Futebol
Jaime Cancella de Abreu de boca aberta com jogador do Benfica: "Um capitão sem braçadeira"
20 Set 2026 | 15:29
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19 Mar 2024 | 05:00 |
O Benfica defrontou e venceu o Casa Pia, por 1-0, no passado domingo, 17 de março em Rio Maior. Posto isto, o nosso Jornal falou em exclusivo com o conhecido adepto do Clube, Tiago Godinho, que analisou a partida da 26.ª jornada da Liga Portugal Betclic, passando por vários temas, desde a rotação de avançados, gestão de plantel e o polémico episódio de Orkun Kokçu.
"Jogo bastante complicado, como o disputado na época passada, na altura em Leiria. Um Casa Pia muito bem organizado defensivamente, mas sempre a tentar apanhar a equipa do Sport Lisboa e Benfica no contra golpe, e na 1 ª parte esteve perto de ser bem sucedido", começa por afirmar o Sócio Benfiquista. "A equipa do Sport Lisboa e Benfica teve muitas dificuldades em conseguir imprimir um ritmo forte que permitisse desposicionar o adversário, na 2 ª parte a equipa entrou mais focada e a vitória acabou por ser natural", afirmou, garantindo que na segunda parte as águias de Roger Schimdt entraram mais fortes.
Relativamente às mexidas no onze, substituições e o facto de David Neres só ter entrado nos segundos 45 minutos, Tiago Godinho foi perentório: "Expectável, é evidente que a equipa com Di María e Neres perde capacidade de fazer o que a caracterizou na passada época, ou seja, a capacidade de recuperar a bola no meio campo adversário devido uma forte pressão de todos os elementos que compunham a equipa", disse.
"O que já tenho alguma dificuldade em compreender é a utilização de Rafa e Di María em todo o jogo, quando os atletas estavam em dificuldades físicas e quando existem soluções válidas no banco de suplentes", afirmou o Benfiquista, 'apelando' ao descanso dos camisola 27 e 11.
Frente de ataque
Depois de Roger Schmidt ter criticado os avançados, Marcos Leonardo voltou a ser titular pela terceira vez, porém foi mesmo Arthur Cabral quem teve de vestir a capa de herói. Porém Tiago Godinho, a falta de golos acaba por não ser 100% problema dos pontas-de-lança, mas sim da equipa.
"Os avançados estão a ser mais vítimas da incapacidade da equipa jogar para eles, do que culpados. Ontem Marcos Leonardo como Arthur em jogos anteriores, deram-se ao jogo mas raramente foram servidos em condições, aliás Arthur entrou muito bem na partida mas acaba por ser ele o principal responsável pelo golo, ao flectir da lateral para o meio", referiu o Sócio encarnado.
Episódio Kokçu
Antes do embate diante dos gansos, Orkun Kokçu 'rebentou' uma bomba no universo Benfiquista, criticando a estrutura bem como o técnico Roger Schmidt. Para Tiago Godinho esta atitude do médio foi mesmo "lamentável".
"Lamentáveis, um desrespeito para o treinador, colegas e por inerência ao Sport Lisboa e Benfica. É positivo o atleta não estar contente com a sua prestação individual, em linha com os adeptos que esperavam mais dele, mas as suas razões de queixa devem ser discutidas dentro do balneário e não na praça pública. Muito bem o Clube e Roger Schmidt ao colocar o jogador de fora no jogo de ontem, mas também, ao não crucificá-lo", disse enaltecendo a postura do técnico, bem como do Clube em deixar o camisola 10 de fora.
Contudo, mesmo considerando que o internacional pela Turquia não agiu bem ao dar a entrevista, o adepto das águias acredita que o futebolista tem condições para continuar: "Creio que sim, existindo bom senso de todos os intervenientes. O Clube e os adeptos esperam muito do jogador que obrigou ao maior esforço financeiro da nossa história".
Treinador acredita que as águias entraram bem no jogo, admite a culpa pelo resultado e evita falar sobre a expulsão de Lenglet
21 Set 2026 | 09:46 |
Após a derrota revoltante contra o Porto (3-1) no Estádio do Dragão, onde viu aumentar a distância para o líder da Liga Portugal Betclic, o técnico Marco Silva, do Benfica, analisou o jogo em conferência de imprensa. Veja tudo que disse o treinador.
Diferença no clássico
“Tivemos uma excelente entrada nos primeiros 20 a 25 minutos, dentro daquilo que era o nosso plano e a nossa identidade. Acabámos por perder o jogo por culpa nossa. Fomos nós que o perdemos, para além das coisas que aconteceram dentro do terreno, e temos de assumir isso mesmo. Perdemos três pontos importantes. Infelizmente para nós, há agora uma paragem e vão surgir todas as narrativas sobre o assunto. Temos de voltar mais fortes. Quero agradecer aos nossos adeptos o apoio incondicional desde ontem e hoje até ao final do jogo. Infelizmente, não lhes demos o que eles mereciam, mas estamos cá para continuar a crescer".
Expulsão de Lenglet
“Em relação à expulsão, não vou fazer qualquer comentário. Se o clube tiver de dizer alguma coisa em relação ao jogo, deve dizê-lo. Não sei se irei conseguir continuar assim até ao final da época. Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar os árbitros antes dos jogos, depois dos jogos e durante a semana, de todas as formas possíveis, e por vezes dá resultado. Não vou entrar por aí. Isso não me cabe a mim responder. Ele falou de coisas estranhas, portanto entrem vocês nessa conversa com ele. Em relação à expulsão, quero é que os meus jogadores sejam mais maduros e tenham capacidade de, havendo ou não provocações, manter o equilíbrio emocional".
Imaturidade do Benfica?
“Falei de uma forma geral, não quero estar a analisar todos os momentos convosco. Sofremos o primeiro golo num lance completamente evitável da nossa parte, algo que me compete a mim trabalhar com os meus jogadores. Mas falou do segundo golo e eu percebo porquê. Tivemos uma boa entrada, mesmo com dez jogadores. Eu disse aos jogadores que era fundamental não sofrermos golos na segunda parte, independentemente de estarmos a perder, porque sabia que íamos marcar. Quando digo que temos de crescer, é neste aspeto: sermos maduros, percebermos onde queremos ir e quais os caminhos para lá chegar. Sofremos um golo muito rápido após termos marcado, quando devíamos ter neutralizado a reação do Porto".
Agressividade do Porto
“Não sou eu que vou gerir a agressividade do adversário. Estão lá quatro árbitros, mais dois no VAR, para gerir isso. Não tenho de ser eu a avaliar se passa os limites ou não".
Ideais táticos para o jogo
“A nossa intenção na primeira parte foi clara: entrámos no 4-4-2 habitual e usámos gatilhos de pressão bem definidos para condicionar a primeira fase de construção do Porto. Fomos pressionantes, agressivos e recuperámos muitas bolas em zonas altas, anulando o jogo interior deles até meio da primeira parte. Com dez jogadores, tornou-se mais difícil manter essa pressão alta. A equipa baixou linhas e perdeu alguma coesão no meio-campo para acompanhar os movimentos de rutura do adversário. Tentámos corrigir a meio da segunda parte, mas sofrer dois golos logo após o nosso empate afetou a equipa. Faltou-nos mais critério com bola para gerir o ritmo de jogo e mais coesão a defender a linha de quatro perante a presença ofensiva do Porto".
Equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate, mas viu rival triunfar
20 Set 2026 | 22:35 |
O Benfica saiu derrotado do Dragão por 3-1 diante do Porto. A equipa de Marco Silva ficou reduzida a 10 jogadores ainda na primeira parte, conseguiu mesmo assim chegar ao empate no início do segundo tempo, mas sofreu dois golos em apenas oito minutos e perdeu a oportunidade de assumir a liderança da Liga.
O primeiro lance polémico surgiu entre Gabri Veiga e Alexander Bah, onde o espanhol pisou deliberadamente o dinamarquês e saiu apenas com um cartão amarelo do lance, logo aos cinco minutos. Aos 31 minutos, Gabri Veiga apareceu na área após uma assistência de Pepê e bateu Samuel Soares (1-0).
A situação ficou mais complicada pouco depois, quando Clément Lenglet recebeu o segundo cartão amarelo e deixou o Benfica em inferioridade numérica. Marco Silva reagiu com uma alteração para reorganizar a equipa, mas as águias conseguiram manter-se competitivas e chegaram ao intervalo ainda com margem para discutir o resultado. A resistência acabou por dar frutos logo no início da segunda parte, com Bah a aparecer na área e a cabecear para o 1-1, depois de um cruzamento de Prestianni - que vai renovar com as águias.
O empate devolveu confiança ao Benfica e, durante alguns instantes, pareceu contrariar a desvantagem numérica. A igualdade, porém, durou muito pouco. O Porto voltou a colocar-se na frente apenas três minutos depois, através de Froholdt, e, aos 60 minutos, Hwang In-Beom fez o 3-1.
O Benfica termina assim a sétima jornada com a segunda derrota da temporada e vê interrompida uma sequência de cinco vitórias consecutivas no campeonato. A equipa de Marco Silva continua com 16 pontos, enquanto o Porto passa a somar 21 e reforça a liderança.
1-0:
1-1:
2-1:
3-1:
Na opinião do comentador, atleta poderá fazer a diferença no Clássico deste domingo, uma vez que o seu nível está acima da média
20 Set 2026 | 16:16 |
Porto e Benfica defrontam-se este domingo no Estádio do Dragão, num Clássico onde os detalhes poderão assumir um papel decisivo. Para Diogo Luís, antigo jogador das águias, os dragões têm uma arma particular capaz de fazer a diferença: Diogo Costa.
O antigo lateral destacou as características do guarda-redes internacional português e considera que existe uma qualidade que o distingue no futebol nacional: "Tem ainda uma característica favorável. Na baliza está Diogo Costa, que tem uma qualidade única em Portugal e rara no mundo", escreveu no jornal 'A Bola'.
Apesar de reconhecer essa mais-valia, o antigo jogador considera que o Porto apresenta algumas fragilidades no processo defensivo que podem ser exploradas pelo Benfica. Na sua perspetiva, a equipa orientada por Francesco Farioli já não consegue surpreender os adversários da mesma forma que no início da temporada passada.
"Defensivamente, não é uma equipa perfeita. Quando falha a primeira zona de pressão, permite espaço para os adversários explorarem. No início da época passada, esta abordagem surpreendeu. Com o passar dos jogos, os adversários adaptaram-se e começaram a criar dificuldades adicionais", explicou.
Do lado do Benfica, Diogo Luís identificou a intensidade como uma das principais mudanças introduzidas por Marco Silva desde a chegada ao comando técnico. O antigo lateral considera que as águias apresentam agora uma dinâmica mais agressiva, tanto na procura pelo golo como na reação à perda da bola.
"A intensidade é outra novidade implementada por Marco Silva. Hoje, o Benfica é uma equipa muito mais intensa e que está sempre ligada ao jogo. Se faz um golo, procura o segundo e assim sucessivamente. Defensivamente, a reação à perda de bola é forte. A forma como pressiona os adversários depende da estratégia para cada jogo", concluiu.
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