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Mourinho não foi logo para o balneário do Benfica e explicou porquê: "Não invento histórias"
29 Nov 2025 | 23:29
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30 Nov 2025 | 10:55 |
Rodrigo Rêgo está a viver um autêntico sonho de águia ao peito. O jovem futebolista, no espaço de uma semana, estreou-se pela equipa principal do Benfica em três competições diferentes, tendo repetido o feito na tarde de ontem, 29 de novembro, ao jogar no triunfo dos encarnados frente ao Nacional (2-1).
Depois de somar minutos na Taça de Portugal e na Liga dos Campeões, o camisola 67 registou a sua primeira presença na principal divisão do futebol nacional e logo a titular, tal como já tinha acontecido diante do Atlético, onde chegou a cumprir os 90 minutos em campo, ajudando a equipa a seguir em frente na competição.
Rodrigo Rêgo foi novamente aposta por parte de José Mourinho, uma vez que o Special One precisava de mexer na equipa face à ausência de Richard Ríos, que ficou fora da partida na Choupana por acumulação de amarelos, tendo ainda assim registado uma exibição positiva.
No reduto dos insulares, o jovem de 20 anos, natural de Aveiro, cumpriu 58 minutos em campo, mas deixou boas indicações ao Special One. Enquanto jogou, Rêgo registou quatro remates, duas ocasiões criadas, dois dribles completados e uma eficácia de passe a rondar os 84,2%.
Uma semana de sonho para o jovem avançado do Clube da Luz, que somou minutos em competições diferentes. Na presente temporada desportiva, Rodrigo Rêgo — atualmente avaliado em 150 mil euros — já somou três partidas oficiais pelo plantel principal do Benfica. Nos 149 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o camisola 67 não desiludiu.
Em análise aos principais lances na partida que decorreu na Choupana, especialista considera que VAR deveria ter tido uma melhor intervenção
30 Nov 2025 | 10:23 |
Pedro Henriques não tem dúvidas em relação a um lance que aconteceu na Choupana. Segundo o especialista em arbitragem, ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do Benfica, depois de uma falta cometida sobre Leandro Barreiro, na área do Nacional, apesar de o jogador não estar envolvido na jogada.
Pedro Henriques: "Qualquer infração que ocorra, mesmo longe do esférico, tem de ser penalizada"
Citado pelo jornal A Bola, na edição deste domingo, 30 de novembro, o antigo árbitro e agora correspondente para o diário desportivo esclareceu que, de facto, houve uma infração sobre o jogador encarnado, vincando que o VAR deveria ter intervindo para avisar o árbitro da partida, Iancu Vasilica.
"Desde que a bola esteja dentro do terreno de jogo e com o jogo a decorrer, qualquer infração que ocorra, mesmo longe do esférico, tem de ser penalizada", começou por dizer Pedro Henriques, explicando que existe uma falta, apesar de o camisola 18 do Benfica não estar diretamente envolvido na jogada que estava a decorrer.
Pedro Henriques: "Sendo falta longe da bola e, sobretudo, dos olhos do árbitro, impunha-se a intervenção do VAR"
"Ora, este é um bom exemplo em que há um empurrão, claro e evidente, de Matheus Dias sobre Barreiro, no interior da área insular, com a bola a ser jogada a mais de 25 metros no corredor direito do ataque dos encarnados", explicou Pedro Henriques.
"Sendo falta longe da bola e, sobretudo, dos olhos do árbitro, impunha-se a intervenção do VAR", sentenciou o especialista citado pelo jornal A Bola. Recorde-se que o jogo em questão terminou com um triunfo dos encarnados. Os golos do Benfica apenas surgiram no período de descontos, apontados por Gianluca Prestianni e Vangelis Pavlidis.
Jogada que teve repercussões no resultado frente aos insulares acabou por estancar registo que tem vindo a perseguir o emblema da Luz
30 Nov 2025 | 09:38 |
O golo do triunfo surgiu apenas em cima do tempo de descontos, contrariando a tendência. O Benfica teve de suar — apesar do domínio — para derrotar o Nacional (2-1), e as águias apenas suspiraram de alívio no período de compensação, graças a uma combinação entre Vangelis Pavlidis e Andreas Schjelderup.
Numa temporada em que os descontos têm sido muito penalizadores para o Benfica, onde perdeu vários pontos com golos sofridos nesse período, o que aconteceu na Choupana foi algo refrescante para a equipa de José Mourinho, com o avançado grego a começar a responder ao prejuízo da águia.
O camisola 14 evitou, assim, aquilo que poderia ter sido mais um desastre no período de compensação. Apesar de ter resgatado, frente ao Nacional, três pontos para o Benfica, o feito de Pavlidis não apaga o registo que persegue o Clube da Luz na presente edição do campeonato nacional.
Antes da visita à Choupana, os encarnados já tinham perdido um total de 10 pontos. Deixando o empate do Clássico à parte, as igualdades cedidas frente ao Casa Pia (2-2), Santa Clara (1-1) e Rio Ave (1-1) aconteceram todas nos descontos, numa altura em que o Clube da Luz não teve discernimento para segurar a vantagem mínima.
Este pode ser, de facto, um ponto de viragem nas abordagens do Glorioso a estes minutos fatídicos. Na presente temporada, Vangelis Pavlidis — atualmente avaliado em 35 milhões de euros — já realizou 25 partidas oficiais com o Manto Sagrado do Benfica. Nos 2.021 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, o camisola 14 regista 16 golos e duas assistências.
Treinador português reconheceu que equipa passou por algumas dificuldades, mas assumiu que domínio sobre insulares foi mais do que esclarecedor
30 Nov 2025 | 09:09 |
José Mourinho não escondeu a satisfação pelo resultado obtido na Choupana. No final da partida, em que o Benfica derrotou o Nacional (2-1), o treinador português fez questão de destacar alguns pontos que marcaram a exibição das águias, entre os quais o claro domínio vermelho-e-branco durante a primeira parte.
José Mourinho: "Não permitimos ao Nacional criar nenhuma situação de perigo"
Na sala de conferências do Estádio da Choupana, José Mourinho começou por destacar o trabalho que a equipa teve na etapa inicial: "Não permitimos ao Nacional criar nenhuma situação de perigo. Jogámos sempre no meio-campo adversário, a equipa muito organizada. No momento da perda de bola, a equipa muito organizada a recuperar e a não permitir ao Nacional qualquer tipo de contra-ataque".
"Acho que na primeira parte já deveríamos estar a ganhar. Na segunda parte, na minha opinião, entrámos tão bem quanto na primeira", acrescentou José Mourinho, constatando que o resultado ao intervalo não espelhava o que realmente tinha acontecido no relvado.
José Mourinho: "É uma vitória obviamente difícil, mas é uma vitória muito, muito, muito merecida"
Sobre o lance que deu a vantagem ao Nacional, o técnico português felicitou a reação que a formação encarnada teve: "O único erro que nós cometemos na zona defensiva, o Nacional faz o golo. E depois, aí estamos no limiar do risco e a equipa teve uma resposta extraordinária".
"Nós em Guimarães tivemos uma muito boa segunda parte, mas aqui tivemos um bom jogo durante os 90 minutos. É uma vitória obviamente difícil, mas é uma vitória muito, muito, muito merecida", acrescentou, por fim, José Mourinho, em declarações na conferência de imprensa no final do encontro.