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Clube
01 Jan 2024 | 17:30 |
Com o ano de 2023 a terminar o Glorioso 1904 reuniu os cinco golos mais significativos do Benfica no presente ano civil que viu o Clube da Luz coroar-se campeão nacional pela 38ª vez na sua longa história. Confira aqui o top-5 de golos do Benfica em 2023:
Chiquinho frente ao Gil Vicente (22/23)
Ainda soavam os ecos da ‘semana negra’ que viu o Benfica, além da eliminação da Liga dos Campeões, perder frente a Porto e Chaves e deixar o Campeonato preso ‘por um fio’ já na reta final da época, quando os encarnados visitaram Barcelos.
Uma vitória magra em casa frente ao Estoril não foi o suficiente para suprimir o trauma deixado pelos quatro jogos consecutivos sem vencer, mas em Barcelos seria a ‘prova dos nove’ e foi então que Chiquinho apareceu.
Aos 74 minutos, com o jogo empatado a zeros e os Benfiquistas ‘assustados’, Chiquinho foi assistido por Fredrik Aursnes para colocar a bola dentro da baliza barcelense, abrindo o marcador a favor das águias que acabariam por vencer a partida por 2-0 frente ao Gil Vicente no jogo da 30ª jornada da Liga.
Rafa frente ao Braga (22/23)
O golo mais festejado pelos Benfiquistas em 2023? Com certeza o de Rafa Silva frente ao Braga, no Estádio da Luz, em jogo a contar para a 31ª jornada do Campeonato Nacional 2022/2023.
Tal como seria de esperar o duelo frente aos bracarenses estava a ser duro para as águias, sendo que a turma nortenha ainda tinha hipóteses de se sagrar campeã, contudo aos 67 minutos um golo do antigo internacional português viria a selar uma importante vitória na caminhada rumo ao 38.
Numa correria desde o meio-campo, Rafa só pararia na cara de Matheus para colocar o esférico dentro da baliza bracarense e ajudar com mais três pontos a causa Benfiquista do ano.
João Neves frente ao Sporting (22/23)
O Benfica deslocou-se a Alvalade com um só objetivo em mente: selar matematicamente o 38º título de campeão nacional e fazer a festa na casa do rival, reproduzindo algo que já havia na longínqua década de 70, ainda com Eusébio em campo.
A primeira parte, contudo, destruiu o otimismo que se vivia no seio das hostes encarnadas, tendo as águias ido para intervalo a perder por 2-0 com os leões e manietadas pela equipa de Rúben Amorim.
O cenário, contudo, inverteria-se no segundo tempo e, através de uma grande reação, o Benfica chegou à igualdade, já nos descontos, com golo do miúdo… João Neves. Golo que permitiria até mesmo um empate na última jornada, em casa, frente ao Santa Clara e festejado como tal.
Di Maria frente ao Porto na Supertaça (23/24)
Chegou, viu e venceu… Foi assim a história do regresso de Ángel Di María ao Benfica que o fez de forma literal, conquistando a Supertaça Cândido de Oliveira no seu primeiro encontro oficial desde que chegara a Lisboa. Mais do que isso, o argentino mostrou ao que vinha e abriu o marcador a favor das águias, assistido por outro reforço, Orkun Kokçu, tendo colocado água na boca de todos os Benfiquistas nesse preciso momento.
O campeão do mundo voltaria a fazer o gosto ao pé frente aos portistas, mas para o Campeonato Nacional, no Estádio da Luz, em jogo que o Benfica venceu por 1-0, com golo de sua autoria.
Tengstedt frente ao Sporting (23/24)
O golo de Casper Tengstedt frente ao eterno rival da Segunda Circular mesmo ao cair do pano do último dérbi não podia faltar na lista e deverá ser o golo que mais ficou na retina dos Benfiquistas neste ano civil de 2023.
Os encarnados encontraram-se a perder com o Sporting já no tempo de compensação, tendo um golo de João Neves (déja vu?) alimentado a esperança nas hostes da Luz para os instantes finais.
O autor do golo não poderia ter sido mais inesperado… Casper Tengstedt. Avançado que só havia marcado por uma vez envergando o manto sagrado e consagrou-se assim como herói inesperado de um dos dérbies mais icónicos da história e que deu, na altura, a liderança do Campeonato ao Clube da Luz.
Emblema verde e branco está avaliado em 250 milhões de euros, depois de registar um crescimento de cerca de 35% no último ano
21 Ago 2026 | 15:00 |
O Sporting ultrapassou o Benfica e tornou-se o clube português com a marca mais valiosa, segundo os dados do relatório Football 50 2026, elaborado pela consultora Brand Finance. Os leões estão avaliados em 250 milhões de euros, depois de registarem um crescimento de 35% no último ano, passando para a frente das águias, que também valorizaram, mas ficaram nos 219 milhões de euros.
O Porto aparece no terceiro lugar entre os emblemas portugueses, com uma avaliação de 192 milhões de euros, correspondente a uma subida de 7%. No entanto, os dragões podem reclamar outro estatuto: apesar de valerem menos financeiramente do que Sporting e Benfica, continuam a ser considerados a marca portuguesa de clubes mais forte, sendo reconhecidos por 95% dos adeptos a nível internacional.
André Bernardo, administrador da SAD e vice-presidente leonino, explicou a estratégia seguida pelos leões: "Partimos para isto de forma a tornar visível algo que não mudou desde 1906: uma identidade que expressa com mais fidelidade quem somos e, a partir daí, a amplifica globalmente. O Sporting foi fundado em torno da formação do ser humano, tendo o desporto como método e não como fim. Chamamos a isso o lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. A 1 de julho completámos 120 anos desse lema a ser passado de geração em geração. Por isso, a questão nunca foi "o que deveríamos ser?", mas sim "o que é que sempre fomos e como fazemos da marca o seu reflexo mais verdadeiro?" A resposta foi um sistema de cinco pontos cardinais: emblema, coroa, leão, listas e porta 10-A, cada um carregando a sua própria simbologia, trabalhando agora em simbiose como uma só identidade".
O relatório mostra, assim, uma evolução significativa dos três grandes portugueses. O Sporting foi o que mais cresceu e chegou aos 250 milhões de euros, ocupando o 19.º lugar a nível mundial, enquanto o Benfica - que está perto de contratar João Palhinha - aparece logo atrás na corrida. Já o Porto, apesar dos 192 milhões de valor de marca, mantém a liderança portuguesa no indicador de força da marca.
A nível internacional, o topo continua entregue ao Real Madrid, que mantém o estatuto de clube com a marca mais valiosa do mundo, avaliada em 2,4 mil milhões de euros. O Barcelona surge na segunda posição, com um valor de 2 mil milhões, fechando um pódio muito distante dos valores apresentados pelos três grandes do futebol português.
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel: