Futebol
Al Ittihad adia investida por titular do Benfica e Marco Silva respira de alívio
29 Ago 2026 | 15:07
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27 Abr 2026 | 14:31 |
A exibição de Franjo Ivanovic, que alcançou o primeiro bis de águia ao peito, diante do Moreirense esteve em destaque na imprensa croata. Horas depois da goleada do Benfica, os jornais locais abordaram os 15 minutos do avançado em campo e ainda deram conta das palavras de José Mourinho a respeito do Mundial 2026.
Depois de falhar a convocatória para os particulares da seleção da Croácia, que decorreram no mês de março, parece que o nome de Ivanovic voltou a entrar no lote de possíveis avançados a terem um lugar na lista final a pensar no Campeonato do Mundo, que será divulgado no próximo dia 18 de maio.
No que diz respeito à exibição frente ao Moreirense, Ivanovic foi bastante elogiado pela imprensa croata. "A confiança e o instinto matador", apontou o portal Nogometni Vijesti, sobre a performance do camisola 9 diante do Moreirense. "15 minutos de grande nível e aproveitou a oportunidade da melhor forma possível", apontou o Rijeka Danas.
Com os dois golos apontados aos cónegos, Ivanovic ganha nova vida no Benfica e até pode sonhar com uma possível presença no Mundial. No entanto, a imprensa local adianta que neste momento, o avançado do Benfica terá de superar a concorrência de mais dois compatriotas por essa vaga: Petar Musa, que já jogou de águia ao peito, e Igor Matanovic, ponta-de-lança do Friburgo.
Na presente temporada, ao serviço do Benfica, Franjo Ivanovic - avaliado em 18 milhões de euros - já realizou 40 partidas oficiais: 23 na Liga Portugal Betclic, 11 na Liga dos Campeões, quatro na Taça de Portugal e duas na Taça da Liga. Nos 1.291 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o croata apontou oito golos e fez duas assistências.
Após a chegada de Marco Silva, o desempenho ofensivo das águias começa a todo o vapor e consegue feito que passou cinco décadas intocável
29 Ago 2026 | 16:20 |
A frase proferida por Marco Silva a 12 de junho, no dia da sua apresentação como novo treinador das águias, ganha cada vez mais força à medida que a temporada avança: “Queremos ser uma equipa dominadora. Na minha opinião, é isso que representa o Benfica.” Pouco mais de dois meses depois do início dos trabalhos no Benfica Campus, a influência do técnico já é evidente, sobretudo na capacidade ofensiva da equipa.
Com os três golos apontados na Dinamarca frente ao Aarhus, o Benfica chegou aos 28 golos em apenas oito jogos oficiais, registando uma impressionante média de 3,5 golos por partida. Um arranque goleador que coloca a equipa de Marco Silva muito perto de um registo histórico e obriga a recuar cinco décadas para encontrar um início de temporada ainda mais produtivo.
É preciso voltar a 1975/76 para encontrar um Benfica com mais golos nos primeiros oito encontros oficiais. Na altura, a equipa orientada por Mário Wilson tinha marcado 29 vezes, beneficiando de duas goleadas expressivas frente ao Fenerbahçe, por 7-0, e ao Leixões, por 9-1. Ou seja, meio século depois, o conjunto de Marco Silva está apenas a um golo de igualar essa marca histórica.
No entanto, neste capítulo, o atual treinador leva vantagem sobre Mário Wilson. Há 50 anos, o Benfica perdeu dois jogos e empatou outro nos primeiros oito encontros da temporada. Marco Silva soma, pelo contrário, cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Os tropeços diante do St. Gallen (2-1), Hearts (1-1) e Académico de Viseu (2-2) não impediram as águias de atingir o objetivo europeu, embora o empate caseiro no campeonato continue a ser um resultado lamentado pelo técnico.
Apesar de os adversários encontrados até ao momento não serem, na sua maioria, de primeira linha, o Benfica tem demonstrado capacidade para encontrar soluções ofensivas mesmo perante equipas mais fechadas. O verdadeiro teste, contudo, aproxima-se: a 20 de setembro, as águias visitam o Porto, num clássico que poderá medir até que ponto este Benfica dominador e goleador está preparado para os grandes desafios da temporada.
Treinador analisa atual cenário onde não há um claro favorito para vencer o prémio e define que há um claro nome claro para levar galardão
29 Ago 2026 | 16:18 |
José Mourinho não tem dúvidas sobre quem merece conquistar a Bola de Ouro de 2026. Embora não tenha pronunciado diretamente o nome do jogador, o treinador do Real Madrid deixou uma forte indicação de que o prémio deveria ser entregue a Kylian Mbappé, uma das grandes figuras da equipa merengue.
O técnico português defende que a distinção deve reconhecer jogadores capazes de deixar um legado duradouro no futebol, em vez de premiar exclusivamente quem conquista os principais títulos coletivos da temporada. A referência de Mourinho a "quem fez história a nível individual este verão" aponta para Mbappé, numa posição que o treinador já tinha manifestado anteriormente no Santiago Bernabéu.
Os números ajudam a sustentar o argumento. Desde o último Mundial, Mbappé é o melhor marcador da competição, com 22 golos em 22 jogos, distribuídos por três edições. O avançado francês tem, assim, apresentado uma regularidade goleadora que Mourinho considera merecedora de reconhecimento individual.
"Para mim, a Bola de Ouro tem de ser para aqueles jogadores de quem, quando se retiram, sentimos saudades para a eternidade. Sinto falta de Maradona, Ronaldo, Ronaldinho, Cristiano, Messi, Zidane, Matthaus... Não se pode dar a Bola de Ouro porque se ganhou a Champions ou o Mundial", afirmou Mourinho.
Na mesma conferência de imprensa, de antevisão ao encontro frente ao Málaga, Mourinho abordou ainda a preocupação com as pausas para as seleções. "Os jogos das seleções preocupam-me. É muito tempo. Os jogadores que vão e jogam preocupam-me menos do que os que são convocados e não jogam. Esses preocupam-me muitíssimo", confessou.
Jogador é um dos grandes destaque das águias no início da temporada e comentador faz elogios ao momento vivido nos encarnados
29 Ago 2026 | 16:12 |
O grande momento de Gianluca Prestianni no arranque da temporada do Benfica continua a despertar elogios. Além dos golos e das assistências, o jovem extremo argentino tem-se destacado pela capacidade de desequilibrar no um para um, recorrendo à criatividade e a dribles que deixam os adversários em dificuldades. Um estilo de jogo que chamou particularmente a atenção de Luís Aguilar.
Luís Aguilar: "é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni..."
“Aprender que a vergonha de perder a bola durava menos do que a alegria de voltar a pedi-la. Ninguém dizia ao miúdo para ser criativo. A criatividade era a única saída. Esse tipo de jogador está em vias de extinção. Por isso, é ainda tão saboroso ver alguém como Prestianni”, escreveu no jornal 'A Bola'.
Para Luís Aguilar, a forma como o argentino encara cada lance remete para uma época em que o futebol era vivido de maneira mais espontânea e romântica. Prestianni parece recuperar essa essência ao procurar constantemente o adversário, assumindo o risco como parte natural do seu jogo e tendo sempre a baliza como objetivo.
A análise, contudo, não pretende transformar as dificuldades do passado numa fórmula ideal de formação. Aguilar reconhece que o futebol de rua também estava associado à falta de condições e ao abandono, não devendo ser confundido com um modelo de desenvolvimento obrigatório.
“A fazer um grande arranque de época, com apenas 20 anos, o miúdo argentino joga como se ainda trouxesse a rua agarrada às botas. Recebe a bola e procura o adversário. Não para fugir dele. Para o desafiar. Ainda acredita que uma finta pode servir para chegar à baliza. Não se trata de pedir o regresso romântico a uma infância pobre. A rua também era abandono. Também era falta de condições. Ninguém deve confundir carência com método. Um buraco no asfalto não é um plano de formação”, finalizou.