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Stije Resink? Dirigente do Groningen conta como recusou o Benfica: "Ligaram-nos para..."
04 Fev 2026 | 10:52
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17 Set 2024 | 06:42 |
João Diogo Manteigas considera que não existe ‘Vieirismo’ na atual direção do Benfica, existindo um quadro diretamente ligado a Rui Costa. Em entrevista exclusiva ao nosso Jornal, o candidato a Presidente do Clube da Luz acredita que o atual líder encarnado não tem outro ‘ensinamento’ para fazer diferente de Luís Filipe Vieira.
“Há Sócios que não conseguem separar aquilo que era o ex-jogador daquilo que tem de ser como gestor”
Glorioso 1904 (G). Rui Costa foi uma rotura com o passado ou acabou por ser uma continuidade relativamente a Luís Filipe Vieira?
João Diogo Manteigas (JDM). Rui Costa ainda é visto como um de nós. É Benfiquista. Isso é inquestionável. Ainda goza daquela imagem de ex-jogador. Há Sócios que não conseguem separar aquilo que era o ex-jogador daquilo que tem de ser como gestor.
Há dois cenários: ou Rui Costa tinha a capacidade e competência para pegar no barco e ser ele a emanar as diretrizes. Não é o perfil dele, mas esperava que fosse desde 2021. Fiquei chateado, não vou dizer triste, por ver que não houve essa rutura. Não digo que tivesse de retirar tudo. Desde 2008 que Rui Costa é diretor desportivo e acompanhou sempre as mesmas pessoas. Não conheço pessoas diferentes dentro do Benfica. É óbvio que ele se rodeou de um círculo mais circunscrito. Outra coisa é termos 80 e tal por cento em corpos diretivos idênticos. Quando nos apercebemos disso, percebemos que o modelo de gestão não vai ser diferente"
"Há um ‘Costismo’. O Rui Costa é outra coisa"
G. Considera, por isso, que há uma continuação do Vieirismo?
JDM. Não gosto dessa expressão. Há um ‘Costismo’. O Rui Costa é outra coisa. Não é o Vieira. O modelo de gestão não mudou. Há menos poder decisório e isso nota-se. Enquanto Vieira decidia mais ou Domingos Soares ou Miguel Moreira, não vejo isso acontecer com Rui Costa. Centraliza demasiado e não consegue tomar decisões. Em bom rigor, não devia ser ele a tomar essas decisões, tinha de se rodear para tomarem essas decisões e no final tinha um voto qualitativo. Não foi isso que vi nos últimos três anos.
Isto é mais perigoso do que quando alguém decidia e decidia mal. Não gosto da palavra vieirismo porque o Benfica não é uma república onde a malta lembra-se de um Presidente e faz um chavão com o nome dele.
Luís Filipe Vieira teve demasiados anos à frente do Benfica. Fechou uma era e Rui Costa faz um seguimento por não saber de outra maneira porque foi aquilo que ele vivenciou dentro do Benfica. Se Rui Costa não tem uma ‘escola’ diferente, não tem uma formação diferente, não conhece outras pessoas, vai fazer o mesmo. O modelo é igual.
"Se há um processo disciplinar pendente sobre Luís Filipe Vieira, vai-se candidatar à presidência? Não faz sentido"
G. Disse agora mesmo que se tinha fechado uma página com Luís Filipe Vieira. Acha que não há espaço para ele se voltar a candidatar?
JDM. Espero que não haja espaço para ele voltar a candidatar-se. Há duas sombras a pairar sobre Luís Filipe Vieira. Embora ele tenha esse direito e é legítimo, há dois problemas para resolver. Um judicial, ainda é arguido em determinados processos e foi acusado. Não faz sentido um candidato à Presidência do Benfica ou a qualquer outra entidade – seja desportiva ou não – candidatar-se quando paira sobre ele uma suspeita, ainda para mais relacionada com o Benfica.
A outra razão está relacionada com uma questão interna do Benfica. Foi aprovado na última Assembleia Geral, em junho, a ata que prova que ele efetivamente cometeu uma ilegalidade relativamente a um Sócio. Deve haver um processo disciplinar. A Direção deveria ter aberto um processo disciplinar. Se há um processo disciplinar pendente sobre Luís Filipe Vieira, vai candidatar-se à Presidência? Não faz sentido. Se ele quiser apresentar-se a eleições, ele lá entenderá. Não vai ter sucesso. As pessoas já viraram a página de Luís Filipe Vieira.
"Nunca acreditei que Jorge Jesus voltasse, mas é o Benfica e tudo pode acontecer"
G. Foi comentador da BTV durante seis anos e dois meses. A BTV está de alguma forma conotada com alguma proximidade às Direções do Benfica. De que forma é que isto o compromete?
JDM. Não compromete de forma absolutamente nenhuma. Adorei a minha experiência na BTV. A BTV é uma coisa inacreditável [pela positiva]. Sugeriram-me a criação de um programa em que me deram um completo controlo sobre aquilo. Tive muitos problemas com o meu programa. Foi suspenso várias vezes por ordem do ex-Presidente [Luís Filipe Vieira] e do antigo CEO [Domingos Soares de Oliveira]. Foi suspenso pelo antigo diretor jurídico do Benfica e também foi suspenso por parte de advogados externos ao Benfica.
Porque é que, ao longo de seis anos, o programa foi suspenso aqui e ali? Porque obviamente coloquei em cima da mesa coisas que os administradores do Benfica não gostavam que fosse debatido. Corri sempre esse risco, mas na realidade nunca me fecharam definitivamente o programa. Houve ali alturas em que tinha de ter mais calma.
Levei lá pessoas que não eram do Benfica. Profissionais de todas as áreas. Debateram, respeitaram o Benfica, nunca tive problemas nenhuns com esse programa até ao dia em que descobri, em 2020, muito tempo antes da contratação de Jorge Jesus, que o Jorge Jesus era o treinador que Luís Filipe Vieira queria à força para o Benfica.
A primeira coisa que fiz, obviamente, depois de ter criticado tudo o que foi Jorge Jesus no Sporting e tudo aquilo que disse sobre o Benfica quando esteve no Sporting, foi apresentar a renúncia. A partir de hoje, não posso estar na BTV quando se contrata um treinador que fez o que fez e disse o que disse sobre o Benfica. É impossível. Não contem comigo.
Coincidiu com as eleições, em julho de 2020, e a BTV sabia uns meses antes que Jorge Jesus ia ser contratado pelo Benfica. Aliás, ainda o Bruno Lage nem tinha sido despedido. Nesse caso, fui ingénuo. Nunca acreditei que Jorge Jesus voltasse ao Benfica, mas é o Benfica e tudo pode acontecer.
G. Quais são para si os aspetos mais prementes relativamente à revisão dos estatutos?
JDM. A questão do voto físico e voto eletrónico é muito sensível e tem de ser debatida imediatamente com os Benfiquistas. O voto físico é o ideal. Não há grande conversa sobre esse assunto. Todas as federações estão sujeitas a limitação de três mandatos. Faz todo o sentido os órgãos sociais serem remunerados. A forma como o cálculo é feito pode ser discutível, mas é uma coisa absolutamente normal.
No final de cada época desportiva, deve haver uma assembleia geral ordinária, prevista nos estatutos, para que os Benfiquistas debatam o ano desportivo anterior.
Espero que que o professor Fernando Seara tenha a hombridade e a capacidade de aguentar a assembleia geral até que se resolvam as questões. Tivemos assembleias gerais, que não são dignas do Benfica. Acredito que ele tem essa capacidade e vai conseguir gerir isso. Espero que não seja isso que vá na cabeça dele, ou seja, que a partir do momento em que haja algum desconforto, que acabe com a assembleia geral. Isto é essencial para a vida do Benfica.
"O Benfica já foi o Clube com mais Sócios do mundo. Benfica tem de ter esse objetivo"
G. Qual a sua estratégia de aproximação do Clube aos Sócios?
JDM. É um dos pilares essenciais que está relacionado com a minha candidatura, que é o associativismo e até porque nos últimos anos se nota uma fricção muito maior entre os Sócios e o Benfica.
Esse trabalho de aproximação tem que ser feito de várias maneiras, mas à cabeça de duas formas: uma a nível nacional e outra internacional.
A nível internacional é mais fácil. Há um desfasamento muito grande com os PALOP. O Benfica perdeu completamente o comboio relativamente à Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo-Verde, Angola… Não se sente essa ligação. É um mercado grande a explorar para Sócios Benfiquistas, que em tempos o Benfica teve (Eusébio, Coluna, Águas, Costa Pereira). Historicamente, o Benfica tem esse dever.
Porque não fazer assembleias gerais deslocalizadas do Estádio da Luz? Ir ao encontro dos Sócios. Porque é que o Benfica não joga em casa, como visitado, fora do Pavilhão da Luz. Há uma ligação muito maior dos Sócios e adeptos às modalidades porque privam com os atletas das modalidades e não com os do futebol.
Essa aproximação tem de ser imediata e correr em paralelo com todas as outras medidas. Tem de se sentir de imediato esse impacto junto dos Sócios. A melhor maneira é irmos atrás deles, não só para os manter, porque na realidade nós vemos que o Benfica tem uma (boa) quotização de Sócios ativos, mas pode ter muito mais. O Benfica já foi o Clube com mais Sócios do mundo. O Benfica tem de ter esse objetivo.
G. Que comunicação gostava de implementar no seu Benfica?
JDM. A comunicação do Benfica não existe. Não vou chamar comunicação a newsletters e coisas que publicam no site que são resumos do que se passou. A comunicação do clube passa por ter um canal de excelência, que é a BTV, que adoro e que tenho imensas saudades, mas que funciona em prol daquilo que a administração quer fazer da BTV. Uma proteção para quem está lá dentro. Isto não é para ser levado a mal. É uma questão política e não pode ser. A BTV existe para transmitir jogos (futebol e modalidades) e estar próxima dos Sócios e adeptos para transmitir aquilo que é o Benfica. Tem de haver uma reformulação completa. Na parte dos media, tem, basicamente, que recomeçar do zero.
Há um projeto que me diz muito – o meu pai é jornalista – que é a Rádio Benfica. É uma empresa que está constituída. É uma das 12 empresas do grupo e nunca foi ativa. Aí sim, podemos retomar a conversa dos PALOP e comunicar para fora daquilo que é o universo localizado dos Sócios Benfiquistas em território nacional e chegar também a esses (Sócios) através da rádio e a BTV tem que se abrir, de uma vez por todas.
Ninguém na BTV é capaz de estar sentado à mesa e criticar, de forma completamente descompensada, Rui Costa ou seja lá quem for. Não faz sentido absolutamente nenhum. É um ambiente controlado. Agora tem é de ser completamente independente e em defesa do Benfica. Não é ter conteúdos de programas que não interessam absolutamente a ninguém ou que estejam sempre em modo repeat.
Sei que isto não vai ser muito agradável de dizer porque vai parecer que é pressão e eventualmente até chantagem. O Benfica tem de controlar aquilo que os media, e os jornais desportivos em concreto fazem do Benfica. Das duas uma: ou o Benfica é permissivo quanto a isso ou então fomenta isso. Tenho conhecimento de algumas situações que é o Benfica que fomenta ou então tem uma estratégia de porta aberta para a comunicação social. Há coisas confidenciais e sigilosas, mas tem que ter via aberta para dizer ‘não, isso que estão a dizer está errado’.
Não pode ser colocar pessoas nos meios de comunicação associadas ao Presidente, ex-Presidentes, diretores, que vão responder pelo Benfica, que estão sempre com o telemóvel na mão. Isso tem de acabar. O Benfica tem de ter uma relação com os media franca e aberta, mas tem de utilizar o seu próprio canal de comunicação para o fazer. Tem de ser aberto, completamente independente e transversal. Há muita margem para dar a volta e o Benfica é claramente lesado pela ausência da sua comunicação. Os Benfiquistas não conseguem perceber o que se está a passar e é penoso. Completamente prejudicial.
Avançado internacional sueco, no recente dérbi londrino que contou para a Taça da Liga Inglesa, atordoa 'blues' de antiga águia
04 Fev 2026 | 11:27 |
O Arsenal tornou-se, nesta passada terça-feira, na primeira equipa a carimbar o passaporte para a tão aguardada final da Taça da Liga Inglesa, graças ao triunfo conquistado sobre o Chelsea, de Enzo Fernández - que venceu o West Ham no passado sábado - , no Emirates Stadium, por 1-0. Isto, depois dos 'gunners' na primeira mão das meias-finais, terem saído de Stamford Bridge com uma vantagem, por 2-3.
O Chelsea demorou a entrar no jogo, mas até fez o primeiro remate do jogo, por Liam Delap, mas fraco e ao lado. Lance que fez bem à equipa visitante, que passou a ter mais bola, mas permitiu que a primeira grande oportunidade pertencesse à equipa arsenalista, com remate forte de Gabriel Magalhães que mereceu uma excelente defesa de Robert Sanchez. Contudo, a primeira parte jogou-se sem destaque. Sem oportunidades, sem domínio de uma ou outra equipa.
O primeiro lance com algum perigo no segundo tempo foi do Chelsea, mas a ameaça 'blue' desapareceu rapidamente. O Arsenal continuou a mostrar uma incapacidade ofensiva que ainda não se tinha visto esta temporada, mas do outro lado a produção no ataque era também escassa.
Cenário ideal para Liam Rosenior lançar Cole Palmer e Estêvão e dar à sua equipa a fantasia que lhe ia faltando. Criou uma ou duas oportunidades, mas muito pouco para iludir a competente defesa do Arsenal. No último minuto do jogo (90+7'), surgiu um golo de Kai Havertz quando o Chelsea arriscou tudo e subiu as suas linhas.
O outro finalista é encontrado hoje, com o Manchester City a jogar em casa frente ao Newcastle, detentor do troféu, e com dois golos de vantagem após vitória fora por 2-0. O apito inicial do encontro está marcado para as 20h00.
Segundo foi revelado pela imprensa, futebolista mostrou alguma reticência perante continuidade na Luz, contudo, acabou por aceitar acordo
04 Fev 2026 | 11:25 |
João Rego acertou a renovação com o Benfica. Pelo que foi apurado, o jovem futebolista, que esteve perto de deixar a Luz no mercado de inverno, viu o seu vínculo às águias ser prolongado. Ao que tudo indica, já existe um acordo estabelecido entre o jogador e a estrutura vermelha e branca.
Segundo deu conta o jornal Record, na sua edição digital, o Benfica encontrava-se, há vários meses, a tentar fechar o processo e, ao que tudo indica, com o fim do mercado, as águias conseguiram convencer o camisola 84 a prorrogar a sua ligação ao emblema encarnado. O anúncio deve acontecer em breve.
João Rego tem contrato válido até ao verão de 2028 e, com esta renovação, é bem provável que o vínculo se prolongue até 2030. Além disso, o futebolista tem mostrado alguma reticência em assinar o novo acordo, contudo, o desenrolar do fecho do mercado, nos últimos dias, levou a que o internacional sub-21 desse o 'sim' ao Clube da Luz.
Lançado por Bruno Lage, foi com José Mourinho que João Rego tem tido uma presença consistente nas escolhas do Benfica. Apesar dos seus 20 anos de idade, o médio é bastante apreciado pelo Special One, que o tem chamado, de forma sistemática, às convocatórias das águias, tendo falhado apenas o duelo com o Tondela.
Na presente temporada, com a camisola do Benfica, João Rego - avaliado em 3 milhão de euros - já realizou o total de 19 jogos oficiais: oito na Liga Portugal Betclic, cinco na Liga Portugal Meu Super, três na Taça de Portugal, dois na Liga dos Campeões e um na Taça da Liga. Nos 573 minutos em que esteve dentro das quatro linhas, registou um golo.
Agora com a janela de transferências fechada, lembra-se o impacto e importância na história do Clube, destacando algumas figuras passadas
04 Fev 2026 | 10:58 |
O mercado de inverno tem sido, ao longo das últimas décadas, um espaço de risco e oportunidade para o Benfica. Longe do planeamento detalhado do verão, as contratações de janeiro surgem muitas vezes para responder a necessidades imediatas, colmatar ausências ou corrigir falhas identificadas na primeira metade da época. Algumas dessas apostas acabaram por deixar marca profunda na história do Clube, outras ficaram muito aquém do esperado.
Entre os casos de sucesso, há nomes que chegaram a meio da temporada e se afirmaram de forma consistente. Karel Poborsky chegou à Luz em janeiro de 1998, vindo do Manchester United, e foi uma referência durante três épocas. Tiago, contratado em janeiro de 2002, deu no Benfica um passo decisivo na carreira, projetando-se para o futebol europeu. Anos mais tarde, André Almeida, contratado em janeiro de 2012, afirmou-se como peça regular do plantel e capitão, tornando-se uma presença constante ao longo de várias temporadas.
Grimaldo representa um dos exemplos mais claros de impacto duradouro de uma contratação de inverno. Chegado em janeiro de 2016, assumiu a titularidade na lateral esquerda durante oito épocas, somando mais de 300 jogos oficiais. Mais recentemente, Álvaro Carreras chegou em janeiro de 2024 e, em apenas uma temporada e meia, tornou-se uma figura central da equipa encarnada, o que levou à sua transferência para o Real Madrid no verão seguinte.
Contudo, nem todas as apostas de janeiro tiveram o mesmo desfecho. Marcelo Moretto chegou em 2006 e nunca se impôs de forma consistente, somando poucos jogos ao longo de duas épocas e meia. Eder Luís, contratado em 2010, permaneceu apenas meia temporada, enquanto Hany Mukhtar, recrutado em janeiro de 2015, teve uma utilização residual, com apenas uma presença oficial.
Marcelo Hermes e Dyego Sousa completam a lista de contratações de inverno que não corresponderam às expectativas. O lateral brasileiro realizou apenas um jogo pela equipa principal após chegar em 2017, enquanto Dyego Sousa, emprestado em 2020, terminou a passagem pelo Clube - que recebe notícia positiva - sem qualquer golo marcado.