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À atenção de Rui Costa, Chega toma decisão decisão com Benfica ao barulho
10 Abr 2026 | 11:13
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30 Set 2023 | 06:49 |
Com milhões no horizonte
Domingos Soares de Oliveira vai deixar definitivamente o lugar de Co-CEO do Benfica, rescindindo contrato com as águias para rumar ao Al-Ittihad da Arábia Saudita. O ainda administrador da SAD dos encarnados deverá ver o acordo ser oficializado brevemente, sendo que também terá direito a uma indemnização milionária de 1,5 milhões de euros, valor definido tendo em conta os ordenados até ao final do mandato (junho de 2025).
“Não é fácil fazer um balanço do seu no Benfica. Se há, sem dúvida, muito trabalho bem feito que vai perdurar por muitos anos, também existe o seu envolvimento em muitos negócios obscuros e dos quais o Benfica saiu seguramente prejudicado. Tendo em consideração tudo o que envolveu o Benfica nos últimos anos, diria que sai tarde”, começou por dizer Bernardo Alegra, diretor do Glorioso 1904.
“A questão da indemnização não espanta ninguém. Ele é com certeza beneficiado, enquanto que o Benfica paga a peso de ouro o seu silêncio. Ainda assim, o mais importante é virar a página e, nessa perspetiva, o Benfica pode sair beneficiado”, acrescentou.
Pedro Brinca também não esquece o trabalho concretizado pelo administrador. "Está inevitalmente ligado à estabilização, consolidação, modernização e desenvolvimento da estrutura de gestão do Benfica. Creio que fizemos um salto qualitativo determinante, quer em termos absolutos, quer relativamente a Sporting e Porto. Nesse sentido, creio que poucos porão em causa o contributo que deu", considerou.
Por outro lado, o acordo com Rui Costa inclui, ainda, uma cláusula que impede o dirigente de representar clubes concorrentes dos encarnados nos próximos três anos, nem desempenhar funções semelhantes em clubes rivais das águias na Champions.
Uma despedida tardia
Trata-se, também, de uma saída que já era muito antecipada desde fevereiro, altura em que o gestor foi acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação de documentos no processo Saco Azul, juntamente com o ex-presidente Luís Filipe Vieira. Na sequência da acusação, o movimento ‘Servir o Benfica’ tinha pedido o afastamento do administrador mais bem remunerado do emblema da Catedral na temporada passada (580 mil euros brutos).
“Qualquer relação que seja feita entre colaboradores do Benfica e a justiça é naturalmente prejudicial para o seu bom nome e reputação. Sendo Domingos Soares de Oliveira co-CEO e administrador da Benfica SAD, pior é! Não há outra forma de ver esta situação”, comentou o conhecido adepto das águias.
"É certo que foi um ciclo que já tinha terminado há muito e teria sido preferível que já tivesse saído antes", começou por dizer Pedro Brinca. "Um processo judicial em que o Benfica seja de uma ou outra maneira envolvido, já é um processo a mais do que o desejável. É óbvio que isto lesa a imagem do clube e também por isso a saída era inevitável", acrescentou o comentador do Glorioso 1904.
Simultaneamente, os adeptos já haviam manifestado vontade de que Rui Costa afastasse todos os membros que trabalharam com o antigo líder, de modo a começar do ‘zero’ e trazer novamente os encarnados às vitórias, sem os casos de justiça que têm afetado o Clube da Luz nos últimos anos.
Reestruturação da administração encarnada
Neste sentido, a direção liderada pelo atual Presidente vai, aos poucos, sofrendo alguns ajustes, depois das polémicas registadas no mandato de Luís Filipe Vieira. Luís Mendes ficará responsável pela gestão e finanças do Glorioso, enquanto que Lourenço Pereira Coelho mantém-se como administrador do futebol profissional dos Campeões Nacionais.
Por outro lado, Sara do Ó é uma forte candidata para ocupar um cargo no Conselho de Administração do Benfica. Importante destacar que Gabriel Rodrigues Martins era bastante próxima a Domingos Soares de Oliveira e terá renunciado as suas funções no Clube da Luz a 30 de junho, após conflitos com outros elementos da SAD.
“Espero que os novos administradores tragam, sobretudo, uma renovação de metodologias e práticas. O Benfica devia ser um líder na luta pela transparência e boas práticas, mas está muito longe de o ser. Mesmo internamente, tardam as medidas prometidas para promover mais transparência e democracia, o que não deixa de ser preocupante tendo em consideração o tempo que já passou desde a eleição de Rui Costa”, declarou Bernardo Alegra.
"Creio que Luís Mendes já tem dado mostras de ter a competência e vontade de imprimir mais rigor e racionalidade na gestão financeira e Sara do Ó será uma mais valia importante que ajudará nesse objetivo. Lourenço Coelho é das figuras mais consensuais do universo benfiquista, todos lhe reconhecem mérito no muito de bom que temos conseguido atingir recentemente. Tenho muita esperança no que de bom todos podem trazer ao clube", afirmou Pedro Brinca.
Futuro de Domingos Soares de Oliveira
No Al-Ittihad, Domingos Soares de Oliveira irá assumir uma equipa que é atualmente campeã e que conta nos seus quadros com o treinador Nuno Espírito Santo, juntamente com jogadores de renome mundial como Karim Benzema, N’Golo Kanté, Fabinho ou Jota.
A recomendação terá vindo diretamente do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, o mesmo fundo soberano que ficou com a maioria dos quatro principais candidatos ao título para dar capacidade financeira a Al-Ittihad, Al-Nassr, Al-Hilal e Al-Ahli.
“Eu sinceramente tenho pouco interesse no que vai fazer para a Arábia Saudita. Mas reconheço-lhe competência do ponto de vista organizacional e acredito que nisso vá acrescentar muito num clube que está numa fase embrionária de profissionalismo. Mais do que jogadores, penso que levará organização e estratégia de longo prazo que pode transformar o seu novo clube numa empresa de referência na área”, rematou o diretor do Glorioso 1904.
Estando em causa algumas declarações feitas por parte do líder do Porto, antigo candidato à presidência do Clube da Luz apresenta participação disciplinar
11 Abr 2026 | 16:58 |
João Diogo Manteigas, sócio do Benfica e candidato à presidência nas últimas eleições, apresentou esta sexta-feira, junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), uma participação disciplinar contra André Villas-Boas, presidente do Porto. Em causa, estão declarações do líder azul e branca consideradas ofensivas e difamatórias, publicadas na revista Dragões no fim de março.
"Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar ‘padres’ para rezar ‘missas’ em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas", começou por escrever, na altura, André Villas-Boas.
Ao finalizar, o presidente dos dragões fez referência a Paulo Gonçalves, antigo assessor jurídico do Benfica. "O Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas."
Os encarnados tinham anunciado, antes, em comunicado, um "pedido de esclarecimento (...) relativamente às medidas, ilações e consequências desportivas que o Conselho de Disciplina irá retirar da decisão judicial" do Tribunal Constitucional, que confirmou a condenação dos dragões ao pagamento de mais de 600 mil euros ao Benfica, no âmbito do processo dos e-mails.
O Benfica - que vê Mourinho a atirar-se à imprensa - assinalou que "entre abril de 2017 e fevereiro de 2018, a Porto SAD, através do seu então Diretor de Comunicação [Francisco J. Marques], utilizou canais oficiais do clube para divulgar, de forma reiterada e pública, conteúdos obtidos ilicitamente, formulando acusações graves de corrupção, manipulação de árbitros e adulteração da verdade desportiva por parte do Benfica".
Em entrevista à televisão oficial dos encarnados, CFO das águias foi pragmático sobre a realidade desportiva, contudo, apontou que plantel pode ter sucesso
11 Abr 2026 | 10:56 |
Nuno Catarino admitiu que o Benfica pode vir a fazer "ajustes" caso não se qualifique para a próxima edição da Liga dos Campeões. No entanto, enquanto esclarecia todos os pormenores sobre os lucros apresentados pelas águias, o CFO da SAD encarnada reiterou que ainda acredita na presença do Glorioso na edição 2026/27 da prova milionária.
Nuno Catarino: "Tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica"
"Para já, o cenário, obviamente, é de chegarmos à Liga dos Campeões. Esse é o cenário central e é sempre para isso que trabalhamos", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações à BTV, quando questionado sobre a possível ausência das águias da próxima edição da prova milionária da UEFA.
"Nalguma eventualidade, eu acredito, muito remota, de ser algo diferente – também já aconteceu no Benfica no passado e acontece em muitos outros clubes –, tem de se fazer os ajustamentos necessários para garantir o equilíbrio económico-financeiro e desportivo do Benfica. Mas estaremos cá para fazer esse trabalho", admitiu o CFO do Clube da Luz.
Nuno Catarino: "Temos de olhar sempre para a dívida versus o dinheiro que temos em disponibilidade"
"Esta operação enquadra-se naquilo que é a estratégia de financiamento da SAD. Até há bem pouco tempo, a SAD tinha feito recorrentemente empréstimos anuais de três anos, ou seja, três linhas que renovavam todos os anos, porque o prazo é de três anos. Nós alterámos a estratégia no ano passado, fizemos aqui um alongamento de prazos. No ano passado, fizemos uma emissão de quatro anos e, neste ano, estamos a fazer uma emissão de cinco anos", contou o dirigente, ao falar do novo empréstimo obrigacionista.
"Estou a falar de dívida líquida, porque agora fazemos uma emissão, temporariamente sobe a dívida bruta e, daqui a um mês, reduz a dívida bruta outra vez. Temos de olhar sempre para a dívida versus o dinheiro que temos em disponibilidade", concluiu Nuno Catarino, CFO do Benfica, ao esclarecer a situação da dívida das águias.
No rescaldo do comunicado, onde encarnados deram conta do exercício registado no 1.º semestre de 2025/26, CFO das águias deixou tudo em pratos limpos
11 Abr 2026 | 09:51 |
Na última sexta-feira, 10 de abril, o Benfica deu a conhecer os resultados do exercício referente ao 1.º semestre de 2025/26, onde apresentou lucros a rondar os 29 milhões de euros. Horas mais tarde, Nuno Catarino, CFO da SAD encarnada, prestou declarações onde explicou de onde vinham os valores registados pelos vermelhos e brancos entre julho e dezembro de 2025.
Nuno Catarino: "Temos, de facto, um resultado de 29 milhões de euros, em que eu destacaria aqui duas componentes"
"Temos, de facto, um resultado de 29 milhões de euros, em que eu destacaria aqui duas componentes. Temos cerca de 6,7 milhões de euros, que é um bocadinho o resultado a que nós chamamos o resultado recorrente do clube. É a forma como nós, internamente, olhamos para o clube, ou seja, sem algumas operações extraordinárias que possam ter ocorrido e que ainda ocorrem dentro da esfera do clube. Mas, sobretudo, sem olhar para o que é o negócio do futebol, que esse teve um resultado líquido de 40 milhões de euros. Depois, o Clube faz a apropriação desse resultado na justa proporção das ações que tem e isso resulta no tal resultado de 29 milhões de euros", começou por dizer Nuno Catarino.
"Se queremos ver o clube sem o futebol, porque o futebol podemos sempre vê-lo à parte, olhando para a SAD, é talvez a maneira em que se pode ter mais granularidade e melhor entendimento do que estamos aqui a falar", destacou o CFO da SAD do Benfica, dando conta de um crescimento que as águias registaram nos últimos meses.
Nuno Catarino: "Tivemos uma performance muito boa da quotização, da entrada de novos sócios"
"Tivemos uma performance muito boa da quotização, da entrada de novos sócios. A quotização está a crescer, semestre sobre semestre, cresceu 12%, que é um número que não tem paralelo, tirando algumas grandes campanhas há muito tempo da entrada de novos sócios. Temos visto a dinâmica dos novos sócios. Obviamente, as eleições e o interesse que houve nas eleições ajudaram a que este número tenha crescido. Também aproveito para dizer que não tem baixado desde então, por isso, mantém-se bastante forte", assumiu o dirigente do Benfica.
"Isso tem que ver com o facto de, sobretudo, o mercado de transferências de há dois anos, em termos de vendas, ter sido mais volumoso do que o mercado do ano passado. Como há uma percentagem sobre as vendas que o clube recebe por via de royalties, esse valor baixou. Mas é esse efeito. Apesar dessa baixa, a receita total do clube sobe 3% e novamente para um patamar recorde histórico", reconheceu Nuno Catarino, a respeito do decréscimo registado nos royalties.