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Onze provável Benfica - AFS SAD: Lesão de figura chave e castigo obrigam Mourinho a mudanças
21 Fev 2026 | 09:49
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Futebol
21 Fev 2026 | 11:54 |
O Benfica tem sido alvo de críticas devido às polémicas envolvendo Gianluca Prestianni e o alegado insulto racista a Vinícius Júnior, durante o jogo da Liga dos Campeões frente ao Real Madrid. Luís Pedro Sousa alerta que a reação do Clube foi insuficiente e que os dirigentes encarnados precisam de defender os valores históricos da instituição, como inclusão, igualdade e respeito.
O chefe de redação do jornal 'Record' sublinha que a Direção tem responsabilidades que vão além do futebol: “Quem está, à data de hoje, à frente do Benfica tem o dever moral e o desígnio histórico de pugnar pelo respeito e pela veneração desses valores”.
L.P. Sousa: "Tratou-se o alegado insulto racista de Prestianni como se estivessem a falar de um penálti sonegado"
Luís Pedro Sousa criticou a forma como o caso foi tratado pelas águias: “Recentemente, tratou-se o alegado insulto racista de Prestianni como se estivessem a falar de um penálti sonegado”, afirmou, evidenciando a falta de seriedade e sensibilidade na comunicação institucional.
O cronista insistiu que a condução do caso deve primar pela integridade: “O Benfica é excelência e é com excelência que tem de ser conduzido. Não pode ser mais uma vítima do retrocesso civilizacional a que o mundo parece estar sujeito”.
Concluindo, defende que o Clube da Luz não pode tolerar comportamentos desrespeitosos: “Quem está à frente do Benfica não pode tolerar o que aconteceu nos últimos dias”, referindo-se às agressões a jornalistas e à forma superficial como a polémica foi comunicada.
Reação das águias ao alegado caso de racismo envolvendo o jogador argentino, no encontro da UEFA Champions League, foi considerada "superficial"
21 Fev 2026 | 11:05 |
A reação do Benfica ao alegado caso de racismo envolvendo Gianluca Prestianni, no encontro da UEFA Champions League frente ao Real Madrid, demonstrou uma “falta de compreensão do que é o racismo”, segundo Luís Vaz Fernandes, responsável pela comunicação de organizações não-governamentais antirracistas.
Radicado em Inglaterra há cinco anos, onde trabalha com entidades que intervêm em contextos de pobreza e vulnerabilidade social, o antigo jornalista classificou como “superficial” a posição assumida pelas águias, sobretudo quando o Benfica referiu que “apoia e acredita plenamente na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestianni”.
L. V. Fernandes: “Ao pôr-se ao lado de alguém que está a ser acusado de racismo, o Benfica mostra que não está preparado para compreender ainda os debates sociais"
Na sua ótica, “ao pôr-se ao lado de alguém que está a ser acusado de racismo, o Benfica mostra que não está preparado para compreender ainda os debates sociais. E reflete muito o que se passa no país”. Luís Vaz Fernandes apontou ainda exemplos do que considera ser uma abordagem redutora.
“A questão superficial nota-se, por exemplo, quando o Benfica diz que o melhor jogador de sempre no clube foi o Eusébio ou que tem jogadores negros. Parece quase aquela máxima: ‘Até tenho um amigo que é negro, portanto não sou racista'. Isso mostra uma falta de compreensão do que é o racismo e revela falta de sensibilidade”, disse ao jornal 'Record'.
No seu entender, apesar de reconhecer que hoje se veem “mais pessoas negras em trabalhos que exigem estudos e graus universitários” e “mais anúncios televisivos com pessoas negras”, sublinhou que “cada vez que há um caso de racismo público, é tudo muito superficial” e que ainda não foi feito “esse trabalho de compreender o passado do país”.
SAD dos dragões entende que situações como esta têm um enorme impacto mediático e afetam a imagem do futebol português além-fronteiras
21 Fev 2026 | 10:38 |
Na sequência da polémica entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior, o Porto entrou em contacto com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), bem como com a Liga Portugal para exigir tolerância zero neste tipo de situações em casos futuros.
A missiva dos dragões teve como principal objetivo pedir a aplicação de castigos pesados em qualquer tipo de discriminação, exigindo ainda que sejam conhecidas as medidas que estão a ser tomadas para que situações idênticas não se repitam nos estádios portugueses.
Os dragões solicitaram ainda que a Liga representasse a posição tomada pelas Sociedades Anónimas Desportivas contra o racismo e à FPF que, dentro da jurisdição que lhe cabe, auxilie a UEFA na investigação que o organismo europeu está a fazer ao caso do momento.
O objetivo dos azuis e brancos é que haja uma resposta institucional que funcione como mecanismo de avaliação e também de prevenção, uma vez que a SAD dos dragões entende que casos como estes têm um enorme impacto mediático e afetam a imagem do futebol português.
A Liga Portugal não se vai pronunciar publicamente, até porque o jogo em causa é da alçada da UEFA, mas está atenta ao caso que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior. Por outro lado, o Real Madrid quer que a UEFA aplique um castigo ao jogador argentino antes da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Tensão em torno do caso entre extremo argentino e Vinícius Júnior continua a subir de tom; Emblema espanhol exige punição
21 Fev 2026 | 10:18 |
A tensão em torno do caso entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior continua a subir de tom, com o Real Madrid a pressionar por uma decisão rápida. No universo merengue, cresce a expetativa de que a UEFA aplique um castigo ao jogador argentino antes da segunda mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Apesar do compromisso para a La Liga frente ao Osasuna, o tema voltou a dominar as atenções. Na antevisão, Álvaro Arbeloa deixou um apelo claro à UEFA: “Temos uma oportunidade enorme para não deixar isto passar e continuar a lutar contra este flagelo que é o racismo. É uma situação inaceitável que não vamos permitir”, afirmou.
Do lado do Benfica, a abordagem tem sido mais contida. José Mourinho evitou aprofundar o assunto, reconhecendo apenas o impacto emocional dos últimos dias: “Não posso deixar de reconhecer que a partir daquele minuto 50 até agora não tem sido fácil gerir emocionalmente tudo o que aconteceu e continua a acontecer”, afirmou à BTV.
Para já, o processo disciplinar continua em análise, com todo o material recolhido entregue à UEFA, incluindo a versão do atleta, que nega ter utilizado a expressão “macaco”. A decisão deverá ser conhecida antes do reencontro europeu no Santiago Bernabéu.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Gianluca Prestianni - avaliado em 12 milhões de euros - já realizou um total de 30 partidas: 18 na Liga Portugal Betclic, sete na Liga dos Campeões, duas na Taça de Portugal, duas na Taça da Liga e uma na Supertaça. Nos 1.460 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o extremo registou dois golos e uma assistência.