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Clube
09 Fev 2023 | 12:45 |
Em novembro de 2022, Rui Lança, diretor das modalidades de pavilhão do Benfica, Bernardo Faria de Carvalho, diretor de expansão internacional e ainda Miguel Moreira, antigo administrador da SAD encarnada, viajaram até Viena, com o objetivo de avançar com um projeto na Academia de Burgenland. Contudo, Rui Costa recusou o negócio, quando teve conhecimento que Miguel Moreira fazia parte da intermediação do projeto.
Segundo o jornal relata, este negócio “facilmente chegaria a milhões de euros”. O interesse dos encarnados remonta a maio de 2022, numa altura em que o jornal ‘BVZ’ avançava a informação de que o estado de Burgenland detinha 80% da academia com o mesmo nome e, segundo o ‘Record’ refere, já em abril do mesmo ano Domingos Soares de Oliveira tinha feito a apresentação do projeto, numa reunião da SAD, sem referir o envolvimento do antigo administrador de Luís Filipe Vieira, Miguel Moreira.
A SAD decidiu, então, naquela altura, avançar para mais estudos, mas quando Rui Costa percebeu que Miguel Moreira estava ‘metido ao barulho’ recuou na decisão.
O jornal desportivo acrescenta que, após muita insistência, Peter Slawik, porta-voz do governo regional liderado por Heinrich Dorner, recusou prestar qualquer esclarecimento sobre o negócio, respondendo somente na passada segunda-feira, por e-mail, lamentando o sucedido “mas não comentamos se e com quem negociamos.”
No entanto, a mesma fonte relembra que, a 19 de janeiro, uma fonte do governo de Burgenland confidenciava que as negociações “prosseguiam”. Na incerteza sobre o que teria, ou não, acontecido, o jornal português continuou a insistir e a resposta surgiu, dias mais tarde – no passado sábado –, através de Pedro Mil-Homens, diretor-geral da formação do Benfica, que anunciou que o acordo não iria para a frente e que esse era um “assunto encerrado”.
Em resposta ao mesmo meio, o Benfica disse apenas o que Pedro Mil-Homens já tinha referido: "O Sport Lisboa e Benfica não torna públicos mecanismos de decisão internos. Sobre este assunto cumpre apenas explicitar que, tal como já anunciado publicamente, o Sport Lisboa e Benfica foi convidado pelo governo de uma província austríaca a estudar a possibilidade de gerir uma academia de futebol. A possibilidade foi analisada de forma detalhada e no balanço que foi feito, considerando os prós e os contras, e nunca esquecendo a importância do Benfica Campus, foi decido não aceitar. É um assunto encerrado"
Face ao processo que envolve antigo líder das águias e João Malheiro, Flora, viúva de lenda do Clube, foi chamada para prestar declarações
13 Mar 2026 | 18:40 |
Flora, a mulher de Eusébio, era para testemunhar hoje, dia 13 de março, na sessão do julgamento em que Luís Filipe Vieira é acusado de ter difamado João Malheiro, por declarações prestadas na CMTV, mas uma crise de ansiedade, quando se dirigia para o Tribunal de Loures, impediu que pudesse estar presente.
A defesa de Luís Filipe Vieira, que está a cargo do advogado de João Correia, pediu ao Tribunal que "que seja notificada a médica que emitiu o atestado constante dos autos, relativo ao estado de saúde de Flora para que certifique e ateste se a incapacidade desta testemunha é esporádica, momentânea, coincidindo com a data da audiência ou se padece de incapacidade grave".
Um requerimento que, em contrário aos desejos de Flora, acabou por ser recusado pelo respetivo juiz e ficou previsto que na próxima sessão, agendada para 14 de abril, às 14 horas, possa prestar esclarecimentos via whatsapp.
Relativamente à capacidade da viúva de Eusébio prestar esclarecimentos, o Tribunal remete para o "relatório médico no qual consta que a senhora não tem quadro demencial instalado", apontou o juiz, acrescentando que "o tribunal quando inquirir a testemunha, poderá desde logo aperceber-se se a senhora estará amnésica ou perturbada. Mas o Tribunal considera ouvir as declarações iniciais por parte da testemunha".
Perante a ausência de Flora, testemunha que o Tribunal considera ser determinante ouvir para aferir de que lado está a razão, na sessão desta sexta-feira, só se ouviram as declarações que Luís Filipe Vieira prestou. que Toni, antigo jogador e treinador do Benfica - que viu projeto especial a ser 'martelado' -, assim como o maestro António Vitorino D'almeida, já testemunharam a pedido de João Malheiro.
Depois de delicado processo, respetiva entidade chegou finalmente a uma conclusão face a projeto especial e Clube não perdeu tempo a pronunciar-se
13 Mar 2026 | 17:01 |
O Benfica lamenta "tantos entraves e reservas" por parte da ERC para com a Benfica FM, cujo licenciamento foi vetado. O Clube da Luz partilhou esta sexta-feira a contestação à decisão da entidade reguladora, que está já a ter "consequências negativas" a nível financeiro e económico à SAD encarnada.
"A projetada decisão assenta assim errados pressupostos, e deve ser revista", pode ler-se, num documento em que é detalhado todo o processo que levou à criação da Benfica FM, que só poderá ser ouvida online, confirmando-se este desfecho. As águias falam de uma "sucessão de circunstâncias invulgares e abusivas": "A ERC excede os seus poderes e coloca impedimentos e entraves onde estes não devem existir".
Adicionalmente, a estrutura encarnada enumera ainda "exigências intercalares, atrasos, contratempos, complicações e dilações", desde o registo da webrádio à alteração do domínio da 'Goal FM (Bombarral)' para 'Benfica FM (Bombarral)'.
"Perante todo o quadro factual e legal, que deverá ser devidamente iusvalorado, deverá ser produzida uma deliberação que não determine o indeferimento da referida modificação do projeto apresentado", prosseguiu o Clube, ao contestar.
"Só assim se ius tutelando devidamente a diversidade e pluralismo da oferta radiofónica nas respectivas áreas geográficas, assegurando-se uma programação diversificada e o direito a uma informação livre, plural e democrática", consta, por fim, no requerimento.
Depois de delicado processo, decisão da entidade chegou finalmente a uma conclusão e vice-presidente do Clube pronunciou-se
13 Mar 2026 | 15:34 |
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vetou a licença para a Benfica FM operar, o que faz com que esta só possa ser ouvida online. As águias contestaram esta decisão e acreditam que a situação será resolvida nas próximas semanas, até porque esta situação está a causar prejuízos à SAD encarnada, como refere José Gandarez, vice-presidente do Clube - que foi criticado por antigo dirigente - , revelando que o processo pode acabar em Tribunal.
José Gandarez: "Estamos orgulhosos da Benfica FM"
"Estamos orgulhosos da Benfica FM. É uma aposta muito grande que queremos continuar a fazer na nossa ligação aos adeptos e sócios mostrando os nossos conteúdos, a nossa vida e ecletismo. Nas primeiras duas semanas tivemos mais de 300 mil ouvintes. Estamos bastante felizes com a Benfica FM, mesmo com o constrangimento de ser só digital o que nos causa prejuízos elevados", disse, em declarações à BTV.
Ao desenvolver, o vice-presidente encarnado visou o mau 'timing' da entidade: "É um projeto sustentável que o Benfica acredita que em 3 ou 5 anos conseguirá ter receitas positivas, mas limitado ao digital, a nossa estrutura de custos não esta adequada à receita. E a ERC deveria ter a sensibilidade nos timings de decisão, no prejuízo que nos está a causar."
José Gandarez: "Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão"
"Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão, mas não tem respaldo jurídico e vivemos num estado direito democrático. Se está dentro da lei, o projeto tem de ser deferido", apontou o dirigente das águias, que considera incompreensível este indeferimento por parte da ERC.
"A decisão não faz sentido, por ser diferente da jurisprudência do passado da ERC. Penso que será a primeira vez que um contrato de associação está a ser negado. Antes de arrancar com o projeto, o Benfica viu os requisitos e o que apresentámos foi de acordo com a lei, cumprindo todos os requisitos."