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Clube
29 Dez 2022 | 17:17 |
2022 está prestes a terminar e o Glorioso 1904 recolheu os cinco momentos que mais desilusão trouxeram aos Benfiquistas no presente ano civil. Comecemos, então, a viajar por uma lista que percorre o futebol e modalidades.
Terceiro lugar na Liga Portugal Bwin 2021/22, a 17 pontos do campeão
Numa época de mais baixos do que altos, vários resultados no Campeonato ditaram uma das piores prestações do Benfica nos últimos anos.
Com 74 pontos em 34 jogos, uma distância de 17 pontos para o campeão Porto e 11 pontos para o segundo classificado Sporting, os encarnados estiveram mais perto do quarto lugar do que do segundo, contando com uma margem para o Braga de nove pontos.
As derrotas frente ao Gil Vicente, por 2-1, no Estádio da Luz; o empate no Bessa a duas bolas, depois de estar a vencer por 2-0 ao intervalo; a derrota em Braga, por 3-2, e a derrota na Luz, por 1-0, na penúltima jornada, que garantiu o título ao Porto, foram alguns dos momentos para esquecer desse Campeonato.
https://twitter.com/InformGlorious2/status/1384816086600847361?s=20
Eliminação na fase de grupos da Allianz Cup, após empate a um golo frente ao Moreirense
A segunda metade do ano tem sido muito mais sorridente que a primeira, mas apesar de o Benfica ainda não ter perdido em jogos oficiais esta temporada 2022/23, não podemos deixar de falar no primeiro objetivo que foi por ‘água abaixo’.
A missão da equipa de Roger Schmidt era vencer todas as competições em que estivesse inserida, mas a verdade é que, num grupo com três equipas da Liga Portugal 2 (Moreirense, Estrela da Amadora e Penafiel) o Benfica tinha a obrigação de ser líder do grupo, algo que não aconteceu.
https://twitter.com/SLBenfica/status/1604219957683703808?s=20
Derrota na final do Campeonato de Hóquei em Patins 21/22 na ‘negra’ frente ao Porto
Apesar do terceiro lugar na fase regular do campeonato de hóquei em patins, o Benfica demonstrou nos playoffs o seu verdadeiro valor, ultrapassando o Valongo e o Sporting no caminho até à final, mas não conseguiu ultrapassar a equipa do Porto.
Depois de cada emblema ter vencido dois jogos nos seus respetivos terrenos, na ‘negra’, a formação encarnada não se conseguiu impor e perdeu, por 3-2, deixando escapar outro título para os dragões em 2022.
https://twitter.com/InformGlorious2/status/1542247340928630790?s=20
Eliminação precoce do futebol feminino da Taça Portugal, após goleada sofrida frente ao Braga (4-0)
No futebol feminino, o Benfica teve em 2022 uma das ‘piores’ desde a criação da secção no Clube da Luz. Venceu o Campeonato, mas acabou por deixar a Taça da Liga e a Taça de Portugal de lado, com a segunda a ter sido a mais dura, com uma saída nos oitavos-de-final da competição.
https://twitter.com/InformGlorious2/status/1492483809912184833?s=20
Mais um ano de investimento forte no futsal sem nenhum retorno
O futsal continua a desiludir, com os encarnados a fazerem novamente um investimento avultado em jogadores como Rômulo e Rocha e, mais uma vez, não resultou em nenhum troféu na temporada 2021/22.
Para referência, a equipa das águias não vence um troféu desde que conquistou a Taça da Liga em 2019/20.
https://twitter.com/todavidafutsal/status/1541444051702104064?s=20
Emblema verde e branco está avaliado em 250 milhões de euros, depois de registar um crescimento de cerca de 35% no último ano
21 Ago 2026 | 15:00 |
O Sporting ultrapassou o Benfica e tornou-se o clube português com a marca mais valiosa, segundo os dados do relatório Football 50 2026, elaborado pela consultora Brand Finance. Os leões estão avaliados em 250 milhões de euros, depois de registarem um crescimento de 35% no último ano, passando para a frente das águias, que também valorizaram, mas ficaram nos 219 milhões de euros.
O Porto aparece no terceiro lugar entre os emblemas portugueses, com uma avaliação de 192 milhões de euros, correspondente a uma subida de 7%. No entanto, os dragões podem reclamar outro estatuto: apesar de valerem menos financeiramente do que Sporting e Benfica, continuam a ser considerados a marca portuguesa de clubes mais forte, sendo reconhecidos por 95% dos adeptos a nível internacional.
André Bernardo, administrador da SAD e vice-presidente leonino, explicou a estratégia seguida pelos leões: "Partimos para isto de forma a tornar visível algo que não mudou desde 1906: uma identidade que expressa com mais fidelidade quem somos e, a partir daí, a amplifica globalmente. O Sporting foi fundado em torno da formação do ser humano, tendo o desporto como método e não como fim. Chamamos a isso o lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. A 1 de julho completámos 120 anos desse lema a ser passado de geração em geração. Por isso, a questão nunca foi "o que deveríamos ser?", mas sim "o que é que sempre fomos e como fazemos da marca o seu reflexo mais verdadeiro?" A resposta foi um sistema de cinco pontos cardinais: emblema, coroa, leão, listas e porta 10-A, cada um carregando a sua própria simbologia, trabalhando agora em simbiose como uma só identidade".
O relatório mostra, assim, uma evolução significativa dos três grandes portugueses. O Sporting foi o que mais cresceu e chegou aos 250 milhões de euros, ocupando o 19.º lugar a nível mundial, enquanto o Benfica - que está perto de contratar João Palhinha - aparece logo atrás na corrida. Já o Porto, apesar dos 192 milhões de valor de marca, mantém a liderança portuguesa no indicador de força da marca.
A nível internacional, o topo continua entregue ao Real Madrid, que mantém o estatuto de clube com a marca mais valiosa do mundo, avaliada em 2,4 mil milhões de euros. O Barcelona surge na segunda posição, com um valor de 2 mil milhões, fechando um pódio muito distante dos valores apresentados pelos três grandes do futebol português.
Iniciativa das águias ganhou uma nova dimensão e prepara-se para chegar ao centro do debate político, depois de ultrapassar o número de assinaturas
19 Ago 2026 | 11:14 |
A petição apresentada pelo Benfica contra o modelo de centralização dos direitos televisivos do futebol profissional ganhou força nos últimos dias e já ultrapassou o número de assinaturas necessário para ser discutida em Plenário da Assembleia da República. A iniciativa foi apresentada a 8 de agosto e pretende colocar em causa a forma como está prevista a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais.
À data desta terça-feira, petição intitulada "Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais" contava com 7.684 assinaturas, ultrapassando as 7.500. Rui Costa, presidente do Benfica, surge como primeiro signatário da iniciativa, que pretende agora levar o tema para uma discussão no Parlamento.
A petição está disponível para subscrição desde 10 de agosto e continuará aberta durante mais 50 dias no site da Assembleia da República (28 de setembro). O objetivo definido pelos encarnados passa pela suspensão da implementação do atual modelo de centralização dos direitos audiovisuais do futebol profissional, até que seja realizada uma avaliação técnica, económica e jurídica independente.
Além da suspensão, o Clube pretende também que sejam revistas as soluções atualmente previstas para o processo. A posição foi apresentada pelo clube através de um comunicado divulgado a 10 de agosto, no qual foi explicada a intenção de promover uma análise independente antes da implementação do modelo.
A discussão em Plenário poderá ainda abrir diferentes possibilidades no plano institucional. Segundo a informação disponibilizada pela Assembleia da República, a apreciação de uma petição pode resultar na comunicação ao ministro competente para eventual medida legislativa ou administrativa, na remessa do processo ao Procurador-Geral da República, Polícia Judiciária ou Provedor de Justiça, na iniciativa de um inquérito parlamentar ou até na apresentação de um projeto de lei ou de resolução sobre a matéria.
Antigo responsável encarnado recuperou um tema que está a gerar discussão e deixou fortes críticas à estratégia seguida pelo Clube
12 Ago 2026 | 15:00 |
João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, lançou duras críticas à petição apresentada pelo Clube na Assembleia da República para travar ou rever o processo de centralização dos direitos televisivos do futebol português. O ex responsável encarnado considerou que a iniciativa surge demasiado tarde e assume sobretudo um caráter político e propagandístico.
J. Gabriel: Há mais de cinco anos que se sabe"
"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém", escreveu numa publicação no LinkedIn.
As críticas à atual liderança foram particularmente fortes quando apontou diretamente aquilo que considera ter sido uma ausência de intervenção durante os últimos anos. "Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar. O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou", afirmou.
J. Gabriel: " É uma peça de propaganda"
João Gabriel classificou mesmo a iniciativa como uma ação essencialmente comunicacional. "É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda. O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate", pode ler-se.
O antigo diretor de comunicação também dirigiu críticas a Pedro Proença - novamente - , presidente da Federação Portuguesa de Futebol, pela forma como considera que o debate sobre a centralização foi conduzido. "Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos. É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026", concluiu.
Veja a publicação de João Gabriel: