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Pedro Brinca aponta o dedo ao Benfica e deixa Rui Costa debaixo de fogo: "Caminho confortável"
29 Jun 2026 | 17:24
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21 Out 2024 | 10:58 |
Na manhã de segunda-feira, dia 21 de outubro, o advogado João Caiado Guerreio, num artigo de opinião publicado no jornal 'A Bola', manifestou-se relativamente ao assunto do momento que envolve o emblema do Benfica, o 'Caso dos emails'. O Ministério Público acusou as SAD's do Glorioso e Vitória de Setúbal, Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves e antigos dirigentes dos sadinos de corrupção.
O suficiente para acabar com o clube e revoltar os seus sócios e adeptos!
"O Benfica, Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves são acusados pelo Ministério Público no caso dos e-mails. Derivado desse facto, é pedida a suspensão do Benfica das competições desportivas por um período máximo de três anos. O suficiente para acabar com o clube e revoltar os seus sócios e adeptos!", começou por escrever.
"Mas pode? Pode. Vejamos: o Benfica é uma pessoa coletiva, por definição não pratica crimes. Quem os pode praticar são as pessoas. A lei tem disso consciência. O art.º 11º do Código Penal refere que 'salvo os casos especialmente previstos na lei, só as pessoas singulares são suscetíveis de responsabilidade criminal'. E lista as condições e até os crimes que podem ser praticados por pessoas coletivas. Uma sociedade não pode matar, mas pode cometer o crime de corrupção ativa — art.º 374 do Código Penal. E pode também ser acusada de fraude fiscal qualificada — art.104 do Regime das Infrações Tributárias", referiu.
"O Benfica é assim acusado de 'por si, por interposta pessoa ou com o seu consentimento (...) der ou prometer a funcionários vantagem (...) que não seja devida» para «qualquer ato ou omissão contrário aos deveres do seu cargo' — art.º 372º do C. Penal. Ou seja, na visão do Ministério Público o dinheiro que terá sido retirado do Benfica, pagando 4.25 milhões de euros pelos jogadores Hermes e Daniel dos Anjos, terá servido para o clube obter determinadas vantagens. Esta questão é absolutamente decisiva. Mesmo que o tribunal venha a dar por provado que as comissões não eram devidas e foram retiradas do Benfica, isso não chegará. Se foi tirado dinheiro ao Benfica, este, os sócios e os acionistas, são vítimas. E têm até direito a ser ressarcidos por quem tenha perpetrado o crime. Para o Benfica ser condenado é crítico que se prove que beneficiou de alguma maneira", prosseguiu o advogado.
"E já que falamos de prova, Rui Costa, embora estivesse já na administração do Benfica, não foi acusado e o Ministério Público até pretende que seja testemunha contra o Benfica. Pode? Pode, mas a questão é complicada: Rui Costa é presidente do Benfica clube e da SAD. Ou seja, Rui Costa é o máximo representante do clube e tem como obrigação legal defender seus interesses e tudo o que disser será usado contra a instituição que preside", acrescentou.
"Pior, para além das questões legais, há as questões políticas: a enorme pressão dos adeptos para que o clube seja protegido. Mas os Juízes e o Ministério Público sabem disso e o que Rui Costa disser a favor do clube será esquecido, mas o que disser contra ficará escrito. Para ele e para o Benfica, o melhor será evitar testemunhar alegando um impedimento ou conflito de interesses e esperar que esses argumentos sejam aceites. Afinal, a pressão pode realmente impedi-lo de dizer a verdade, cometendo perjúrio. E por isso mesmo a lei dá-lhe a possibilidade de recusar testemunhar (art.º 134, 1 c) do Código de Processo Penal) O Direito ao Golo desta semana vai para os adeptos. Aqueles, penso que a maioria em Portugal, que gostam de ver as suas equipas ganhar por mérito. E sim, há sempre a presunção de inocência, mas da (má) fama ninguém se livra", finalizou João Caiado Guerreiro.
Recorde-se que na passada terça-feira, 15 de outubro, o Ministério Público acusou no âmbito do processo dos emails as SAD's de Benfica e Vitória de Setúbal, Luís Filipe Vieira, Paulo Gonçalves e antigos dirigentes dos sadinos de corrupção. Face a essa decisão, o MP pediu o afastamento das competições desportivas em Portugal.
Futebolista que representou o Clube Vermelho e Branco perdeu a vida após um acidente de viação, ocorrido na noite do último sábado
12 Jul 2026 | 11:20 |
O antigo futebolista Manú morreu aos 43 anos, vítima de acidente de viação, na noite deste sábado, em Vermões, Sobral de Monte Agraço. A notícia foi avançada pelo portal Flashscore e confirmada pelo Alverca, clube onde se formou. O ex atleta passou pelo Benfica.
Emanuel Jesus Bonfim Evaristo nasceu a 28 de agosto de 1982 em Setúbal. Manú, como era mais conhecido, foi formado no Vitória Futebol Clube, Grupo Desportivo O Sindicato e Alverca. O extremo estreou-se na Liga ao serviço dos ribatejanos a 5 de maio de 2002, contra o Braga e disputou o primeiro de 130 jogos na prova. Manú representou os italianos do Modena e do Carpenedolo (2004/05) e o Estrela da Amadora (2005/06), antes de integrar o plantel do Benfica em 2006.
O antigo extremo rubricou 17 jogos pelas águias em 2006/07, antes de rumar ao AEK por empréstimo, na temporada seguinte. Manú representaria Marítimo, Légia de Varsóvia (Polónia), Beijing Guoan (China) e Ermis Aradippou (Chipre) antes de regressar ao Vitória de Setúbal em 2014.
14 jogos pelo clube da terra natal depois, Manú regressou ao Ermis Aradippou. O extremo terminou a carreira em 2018/19, após passagens por Cartaxo e Vilafranquense. O sadino chegou a jogar ao lado de Rui Costa, atual presidente dos encarnados.
O Benfica - que também perdeu Silvino este ano - reagiu à morte de Manú através de uma nota de pesar divulgada no site oficial. "O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Manú, antigo jogador do Clube. Manú representou o Benfica com dedicação e orgulho durante a temporada de 2006/07, onde completou 17 jogos. Neste momento de dor, o Sport Lisboa e Benfica endereça à família, aos amigos e a todos os que com ele privaram as mais sentidas condolências", escreveram as águias.
Veja a publicação do Clube:
Artista foi detido pela PSP na sequência da operação KickOff devido a incidentes ocorridos após uma partida entre as águias e o Sporting
10 Jul 2026 | 17:37 |
Kiari Flores, um dos autores do novo hino do Benfica apresentado em abril na Benfica FM, foi detido pela PSP no âmbito da operação 'KickOff', que investiga os incidentes ocorridos a 19 de fevereiro nas imediações do Pavilhão João Rocha, antes do dérbi de futsal entre Sporting e Benfica.
O jovem cantor, que compôs o tema em conjunto com o pai, o músico Paulo Flores, integra o grupo de 10 membros dos No Name Boys detidos esta semana pelas autoridades. Os suspeitos já tinham sido identificados e detidos na sequência dos confrontos registados em fevereiro, mas acabaram libertados pelo tribunal no dia seguinte.
Segundo explicou o comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, a operação pretende assinalar o arranque da nova temporada desportiva com uma mensagem de tolerância zero para a violência: "A operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos."
O responsável revelou ainda que a investigação permitiu recolher novos indícios relativamente à atuação de dez dos suspeitos inicialmente detidos: "Na sequência da investigação, apercebemo-nos de que dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo desta vítima.”
Os 10 arguidos agora detidos já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutros episódios de violência entre claques. Apesar disso, não possuem qualquer condenação transitada em julgado. Os incidentes ocorreram nas imediações do Pavilhão João Rocha, quando dezenas de adeptos do Benfica terão lançado tochas e outro material pirotécnico na direção da zona conhecida como "Casinha", sede da claque Juventude Leonina. No final da operação policial, foram detidas 125 pessoas: 64 adeptos do Benfica e 61 do Sporting.
Projeto causa divisão e associados querem anulação da AG que votou a aprovação, já que consideram que Estatuto do Clube foi violado pela Mesa
04 Jul 2026 | 13:32 |
Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.
Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.
Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."
A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.
Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.