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Antigo presidente do Benfica defende Rui Costa e ataca Noronha Lopes: "Não tem mística"
14 Abr 2026 | 09:52
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07 Mar 2025 | 05:42 |
José Costa Pereira, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, explicou como é que os Sócios poderão votar na reunião magna, agendada para o próximo sábado, dia em que as águias recebem o Nacional. O dirigente das águias acabou por deixar o apelo à participação dos Benfiquistas, garantindo que o processo acaba por ter o "mais pensado da história das associações em Portugal".
José Pereira da Costa - O Sócio vem, chega, vota e pode ir à sua vida, pode ir lanchar, pode ir almoçar, pode ir jantar, pode ir ao jogo e votar depois do jogo
"É um dia de jogo. A Mesa [da Assembleia Geral] tinha falado que iria tentar que a votação ocorresse em março e em dia de jogo. É o único jogo que vamos disputar em março num sábado, será então dia 8, Dia Internacional da Mulher. Os sócios do SLB – um clube em que sempre houve igualdade entre os sócios – até têm a oportunidade de festejar o Dia Internacional da Mulher e também, no âmbito do Benfica, com o voto", começou por referir o dirigente dos encarnados.
"É um dia de jogo, e daí termos de começar às 9h30, o jogo é às 18h00, e prolongaremos a votação para além do jogo. Vai ser um dia muito exigente", acrescentou José Pereira da Costa, que revelou que, por ser em dia de jogo do Glorioso, a entrada no pavilhão irá proceder de forma distinta, de maneira a não condicionar o acessos às bancadas da Catedral.
O dirigente revelou ainda que os Sócio, que vão exercer o direito de voto, terão cerca de 30 postos de check-in à disposição, tendo posteriormente 20 urnas. "Todas abertas por mim e encerradas por mim. O presidente da Mesa [da Assembleia Geral] assumirá essa responsabilidade e elaborará um auto de abertura e encerramento. Portanto, as urnas só são postas as funcionar depois de eu ver uma a uma e de assumir a responsabilidade perante a sua abertura e o seu encerramento", mencionou José Pereira da Costa.
José Pereira da Costa - É um dia de jogo, e daí termos de começar às 9h30, o jogo é às 18h00, e prolongaremos a votação para além do jogo
"Volto a dizer, nós estamos num dia em que não sabemos o que vai acontecer, porque não há, na história do SLB, um processo de revisão dos Estatutos votado desta maneira, num fim de semana, num dia de jogo, com voto secreto em urna, com o papel de urna. Não sabemos quantos sócios é que vão votar, eu espero que seja o maior número possível numa manifestação de interesse e numa manifestação de associativismo jamais vista em Portugal. Voto em urna. E será encerrada a fila", acrescentou o presidente da MAG.
"Proposta de alteração de Estatutos – 2025, favor e contra. É esta. No boletim, é isto que vai constar. Quem for a favor da proposta, a proposta é esta, que é do conhecimento dos sócios, vota a favor. Quem for contra, vota contra. E, portanto, no fundo, o que nós estamos é perante um processo deliberativo de pessoa coletiva, neste caso, associação, o SLB – a maior associação do mundo. E, como é esse o processo deliberativo que está em causa, incide sobre a proposta. Podíamos colocar: concorda com a proposta, sim ou não? Mas optámos por uma frase clean. Direta, cristalina, transparente, como todo o processo que está aqui em causa, proposta, favor e contra. É isto que vai ser o objeto", referiu.
"Se requer voto secreto, as pessoas terão a privacidade total no exercício do seu direito de voto. A observação deste processo poderá ser feita em qualquer plataforma: através do site, de telemóvel, televisão, ecrã gigante, onde o sócio do Benfica quiser e pretender, verá o processo. Convido, aliás, os sócios a fazerem-no. Todos os sócios. No Benfica, o processo de Estatutos pertence a todos os sócios. Aos que participaram, mas também aos que não participaram. Porque é aquilo que nos rege. E são esses sócios que estão espalhados por um mundo todo, uns que podem vir votar, outros que não podem, que podem acompanhar a transmissão", explicou José Pereira da Costa.
"O sócio vem, chega, vota e pode ir à sua vida, pode ir lanchar, pode ir almoçar, pode ir jantar, pode ir ao jogo e votar depois do jogo. Portanto, há vários horários disponíveis, mas o único exercício que tem de fazer é o de estar na fila, votar e sair", concluiu o dirigente do Benfica.
Antigo presidente do Glorioso acredita que homem de confiança do atual líder do Clube encarnado pode ajudar as águias a crescer
14 Abr 2026 | 13:27 |
Manuel Damásio quebrou o silêncio e concedeu uma grande entrevista, onde falou da atualidade do Benfica. Um dos temas debatidos foi os erros de Rui Costa. Manuel Damásio defende que o atual presidente teve falhas, mas que agora está rodeado de funcionários muito competentes, na qual referiu Nuno Catarino.
M. Damásio: "Fiquei com uma impressão muito boa"
"Fiquei com uma impressão muito boa dele. É um homem que procura novas receitas, não dependendo apenas da Liga da Campeões. Neste aspeto, durmo tranquilo. Há todas as possibilidades da próxima época correr bem com as pessoas que lá estão" , revelou, em declarações ao jornal Record.
O antigo líder máximo do Glorioso entre 1994 e 1997 ainda falou que Rui Costa merece um novo voto de confiança e que achou melhor falar em público sobre a continuidade de Mourinho. "Ainda pensei em falar com Rui Costa. Mas se o fizesse em privado ninguém saberia o que teria sido dito. Se é público, mas sério e correto, ele não tem de chatear. Se ele tomar estas decisões, terá o aplauso de toda a gente. É uma questão de ética e de benfiquismo. Ele merece este voto de confiança pelo seu passado e pelo esforço que tem feito", falou.
Nuno Catarino é o Chief Financial Officer (CFO) do Benfica, sendo responsável pela gestão financeira e estratégica do clube, incluindo planeamento orçamental, controlo de custos e sustentabilidade económica. Integra a estrutura diretiva das águias e tem um papel central na definição das linhas de investimento e na supervisão das contas do grupo Benfica.
Vale lembrar que na mesma entrevista, Manuel Damásio criticou severamente Noronha Lopes. "Como empresário, Noronha Lopes tinha boas ideias. Tinha até boa equipa, mas não o apoiei porque não tinha o coração e a mística... Para se ser presidente do Benfica não basta pensar apenas na gestão" , disse.
Numa entrevista à imprensa nacional, figura de relevo no universo encarnado defende que águias vão sair prejudicadas com este modelo apresentado
14 Abr 2026 | 12:49 |
Nuno Catarino voltou a frisar que o atual modelo da centralização dos direitos televisivos vai ser prejudicial para o Benfica. Numa entrevista à imprensa nacional, o CFO da SAD encarnada - que também falou do financiamento do District - considera que os vermelhos e brancos podem vir a ter perdas significativas nas receitas.
Nuno Catarino: "Estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica"
"Com base no cenário de €220 milhões apontado pela Liga, estamos a falar de uma perda provável de 5 a 15 milhões de euros [por ano] para o Benfica, dependendo de outras variáveis", começou por dizer Nuno Catarino, em declarações ao jornal ECO, alertando que o atual momento apresentado é prejudicial.
"É uma situação inaceitável para nós, e por isso a nossa abordagem tem sido construtiva — que é a nossa postura natural — mas simultaneamente assertiva", assumiu Nuno Catarino, frisando que o Benfica tem de ter em conta os seus interesses e o seu bem-estar financeiro.
Nuno Catarino: "Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa"
"Reconhecemos que para a maioria dos clubes nacionais esta centralização representa uma situação muito complexa. Já existem cinco ou seis clubes que não conseguiram negociar, ou que receberam propostas muito baixas, porque os operadores tiram partido da situação. Em 99 por cento das decisões, o bem do futebol português é o bem do Benfica, e vice-versa", explicou, assumindo que as águias podem entrar no projeto.
"O Benfica não precisa desse processo para ter boas condições de mercado — mas reconhece que, para muitos outros clubes, faz todo o sentido. O valor total de receitas de televisão para as duas épocas chega a 114,2 milhões de euros se incluirmos a publicidade dinâmica no estádio retida pelo Benfica [€7,2 milhões para duas épocas] e o contrato de exploração publicitária da BTV [€2,4 milhões]", concluiu, em entrevista ao jornal ECO.
Numa entrevista exclusiva à imprensa nacional, antigo dirigente máximo dos encarnados também falou da atual gestão, sob a responsabilidade de Rui Costa
14 Abr 2026 | 11:49 |
Manuel Damásio quebrou o silêncio e concedeu uma grande entrevista, onde falou da atualidade do Benfica. À conversa com a imprensa nacional, o antigo presidente das águias - que revelou o motivo por detrás do voto em Rui Costa - assumiu que precisou de alguma ajuda enquanto liderava os destinos dos encarnados.
Manuel Damásio: "Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol"
O Benfica precisa de nova revolução no plantel, depois de mais um investimento avultado, superior a 100 milhões de euros? "Não estou à altura de dizer se o plantel precisa de uma revolução. Se precisamos de mais jogadores ou não, vai ser decidido por Rui Costa e José Mourinho", começou por dizer Manuel Damásio, numa entrevista exclusiva ao jornal Record.
"Eu fui presidente e de futebol não percebia nada. Pedi a Mário Wilson para me ensinar a ver futebol", revelou Manuel Damásio, na mesma resposta à questão colocada pelo diário desportivo. O antigo dirigente das águias revelou que o seu conhecimento do desporto não era suficiente para um cargo como o que detinha na altura.
Manuel Damásio: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados"
"Sentei-me ao lado dele em quatro ou cinco jogos e disse-lhe que tinha um produto para vender e que sabia o que qualquer ser humano sabia, mas que precisava de aprender mais. Daí ter grande admiração por ele, era um senhor", apontou, deixando rasgados elogios a Mário Wilson.
José Mourinho tem sido, não raras vezes, duro com os jogadores: "O Mundo mudou. Há 10 ou 20 anos, não se podia dizer isto ou aquilo porque os jogadores podiam ficar melindrados. Mas os jogadores são profissionais, ganham fortunas e, por isso, tem de se exigir deles. Se ele tratasse mal os jogadores... Não devemos ficar chocados quando um responsável chama alguém à atenção", assumiu o antigo presidente das águias.