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Futebol
22 Fev 2026 | 09:37 |
José Mourinho esteve na conferência de imprensa após a vitória do Benfica diante do AVS SAD (3-0). Entre vários temas, o treinador criticou a comunicação social por não dar maior destaque à titularidade de José Neto, abordou a saída ao intervalo de Nicolás Otamendi e o polémico jogo frente ao Real Madrid.
Que diferenças encontrou entre o AVS SAD da sua estreia no Benfica e o AVS SAD de hoje?
"O AVS SAD está melhor em organização, defensivamente compactos, resilientes, porque a situação deles não era fácil, a perder por 3-0 ao intervalo, mas tiveram resiliência para continuarem a jogar até ao fim. Dá para perceber que vão fazer o seu melhor até ao fim e vão lutar por vitórias e por fazerem mais pontos. Hoje somos mais equipa do que éramos do que nesse jogo nas Aves, somos mais equipa, com princípios de jogo perfeitamente definidos. Continuamos nesta caça ao ponto, a fazermos a nossa obrigação que, independentemente da classificação, é dar o máximo. E foi o que fizemos hoje".
Disse que esta semana não foi fácil, as críticas de que foi alvo tiveram impacto em si, em relação às acusações de racismo de Vinícius Júnior?
"Não quero comentar. Repito que tem sido difícil para todos, não vou especificar a que nível foram as dificuldades. Hoje todos fomos capazes de ser profissionais e de fazermos o nosso trabalho".
Ivanovic, consigo, só tem lugar na ala, ou ainda pensa nele como um ponta de lança?
"A partir do momento em que ganhámos o jogo, era mais gerir. Queria dar repouso a quem saiu e tentar encaixar as peças o melhor possível para manter a equipa equilibrada. Queria tirar Pavlidis e Schjelderup e queria dar minutos ao Ivanovic e ao Anísio. O Anísio é mais aquele atacante que joga de costas para a defesa, que usa a sua técnica em espaços curtos, o Ivanovic é um atacante central em profundidade, de transições. Quando jogamos contra equipas que joguem em blocos baixos, o Anísio é um jogador de maior referência do que Ivanovic. Gostamos do Ivanovic, da pessoa e do profissional que é".
A exibição da 1ª parte é um tónico para o Benfica a quatro dias de visitar o Bernabéu?
"Tem mais relação com Barcelos do que com o Bernabéu. Se hoje não ganhamos, vamos a Barcelos com horizontes diferentes. Partindo do princípio que um dos nossos adversários diretos já ganhou, partindo do princípio que o outro também ganhará, mantemos a distância e iremos a Barcelos com essa mentalidade de que o jogo é também decisivo para nós. Portanto, o facto de termos ganho hoje não nos motiva para quarta-feira, motiva-nos para Barcelos, porque são coisas completamente diferentes".
A saída de Otamendi ao intervalo foi por gestão física? E ficou satisfeito com a exibição de Bah?
"Eu fiz muitas mudanças na equipa e quis manter ali três ou quatro jogadores e pensei que o Otamendi, apesar de ser o mais velho de todos e apesar de ser um daqueles que tem mais minutos, eu achei que era importante a presença dele, até para não passar uma imagem errada ao grupo. Naquela posição de central, temos três centrais de um nível altíssimo e neste caso, ao intervalo tirei o Otamendi e pus o Tomás Araújo. De facto, até jogámos um jogo grande no Porto, em que jogaram o Tomás e o António Silva, hoje jogar o Otamendi era mais simbólico no sentido de passar aos jogadores a mensagem, pelo menos não incorreta, de que o jogo iria ser fácil, de que o jogo não era importante. Ao ver que o jogo estava daquela maneira, dividi os minutos por ele e pelo Tomás, mantendo o António no jogo, que não tinha jogado no jogo anterior. Com o Bah fiquei mais do que satisfeito. Tive dúvidas entre ser titular ou entrar no jogo e ele assumiu a responsabilidade para mim de que, eventualmente, 90 minutos seriam muitos, mas entrar para jogar 20, 25 minutos seriam poucos. E então decidimos que ele jogava de início e que fosse até onde tivesse de ir. Se o jogo tivesse um nível de dificuldade maior, tínhamos o Dedic no banco para entrar. Se o jogo estivesse mais ou menos controlado e não tivéssemos esse tipo de necessidade, baixava depois o Sidny Lopes Cabral. Agora voltamos a ter ali na lateral direita Bah, Dedic e Banjaqui. E pronto, se fosse outro clube a jogar de início com jogadores de 17 anos como nós fazemos e fazemos bastantes vezes, acho que seria a primeira página, acho que seria a abertura de muitos programas, como é o Benfica é uma coisa que quase passa ao lado, mas enquanto treinador eu não deixo passar ao lado o trabalho que foi feito com os jogadores até chegarem à equipa principal, inclusive na Federação. Se eu estivesse hoje na bancada e não conhecesse os jogadores, não acreditava que o lateral-esquerdo do Benfica tem 17 anos".
Que dinâmicas pediu para José Neto e a Bah terem nas relações com Schjelderup e Sidny?
"Foi mais fácil na esquerda do que na direita. Na esquerda queríamos construir a três com o Neto por dentro e com o Schjelderup por fora. E é uma dinâmica quase natural que vai de encontro às características dos dois. E foi tudo muito fluido por aquele lado. No lado oposto, é a primeira vez que o Bah joga com o Cabral. O Bah gosta de atacar a profundidade mais para fora do que por dentro, assim como o Cabral. Houve ali um bocadinho de choques relativamente às zonas ocupadas. Mas já sabíamos que isso podia acontecer".
Treinador português fez a antevisão da partida frente ao conjunto de Moreira de Cónegos, válida para a jornada 31 da Liga Portugal Betclic
24 Abr 2026 | 14:07 |
José Mourinho fez o lançamento da partida frente ao Moreirense, a contar para a 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic. Em conversa com os jornalistas, o treinador do Benfica abordou vários temas, como o estado do plantel, a luta pelo segundo lugar e o atual momento de Vangelis Pavlidis. Confira tudo o que foi dito pelo Special One.
Que Moreirense espera encontrar?
"Diria que foi uma semana normal porque independentemente de ser depois de um bom ou mau jogo, treinamos sempre bem. Os jogadores entregam-se sempre bem ao trabalho. Obviamente mais sorrisos e menos caras fechadas, o que é normal. Mas uma boa semana de trabalho. Alguns problemas depois do jogo com o Sporting ao nível de algumas lesões, mas com exceção do Tomás, hoje já treinaram todos e estão todos disponíveis para jogo. O Moreirense obrigou-nos a treinar bem porque é uma equipa que tem complexidade na sua organização de jogo. Joga bem, tem diferentes modos de ocupação do espaço, é uma equipa que te obriga a defender bem e a contrariar uma equipa com condições para nos criar problemas. Faltam quatro jogos, só ganhando os quatro é que podemos ter esperança de melhorar a nossa classificação. Se não ganharmos os quatro, não teremos qualquer hipótese. E o Moreirense é o primeiro desses quatro, temos de ir com tudo e tentar ganhar".
Esta reentrada do Ivanovic apanhou muita gente de surpresa. Como está essa luta entre ele e o Pavlidis? E como está o Pavlidis? Falou com ele?
"Não tive conversa nenhuma porque o Pavlidis é uma pessoa inteligente. Percebe as coisas, conhece-me bem, consegue ler-me e perceber o que vou pedindo e trabalhando durante a semana. E cedo percebeu que não ia ser titular contra o Sporting em função de uma estratégia diferente. O Ivanovic é também um rapaz que - e é natural sentir alguma frustração ou tristeza por não ter utilização regular, principalmente como titular - agarrou com as duas mãos a oportunidade em Alvalade. Fê-lo bem, melhora os seus níveis de confiança e isso pode ajudar o selecionador a olhar para ele e ver que pode ser de utilidade no Mundial. Mas isso são coisas suas. Acho que foi uma semana boa para os dois. A mim, se há coisa da qual gosto muito, é do jogador normalmente titular que não é titular ocasionalmente e tem resposta de equipa. A entrada dele, a entrada do Rafa, do António... Jogadores que normalmente são titulares, não foram, mas aparecem no jogo e querem ganhar. O Enzo, que estava no banco, e eu andava à procura dele e ele estava dentro do campo a festejar. Este tipo de mensagem de grupo são coisas das quais gosto muito. Nunca digo aos jogadores se jogam ou não jogam porque têm de estar disponíveis para 1 minuto, 90 minutos ou para irem para a bancada. Fico contente por, sem explicações, perceberem as coisas".
Em relação ao seu futuro, sentiu necessidade de dizer algo aos jogadores?
"Não. Como você disse, já falei o suficiente, se calhar mais do que o suficiente, para não precisar de falar mais. O que eu disse, disse. E não preciso de repetir. Só isso".
Já disse que não pode garantir se fica no Benfica porque não depende só de si, mas a vontade e o desejo dependem de si. O seu desejo de continuar é superior a qualquer convite que possa aparecer? Se Real Madrid ou a Seleção batessem à porta...
"Não quero dizer mais nada sobre isso. Já disse o que tinha a dizer relativamente ao Benfica e não vou fazer mais nenhum tipo de comentário. Notícias que saíram hoje de que estava chateado com o presidente... Só estou chateado porque, não sei porquê, mas não me deram o meu emblema de 25 anos de sócio. Acho que se esqueceram de mim. De resto tudo bem, não há problema nenhum. Toda a gente sabe da situação. Quando a época acabar, teremos 10 dias para continuar ou separar. Já disse o que tinha a dizer".
Quando chegou, encontrou um plantel que não era o seu. Tendo a oportunidade de reformular, isso já está a acontecer? Ou a incerteza em relação ao seu futuro pode comprometer isso?
"Quando cheguei, não era o meu. Agora é. Há uma grande diferença. Uma coisa é um treinador chegar e o plantel não ser seu, outra é estar 7 meses e qualquer coisa e agora é meu. E enquanto treinador do Benfica, este é o meu plantel. Relativamente à pergunta, sim. Tenho tido reuniões com a estrutura, presidente e diretor, como sempre faço porque gosto de me vincular às minhas responsabilidades e às minhas - não quero dizer decisões - análises e opiniões. Faço-o por escrito. Há documentos meus nas mãos do presidente e do diretor. E temos estado juntos com alguma frequência na tentativa de melhorar o meu plantel. Este plantel é o meu e, se continuar na próxima época, continuará a ser. Terá, objetivamente, alguns ajustamentos para ser mais a minha cara, para ter alguma coisa mais minha, como dizem em Inglaterra: o fingerprint. Mas este plantel é meu e gosto dele. E uma coisa é adaptá-lo a um determinado tipo de personalidade e modo de ver futebol, outra coisa são mudanças radicais. E sou completamente contra mudanças radicais. Há muita gente aqui que teve evoluções importantes e que me deixam a expectativa de, na próxima época, poderem ser melhores".
Lá fora dizem que o River Plate está em conversas com o Otamendi. Como treinador do Benfica, pode dizer algo sobre o futuro dele? Gostava que continuasse?
"Acho que depende só dele. Há pessoas que têm o direito, entre aspas, de escolher o seu futuro por tudo o que construíram no futebol. E o Otamendi é um desses. Fez o seu último jogo pela seleção em território argentino por decisão sua, acho que terminará com a seleção depois do Mundial por decisão sua, será por decisão sua que vai regressar à Argentina e ao River ou continuar no Benfica. Está tudo nas suas mãos. O tipo de rendimento que tem apresentado ao longo da época, e com pouquíssimas lesões e ausências... Uma presença sempre regular dá-lhe essa credibilidade, de não olharmos para o passaporte, esquecermo-nos da idade e focarmo-nos no rendimento. É um grande jogador. E a qualidade não muda nada de um ano para o outro".
Disse que só ganhando os quatro jogos o Benfica pode ambicionar o segundo lugar. Acredita que ganhando esses jogos, ficará mesmo em 2.º? Ou seja, que o Sporting perca pontos? Prometeu isso aos jogadores?
"Não prometi nada nem posso prometer nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos. A minha desilusão pós-Casa Pia veio exatamente disso, da perda de controlo sobre o nosso destino. Se tivéssemos ganho, neste momento estávamos a quatro vitórias de ficar no segundo lugar e neste momento não estamos. Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting. E isso está fora do nosso controlo".
Tendo em conta este mau momento do Pavlidis, não tem a tentação de apostar no Ivanovic?
"O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca. Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição. Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos... Até aí é importante. Não o analiso como os golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança".
Na conferência de imprensa, onde fez a antevisão do encontro diante do Moreirense, Special One saiu em defesa do craque das águias
24 Abr 2026 | 13:52 |
José Mourinho voltou a reforçar a sua confiança em Vangelis Pavlidis. Na conferência de imprensa, frente ao Moreirense, o treinador do Benfica, que lamentou a perda de pontos, frisou que a importância do avançado grego não passa apenas pelos golos marcados, mas pela sua presença em campo.
José Mourinho: "O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca"
"O Pavlidis é daqueles jogadores que o rendimento não é analisado pelos golos que marca e pelos golos que não marca", começou por dizer o treinador do Benfica, quando questionado sobre o caso do avançado grego, que não marca há vários jogos consecutivos.
"Há atacantes que só são golos, e que quando não há golos não há rendimento, contribuição", apontou o Special One, saindo em defesa do avançado grego, assumindo que o papel de Pavlidis não passa apenas por marcar golos e que tem outras valências em campo.
José Mourinho: "Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança"
"Tudo o que o Pavlidis faz na equipa, inclusive na primeira fase de construção em que na maior parte das vezes os atacantes não estão envolvidos...", acrescentou José Mourinho, em resposta ao jornalista, durante a conferência de imprensa de antevisão ao encontro.
"Até aí é importante. Não o analiso pelos golos que marca ou não marca. Não tem problema absolutamente nenhum, é da minha total confiança", reiterou José Mourinho, na antevisão ao encontro da 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic, deixando elogios ao avançado grego de 27 anos.
No lançamento da partida frente ao Moreirense, treinador encarnado falou dos pontos perdidos em Rio Maior e apontou o objetivo das águias
24 Abr 2026 | 13:36 |
José Mourinho não atira a toalha ao chão na luta pelo segundo lugar da Liga Portugal Betclic. Em conferência de imprensa, de antevisão ao jogo com o Moreirense, o treinador do Benfica, abordou o plantel, admite que o cenário é complicado e que as águias precisam de pontuar, mas, ao mesmo tempo, dependem dos resultados do Sporting.
José Mourinho: "Não prometi nada nem posso prometer nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos"
"Não prometi nada nem posso prometer nem garantir que o Sporting vai fazer 15 pontos, 13 ou menos", começou por dizer o treinador do Benfica, quando questionado sobre as possibilidades de o Benfica ficar no segundo lugar no campeonato, posição que dá acesso aos playoffs da Liga dos Campeões.
"A minha desilusão pós-Casa Pia veio exatamente disso, da perda de controlo sobre o nosso destino", recordou José Mourinho, na sala de imprensa do Seixal, falando da igualdade registada em Rio Maior que causou enormes problemas aos encarnados.
José Mourinho: "Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting"
"Se tivéssemos ganho, neste momento estávamos a quatro vitórias de ficar no segundo lugar e neste momento não estamos", atirou o treinador do Benfica, apontando a possibilidade de os vermelhos e brancos estarem com uma melhor classificação.
"Dependemos dos resultados. Dos nossos, obviamente, mas também dos resultados do Sporting", concluiu José Mourinho, na antevisão à partida frente ao Moreirense, a contar para a 31.ª jornada da Liga Portugal Betclic, agendada para este sábado, 25 de abril, às 18h00.