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Antigo presidente do Benfica defende Rui Costa e ataca Noronha Lopes: "Não tem mística"
14 Abr 2026 | 09:52
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02 Dez 2022 | 05:00 |
“Show me the money!”, “Louder!”, “Show me the money!”. Cuba Gooding Jr. fala, grita e dança. Do outro lado da linha está Tom Cruise, a fazer de agente desportivo, desesperado para manter a representação do seu último atleta. Fomos ao filme e voltámos à Liga portuguesa. Pedro Proença pressiona, exaspera e também desespera com a centralização dos direitos televisivos, mas, segundo apurou o Glorioso 1904, o Benfica nem ata nem desata, enquanto não puder dar ponto com nó. A Direção encarnada quer que Proença se deixe de conversas e mostre o dinheiro, onde está o dinheiro, aquele aumento de receita mirífico que a centralização dá e que cabe na projeção do Excel da Liga, mas não se vê sinais dela para lá do quadriculado da folha de cálculo. A questão que se coloca é: Como é que o bolo (que é de 180 milhões de euros, segundo relatório da EY para a época de 2021-2022) se for melhor dividido, garante que todos ‘comem’ ou mais ou pelo menos o mesmo (no caso dos três grandes)? Matematicamente impossível. Exceto, se o tamanho do bolo aumentar, claro. E como é que ele aumenta se os três grandes viram as suas receitas de direitos televisivos crescerem em mais de 100% nos seus últimos contratos? E, pelo que se sabe, as operadoras não querem voltar a investir nada próximo desses valores no futuro próximo. Para se ter uma ideia, para Benfica, Porto e Sporting ficarem parecidos com o que têm hoje, e usando a nova fórmula que está prevista para dividir o jackpot (50% de distribuição equitativa, 25% por performance e 25% pelo impacto social de cada clube), o valor do bolo teria de ser superior a 300 milhões de euros, a cada ano. Como se passa de 180 milhões, já de si difíceis de segurar, para mais de 300 milhões? Pedro Proença explica. Esta semana, depois do sucesso que foi o Thinking Football Summit, no Porto, o Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional respondeu assim à Eleven: "A centralização dos direitos audiovisuais, que acontecerá daqui a um curto espaço de tempo, será um passo muitíssimo importante para cuidar daquilo que é o nosso produto. Muitas vezes fala-se na riqueza que se pode criar trabalhando de maneira centralizada, mas muito mais importante do que isso é a forma como cuidamos do nosso produto e patrocinamos os nossos verdadeiros valores. Os valores estão na qualidade do nosso talento. O jovem jogador português e no treinador que tem capacidade de fazer com tão pouco aquilo que nós fazemos". Esclarecidos? Até hoje não é conhecido qualquer plano que sustente esta ideia vaga explanada nesta declaração. Daí que o Benfica aguarde e diga: “Mostra-me o dinheiro!”. Saímos de Hollywood, mas Hollywood não sai de nós. https://www.youtube.com/watch?v=FFrag8ll85w
Fotografia de Liga Portuguesa de Futebol Profissional
Antigo presidente do Glorioso acredita que homem de confiança do atual líder do Clube encarnado pode ajudar as águias a crescer
14 Abr 2026 | 13:27 |
Manuel Damásio quebrou o silêncio e concedeu uma grande entrevista, onde falou da atualidade do Benfica. Um dos temas debatidos foi os erros de Rui Costa. Manuel Damásio defende que o atual presidente teve falhas, mas que agora está rodeado de funcionários muito competentes, na qual referiu Nuno Catarino.
M. Damásio: "Fiquei com uma impressão muito boa"
"Fiquei com uma impressão muito boa dele. É um homem que procura novas receitas, não dependendo apenas da Liga da Campeões. Neste aspeto, durmo tranquilo. Há todas as possibilidades da próxima época correr bem com as pessoas que lá estão" , revelou, em declarações ao jornal Record.
O antigo líder máximo do Glorioso entre 1994 e 1997 ainda falou que Rui Costa merece um novo voto de confiança e que achou melhor falar em público sobre a continuidade de Mourinho. "Ainda pensei em falar com Rui Costa. Mas se o fizesse em privado ninguém saberia o que teria sido dito. Se é público, mas sério e correto, ele não tem de chatear. Se ele tomar estas decisões, terá o aplauso de toda a gente. É uma questão de ética e de benfiquismo. Ele merece este voto de confiança pelo seu passado e pelo esforço que tem feito", falou.
Nuno Catarino é o Chief Financial Officer (CFO) do Benfica, sendo responsável pela gestão financeira e estratégica do clube, incluindo planeamento orçamental, controlo de custos e sustentabilidade económica. Integra a estrutura diretiva das águias e tem um papel central na definição das linhas de investimento e na supervisão das contas do grupo Benfica.
Vale lembrar que na mesma entrevista, Manuel Damásio criticou severamente Noronha Lopes. "Como empresário, Noronha Lopes tinha boas ideias. Tinha até boa equipa, mas não o apoiei porque não tinha o coração e a mística... Para se ser presidente do Benfica não basta pensar apenas na gestão" , disse.
Numa entrevista à imprensa nacional, figura de relevo no universo encarnado defende que águias vão sair prejudicadas com este modelo apresentado
14 Abr 2026 | 12:49 |
Nuno Catarino voltou a frisar que o atual modelo da centralização dos direitos televisivos vai ser prejudicial para o Benfica. Numa entrevista à imprensa nacional, o CFO da SAD encarnada - que também falou do financiamento do District - considera que os vermelhos e brancos podem vir a ter perdas significativas nas receitas.
Nuno Catarino: "Estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica"
"Com base no cenário de €220 milhões apontado pela Liga, estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica, dependendo de outras variáveis", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações ao jornal ECO, alertando que o atual momento apresentado é prejudicial.
"É uma situação inaceitável para nós, e por isso a nossa abordagem tem sido construtiva — que é a nossa postura natural — mas simultaneamente assertiva", assumiu Nuno Catarino, frisando que o Benfica tem de ter em conta os seus interesses e o seu bem-estar financeiro.
Nuno Catarino: "Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa"
"Reconhecemos que para a maioria dos clubes nacionais esta centralização representa uma situação muito complexa. Já existem cinco ou seis clubes que não conseguiram negociar, ou que receberam propostas muito baixas, porque os operadores tiram partido da situação. Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa", explicou, assumindo que as águias podem entrar no projeto.
"O Benfica não precisa desse processo para ter boas condições de mercado — mas reconhece que, para muitos outros clubes, faz todo o sentido. O valor total de receitas de televisão para as duas épocas chega a 114,2 milhões de euros se incluirmos a publicidade dinâmica no estádio retida pelo Benfica [€7,2 milhões para duas épocas] e o contrato de exploração publicitária da BTV [€2,4 milhões]", concluiu, em entrevista ao jornal ECO.
Numa entrevista exclusiva à imprensa nacional, antigo dirigente máximo dos encarnados também falou da atual gestão, sob a responsabilidade de Rui Costa
14 Abr 2026 | 11:49 |
Manuel Damásio quebrou o silêncio e concedeu uma grande entrevista, onde falou da atualidade do Benfica. À conversa com a imprensa nacional, o antigo presidente das águias - que revelou o motivo por detrás do voto em Rui Costa - assumiu que precisou de alguma ajuda enquanto liderava os destinos dos encarnados.
Manuel Damásio: "Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol"
O Benfica precisa de nova revolução no plantel, depois de mais um investimento avultado, superior a 100 milhões de euros? "Não estou à altura de dizer se o plantel precisa de uma revolução. Se precisamos de mais jogadores ou não, vai ser decidido por Rui Costa e José Mourinho", começou por dizer Manuel Damásio, numa entrevista exclusiva ao jornal Record.
"Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol", revelou Manuel Damásio, na mesma resposta à questão colocada pelo diário desportivo. O antigo dirigente das águias revelou que o seu conhecimento do desporto não era suficiente para um cargo como o que detinha na altura.
Manuel Damásio: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados"
"Sentei-me ao lado dele em quatro ou cinco jogos e disse-lhe que tinha um produto para vender e que sabia o que qualquer ser humano sabia, mas que precisava de aprender mais. Daí ter grande admiração por ele, era um senhor", apontou, deixando rasgados elogios a Mário Wilson.
José Mourinho tem sido, não raras vezes, duro com os jogadores: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados. Mas os jogadores são profissionais, ganham fortunas e, por isso, tem de se exigir deles. Se ele tratasse mal os jogadores... Não devemos ficar chocados quando um responsável chama alguém à atenção", assumiu o antigo presidente das águias.