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Fernando Tavares pede demissão imediata de alto representante do Benfica: "Conflito de interesses"
08 Mai 2026 | 09:47
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12 Mar 2026 | 17:13 |
A decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social de não licenciar a emissão em frequência FM da Benfica FM motivou novas reações no universo do encarnado. Um ex dirigente utilizou a sua rede social para apontar falhas na estratégia adotada pela direção de Rui Costa.
Fernando Tavares, antigo vice-presidente das águias, recorreu ao Linkedin para comentar a situação e considerou que o projeto exigia uma avaliação mais aprofundada antes de avançar. "Projetos que envolvem milhões de euros exigem uma análise rigorosa de cenários, incluindo riscos regulatórios e possíveis contingências", escreveu.
Na publicação, destacou ainda que a decisão do regulador não deveria ser encarada como totalmente inesperada: "Num setor como o da comunicação social, onde o pluralismo e a diversidade editorial são princípios estruturais, era previsível que o facto de um meio de comunicação pertencer diretamente a um clube pudesse levantar reservas do regulador", referiu.
Fernando Tavares defendeu também que o caso deve servir como momento de reflexão interna sobre a forma como projetos desta dimensão são preparados e avaliados dentro do Clube da Luz, sugerindo ainda que o Benfica poderia procurar soluções diferentes para os seus meios de comunicação, defendendo maior integração entre estruturas como a televisão do clube e outros canais mediáticos, de forma a criar sinergias e otimizar recurso.
Vale lembrar que a nova Benfica FM foi para o ar no dia 11 de dezembro. Os responsáveis pela área de comunicação das águias explicaram, na altura, que o projeto iria levar aos adeptos encarnados toda a informação atual do clube, como uma "ligação direta" ao que está a acontecer no universo dos vermelhos e brancos.
Em consequência a um passado momento protagonizado por alguma tensidade, figura pertencente ao Clube da Luz é castigada com multa
10 Mai 2026 | 13:24 |
Gonçalo Guimarães, diretor de comunicação do Benfica, foi condenado pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ao pagamento de uma multa de 2040 euros, em processo disciplinar motivado por participações da Medialivre e do jornalista Gustavo Lourenço, desse mesmo grupo de comunicação.
Em causa estão acontecimentos nos Açores, antes do Santa Clara - Benfica, e no Seixal, antes da receção ao Real Madrid, na 1.ª mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. No primeiro local, Gonçalo Guimarães - que já antes tinha sido multado - estava acusado de intrometer-se entre Gustavo Lourenço e Nicolás Otamendi, à chegada ao hotel da equipa encarnada, com recurso a contacto físico. No segundo caso, foram palavras trocadas entre os dois, com o jornalista a participar ameaças do diretor de comunicação das águias.
No acórdão do CD pode ler-se que "as referidas condutas ultrapassam o âmbito das funções de um Diretor de Imprensa, violando os deveres de retidão e lealdade (incluindo de correção, urbanidade e contenção) para com outros agentes desportivos ou terceiros (em especial jornalistas no exercício das suas funções)", dando-se como provado.
"O Arguido adotou, em ambas as ocasiões, uma postura ríspida e desadequada no relacionamento com o Jornalista, que se encontrava no exercício legitimo das suas funções. O Arguido agiu de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era suscetível de perturbar e desrespeitar o exercício da atividade jornalística, bem como de violar os deveres de correção e urbanidade a que se encontrava obrigado, conduta prevista e punida pelo ordenamento jus-disciplinar desportivo, não se abstendo, porém, de a realizar."
As decisões do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol são passíveis de recurso, nos termos da lei e dos regulamentos, para o Conselho de Justiça ou para o Tribunal Arbitral do Desporto, refere ainda o acórdão.
Antigo presidente do Conselho Fiscal dos encarnados esclareceu todos procedimentos a respeito da alínea e deixou um conselho às águias
09 Mai 2026 | 09:23 |
O princípio de acordo entre o empresário José António dos Santos e o fundo Entrepreneur Equity Partners SPV V, para a aquisição de cerca de 16,38% das ações da SAD, fez soar os alarmes no Benfica. No entanto, o negócio entre o grupo norte-americano e o Rei dos Frangos pode ser bloqueado pelo artigo 13 dos Estatutos, que pode favorecer os encarnados.
João Carvalho, antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica, concedeu uma entrevista onde explicou a natureza deste artigo, afirmando que a alínea em questão permite à administração encarnada vetar qualquer venda ou compra de ações que correspondam a valor igual ou superior a 2% do capital da SAD do Clube da Luz.
"É necessária a unanimidade dos votos estatutariamente correspondentes às ações da categoria A para serem aprovadas deliberações da Assembleia Geral, reunida em primeira ou em segunda convocação, sobre as seguintes matérias", é sublinhado no artigo 13, que foi evocado por Jaime Antunes, antiga figura do Benfica.
"O Benfica até pode comprar essas ações por valor mais baixo, se José António dos Santos as quiser vender", explicou João Carvalho. O economista adiantou que o poder de veto do artigo 13 pode fazer com que as águias impeçam a venda das ações ao fundo norte-americano e as adquiram por uma quantia mais baixa.
Para finalizar, o economista não se mostrou completamente favorável à entrada da sociedade americana no capital do Benfica e afirmou que o Clube da Luz pode e deve estar vigilante ao desenrolar deste processo, que envolve a participação de José António dos Santos na administração do emblema vermelho e branco.
Em entrevista à imprensa nacional, antigo dirigente dos encarnados assume que atual direção, liderada por Rui Costa, tem de ter em conta os interesses do Clube
08 Mai 2026 | 11:39 |
A entrada de um fundo norte-americano na SAD do Benfica não tem sido uma notícia bem recebida pela maioria das figuras ligadas ao clube. Recentemente, Jaime Antunes, antigo homem de confiança de Luís Filipe Vieira, admitiu avançar com uma ação judicial caso a venda das ações em questão aconteça.
Jaime Antunes: "O artigo 13 dos Estatutos da SAD do Benfica conferem às ações de tipo A, ou seja, às ações detidas diretamente pelo SLB (40% do capital da SAD) o poder de veto"
"O artigo 13 dos Estatutos da SAD do Benfica conferem às ações de tipo A, ou seja, às ações detidas diretamente pelo SLB (40% do capital da SAD) o poder de veto na aquisição de blocos de ações superiores a 2% do capital da SAD se o comprador exercer atividades concorrentes do SLB, entendendo-se como concorrente quem tiver atividades no futebol ou na organização de eventos desportivos. Ora, o fundo americano que comprou as ações de José António Santos tem atividades, direta ou indiretamente, em ambas as áreas, uma vez que gerem arenas desportivas e compraram o clube de futebol italiano Veneza", começou por dizer Jaime Antunes.
"Perante esta situação, a direção do Benfica só tem um caminho: vetar o negócio e recusar o registo das ações em nome desse fundo", explicou, em exclusivo ao jornal Record. "Escolher os seus parceiros estratégicos e não ficar passivamente a olhar para as opções de terceiros que condicionam toda a vida futura do Benfica", acrescentou o ex-dirigente.
Jaime Antunes: "Nesse caso haverá certamente muito sócio do Benfica disponível para patrocinar uma ação judicial"
"Os mesmos estatutos da SAD serviram para vetar a entrada de John Textor no Benfica logo no início do mandato de Rui Costa, porque não era do interesse do Benfica aquela compra de ações. Caso a atual direção não vete esta aquisição, coloca-se numa situação de suspeita relativamente aos interesses pessoais que se sobreporão aos interesses do Benfica", recordou.
"Nesse caso haverá certamente muito sócio do Benfica disponível para patrocinar uma ação judicial que, nos termos dos Estatutos do Benfica, responsabilize pessoalmente os membros da direção. Eu estarei entre esses sócios. O presidente Rui Costa recebeu há menos de um ano um mandato claro dos sócios para defender o Benfica e não para permitir negócios pouco transparentes, em prejuízo do Benfica", visou Jaime Antunes.