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Clube
04 Jul 2026 | 13:32 |
Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.
Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.
Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."
A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.
Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.
Clube encarnado foi castigado após o Tribunal da Relação ter tornado definitiva a decisão da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto
01 Ago 2026 | 11:40 |
É oficial: Benfica confirmou este sábado que o jogo da 1.ª jornada da Liga Portugal Betclic frente ao Académico de Viseu, marcado para o dia 9 de agosto, a partir das 20h30, será disputado no Estádio da Luz à porta fechada "na sequência de uma decisão da APCVD".
O Clube da Luz, através de um comunicado partilhado no seu site oficial, "lamenta profundamente que milhares de sócios e adeptos sejam privados de apoiar a equipa" e reitera o "desacordo com uma medida que penaliza indiscriminadamente todo o universo benfiquista".
Esta condenação tornou-se definitiva depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso, mantendo a sanção de um jogo à porta fechada e uma multa de 150 mil euros aplicada na sequência de vários processos relacionados com o comportamento dos adeptos em cinco jogos durante a época 2022/2023.
O Benfica informou ainda que os detentores de Red Pass serão ressarcidos no valor equivalente ao jogo, que ficará disponível na respetiva carteira virtual para utilização futura. A forma definitiva, bem como a data a partir da qual tal operação poderá ser feita, será comunicada nos próximos dias pelos encarnados.
Veja o comunicado do Clube:
"O Sport Lisboa e Benfica informa os sócios de que o jogo da 1.ª jornada da Liga Portugal, frente ao Académico de Viseu, agendado para o próximo dia 9 de agosto, será disputado à porta fechada, na sequência de uma decisão da APCVD. O Benfica lamenta profundamente que milhares de sócios e adeptos sejam privados de apoiar a equipa, reiterando o seu firme desacordo com uma medida que penaliza indiscriminadamente todo o universo benfiquista. Os detentores de Red Pass serão ressarcidos no valor equivalente ao jogo, que ficará disponível na respetiva carteira virtual para utilização futura. A forma definitiva, bem como a data a partir da qual tal operação poderá ser feita, será comunicada nos próximos dias", pode ler-se.
Gravações divulgadas nas últimas horas estão a provocar enorme controvérsia e envolvem um dos temas mais sensíveis do futebol nacional
28 Jul 2026 | 16:59 |
O futebol português foi surpreendido pela divulgação de vários áudios atribuídos a Pedro Proença, atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que rapidamente geraram polémica nas redes sociais. As gravações, com cerca de dois anos, abordam temas ligados à arbitragem, à disciplina e até incluem referências diretas ao Benfica. Um dos momentos mais polémicos envolve diretamente o Clube da Luz. Num dos excertos divulgados, Pedro Proença recorda os vários processos judiciais em que esteve envolvido e deixa uma declaração em tom de ameaça a Fernando Seara, na altura presidente da MAG das águias.
Pedro Proença: "Queres jogar esse jogo comigo, Seara? Não brinques comigo c******"
"Queres jogar esse jogo comigo? Das 32 vezes em que fui chamado à Polícia Judiciária, 27 foram processos do Benfica. Sabes onde é que se faz a instrução dos processos? A instrução dos processos é na Liga. Queres jogar esse jogo comigo, Seara? Não brinques comigo...", ouve-se na gravação.
Noutro dos áudios, o dirigente faz uma análise muito crítica ao estado da arbitragem nacional, deixando palavras duras sobre os árbitros portugueses. "Os árbitros são fracos, são todos muito fracos. E tu consegues ter três, quatro gajos minimamente competentes... O Artur (Soares Dias), o (João) Pinheiro, metes o tipo do Algarve (Nuno Almeida), e depois metes ali o Godinho ou uma coisa qualquer assim... O resto é tudo muito fraco", disse.
Pedro Proença também fala sobre José Fontelas Gomes, atual vice-presidente da FPF, deixando uma apreciação pouco elogiosa. "Aquilo é um produto do Pedro que, a determinada altura, o Tiago Craveiro obrigou a que o gajo fingisse alguma guerra comigo. O Zé é o que é. Não estejas à espera do Zé... um gajo competitíssimo como eu. O Zé até tem esse discurso de que nasceu no bairro da lata, pensa só no futebol", falou.
Contactados sobre o caso, tanto Fernando Seara como a Federação Portuguesa de Futebol recusaram comentar o conteúdo das gravações, alegando tratar-se de conversas obtidas de forma ilegal. Os áudios terão sido registados durante a campanha de Pedro Proença para a presidência da FPF.
Ouça o áudio de Proença:
Polémica surge na sequência de um incumprimento relacionado com um financiamento superior a 20 milhões de euros junto do Banco Montepio
25 Jul 2026 | 11:38 |
Rui Costa, que foi embora imediatamente após a derrota diante do St. Gallen (2-1), foi incluído na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal, vulgarmente conhecida como a "lista negra" do regulador, na sequência de um incumprimento relacionado com um financiamento superior a 20 milhões de euros junto do Banco Montepio. O caso liga-se ao empreendimento residencial de luxo Dream Living, em Carnaxide.
Segundo o Observador, o presidente do Benfica é acionista do projeto e assumiu ainda o papel de fiador de vários financiamentos concedidos pelo Montepio, num montante superior a 20 milhões de euros. Os créditos destinavam-se a suportar a construção do empreendimento, apresentado em 2018 em parceria com o JPS Group e avaliado em cerca de 45 milhões de euros.
A situação de incumprimento terá começado em maio deste ano. Desde então, terão sido amortizados cerca de 7 milhões de euros, mas a dívida permanece acima dos 15 milhões de euros, valor que inclui juros de mora e outros encargos. A mesma publicação refere que Rui Costa estará, nesta altura, a negociar uma reestruturação da dívida com o Banco Montepio.
Esta não é a primeira vez que o investimento imobiliário do presidente do Benfica é alvo de notícias relacionadas com questões financeiras. Em abril, a revista Sábado revelou que Luís Mendes, antigo vice-presidente do Clube, tinha avançado com uma ação judicial contra a empresa 10 Invest para reclamar uma dívida de 500 mil euros. Contudo, o montante em causa acabou por ser posteriormente liquidado.
Na altura, Luís Mendes fez ainda questão de esclarecer que a sua saída da administração da SAD do Benfica não teve qualquer ligação ao diferendo relacionado com o referido empreendimento imobiliário, que gerou a atual situação de Rui Costa.