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Oficial! Mourinho 'ignora' Benfica e leva Bernardo Silva para o Real Madrid
17 Jun 2026 | 12:43
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17 Set 2024 | 07:42 |
João Diogo Manteigas considera que não existe ‘Vieirismo’ na atual direção do Benfica, existindo um quadro diretamente ligado a Rui Costa. Em entrevista exclusiva ao nosso Jornal, o candidato a Presidente do Clube da Luz acredita que o atual líder encarnado não tem outro ‘ensinamento’ para fazer diferente de Luís Filipe Vieira.
“Há Sócios que não conseguem separar aquilo que era o ex-jogador daquilo que tem de ser como gestor”
Glorioso 1904 (G). Rui Costa foi uma rotura com o passado ou acabou por ser uma continuidade relativamente a Luís Filipe Vieira?
João Diogo Manteigas (JDM). Rui Costa ainda é visto como um de nós. É Benfiquista. Isso é inquestionável. Ainda goza daquela imagem de ex-jogador. Há Sócios que não conseguem separar aquilo que era o ex-jogador daquilo que tem de ser como gestor.
Há dois cenários: ou Rui Costa tinha a capacidade e competência para pegar no barco e ser ele a emanar as diretrizes. Não é o perfil dele, mas esperava que fosse desde 2021. Fiquei chateado, não vou dizer triste, por ver que não houve essa rutura. Não digo que tivesse de retirar tudo. Desde 2008 que Rui Costa é diretor desportivo e acompanhou sempre as mesmas pessoas. Não conheço pessoas diferentes dentro do Benfica. É óbvio que ele se rodeou de um círculo mais circunscrito. Outra coisa é termos 80 e tal por cento em corpos diretivos idênticos. Quando nos apercebemos disso, percebemos que o modelo de gestão não vai ser diferente"
"Há um ‘Costismo’. O Rui Costa é outra coisa"
G. Considera, por isso, que há uma continuação do Vieirismo?
JDM. Não gosto dessa expressão. Há um ‘Costismo’. O Rui Costa é outra coisa. Não é o Vieira. O modelo de gestão não mudou. Há menos poder decisório e isso nota-se. Enquanto Vieira decidia mais ou Domingos Soares ou Miguel Moreira, não vejo isso acontecer com Rui Costa. Centraliza demasiado e não consegue tomar decisões. Em bom rigor, não devia ser ele a tomar essas decisões, tinha de se rodear para tomarem essas decisões e no final tinha um voto qualitativo. Não foi isso que vi nos últimos três anos.
Isto é mais perigoso do que quando alguém decidia e decidia mal. Não gosto da palavra vieirismo porque o Benfica não é uma república onde a malta lembra-se de um Presidente e faz um chavão com o nome dele.
Luís Filipe Vieira teve demasiados anos à frente do Benfica. Fechou uma era e Rui Costa faz um seguimento por não saber de outra maneira porque foi aquilo que ele vivenciou dentro do Benfica. Se Rui Costa não tem uma ‘escola’ diferente, não tem uma formação diferente, não conhece outras pessoas, vai fazer o mesmo. O modelo é igual.
"Se há um processo disciplinar pendente sobre Luís Filipe Vieira, vai-se candidatar à presidência? Não faz sentido"
G. Disse agora mesmo que se tinha fechado uma página com Luís Filipe Vieira. Acha que não há espaço para ele se voltar a candidatar?
JDM. Espero que não haja espaço para ele voltar a candidatar-se. Há duas sombras a pairar sobre Luís Filipe Vieira. Embora ele tenha esse direito e é legítimo, há dois problemas para resolver. Um judicial, ainda é arguido em determinados processos e foi acusado. Não faz sentido um candidato à Presidência do Benfica ou a qualquer outra entidade – seja desportiva ou não – candidatar-se quando paira sobre ele uma suspeita, ainda para mais relacionada com o Benfica.
A outra razão está relacionada com uma questão interna do Benfica. Foi aprovado na última Assembleia Geral, em junho, a ata que prova que ele efetivamente cometeu uma ilegalidade relativamente a um Sócio. Deve haver um processo disciplinar. A Direção deveria ter aberto um processo disciplinar. Se há um processo disciplinar pendente sobre Luís Filipe Vieira, vai candidatar-se à Presidência? Não faz sentido. Se ele quiser apresentar-se a eleições, ele lá entenderá. Não vai ter sucesso. As pessoas já viraram a página de Luís Filipe Vieira.
"Nunca acreditei que Jorge Jesus voltasse, mas é o Benfica e tudo pode acontecer"
G. Foi comentador da BTV durante seis anos e dois meses. A BTV está de alguma forma conotada com alguma proximidade às Direções do Benfica. De que forma é que isto o compromete?
JDM. Não compromete de forma absolutamente nenhuma. Adorei a minha experiência na BTV. A BTV é uma coisa inacreditável [pela positiva]. Sugeriram-me a criação de um programa em que me deram um completo controlo sobre aquilo. Tive muitos problemas com o meu programa. Foi suspenso várias vezes por ordem do ex-Presidente [Luís Filipe Vieira] e do antigo CEO [Domingos Soares de Oliveira]. Foi suspenso pelo antigo diretor jurídico do Benfica e também foi suspenso por parte de advogados externos ao Benfica.
Porque é que, ao longo de seis anos, o programa foi suspenso aqui e ali? Porque obviamente coloquei em cima da mesa coisas que os administradores do Benfica não gostavam que fosse debatido. Corri sempre esse risco, mas na realidade nunca me fecharam definitivamente o programa. Houve ali alturas em que tinha de ter mais calma.
Levei lá pessoas que não eram do Benfica. Profissionais de todas as áreas. Debateram, respeitaram o Benfica, nunca tive problemas nenhuns com esse programa até ao dia em que descobri, em 2020, muito tempo antes da contratação de Jorge Jesus, que o Jorge Jesus era o treinador que Luís Filipe Vieira queria à força para o Benfica.
A primeira coisa que fiz, obviamente, depois de ter criticado tudo o que foi Jorge Jesus no Sporting e tudo aquilo que disse sobre o Benfica quando esteve no Sporting, foi apresentar a renúncia. A partir de hoje, não posso estar na BTV quando se contrata um treinador que fez o que fez e disse o que disse sobre o Benfica. É impossível. Não contem comigo.
Coincidiu com as eleições, em julho de 2020, e a BTV sabia uns meses antes que Jorge Jesus ia ser contratado pelo Benfica. Aliás, ainda o Bruno Lage nem tinha sido despedido. Nesse caso, fui ingénuo. Nunca acreditei que Jorge Jesus voltasse ao Benfica, mas é o Benfica e tudo pode acontecer.
G. Quais são para si os aspetos mais prementes relativamente à revisão dos estatutos?
JDM. A questão do voto físico e voto eletrónico é muito sensível e tem de ser debatida imediatamente com os Benfiquistas. O voto físico é o ideal. Não há grande conversa sobre esse assunto. Todas as federações estão sujeitas a limitação de três mandatos. Faz todo o sentido os órgãos sociais serem remunerados. A forma como o cálculo é feito pode ser discutível, mas é uma coisa absolutamente normal.
No final de cada época desportiva, deve haver uma assembleia geral ordinária, prevista nos estatutos, para que os Benfiquistas debatam o ano desportivo anterior.
Espero que que o professor Fernando Seara tenha a hombridade e a capacidade de aguentar a assembleia geral até que se resolvam as questões. Tivemos assembleias gerais, que não são dignas do Benfica. Acredito que ele tem essa capacidade e vai conseguir gerir isso. Espero que não seja isso que vá na cabeça dele, ou seja, que a partir do momento em que haja algum desconforto, que acabe com a assembleia geral. Isto é essencial para a vida do Benfica.
"O Benfica já foi o Clube com mais Sócios do mundo. Benfica tem de ter esse objetivo"
G. Qual a sua estratégia de aproximação do Clube aos Sócios?
JDM. É um dos pilares essenciais que está relacionado com a minha candidatura, que é o associativismo e até porque nos últimos anos se nota uma fricção muito maior entre os Sócios e o Benfica.
Esse trabalho de aproximação tem que ser feito de várias maneiras, mas à cabeça de duas formas: uma a nível nacional e outra internacional.
A nível internacional é mais fácil. Há um desfasamento muito grande com os PALOP. O Benfica perdeu completamente o comboio relativamente à Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo-Verde, Angola… Não se sente essa ligação. É um mercado grande a explorar para Sócios Benfiquistas, que em tempos o Benfica teve (Eusébio, Coluna, Águas, Costa Pereira). Historicamente, o Benfica tem esse dever.
Porque não fazer assembleias gerais deslocalizadas do Estádio da Luz? Ir ao encontro dos Sócios. Porque é que o Benfica não joga em casa, como visitado, fora do Pavilhão da Luz. Há uma ligação muito maior dos Sócios e adeptos às modalidades porque privam com os atletas das modalidades e não com os do futebol.
Essa aproximação tem de ser imediata e correr em paralelo com todas as outras medidas. Tem de se sentir de imediato esse impacto junto dos Sócios. A melhor maneira é irmos atrás deles, não só para os manter, porque na realidade nós vemos que o Benfica tem uma (boa) quotização de Sócios ativos, mas pode ter muito mais. O Benfica já foi o Clube com mais Sócios do mundo. O Benfica tem de ter esse objetivo.
G. Que comunicação gostava de implementar no seu Benfica?
JDM. A comunicação do Benfica não existe. Não vou chamar comunicação a newsletters e coisas que publicam no site que são resumos do que se passou. A comunicação do clube passa por ter um canal de excelência, que é a BTV, que adoro e que tenho imensas saudades, mas que funciona em prol daquilo que a administração quer fazer da BTV. Uma proteção para quem está lá dentro. Isto não é para ser levado a mal. É uma questão política e não pode ser. A BTV existe para transmitir jogos (futebol e modalidades) e estar próxima dos Sócios e adeptos para transmitir aquilo que é o Benfica. Tem de haver uma reformulação completa. Na parte dos media, tem, basicamente, que recomeçar do zero.
Há um projeto que me diz muito – o meu pai é jornalista – que é a Rádio Benfica. É uma empresa que está constituída. É uma das 12 empresas do grupo e nunca foi ativa. Aí sim, podemos retomar a conversa dos PALOP e comunicar para fora daquilo que é o universo localizado dos Sócios Benfiquistas em território nacional e chegar também a esses (Sócios) através da rádio e a BTV tem que se abrir, de uma vez por todas.
Ninguém na BTV é capaz de estar sentado à mesa e criticar, de forma completamente descompensada, Rui Costa ou seja lá quem for. Não faz sentido absolutamente nenhum. É um ambiente controlado. Agora tem é de ser completamente independente e em defesa do Benfica. Não é ter conteúdos de programas que não interessam absolutamente a ninguém ou que estejam sempre em modo repeat.
Sei que isto não vai ser muito agradável de dizer porque vai parecer que é pressão e eventualmente até chantagem. O Benfica tem de controlar aquilo que os media, e os jornais desportivos em concreto fazem do Benfica. Das duas uma: ou o Benfica é permissivo quanto a isso ou então fomenta isso. Tenho conhecimento de algumas situações que é o Benfica que fomenta ou então tem uma estratégia de porta aberta para a comunicação social. Há coisas confidenciais e sigilosas, mas tem que ter via aberta para dizer ‘não, isso que estão a dizer está errado’.
Não pode ser colocar pessoas nos meios de comunicação associadas ao Presidente, ex-Presidentes, diretores, que vão responder pelo Benfica, que estão sempre com o telemóvel na mão. Isso tem de acabar. O Benfica tem de ter uma relação com os media franca e aberta, mas tem de utilizar o seu próprio canal de comunicação para o fazer. Tem de ser aberto, completamente independente e transversal. Há muita margem para dar a volta e o Benfica é claramente lesado pela ausência da sua comunicação. Os Benfiquistas não conseguem perceber o que se está a passar e é penoso. Completamente prejudicial.
Jogador das águias está na lista de possíveis contratações do Milan após chegada do português para o cargo de treinador principal
17 Jun 2026 | 17:36 |
António Silva continua a despertar interesse além-fronteiras e surge agora associado ao AC Milan, que estará a preparar uma profunda remodelação do plantel para a temporada 2026/27 sob o comando de Ruben Amorim, recém contratado pela equipa italiana.
Segundo avança o jornal italiano Gazzetta dello Sport, o treinador português já terá identificado vários alvos para reforçar a equipa rossonera e o nome do defesa-central do Benfica integra a lista de jogadores que merecem especial atenção por parte da estrutura milanesa.
Ainda assim, António Silva não surge como a principal prioridade para o eixo defensivo. A mesma publicação refere que Gonçalo Inácio, do Sporting, é atualmente o alvo preferencial de Ruben Amorim para reforçar o centro da defesa, fruto do conhecimento profundo que o técnico tem das qualidades do internacional português.
Apesar disso, o central encarnado continua a ser visto como uma alternativa de elevado nível. António Silva mantém contrato com o Benfica até junho de 2027 e continua protegido por uma cláusula de rescisão fixada nos 100 milhões de euros. Paralelamente, os responsáveis encarnados permanecem empenhados em prolongar o vínculo do jogador, embora ainda não exista um acordo definitivo entre as partes.
A eventual investida do AC Milan surge numa altura em que o futuro do internacional português continua a ser um dos temas mais acompanhados no mercado. Aos 22 anos, António Silva mantém estatuto de uma das principais referências da formação benfiquista e continua a ser visto como um dos ativos mais valiosos do plantel.
Além do defesa do Benfica, Ruben Amorim também terá sinalizado outros jogadores portugueses para reforçar os rossoneri. Entre eles encontram-se Gonçalo Inácio e Francisco Trincão, ambos do Sporting, bem como Gonçalo Ramos, avançado formado no Benfica que atualmente representa o PSG. Enquanto isso, António Silva continua focado na preparação da nova temporada ao serviço do Benfica, aguardando também desenvolvimentos relativamente à proposta de renovação que lhe foi apresentada pela SAD encarnada.
Clube suíço ficou na segunda posição do campeonato local e está no caminho das águias para alcançar a fase final da competição
17 Jun 2026 | 16:25 |
O Benfica já conhece o adversário que irá defrontar na segunda pré-eliminatória da Liga Europa. O sorteio realizado esta quarta-feira ditou um duelo frente ao St. Gallen, da Suíça, com a primeira mão agendada para 23 de julho, em solo helvético, e a segunda marcada para 30 de julho, no Estádio da Luz.
Vice-campeão suíço na última temporada, o St. Gallen terminou o campeonato a 14 pontos do campeão FC Thun. Apesar de não ser um dos emblemas mais mediáticos do futebol europeu, trata-se de um clube histórico, fundado a 19 de abril de 1879, sendo o mais antigo ainda em atividade na Suíça e um dos mais antigos de toda a Europa. No seu palmarés constam dois títulos de campeão suíço, conquistados nas épocas 1902/03 e 1999/2000, além de duas Taças da Suíça, uma Taça da Liga e quatro conquistas da segunda divisão do país.
A equipa é orientada pelo treinador alemão Enrico Maaben, que assumiu funções no verão de 2024. O plantel apresenta um perfil internacional e conta com alguns nomes em destaque, entre os quais o guarda-redes ganês Lawrence Ati Zigi, o médio espanhol Jordi Quintillà e o jovem avançado suíço Alessandro Vogt, de 21 anos, que terminou o último campeonato como segundo melhor marcador da prova, com 15 golos.
Nas competições europeias, o momento mais marcante da história do St. Gallen aconteceu na Taça UEFA de 2000/01. Depois de perder por 1-0 em Inglaterra, a formação suíça surpreendeu ao eliminar o Chelsea graças a uma vitória por 2-0 na segunda mão, protagonizando uma das maiores façanhas do clube a nível continental.
No que diz respeito a confrontos com equipas portuguesas, existe apenas um antecedente. Em dezembro de 2024, o St. Gallen recebeu o Vitória de Guimarães na fase de liga da UEFA Conference League e acabou derrotado por 4-1. O clube suíço disputa os seus encontros no Kybunpark, também conhecido como AFG Arena, recinto com capacidade para 20.660 espectadores.
Veja a celebração do St. Gallen pelo título da Taça da temporada 2025/26:
Jogador terá oportunidade de mostrar ao treinador durante a pré-época que tem condições de brigar por uma vaga no plantel encarnado
17 Jun 2026 | 14:03 |
Tiago Gouveia quer aproveitar a pré-temporada para se afirmar no plantel do Benfica e garantir um lugar na equipa principal. A mudança no comando técnico, com a saída de José Mourinho e a chegada de Marco Silva, reabriu a porta ao extremo de 24 anos, que também pode atuar como lateral-direito.
O jogador, que numa fase inicial não contava para os planos de José Mourinho, entra agora numa nova avaliação por parte da estrutura técnica. Marco Silva pretende analisar todo o grupo durante o estágio no Seixal, e Tiago Gouveia será um dos jogadores sob observação direta.
O novo treinador conhece bem o perfil do extremo, tendo chegado a ponderar a sua contratação para o Fulham, cenário que acabou por não se concretizar. Esse fator alimenta a esperança do jogador em relançar a carreira na Luz. Recorde-se que Tiago Gouveia foi uma das peças utilizadas com maior regularidade na época 2023/24, sob o comando de Roger Schmidt, somando 26 jogos e assumindo um papel relevante no plantel. Esta poderá mesmo ser uma oportunidade decisiva, tendo em conta que tem contrato válido até 2028.
Na última temporada, o empréstimo ao Nice ficou aquém das expectativas. O extremo participou em 25 encontros, apenas 11 como titular, e marcou dois golos, ambos diante do Go Ahead Eagles, na Liga Europa. O clube francês acabou por não acionar a cláusula de compra fixada nos oito milhões de euros.
A concorrência no plantel encarnado é elevada. Gianluca Prestianni e Dodi Lukébakio partem na frente para o lado direito do ataque, embora a eventual saída do internacional belga não esteja descartada. Já na lateral-direita, Tiago Gouveia terá de competir com Amar Dedić, Alexander Bah e Daniel Banjaqui, sendo que nem todos deverão permanecer no plantel para a nova época.
Veja lindo golo de Tiago Gouveia pelo Nice: