Clube
Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57
Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Clube
12 Dez 2025 | 08:48 | Por Redação
José Gandarez garante que a Benfica FM vai ser um projeto sustentável. Em declarações à margem do lançamento da rádio encarnada, o vice-Presidente do Clube da Luz foi questionado sobre se este tipo de investimentos pode retirar capacidade para trazer reforços para José Mourinho, discordando de tal ideia.
“Se Mourinho pode ficar descansado? Não sou responsável pelo futebol”
"O Benfica tem orçamentos que são aprovados anualmente, cada projeto tem a sua alocação de receita e despesa. Se Mourinho pode ficar descansado? Não sou responsável pelo futebol. Estamos satisfeitos com a vitória de ontem e a Benfica FM”, afirmou José Gandarez.
"Este projeto significa uma reaproximação do Clube com os adeptos. A rádio é gratuita, portanto, por razões financeiras, ninguém poderá deixar de ouvir a rádio. Acreditamos que a Benfica FM é um projeto ganhador, até em termos financeiros. O intuito do Benfica não é dar lucro, mas acreditamos que a médio e longo prazo a Benfica FM vai ser autossustentável e até gerar resultados positivos", acrescentou o responsável encarnado.
“Queremos saber qual é a playlist do Otamendi”
"Toda a gente espera um formato idêntico aos que existem no Clube, uma coisa muito editorial e jornalística, muito focada na vida desportiva. Não é que a rádio não vá ter isso, mas é sobretudo olhar para isso do ponto de vista do entretenimento. Queremos saber qual é a playlist do Otamendi e o que está a tocar esta semana no balneário do basquetebol. Vamos surpreender toda a gente”, finalizou José Gandarez.
Lembrar que também Rui Costa prestou declarações aos jornalistas sobre a Benfica FM, mostrando-se muito satisfeito: “Estamos muito orgulhosos por isto e vamos começar pelo digital, na esperança de que possamos estar em FM em todo o país. E numa altura tão bonita, perto do Natal, quisemos que a rádio avançasse já hoje. Não há data para passarmos para a FM, estamos à espera da resposta da ERC, mas esperamos em breve estar onde o Benfica merece estar”.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 | Por Redação
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 | Por Redação
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Presidente dos azuis e brancos falou sobre as relações institucionais entre os dragões e águias, em evento realizado no norte do país
09 Out 2026 | 16:44 | Por Redação
André Villas-Boas analisou, esta sexta-feira, as diferentes relações que existem, atualmente, com Benfica e Sporting. O líder máximo do Porto destacou o alinhamento que existe com os leões em algumas questões do futebol português e a discordância com o Clube da Luz.
Villas-Boas: "Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes"
"Temos um enquadramento muito específico em relação a determinados clubes, nomeadamente clubes sediados em Lisboa, a nossa capital, onde basicamente estão sediadas todas as grandes instituições do país", começou por dizer, no Cardiology Gaia Meeting 2026.
O presidente dos dragões realçou as divergências de visões com os encarnados, sendo algo antagónico em relação ao Sporting. "Nesta, no que navega dentro dos objetivos comuns que temos, há um alinhamento mais preciso do ponto de vista estratégico entre o Porto e o Sporting, que não existe no caso do Porto e do Benfica, porque têm diferentes visões para determinadas coisas, e desde logo a questão dos direitos audiovisuais, que neste caso partilhamos com o Sporting e não partilhamos com o Benfica", falou.
Recorde-se que André Villas-Boas tinha acusado o Benfica de ter uma "santa aliança" com os leões. "Se há algo que é verdadeiro e bem presente é uma santa aliança entre o Benfica e o Sporting. Somos o Porto, queremos o bem do futebol português", afirmou, em meados de setembro de 2026.
Nas mesmas declarações, o antigo técnico portista, na época de 2010/11, reforçou esse pensamento. "Clubes de Lisboa a tentar prejudicar o Porto? Naturalmente. Dois contra um é sempre mais fácil que um contra um", defendeu.