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Clube
04 Mai 2026 | 15:14 |
Uma semana depois de José António dos Santos ter revelado que chegou a um acordo para a venda da sua participação na SAD, o Benfica pronunciou-se sobre diversos rumores. Através de um comunicado, partilhado nos meios oficiais, o Clube da Luz negou ter mostrado qualquer tentativa de alienação das ações pertencentes ao empresário, conhecido como o Rei dos Frangos.
"Perante a circulação de informações falsas no espaço mediático, o Sport Lisboa e Benfica esclarece que inexiste qualquer direito de preferência atribuído ao Sport Lisboa e Benfica relativamente à alienação do lote de ações pertencente a José António dos Santos", pode ler-se no comunicado partilhado pelas águias.
"O Sport Lisboa e Benfica encontra-se a avaliar todos os contornos desta operação e os seus potenciais impactos, no estrito respeito pelos interesses do Clube e dos seus associados", adiantou o Clube da Luz, negando qualquer notícia que tem sido avançada pela imprensa nos últimos dias a respeito deste tema.
"Uma posição definitiva será assumida em breve, no cumprimento dos deveres e responsabilidades do Sport Lisboa e Benfica", pode ler-se no final do comunicado partilhado na tarde desta segunda-feira, 4 de maio, a respeito das ações que foram vendidas pelo empresário José António dos Santos, mais conhecido como Rei dos Frangos.
Vale a pena recordar que o conhecido empresário detinha uma percentagem de 16,36% da SAD encarnada e, nos últimos dias, chegou a um acordo para a venda dessas mesmas ações a um grupo de investimento norte-americano. No entanto, o tema tem sido bastante debatido e já mereceu a reação de várias figuras do Clube, que pedem esclarecimentos ao Benfica.
Através de uma publicação feita na rede social LinkedIn, ex-dirigente da estrutura de Rui Costa procura obter mais informações sobre a venda do Rei dos Frangos
04 Mai 2026 | 10:40 |
Na última semana, José António dos Santos anunciou que vendeu a sua participação (16,36%) na SAD a um grupo de investimento norte-americano. No rescaldo desta nota, Fernando Tavares, antigo vice-presidente das modalidades do Benfica, partilhou uma publicação onde pede vários esclarecimentos aos encarnados sobre este processo do Rei dos Frangos.
"1. Quais as razões que determinaram a ausência de iniciativa por parte do Sport Lisboa e Benfica no sentido de adquirir a referida participação, estimada em cerca de 45 milhões de euros, quando tal permitiria elevar a posição do Clube para aproximadamente 80% do capital social da Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, reforçando de forma inequívoca o seu controlo estratégico", pode ler-se na publicação feita no LinkedIn.
"2. De que forma se compatibiliza essa decisão com a aprovação, em 1 de outubro de 2025, de um programa de recompra de ações próprias até ao limite de 10% do capital, o qual implicava já um compromisso financeiro estimado entre 15 milhões e 18 milhões de euros, e por que motivo esse programa não foi ajustado ou expandido, total ou parcialmente, de forma a permitir a aquisição do referido bloco acionista estratégico, concentrando o esforço financeiro numa operação com impacto estrutural no controlo da sociedade", continuou Fernando Tavares.
"3. Se foi devidamente ponderada, em termos económicos e estratégicos, a possibilidade de direcionar o esforço financeiro associado ao programa de recompra, já aprovado, para a aquisição de um bloco acionista estruturante, em detrimento de aquisições dispersas em mercado, maximizando assim o impacto desse investimento ao nível do reforço do controlo e da estabilidade acionista da sociedade", acrescentou.
"4. Se, atendendo à atual situação económico-financeira, designadamente ao resultado líquido positivo de 34 milhões de euros apresentado pela Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD no exercício de 2024/2025, aprovado em Assembleia Geral, bem como à referência expressa da gestão à existência de eventuais excessos de liquidez, não existiam condições para, de forma prudente e responsável, suportar um investimento desta natureza, com impacto direto no reforço do controlo, estabilidade acionista e alinhamento estratégico de longo prazo da sociedade", concluiu o antigo vice-presidente do Clube da Luz.
Ideia lançada por antigo candidato à presidência do Clube encarnado está a dar que falar entre adeptos e dirigentes das águias
02 Mai 2026 | 14:19 |
Benfica poderá vir a discutir um tema fora do habitual nas próximas semanas, depois de João Diogo Manteigas, antigo candidato à presidência do Clube encarnado, ter sugerido a realização de uma assembleia geral na região do Minho, local onde a massa associativa benfiquista está bastante presente.
O apelo foi feito através da conta de Instagram "Benfica Vencerá", utilizada durante a sua campanha eleitoral, e dirigido diretamente à Mesa da Assembleia Geral do clube. A proposta surge numa altura em que estão previstas duas reuniões magnas para junho, ambas de elevada importância para a vida interna das águias.
Uma será dedicada à análise da temporada desportiva 2025/26, enquanto a outra terá como foco o orçamento e o plano de atividades para 2026/27, em linha com os novos estatutos do Clube. A ideia de descentralizar uma assembleia geral levanta, no entanto, várias questões, nomeadamente ao nível logístico e regulamentar, uma vez que estas reuniões decorrem tradicionalmente em Lisboa.
Para já, não é conhecida qualquer reação oficial por parte da direção encarnada à proposta de Manteigas. Ainda assim, o tema promete marcar a atualidade do Clube nas próximas semanas, numa fase em que decisões estruturais estão em cima da mesa.
Vale lembrar que no mesmo vídeo, o advogado de 43 anos motivou a equipa para a fase final da época. "É verdade que esta época não está a correr na perfeição como queríamos, ou pelo menos como desejávamos, mas a realidade é que no futebol temos três finais ainda por decidir", começou por dizer.
Numa publicação na rede social LinkedIn, antigo candidato à presidência dos encarnados exigiu esclarecimentos públicos sobre o tema
30 Abr 2026 | 17:37 |
João Diogo Manteigas, antigo candidato à presidência do Benfica, lançou várias questões à direção encarnada, liderada por Rui Costa, após a recente alteração na estrutura acionista da SAD, pedindo esclarecimentos públicos sobre o tema.
Numa publicação no LinkedIn, o advogado questiona diretamente se o Clube foi informado da operação, perguntando "se o acionista José António dos Santos informou previamente o Sport Lisboa e Benfica da intencionada transação" e ainda "se concedeu ao Clube, no último ano, alguma prioridade na aquisição da sua participação".
Entre os pontos levantados, surge também a possibilidade de mudanças estruturais mais profundas, com Manteigas a querer saber "se a Direção do Sport Lisboa e Benfica admite equacionar uma saída da Benfica SAD do mercado bolsista", sublinhando os riscos e implicações financeiras dessa eventual decisão.
O antigo candidato vai mais longe e questiona ainda a relação com o novo investidor, perguntando "se foram realizadas reuniões entre o Sport Lisboa e Benfica e a Entrepreneur Equity Partners", depois da venda da posição de José António dos Santos ao fundo Entrepreneur Equity Partners.
Por fim, deixa ainda um alerta quanto ao futuro controlo da SAD, defendendo a necessidade de reforço da posição do Clube, ao questionar "se a Direção está disponível para articular com os sócios mecanismos que permitam reforçar a participação do Clube ou da sua SGPS na SAD", lembrando que a nova estrutura pode representar "um risco potencial de condicionamento de decisões estratégicas por acionistas minoritários".