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Clube
16 Out 2024 | 09:46 |
Bruno Costa Carvalho, antigo candidato à Presidência do Benfica, apontou o dedo ao Ministério Público relativamente à acusação feita contra a SAD dos encarnados. O empresário referiu um 'showoff' por parte do orgão de justiça portuguesa e para uma ação "ridícula e patética".
"Começo por dizer que o MP é disparatado e gosta de fazer show off como vimos no caso Sócrates, no caso do Ricardo Salgado e em vários outros. Temos um MP pouco discreto e que gosta de fazer barulho e aparecer. Nada melhor do que através do Benfica. Eu acho que tudo isto que acabei de ler diz-me muito pouco neste momento. A exposição do caso dos emails foi patética e essa sim um crime. Depois, entre tudo o que vem nos emails nunca vi nada que fosse muito chocante", começou por dizer o ex-candidato a Presidente do Glorioso.
Daí até haver esta acusação e com este espetáculo todo de tirar o Benfica das competições soa-me ridículo, patético
"Nunca gostei muito da presença de Paulo Gonçalves no Benfica e sempre o disse, mas daí até haver esta acusação e com este espetáculo todo de tirar o Benfica das competições soa-me ridículo, patético. É o Ministério Público a querer meter-se em bicos de pé e ter mais visibilidade do que deveria querer ter", continuou.
"Trata-se do MP gostar das luzes da ribalta e não de ser discreto, que é o que a justiça devia ser. Tudo aquilo em que o MP faz muito barulho não vejo nada a concretizar-se. A justiça não devia ser espetáculo. Nunca vi nada que configurasse crime nos emails. Parece-me que é o alvo fácil que é o Benfica para muitos exporem-se e corrigirem outros lapsos. Gostava de ver esse rigor contra Sócrates, mas só vejo crimes a prescrever", apontou, ainda, o empresário.
"A montanha vai parir um rato. Nada disso tem pés na cabeça. Dá uma notícia de jornal bestial, mas nada disso vai acontecer", completou Bruno Costa Carvalho relativamente ao processo iniciado pelo Ministério Público.
É de referir que figuras como Rui Pinto, que foi peça de destaque no caso dos emails, e Mauro Xavier já reagiram à acusação feita pelo Ministério Público. Além disso, o Benfica partilhou um comunicado oficial, quebrando o silêncio sobre a participação judicial avançada pelo órgão de justiça nacional.
"O Sport Lisboa e Benfica e os seus advogados vão analisar em detalhe a acusação da qual foram hoje notificados e que responsabiliza o Benfica, em virtude de alegados atos imputados ao seu ex-presidente e a um antigo assessor", começaram por escrever as águias.
"Oportunamente tomarão posição processual, mas não restem dúvidas de que o Sport Lisboa e Benfica se defenderá, sem hesitar, de todas as acusações infundadas (e do que já foi possível analisar, estas são infundadas), bem como de tudo quanto afete ou possa ter afetado os seus direitos e interesses", concluiu o Clube da Luz.
Após alegações finais, tribunal acedeu ao pedido feito pelo Ministério Público, que considerava antigo dirigente das águias culpado dos seus atos
20 Mai 2026 | 09:52 |
Luís Filipe Vieira foi condenado no processo em que foi acusado de difamar publicamente João Malheiro. Pelo que foi revelado na sentença do julgamento que opôs o ex-presidente e antigo diretor de comunicação do Benfica, o antecessor de Rui Costa foi ordenado a pagar cerca de 6 mil euros ao conhecido jornalista.
Na tarde da passada terça-feira, 19 de maio, ficou conhecido o desfecho do processo que já se arrastava há alguns meses, em que João Malheiro apresentou uma queixa contra Luís Filipe Vieira, com base nas declarações que o ex-presidente proferiu em 2022, que denegriram a imagem pública do jornalista português.
Ainda a respeito da sentença, Luís Filipe Vieira, além de ter de pagar a dita indenização a João Malheiro, por comentários difamatórios sobre a forma como o jornalista foi prejudicado na saúde de Eusébio, foi igualmente condenado a pagar 50 euros ao Estado, durante 160 dias.
Segundo escreveu o jornal Record, já depois da sessão onde decorreram as alegações finais do julgamento, Luís Filipe Vieira e João Malheiro voltaram a estar frente a frente, com o ex-dirigente a apontar mais acusações, afirmando que o jornalista "bebia e muito" e que "por vezes, não estava em condições de estar no Benfica" por "estar bastante embriagado".
Luís Filipe Vieira, como se sabe, foi levado a tribunal devido às declarações que teve a respeito de João Malheiro. Numa entrevista concedida em 2022, o ex-presidente colocou em causa a amizade entre o antigo diretor de comunicação e Eusébio, afirmando que o mesmo alimentava o vício do pantera negra, apesar de saber que o mesmo "estava dependente do uísque". "Eram almoços de 3, 4, 5 horas. Se fossem amigos, não o deixavam beber", questionou Vieira na altura.
Antigo candidato à presidência das águias reconheceu que clube não esteve bem ao longo da época e pede esclarecimentos da parte de Rui Costa
19 Mai 2026 | 11:52 |
Com a época do Benfica a chegar ao fim, várias têm sido as vozes de contestação pela forma como o Clube tem sido gerido. Mais recentemente, Martim Mayer, antigo candidato à presidência das águias, lamentou ver o Glorioso "sem rumo" e pediu a Rui Costa, líder dos encarnados, que venha a público explicar o projeto que tem em mãos.
Martim Mayer: "Mais do que uma análise ao que correu mal, espero que o presidente consiga transmitir aos benfiquistas uma ideia clara de rumo, liderança e união"
"Mais do que uma análise ao que correu mal, espero que o presidente consiga transmitir aos benfiquistas uma ideia clara de rumo, liderança e união. Porque, olhando para esta época, uma das maiores fragilidades que senti foi precisamente a falta dessa união no universo benfiquista", começou por dizer o empresário, em declarações à Agência Lusa.
"E cabe ao presidente promovê-la. Rui Costa deveria ter comunicado mais, melhor e nos timings certos, porque no Benfica a capacidade de mobilizar e unir é absolutamente decisiva", apontou Martim Mayer, lamentando a falta de empenho da parte do presidente do Clube da Luz, igualmente visado por António Figueiredo.
Martim Mayer: "A verdade é que o Benfica falhou os seus principais objetivos: campeonato, Taça e apuramento para a próxima Champions"
"A verdade é que o Benfica falhou os seus principais objetivos: campeonato, Taça e apuramento para a próxima Champions. E quando um clube com a dimensão e responsabilidade do Benfica falha nos momentos decisivos de forma repetida, a época tem de ser considerada má", reconheceu o ex-candidato encarnado.
"A primeira tem a ver com a estruturação do projeto desportivo. Continua a faltar uma organização sólida, com objetivos de médio prazo e uma estratégia clara que sobreviva às mudanças de treinador e dê continuidade à filosofia e ao posicionamento do Benfica. O clube não pode continuar a viver demasiado dependente dos ciclos e das circunstâncias do momento", concluiu Martim Mayer, deixando um pedido a Rui Costa.
Antigo vice-preseidente dos encarnados abordou novamente tema da venda das ações do Rei dos Frangos e deixou um alerta sobre possíveis consequências
16 Mai 2026 | 10:29 |
A venda de mais de 15% da SAD do Benfica a um fundo norte-americano continua a dar que falar, e Jaime Antunes voltou a tecer comentários a respeito desse tema sensível. Numa entrevista recente, o antigo vice-presidente dos encarnados alertou que o Clube da Luz, liderado por Rui Costa, deve colocar os interesses do Glorioso à frente e bloquear a compra.
Jaime Antunes: "A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem"
"A SAD do Benfica e a administração da SAD do Benfica só aceitam este negócio se quiserem, porque os estatutos dizem que, quando se compram blocos de ações superiores a 2%, as ações de tipo A, ou seja, as ações que são detidas pelo Benfica, têm o direito de veto sobre essas transações, desde que o comprador esteja numa situação de concorrência com o Benfica", disse Jaime Antunes, em declarações à Agência Lusa.
"Por outro lado, os estatutos também definem o que é concorrência: é o comprador ter atividades na área do futebol ou da organização de eventos desportivos. Ora, é público que este fundo tem atividades na área da organização de eventos desportivos, porque gere arenas desportivas, e, agora, também foi anunciado o seu envolvimento, direto ou indireto, na compra do Veneza, em Itália. Portanto, a administração da SAD do Benfica tem tudo nas mãos para vetar o negócio, e eu acho que é isso que deve fazer", sublinhou o antigo vice-presidente do Glorioso.
Jaime Antunes: "Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica"
"A administração do Benfica na altura vetou o negócio e, por isso, é que John Textor acabou por não concretizar a compra das ações da SAD, porque era concorrente do Benfica em determinadas áreas. Portanto, agora, a administração da SAD tem todas as possibilidades, se assim entender, para vetar esta compra", apontou Jaime Antunes, recordando o artigo 13 que impediu a entrada de John Textor na sociedade vermelha e branca.
"Se a SAD não vetar o negócio, nós podemos considerar que há um prejuízo grave de uma estratégia futura do Benfica e da SAD do Benfica, e os sócios do Benfica poderão ser parte interessada numa contestação. Mas, para já, vamos esperar pela decisão da direção do Benfica", avisou o ex-dirigente à Lusa.