saída não acontece exatamente da forma como tinha imaginado: “Certamente não saio da maneira que um dia imaginei sair do único clube que tive na minha vida, mas levo comigo a gratidão por tudo o que o Benfica me deu e ensinou durante tantos anos. Há coisas que não conseguimos controlar, por mais que queiramos, e esta é uma delas”, afirmou.
“Cada pessoa deixou alguma coisa em mim. Algumas ensinaram-me futebol, outras ensinaram-me a crescer, outras simplesmente estiveram lá nos momentos certos. Levo um pouco de todos comigo”, concluiu. Agora, Mauro Furtado prepara-se para iniciar uma nova aventura no Girona.
Jogador tem tido sequência no onze inicial com o novo técnico na equipa encarnada, mas Clube admite negociá-lo ainda nesta janela
22 Ago 2026 | 16:40 |
Enzo Barrenechea atingiu uma marca especial com a camisola do Benfica. O médio chegou aos 50 jogos pelas águias na passada quinta-feira, na vitória por 3-1 frente ao Aarhus. Aos 25 anos, o argentino tem sido uma das opções de confiança de Marco Silva neste arranque de temporada. O atleta foi contratado ao Aston Villa na temporada 2025/26, inicialmente por empréstimo, numa operação que custou 3+12 milhões de euros ao Benfica.
No entanto, a situação poderá mudar com a iminente chegada de João Palhinha. A contratação do internacional português poderá provocar alterações na hierarquia do meio-campo e colocar em causa a continuidade de Barrenechea no plantel encarnado.
Apesar da utilização regular neste início de época, a direção do Benfica está disponível para analisar propostas pelo médio argentino e privilegia uma transferência a título definitivo. O objetivo passa por recuperar o investimento realizado na contratação do jogador e, eventualmente, libertar espaço no plantel para a chegada de novas soluções.
Assim, a marca dos 50 jogos surge num momento particularmente curioso da carreira de Barrenechea na Luz. O médio alcançou um número importante e tem sido aposta de Marco Silva, mas poderá estar a viver os últimos dias como jogador do Benfica.
A eventual chegada de Palhinha promete, por isso, ter consequências diretas no setor intermediário das águias. Caberá agora ao mercado ditar se Barrenechea continuará a lutar por um lugar no meio-campo encarnado ou se encontrará um novo desafio ainda durante este verão.
Treinador analisou a chegada do novo reforço encarnado e vê potencial de grande valia no jogador, mas também a chance de se tornar bode expiatório
22 Ago 2026 | 16:33 |
Vítor Manuel, pai de Vítor Bruno, analisou o possível impacto da chegada de João Palhinha ao Benfica e deixou um alerta quanto às expetativas que estão a ser criadas em torno do internacional português. Para o treinador, as águias já dispõem de soluções suficientes no plantel para controlar os adversários e impedir que estes criem situações de grande perigo, mesmo sem a contratação do médio.
Vítor Manuel sobre o Benfica: "Palhinha não vai ser o salvador da pátria..."
O técnico e 74 anos considera, inclusive, que o atual plantel se adapta perfeitamente a um sistema de 4x2x3x1: “Atendendo ao perfil dos jogadores deste plantel, o 4x2x3x1 faz todo o sentido. Punha o Prestianni na direita, o Schjelderup na esquerda e o Rafa nas costas do Pavlidis. Atrás, Barrenechea e Aursnes”, explicou ao jornal 'A Bola'.
Com Palhinha, Vítor Manuel admite uma alteração na estrutura da equipa, apostando num meio-campo composto pelo internacional português e Aursnes: “Com Palhinha, metia Palhinha e Aursnes no corredor central e talvez optasse por um 4x4x2 clássico — como o grande Benfica usou nos anos 60, 70 e 80 —, com Rafa e Prestianni (ou Schjelderup) nas alas e, na frente, Durán e Pavlidis”, acrescentou.
Apesar de reconhecer a qualidade do médio, o treinador teme que a mediatização da contratação acabe por colocar uma pressão excessiva sobre Palhinha: “O excesso de mediatização da contratação de Palhinha pode transformar-se em demasiada responsabilidade para o jogador, enquanto os outros médios poderão pensar que para pouco contarão. Palhinha não vai ser o salvador da pátria e, se o Benfica não for campeão, pode tornar-se num bode expiatório”, alertou.
Vítor Manuel destacou, ainda assim, que a decisão cabe a Marco Silva e que o treinador saberá melhor do que ninguém aquilo de que a equipa necessita: “O Marco é que é o treinador e ele sabe, melhor do que ninguém, do que precisa a equipa. Ele acha que o Benfica precisa de um jogador com este perfil e só temos de aceitar”, afirmou.