APONTAMENTO – Vermelho e Branco: Vieira e Rui Costa são a face da mesma moeda
Críticas ao Benfica, atual Direção, bem como a divisão dos adeptos; Clube da Luz acusado de má gestão e negócios pouco transparentes
18 Nov 2024 | 12:15
A popular expressão define decisões, seja nas empresas, no estado ou nas associações, que não passam de manobras de maquilhagem de um problema sem no fundo o resolver.
A popular expressão define decisões, seja nas empresas, no estado ou nas associações, que não passam de manobras de maquilhagem de um problema sem no fundo o resolver.
Assistimos nos últimos meses à máquina de propaganda ao serviço de Pedro Proença, muita dela alimentada pela Liga de Clubes, o que é eticamente no mínimo reprovável, na sua ambição desmedida para ser o novo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Proença, é um bom exemplo português, que mais vale parecer do que ser, um péssimo árbitro, que podia ser um bom dirigente, mas também nestas funções mantém a bitola baixa que o acompanhou durante a sua longa carreira, mesmo que tenha arbitrado uma final de um Europeu, daquelas surpresas que as sempre "transparentes" UEFA e FIFA nos fazem sorrir de estupefação.
Proença, o homem que em Dezembro de 2001 conseguiu amarelar Pedro Emanuel aos 94 minutos de um jogo, onde o mesmo atleta até aos 81 minutos dessa partida tenha cometido 8 faltas, repito 8 faltas sobre Pedro Mantorras.
O que fez então Pedro Proença desde 2015, ano em que foi eleito pela 1 ª vez, para tamanha quantidade de elogios?
Quadros competitivos da Liga - inalterados. Depois de 8 épocas de a Liga ser disputada a 16 clubes (redução mesmo assim insuficiente), com a decisão de reintegrar o Boavista FC na época 2014/15 alargando dessa forma a Liga para 18 clubes. Uma situação que devia ser temporária que ficou...permanente com Pedro Proença no comando.
Aumento de assistências - factual, só existe um pequenino senão, esse aumento deve-se e muito ao Sport Lisboa e Benfica, que mesmo em épocas más, como a anterior, conseguiu ser o único clube acima dos 80 % de taxa de ocupação média nos jogos disputados na condição de visitado, repito o único.
Na época 2022/23 só três clubes passaram a barreira dos 80 %, o incomparável Sport Lisboa e Benfica, o FC Porto e o Marítimo. Na época passada para além do incomparável, só mais três clubes passaram a barreira dos 75 %, FC Porto, Sporting CP e SC Farense. A bizarria de ter estádios com bancadas com publicidade e não disponíveis para os adeptos, como sucede nos estádios do Estoril-Praia, Estrela da Amadora ou Santa Clara, demonstra bem o interesse que a competição consegue gerar.
Taça da Liga - Disputada a sua final até à época 2015/16 no final da época desportiva, neste caso de facto existiu uma alteração a criação da Final Four, disputada em pleno mês de Janeiro, forçando os clubes com ambições europeias a disputar dois jogos num curto espaço de tempo. Do génio, Proença! Nesta época mais uma decisão genial, com um novo formato num fato à medida para os 3 principais clubes alcançarem a final four, tendo a bizarria de caso o Estoril-Praia, finalista na edição anterior, a tivesse conquistado ficaria impossibilitado de defender o troféu. Numa Liga com tanta gente pensante, ninguém sugeriu até hoje utilizar a Taça da Liga na pré-época. Num formato a eliminatórias, que possibilitaria o primeiro contacto oficial dos adeptos com as suas equipas.
Adeptos & Família - tacitamente de acordo com o Cartão de Adepto, que só caiu pela união dos adeptos, mas mantendo as ZCEAPs que a Liga pouco ou nada faz para as terminar. O futebol para as famílias, como a Liga tanta propaganda faz, é o futebol onde existem bancadas onde adeptos são proibidos de utilizar os adereços do seu clube e onde são identificados se levarem bandeiras com dimensões superiores às determinadas por uma Lei que a Liga de forma submissa aceita sem a questionar.
Centralização dos direitos audiovisuais - o milagre da multiplicação. A quimera do futebol português, onde clubes continuam a competir mesmo com ordenados em atraso e sem cumprir as suas obrigações com o estado ou fornecedores, sendo inclusive alguns deles impedidos de inscrever jogadores (pela FIFA claro, que a Liga pelos seus dirigentes está tudo bem). Uma Liga que está disponível para enfraquecer os principais clubes e geradores das principais receitas, colocando dessa forma em causa a sua competitividade internacional. Uma Liga incapaz de forçar horários de transmissões televisivas que coloquem a Liga Portugal em primeiro lugar, acredita mesmo na sua internacionalização?
Proença, não serve para o futebol português, se este é o legado na Liga imaginem o que será na Federação, mas convém que quem quiser suceder a Fernando Gomes, apresente as suas propostas para o futebol nacional e que não lute nos bastidores com os caciques do costume, e para isso é necessário de saber qual a ideia e projeto de quem pretende liderar o futebol português, nomeadamente:
- Requalificação dos quadros competitivos do futebol profissional, como e de que forma?
- Centralização dos direitos audiovisuais, como sensibilizar o governo para atrasar a sua implementação até o primeiro ponto estar concluído?
- Como melhorar a experiência do adepto, seja no estádio ou na transmissão, garantindo jogos a horas consentâneas com a realidade nacional?
- Como garantir a requalificação dos estádios dos clubes, melhorando o conforto e a segurança (inenarrável o que ocorreu em 2019 quando milhares Benfiquistas lotaram uma bancada em Vila do Conde sem condições de segurança, tendo a mesma sido demolida meses depois) daqueles que geram receitas para os clubes, os adeptos?
- Como garantir a independência da arbitragem nacional, avançar com a sua autonomia total como já é feito noutros países?
Finalizo este artigo, minutos depois de prestar testemunho na PSP devido ao triste e lamentável episódio em que uma criança Benfiquista (mas o sentimento seria igual se fosse adepta de outro clube) foi obrigada a despir a camisola do seu clube num jogo disputado em Famalicão em 2022...é esta a imagem da Liga do Proença.
O futebol é a coisa mais importante de tudo o que não é importante, disse um dia o mítico Arrigo Sacchi. Na passada semana o meu amigo João Diogo Manteigas, perdeu um dos seus insubstituíveis, e quando isso sucede é como se uma parte de nós deixasse de existir, ao meu amigo João Diogo Manteigas, colunista deste espaço e futuro Presidente do Sport Lisboa e Benfica, assim o espero e desejo, um forte e sentido abraço.
Viva o Sport Lisboa e Benfica!
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