Futebol
Al Ittihad adia investida por titular do Benfica e Marco Silva respira de alívio
29 Ago 2026 | 15:07
Receba as principais notícias do Glorioso 1904 no seu WhatsApp!
Futebol
26 Fev 2026 | 16:26 |
O regresso de José Mourinho ao Bernabéu - 4.652 dias depois -, não correu como seria de esperar. Impedido de se sentar no banco devido à expulsão na primeira mão, no Estádio da Luz, o Special One esteve, adiantou o jornal espanhol 'Marca', a assistir ao Real Madrid - Benfica a partir do autocarro da equipa, enganando todos os que o esperavam numa cabina de imprensa.
A expectativa era enorme no oitavo piso do estádio, onde mais de 30 jornalistas se aglomeraram num corredor estreito à espera da chegada do técnico encarnado. A cabina 6, a mesma utilizada por Hansi Flick no último 'El Cássico', estava designada para Mourinho, mas a porta permaneceu fechada.
De referir que, a atenção mediática era tal que, por momentos, o protagonismo do treinador das águias pareceu superar o do próprio jogo. Encontro este assinalado pela passagem do Real Madrid aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Enquanto no relvado Rafa marcava pelo Benfica e Aurélien Tchouaméni - que se pronunciou acerca do caso Prestianni - empatava para o Real Madrid, na tribuna de imprensa a expectativa mantinha-se, com dezenas de telemóveis apontados à cabine (vazia).
A situação atingiu o auge do surrealismo quando a UEFA interveio para proibir que se filmasse o técnico português, que, na verdade, nunca chegou a aparecer. O regresso foi, assim, blindado, invisível e quase clandestino.
Após a chegada de Marco Silva, o desempenho ofensivo das águias começa a todo o vapor e consegue feito que passou cinco décadas intocável
29 Ago 2026 | 16:20 |
A frase proferida por Marco Silva a 12 de junho, no dia da sua apresentação como novo treinador das águias, ganha cada vez mais força à medida que a temporada avança: “Queremos ser uma equipa dominadora. Na minha opinião, é isso que representa o Benfica.” Pouco mais de dois meses depois do início dos trabalhos no Benfica Campus, a influência do técnico já é evidente, sobretudo na capacidade ofensiva da equipa.
Com os três golos apontados na Dinamarca frente ao Aarhus, o Benfica chegou aos 28 golos em apenas oito jogos oficiais, registando uma impressionante média de 3,5 golos por partida. Um arranque goleador que coloca a equipa de Marco Silva muito perto de um registo histórico e obriga a recuar cinco décadas para encontrar um início de temporada ainda mais produtivo.
É preciso voltar a 1975/76 para encontrar um Benfica com mais golos nos primeiros oito encontros oficiais. Na altura, a equipa orientada por Mário Wilson tinha marcado 29 vezes, beneficiando de duas goleadas expressivas frente ao Fenerbahçe, por 7-0, e ao Leixões, por 9-1. Ou seja, meio século depois, o conjunto de Marco Silva está apenas a um golo de igualar essa marca histórica.
No entanto, neste capítulo, o atual treinador leva vantagem sobre Mário Wilson. Há 50 anos, o Benfica perdeu dois jogos e empatou outro nos primeiros oito encontros da temporada. Marco Silva soma, pelo contrário, cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Os tropeços diante do St. Gallen (2-1), Hearts (1-1) e Académico de Viseu (2-2) não impediram as águias de atingir o objetivo europeu, embora o empate caseiro no campeonato continue a ser um resultado lamentado pelo técnico.
Apesar de os adversários encontrados até ao momento não serem, na sua maioria, de primeira linha, o Benfica tem demonstrado capacidade para encontrar soluções ofensivas mesmo perante equipas mais fechadas. O verdadeiro teste, contudo, aproxima-se: a 20 de setembro, as águias visitam o Porto, num clássico que poderá medir até que ponto este Benfica dominador e goleador está preparado para os grandes desafios da temporada.
Treinador analisa atual cenário onde não há um claro favorito para vencer o prémio e define que há um claro nome claro para levar galardão
29 Ago 2026 | 16:18 |
José Mourinho não tem dúvidas sobre quem merece conquistar a Bola de Ouro de 2026. Embora não tenha pronunciado diretamente o nome do jogador, o treinador do Real Madrid deixou uma forte indicação de que o prémio deveria ser entregue a Kylian Mbappé, uma das grandes figuras da equipa merengue.
O técnico português defende que a distinção deve reconhecer jogadores capazes de deixar um legado duradouro no futebol, em vez de premiar exclusivamente quem conquista os principais títulos coletivos da temporada. A referência de Mourinho a "quem fez história a nível individual este verão" aponta para Mbappé, numa posição que o treinador já tinha manifestado anteriormente no Santiago Bernabéu.
Os números ajudam a sustentar o argumento. Desde o último Mundial, Mbappé é o melhor marcador da competição, com 22 golos em 22 jogos, distribuídos por três edições. O avançado francês tem, assim, apresentado uma regularidade goleadora que Mourinho considera merecedora de reconhecimento individual.
"Para mim, a Bola de Ouro tem de ser para aqueles jogadores de quem, quando se retiram, sentimos saudades para a eternidade. Sinto falta de Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, Cristiano, Messi, Zidane, Matthaus... Não se pode dar a Bola de Ouro porque se ganhou a Champions ou o Mundial", afirmou Mourinho.
Na mesma conferência de imprensa, de antevisão ao encontro frente ao Málaga, Mourinho abordou ainda a preocupação com as pausas para as seleções. "Os jogos das seleções preocupam-me. É muito tempo. Os jogadores que vão e jogam preocupam-me menos do que os que são convocados e não jogam. Esses preocupam-me muitíssimo", confessou.
Jogador é um dos grandes destaque das águias no início da temporada e comentador faz elogios ao momento vivido nos encarnados
29 Ago 2026 | 16:12 |
O grande momento de Gianluca Prestianni no arranque da temporada do Benfica continua a despertar elogios. Além dos golos e das assistências, o jovem extremo argentino tem-se destacado pela capacidade de desequilibrar no um para um, recorrendo à criatividade e a dribles que deixam os adversários em dificuldades. Um estilo de jogo que chamou particularmente a atenção de Luís Aguilar.
Luís Aguilar: "é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni..."
“Aprender que a vergonha de perder a bola durava menos do que a alegria de voltar a pedi-la. Ninguém dizia ao miúdo para ser criativo. A criatividade era a única saída. Esse tipo de jogador está em vias de extinção. Por isso, é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni”, escreveu no jornal 'A Bola'.
Para Luís Aguilar, a forma como o argentino encara cada lance remete para uma época em que o futebol era vivido de maneira mais espontânea e romântica. Prestianni parece recuperar essa essência ao procurar constantemente o adversário, assumindo o risco como parte natural do seu jogo e tendo sempre a baliza como objetivo.
A análise, contudo, não pretende transformar as dificuldades do passado numa fórmula ideal de formação. Aguilar reconhece que o futebol de rua também estava associado à falta de condições e ao abandono, não devendo ser confundido com um modelo de desenvolvimento obrigatório.
“A fazer um grande arranque de época, com apenas 20 anos, o miúdo argentino joga como se ainda trouxesse a rua agarrada às botas. Recebe a bola e procura o adversário. Não para fugir dele. Para o desafiar. Ainda acredita que uma finta pode servir para chegar à baliza. Não se trata de pedir o regresso romântico a uma infância pobre. A rua também era abandono. Também era falta de condições. Ninguém deve confundir carência com método. Um buraco no asfalto não é um plano de formação”, finalizou.