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Pedro Brinca aponta o dedo ao Benfica e deixa Rui Costa debaixo de fogo: "Caminho confortável"
29 Jun 2026 | 17:24
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30 Set 2023 | 06:49 |
Com milhões no horizonte
Domingos Soares de Oliveira vai deixar definitivamente o lugar de Co-CEO do Benfica, rescindindo contrato com as águias para rumar ao Al-Ittihad da Arábia Saudita. O ainda administrador da SAD dos encarnados deverá ver o acordo ser oficializado brevemente, sendo que também terá direito a uma indemnização milionária de 1,5 milhões de euros, valor definido tendo em conta os ordenados até ao final do mandato (junho de 2025).
“Não é fácil fazer um balanço do seu no Benfica. Se há, sem dúvida, muito trabalho bem feito que vai perdurar por muitos anos, também existe o seu envolvimento em muitos negócios obscuros e dos quais o Benfica saiu seguramente prejudicado. Tendo em consideração tudo o que envolveu o Benfica nos últimos anos, diria que sai tarde”, começou por dizer Bernardo Alegra, diretor do Glorioso 1904.
“A questão da indemnização não espanta ninguém. Ele é com certeza beneficiado, enquanto que o Benfica paga a peso de ouro o seu silêncio. Ainda assim, o mais importante é virar a página e, nessa perspetiva, o Benfica pode sair beneficiado”, acrescentou.
Pedro Brinca também não esquece o trabalho concretizado pelo administrador. "Está inevitalmente ligado à estabilização, consolidação, modernização e desenvolvimento da estrutura de gestão do Benfica. Creio que fizemos um salto qualitativo determinante, quer em termos absolutos, quer relativamente a Sporting e Porto. Nesse sentido, creio que poucos porão em causa o contributo que deu", considerou.
Por outro lado, o acordo com Rui Costa inclui, ainda, uma cláusula que impede o dirigente de representar clubes concorrentes dos encarnados nos próximos três anos, nem desempenhar funções semelhantes em clubes rivais das águias na Champions.
Uma despedida tardia
Trata-se, também, de uma saída que já era muito antecipada desde fevereiro, altura em que o gestor foi acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação de documentos no processo Saco Azul, juntamente com o ex-presidente Luís Filipe Vieira. Na sequência da acusação, o movimento ‘Servir o Benfica’ tinha pedido o afastamento do administrador mais bem remunerado do emblema da Catedral na temporada passada (580 mil euros brutos).
“Qualquer relação que seja feita entre colaboradores do Benfica e a justiça é naturalmente prejudicial para o seu bom nome e reputação. Sendo Domingos Soares de Oliveira co-CEO e administrador da Benfica SAD, pior é! Não há outra forma de ver esta situação”, comentou o conhecido adepto das águias.
"É certo que foi um ciclo que já tinha terminado há muito e teria sido preferível que já tivesse saído antes", começou por dizer Pedro Brinca. "Um processo judicial em que o Benfica seja de uma ou outra maneira envolvido, já é um processo a mais do que o desejável. É óbvio que isto lesa a imagem do clube e também por isso a saída era inevitável", acrescentou o comentador do Glorioso 1904.
Simultaneamente, os adeptos já haviam manifestado vontade de que Rui Costa afastasse todos os membros que trabalharam com o antigo líder, de modo a começar do ‘zero’ e trazer novamente os encarnados às vitórias, sem os casos de justiça que têm afetado o Clube da Luz nos últimos anos.
Reestruturação da administração encarnada
Neste sentido, a direção liderada pelo atual Presidente vai, aos poucos, sofrendo alguns ajustes, depois das polémicas registadas no mandato de Luís Filipe Vieira. Luís Mendes ficará responsável pela gestão e finanças do Glorioso, enquanto que Lourenço Pereira Coelho mantém-se como administrador do futebol profissional dos Campeões Nacionais.
Por outro lado, Sara do Ó é uma forte candidata para ocupar um cargo no Conselho de Administração do Benfica. Importante destacar que Gabriel Rodrigues Martins era bastante próxima a Domingos Soares de Oliveira e terá renunciado as suas funções no Clube da Luz a 30 de junho, após conflitos com outros elementos da SAD.
“Espero que os novos administradores tragam, sobretudo, uma renovação de metodologias e práticas. O Benfica devia ser um líder na luta pela transparência e boas práticas, mas está muito longe de o ser. Mesmo internamente, tardam as medidas prometidas para promover mais transparência e democracia, o que não deixa de ser preocupante tendo em consideração o tempo que já passou desde a eleição de Rui Costa”, declarou Bernardo Alegra.
"Creio que Luís Mendes já tem dado mostras de ter a competência e vontade de imprimir mais rigor e racionalidade na gestão financeira e Sara do Ó será uma mais valia importante que ajudará nesse objetivo. Lourenço Coelho é das figuras mais consensuais do universo benfiquista, todos lhe reconhecem mérito no muito de bom que temos conseguido atingir recentemente. Tenho muita esperança no que de bom todos podem trazer ao clube", afirmou Pedro Brinca.
Futuro de Domingos Soares de Oliveira
No Al-Ittihad, Domingos Soares de Oliveira irá assumir uma equipa que é atualmente campeã e que conta nos seus quadros com o treinador Nuno Espírito Santo, juntamente com jogadores de renome mundial como Karim Benzema, N’Golo Kanté, Fabinho ou Jota.
A recomendação terá vindo diretamente do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, o mesmo fundo soberano que ficou com a maioria dos quatro principais candidatos ao título para dar capacidade financeira a Al-Ittihad, Al-Nassr, Al-Hilal e Al-Ahli.
“Eu sinceramente tenho pouco interesse no que vai fazer para a Arábia Saudita. Mas reconheço-lhe competência do ponto de vista organizacional e acredito que nisso vá acrescentar muito num clube que está numa fase embrionária de profissionalismo. Mais do que jogadores, penso que levará organização e estratégia de longo prazo que pode transformar o seu novo clube numa empresa de referência na área”, rematou o diretor do Glorioso 1904.
Futebolista que representou o Clube Vermelho e Branco perdeu a vida após um acidente de viação, ocorrido na noite do último sábado
12 Jul 2026 | 11:20 |
O antigo futebolista Manú morreu aos 43 anos, vítima de acidente de viação, na noite deste sábado, em Vermões, Sobral de Monte Agraço. A notícia foi avançada pelo portal Flashscore e confirmada pelo Alverca, clube onde se formou. O ex atleta passou pelo Benfica.
Emanuel Jesus Bonfim Evaristo nasceu a 28 de agosto de 1982 em Setúbal. Manú, como era mais conhecido, foi formado no Vitória Futebol Clube, Grupo Desportivo O Sindicato e Alverca. O extremo estreou-se na Liga ao serviço dos ribatejanos a 5 de maio de 2002, contra o Braga e disputou o primeiro de 130 jogos na prova. Manú representou os italianos do Modena e do Carpenedolo (2004/05) e o Estrela da Amadora (2005/06), antes de integrar o plantel do Benfica em 2006.
O antigo extremo rubricou 17 jogos pelas águias em 2006/07, antes de rumar ao AEK por empréstimo, na temporada seguinte. Manú representaria Marítimo, Légia de Varsóvia (Polónia), Beijing Guoan (China) e Ermis Aradippou (Chipre) antes de regressar ao Vitória de Setúbal em 2014.
14 jogos pelo clube da terra natal depois, Manú regressou ao Ermis Aradippou. O extremo terminou a carreira em 2018/19, após passagens por Cartaxo e Vilafranquense. O sadino chegou a jogar ao lado de Rui Costa, atual presidente dos encarnados.
O Benfica - que também perdeu Silvino este ano - reagiu à morte de Manú através de uma nota de pesar divulgada no site oficial. "O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Manú, antigo jogador do Clube. Manú representou o Benfica com dedicação e orgulho durante a temporada de 2006/07, onde completou 17 jogos. Neste momento de dor, o Sport Lisboa e Benfica endereça à família, aos amigos e a todos os que com ele privaram as mais sentidas condolências", escreveram as águias.
Veja a publicação do Clube:
Artista foi detido pela PSP na sequência da operação KickOff devido a incidentes ocorridos após uma partida entre as águias e o Sporting
10 Jul 2026 | 17:37 |
Kiari Flores, um dos autores do novo hino do Benfica apresentado em abril na Benfica FM, foi detido pela PSP no âmbito da operação 'KickOff', que investiga os incidentes ocorridos a 19 de fevereiro nas imediações do Pavilhão João Rocha, antes do dérbi de futsal entre Sporting e Benfica.
O jovem cantor, que compôs o tema em conjunto com o pai, o músico Paulo Flores, integra o grupo de 10 membros dos No Name Boys detidos esta semana pelas autoridades. Os suspeitos já tinham sido identificados e detidos na sequência dos confrontos registados em fevereiro, mas acabaram libertados pelo tribunal no dia seguinte.
Segundo explicou o comissário Tiago Costa, da PSP de Lisboa, a operação pretende assinalar o arranque da nova temporada desportiva com uma mensagem de tolerância zero para a violência: "A operação KickOff serve para dar o pontapé de saída da nova época desportiva, com uma mensagem clara: a violência não tem lugar nos nossos recintos desportivos."
O responsável revelou ainda que a investigação permitiu recolher novos indícios relativamente à atuação de dez dos suspeitos inicialmente detidos: "Na sequência da investigação, apercebemo-nos de que dez desses adeptos tinham cometido condutas muito mais gravosas do que aquelas que tínhamos pensado. Estamos a falar de uma tentativa de homicídio, pontapés na cabeça de uma vítima que estava indefesa no chão, agressões com barras de ferro, tochas deflagradas junto ao corpo desta vítima.”
Os 10 arguidos agora detidos já estavam referenciados pelas autoridades por alegado envolvimento noutros episódios de violência entre claques. Apesar disso, não possuem qualquer condenação transitada em julgado. Os incidentes ocorreram nas imediações do Pavilhão João Rocha, quando dezenas de adeptos do Benfica terão lançado tochas e outro material pirotécnico na direção da zona conhecida como "Casinha", sede da claque Juventude Leonina. No final da operação policial, foram detidas 125 pessoas: 64 adeptos do Benfica e 61 do Sporting.
Projeto causa divisão e associados querem anulação da AG que votou a aprovação, já que consideram que Estatuto do Clube foi violado pela Mesa
04 Jul 2026 | 13:32 |
Seis sócios do Benfica avançaram com uma ação judicial para pedir a anulação da deliberação aprovada na Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, reunião em que os associados deram luz verde ao projeto Benfica District.
Os juristas Gonçalo Almeida Ribeiro, João Ferreira Leite, Pedro Cardigos, Cristina Santos Silva, João Marecos e Márcia Vala contestam a atuação da Mesa da Assembleia Geral (MAG), presidida por José Pereira da Costa, considerando que foram violadas as regras de funcionamento previstas nos Estatutos do clube.
Em comunicado, os autores da ação explicam os fundamentos da iniciativa: "Seis juristas e sócios do Sport Lisboa e Benfica intentaram ação judicial para anular a deliberação da Assembleia Geral Extraordinária de 3 de janeiro de 2026, por violação das regras de funcionamento da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, consagradas nos Estatutos, pela qual é responsável a MAG."
A Assembleia Geral em questão foi dedicada à aprovação do projeto Benfica District, que recolheu 59,24% dos votos favoráveis dos sócios. Recorde-se que Gonçalo Almeida Ribeiro e João Ferreira Leite foram candidatos à presidência da Mesa da Assembleia Geral nas últimas eleições do Benfica, integrando, respetivamente, as listas de Noronha Lopes e do Movimento Servir o Benfica.
Segundo os autores da ação, três semanas antes da reunião magna foi enviada uma carta ao presidente da MAG com 12 perguntas relacionadas com a legalidade do modelo de participação e de votação previsto para a Assembleia. De acordo com o comunicado, esses pedidos de esclarecimento nunca obtiveram resposta. Os seis sócios criticam ainda a utilização de urnas eletrónicas e de uma aplicação móvel para votação, alegando que o sistema não oferecia garantias suficientes quanto à fiabilidade e ao controlo do exercício do direito de voto.