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Clube
01 Out 2024 | 12:02 |
Bruno Prata, jornalista e fundador do jornal O Jogo, reconheceu que Rui Costa está a passar uma fase difícil à ‘cabeça’ do Benfica. Porém, nem por isso deixou de lançar apontamentos e críticas ao Presidente das águias, afirmando que o mesmo tem “uma incapacidade muito grande de decisão.”
“A primeira responsabilidade de um líder é definir a realidade e Rui Costa (RC), por quem sempre tive apreço, é suficientemente astuto para saber que o seu horizonte como presidente do Benfica está hoje ainda mais subordinado do que já é hábito no futebol português ao sucesso desportivo da equipa agora treinada por Bruno Lage”, começou por dizer o fundador do jornal O JOGO.
“RC viu a sua imagem deteriorizar-se rapidamente à conta não só do fiasco em que se foi transformando a aposta em Roger Schmidt (cuja renovação e posterior rescisão mereceram, soube-se agora, a anuência de toda a comissão executiva da SAD), mas também em resultado das lutas fratricidas que sobrevivem, cada vez mais, num Benfica balcanizado e já em período pré-eleitoral”, começou por dizer.
“As recentes, palpitantes e arrivistas entrevistas de Luís Filipe Vieira (LFV) e Luís Mendes (LM), bem como o decorrente chumbo, em Assembleia Geral, das contas do clube são algumas manifestações recentes dessa desagregação. Uma desarmonia que, evidentemente, está a ser acelerada pelo enfrentamento eleitoral previsto para daqui a um ano. Em vez de se vitimar, RC devia era refletir. E até aprender com algumas das críticas que lhe são dirigidas”, atirou Bruno Prata.
“O atual presidente do Benfica não é líder e tem uma incapacidade muito grande de decisão.”
“Ninguém pode exigir que Rui Costa vá contra a sua natureza e que, aos 52 anos, modifique radicalmente as suas idiossincrasias. Mas nem por isso deixa de ser sintomático que LFV e LM (personalidades que estão nos antípodas das tendências e até das aptidões) se tenham harmonizado quando defenderam, respetivamente, que o atual presidente do Benfica não é líder e tem uma incapacidade muito grande de decisão."
“A análise da gestão de RC até ao momento exige uma avaliação abrangente, considerando os desafios que herdou, as promessas que fez, as decisões que tomou e os resultados obtidos, conjunto de circunstâncias que escrutinamos noutros espaços desta página. Mas, independentemente disso, salta à vista a necessidade de RC perceber rapidamente que é difícil liderar uma cavalaria se antes não tivermos o cuidado de aprender a montar a cavalo…”, terminou ferozmente.
“É difícil liderar uma cavalaria se antes não tivermos o cuidado de aprender a montar a cavalo…”
Dupla importante acaba em divórcio com grupo político encarnado com antigo candidato à presidência entre os membros a desligar-se
18 Out 2026 | 15:16 |
A vida associativa do Benfica continua marcada por movimentações e divergências. Este domingo, o movimento Servir o Benfica anunciou, através de um comunicado oficial, o fim da ligação a Francisco Benitez e Guilherme Fontes.
Francisco Benitez foi uma das figuras de destaque do movimento, tendo sido o candidato à presidência do Benfica nas eleições de 2021, nas quais acabou derrotado por Rui Costa. Um ano antes, integrou também o processo eleitoral encarnado, ao ser proposto para a liderança da Mesa da Assembleia Geral na lista encabeçada por João Noronha Lopes, em 2020.
A decisão agora anunciada surge na sequência da integração de Benitez na plataforma UNUM, um grupo independente criado em setembro de 2026 por 32 adeptos e figuras ligadas ao universo benfiquista. Apresentada como uma "casa de ideias", a iniciativa está associada ao movimento Benfica de Todos.
Perante este novo envolvimento, o Servir o Benfica esclareceu que não faz parte de outras iniciativas promovidas por sócios, nem presta apoio institucional a esses projetos. No comunicado, o movimento oficializa, assim, o afastamento de Francisco Benitez e Guilherme Fontes, sublinhando que a decisão do antigo rosto da candidatura presidencial foi tomada a “título individual”.
Esta separação representa mais um episódio na dinâmica associativa do clube da Luz, num contexto em que diferentes grupos, como o recém formado UNUM, e plataformas procuram afirmar as suas ideias e posições sobre o futuro do Benfica.
Claque das águias parece estar envolvida em muitas confusões nos estádios e nos bastidores, mas alguns membros podem estar à trabalhar para o Clube
17 Out 2026 | 12:42 |
A presença de elementos dos No Name Boys na empresa responsável por serviços de segurança ao Benfica está a levantar questões sobre a separação entre o papel de adepto e o exercício de funções profissionais no Estádio da Luz. Vários membros da claque integram os quadros da PM - Segurança, situação que terá estado na origem de episódios de tensão dentro e fora do recinto.
A empresa terá sido criada durante os mandatos de Luís Filipe Vieira e começou por assegurar a segurança do centro de treinos do Seixal, alargando posteriormente a atividade a outras áreas do universo encarnado. É gerida por Paulo Magalhães, antigo pugilista do Benfica, que, de acordo com a informação avançada pelo Correio da Manhã, terá recrutado vários elementos ligados à claque.
A polémica prende-se com a alegada acumulação de funções: alguns dos trabalhadores estarão envolvidos em tarefas de vigilância e revistas a adeptos nos dias de jogo, regressando noutras ocasiões às bancadas enquanto apoiantes do Benfica. Segundo as notícias divulgadas, esta sobreposição terá contribuído para momentos de tensão, incluindo situações envolvendo adeptos de clubes rivais. Não foram, contudo, divulgados publicamente todos os detalhes dos episódios referidos.
Fundados a 4 de março de 1992, os No Name Boys nasceram de uma cisão no seio dos Diabos Vermelhos e tornaram-se um dos principais grupos organizados de apoio ao Benfica. A claque ocupa habitualmente setores da bancada Sul do Estádio da Luz e acompanha a equipa em jogos nacionais e internacionais.
O grupo não está registado oficialmente nos termos aplicáveis aos grupos organizados de adeptos. A questão da legalização tem sido motivo de debate, nomeadamente devido às exigências legais relativas à identificação dos membros e às condições de apoio às claques.
Antigo dirigente encarnado defende uma profunda mudança na organização do Clube e considera que a ambição europeia exige muito mais
15 Out 2026 | 10:55 |
O Benfica continua a viver demasiado preso às urgências do futebol, na perspetiva de Fernando Tavares, que defende uma reflexão profunda sobre o futuro da instituição. Para o antigo dirigente, a ambição de competir regularmente com a elite europeia exige mudanças que vão muito além dos resultados da equipa principal.
F. Tavares: " O Benfica não pode continuar a ser gerido ao sabor do futebol"
"O Benfica não pode continuar a ser gerido domingo a domingo ao sabor dos resultados da sua equipa de futebol", escreveu, no jornal Record, considerando que o desafio é também "estrutural, organizacional e empresarial".
Uma das propostas centrais passa pela reorganização da Benfica SAD e pela eventual recompra de parte das participações dispersas em mercado. "O Benfica deve estudar a possibilidade de recomprar parte das participações e ações dispersas em mercado, reforçando a sua capacidade de influência e reorganizando a estrutura de capital em função de uma visão estratégica de longo prazo", defendeu.
F. Tavares: "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos"
O antigo vice-presidente considera igualmente importante simplificar o universo empresarial do Grupo Benfica, eliminando estruturas redundantes e aumentando a transparência, defendendo ainda uma revisão dos fluxos financeiros internos, a regularização da dívida entre o Clube e a SAD e uma avaliação independente do Estádio da Luz - que tem novo espaço de luxo - , para que os ativos reflitam adequadamente o seu valor. "O Benfica beneficiaria de uma revisão global dos fluxos financeiros internos, assegurando que receitas, custos, ativos e responsabilidades estão alinhados com a realidade operacional de cada entidade", sustenta.
Na sua conclusão, Fernando Tavares deixa uma das mensagens mais fortes do texto sobre o caminho que considera necessário para as águias. "O Benfica passou as últimas duas décadas a profissionalizar a sua atividade desportiva. É tempo de profissionalizar a arquitetura que suporta essa atividade... A elite europeia não se alcança apenas através do talento desportivo. Conquista-se, sobretudo, através da qualidade das estruturas que sustentam esse talento", rematou.
Psicólogo defende que Benfica tem um papel fundamental para o bem-estar de Lisboa
09 Out 2026 | 12:57