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Futebol
20 Fev 2026 | 18:24 |
Moussa Camará vive um momento de afirmação no Mafra e começa a assumir estatuto na caminhada do clube na fase de subida da Liga 3. O central maliano, de apenas 21 anos, foi decisivo no triunfo frente ao Varzim, ao apontar o golo que garantiu os três pontos no primeiro jogo desta etapa decisiva, consolidando a titularidade no conjunto orientado por Orest Shala.
A ascensão de Camará poderia, no entanto, ter visto outro desenvolvimento. Numa entrevista dada ao jornal 'Africafoot', o jovem defesa afirmou que existiu um convite para viajar para Lisboa e representar o Benfica - que recebe grande novidade - , que acabou por não se concretizar por questões burocráticas relacionadas com o visto. Seguiu-se um período de testes no Midtjylland, clube parceiro do Mafra, antes de chegar a Portugal. O grande objetivo mantém-se claro: atingir um clube de topo e, um dia, disputar a Liga dos Campeões.
No entanto, até ao momento, Moussa Camará tem vindo a destacar-se não apenas pelo golo marcado, mas também pela consistência exibicional e pela forma como se integrou na dinâmica da equipa. A vitória frente aos varzinistas reforçou a confiança do grupo, que encara esta fase com ambição clara e com a subida aos campeonatos profissionais como objetivo bem definido desde o início da temporada.
Depois de uma primeira passagem pelo Mafra em 2024/25, repartida entre os Sub-23 e a equipa principal, Camará acabou por convencer a estrutura mafrense a exercer a opção de compra. O negócio, realizado junto do Onze Créateurs de Niaréla, do Mali, terá ficado abaixo dos 50 mil euros, com o central a assinar contrato válido por quatro temporadas, numa aposta de futuro por parte do clube.
Na presente temporada, ao serviço do Mafra, Moussa Camará já realizou um total de 17 partidas oficias: 16 na Liga 3 e uma na Taça de Portugal. Nos 1.560 minutos em que esteve dentro das quatros linhas, o jovem defesa central marcou um golo.
Golo de Moussa Camará:
Em comentário à polémica que habita o panorama encarnado, antiga glória do Clube receia que se confirme acusação de racismo
20 Fev 2026 | 18:50 |
António Simões, campeão europeu pelo Benfica, em 1962, recusa fazer julgamentos sumários a Gianluca Prestianni, acusado de racismo pelo avançado do Real Madrid, Vinícius Júnior, no encontro de terça-feira, a contar para a 1.ª mão do 'play-off' de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. No entanto, o antigo extremo-esquerdo não tem dúvidas de que, "se se provar essa acusação, será uma grande mancha na história democrática e de respeito pelo próximo do Benfica".
António Simões: "O Benfica sempre foi um clube democrático"
"Em primeiro lugar, o Benfica sempre foi um clube democrático, mesmo no tempo da ditadura. A primeira democracia que conheci foi no Benfica. Em segundo lugar, o Benfica foi o clube português com a maior ligação a África", sublinhou a antiga glória do Clube, em declarações ao jornal Record.
Simões, de 82 anos, classifica este tema como "sensível". Por isso, enquanto não estiver na posse de todos os factos, recusa apontar o dedo ao avançado argentino. "Não estava no campo, não sei o que se passou. Os responsáveis do Benfica é que têm de decidir", observou.
António Simões: "FIFA e UEFA têm de criar regras para se acabar com especulações"
Sobre o que disse ou não em campo, o antigo avançado concluiu: “Sou contra qualquer atitude discriminatória, nomeadamente quando se trata da cor da pele. O futebol é universal, de todas raças, línguas e cor. FIFA e UEFA têm de criar regras para se acabar com especulações."
António Simões reprova as manifestações de racismo, como as que se verificaram nas bancadas da Luz e que levaram o Benfica a abrir inquérito aos adeptos que imitaram macacos. A antiga glória encarnada lembrou que tais atitude vão contra a história do Clube.
Comentador sustentou ainda que posição assumida pelo treinador do emblema encarnado terá sido fruto do contexto emocional vivido
20 Fev 2026 | 18:44 |
Antigo vencedor da Liga dos Campeões pelo Porto, sob o comando de José Mourinho, Benni McCarthy reagiu às declarações do técnico português sobre o caso entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. O ex avançado assumiu desilusão com a forma como o treinador abordou o tema, considerando que se tratou de uma declaração "muito errada".
"Ele poderia ter lidado melhor com a situação ou escolhido melhor as suas palavras, mas as emoções levaram a melhor sobre ele. Sei que a declaração que ele fez foi muito errada. Mas somos todos humanos, todos cometemos erros", começou por afirmar, em entrevista à 'BBC'.
Apesar da crítica, o sul-africano saiu em defesa do caráter do antigo treinador: "Vindo de alguém que conheço pessoalmente, e sabendo o que ele sente pelo nosso continente, pelo nosso povo e pelos jogadores que jogam para ele, ele é o homem mais íntegro para quem qualquer jogador africano alguma vez jogará", garantiu.
Benni McCarthy sustentou ainda que a posição assumida pelo técnico terá sido fruto do contexto emocional: "Acho que foi uma decisão emocional, difícil, onde ele talvez tenha tomado uma posição que não foi a correta", referiu, demonstrando compreensão pelo cenário vivido.
B. McCharthy: "Espero que venha a público dizer que cometeu um erro"
A terminar, deixou um desejo claro quanto aos próximos passos do treinador português: "Espero que venha a público dizer que cometeu um erro, porque é isso que eu gostava de pensar, é esse o tipo de homem que ele é", concluiu Benni McCarthy.
Antiga glória da Premier League, ao abordar a polémica à volta do Clube, recordou outros acontecimentos parecidos, repreendendo a postura das águias
20 Fev 2026 | 18:16 |
Jamie Carragher, antiga glória do Liverpool, recorreu à sua experiência num caso de racismo para 'aconselhar' o Benfica, relativamente ao caso Prestianni - Vinicius Jr. Ao comentar o caso, o antigo defesa central estabeleceu um paralelo com o polémico incidente de 2011 entre o seu então colega de equipa Luis Suárez e Patrice Evra, do Manchester United.
Jamie Carragher: "Por vezes, o discernimento fica toldado e apoia-se o jogador independentemente da situação"
"A maioria das pessoas no futebol olha para esta situação e para o Benfica e pensa que eles erraram redondamente. Por vezes, quando se está dentro de um clube de futebol, o discernimento fica toldado e apoia-se o jogador independentemente da situação, mesmo em algo tão sério como o racismo", afirmou Jamie Carragher na CBS Sports.
Ao comparar a situação, o antigo internacional lembrou o que aconteceu no emblema inglês. "Eu já estive nessa posição como jogador, tivemos uma situação semelhante em que creio que todo o mundo do futebol olhava para nós e pensava que tínhamos errado completamente no Liverpool. Um incidente entre Luis Suárez e Patrice Evra há 10/15 anos", contou.
Jamie Carragher: "Demorou para aceitarmos que tínhamos errado gravemente"
Carragher sublinhou a importância de uma investigação e a necessidade de o Benfica reconsiderar a sua posição inicial, caso as acusações se confirmem. "Demorou muito tempo para nós, dentro do Clube, aceitarmos que tínhamos errado gravemente", acrescentou, exigindo um pedido de desculpas.
A lenda do Liverpool pede que a estrutura encarnada corrija a sua postura face ao caso: "Espero que haja uma investigação para chegarmos ao fundo da questão. Penso que a maioria de nós sente que o que aconteceu foi realmente injusto para o Vini. E, se houver uma investigação, só espero que, com o tempo, o Benfica, Mourinho as pessoas à volta do Clube possam pedir desculpa se a acusação for correta."
Ao concluir, Jamie Carragher abordou a posição do Benfica: "Mas também quero que percebam que algumas das coisas em que se envolveram - como publicar um tweet horas depois a questionar a validade do Vini Jr. e dos jogadores do Real Madrid - foram más", atirou, condenando essas publicações.
Jamie Carragher critica José Mourinho: