Futebol
Mourinho ganha problema antes do Benfica - AFS, mas tem solução à vista
19 Fev 2026 | 11:02
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Futebol
19 Fev 2026 | 12:34 |
O futebol pintou Vinicius Jr. como vítima de mais um recente caso de alegado racismo, que aconteceu no encontro entre Benfica e Real Madrid. Contudo, dias depois do incidente, surgem novos dados que mostram que o internacional brasileiro teve uma postura hostil para com Gianluca Prestianni antes do dito insulto "macaco".
Gustavo Machado, especialista em leitura labial, divulgou as declarações proferidas pelo camisola 7 do Real Madrid, na sequência do golo que marcou, ao momento em que disse a François Letexier que tinha sido alvo de racismo. Segundo a mesma fonte, os insultos terão começado com o juiz francês.
"Fala aí, c******!", terá dito Vinicius Jr., momentos depois de ter feito o golo solitário da partida, ao dirigir-se a François Letexier. "Porquê? Por que é que me deste cartão? Estás a brincar? Porquê para mim? Porquê?", acrescentou o brasileiro, depois de ter sido admoestado com um cartão amarelo.
De seguida, o foco foi a interação do extremo com Prestianni. "Cala a boca, seu burro! Cala a boca, cagão de m****", disse alegadamente ao argentino, antes de informar Letexier de que tinha sido insultado pelo atleta do Benfica. "Árbitro! Ele chamou-me macaco! Chamou-me macaco!", informou Vinicius Jr., ao juiz da partida, antes de repetir o mesmo a Nicolás Otamendi.
"Eu sei o que ele disse. Levei amarelo e ele não?! Só eu é que vi o amarelo...", desabafou o camisola 7 do Real Madrid, antes do árbitro ativar o protocolo anti-racismo, que interrompeu a partida da Liga dos Campeões por 10 minutos, antes de ser retomada.
Internacional belga dá que falar na Champions League depois de um novo estudo internacional que destaca os mais fortes da prova
19 Fev 2026 | 11:53 |
O Observatório do Futebol (CIES) divulgou um estudo que analisa o desempenho físico dos jogadores das equipas que ainda estão em prova na Liga dos Campeões, destacando um atleta do Benfica: Dodi Lukébakio.
Dividido por cinco setores - centrais, laterais, médios, extremos e pontas de lança -, o relatório apresentado mostra o top-20 de cada posição. Entre os extremos, o internacional belga aparece no 16º lugar da tabela dos mais velocistas.
O avançado registou uma velocidade de ponta de 33,84 km/h. No topo, a uma distância considerável dos demais, está Anthony Gordon, do Newcastle, com 37,92%. O desempenho do belga coloca-o entre os alas mais rápidos ainda em competição na Champions.
Nesta lista também aparece jogadores do Sporting. Iván Fresneda é o quinto entre os laterais, com velocidade de ponta de 35,08 km/h. No âmbito dos médios, João Simões posiciona-se, com 32,13 km/h. Já Luis Suárez é o sétimo avançado mais veloz, graças aos seus 33,92 km/h.
De lembrar que Dodi Lukebakio deverá substituir Gianluca Prestianni contra o AFS SAD, neste sábado. O futebolista argentino não vai poder integrar as opções do Benfica na receção ao clube da Vila das Aves devido a castigo. O jovem viu o quinto cartão amarelo frente ao Santa Clara.
Episódio envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni levou à ativação de um procedimento oficial na partida de Liga dos Campeões
19 Fev 2026 | 11:27 |
No encontro entre o Benfica e o Real Madrid (1-0 para os "merengues"). Após marcar, Vinícius Júnior recebeu cartão amarelo nos festejos e, antes da reposição da bola em jogo, queixou-se de ter sido insultado por Gianluca Prestianni, alegadamente chamado de “mono”(Macaco em espanhol).O árbitro François Letexier assinalou de imediato o gesto em ‘X’ com os braços e interrompeu a partida.
Seguiu-se um período de cerca de 10 minutos de paragem, entre os 50 e os 60 minutos, marcado por grande confusão dentro de campo e nos bancos. A partida foi retomada, sem ser necessário aplicar as três etapas do protocolo antirracismo.
O protocolo antirracismo foi criado pela FIFA em 2024 e estabelece um procedimento em três fases para lidar com alegados comportamentos discriminatórios durante os jogos. Na primeira fase, o árbitro interrompe imediatamente a partida após denúncia — que pode partir da vítima, do capitão, das equipas técnicas, do promotor do jogo ou ser detetada pelo próprio juíz — e é emitido um aviso aos espetadores explicando o motivo da paragem. Foi a única a ser utilizada na última terça-feira.
Se o comportamento persistir, entra em ação a segunda etapa, que prevê a suspensão temporária do encontro e o recolher das equipas aos balneários. Caso a situação continue após o recomeço, a terceira fase permite ao árbitro terminar definitivamente a partida, depois de consultar as autoridades de segurança e os delegados da competição e dos clubes.
Vale lembrar que após o encontro, as reações foram duras. Vinícius escreveu nas redes sociais que “racistas são, acima de tudo, cobardes”, enquanto Kylian Mbappé classificou Prestianni como “racista de m****” e defendeu que casos desta gravidade devem ser analisados pela UEFA, sublinhando que “não podemos aceitar que um jogador assim jogue na Champions”.
À conversa com fontes da imprensa nacional, especialista explica enquadramento jurídico do processo que envolve atleta argentino
19 Fev 2026 | 11:25 |
O advogado José Sampaio e Nora admitiu que a punição de Gianluca Prestianni pode ir mais longe do que apenas a nível desportivo. Na ótica do especialista, o camisola 25 do Benfica está metido em sérios sarilhos, depois da UEFA ter aberto um processo, contudo, o mesmo aponta que é um cenário que também pode não vir a acontecer.
José Sampaio e Nora: "Tudo isto será precedido de um processo inquérito para definir o ilícito disciplinar"
"O Regulamento Disciplinar da UEFA prevê um castigo mínimo de 10 jogos de suspensão para todos os jogadores que 'insultem a dignidade humana' de uma pessoa", começou por dizer o conhecido advogado, em declarações ao jornal Record, a respeito da polémica com Vinicius Jr.
"Tudo isto será precedido de um processo inquérito para definir o ilícito disciplinar, que já se iniciou com a nomeação de um instrutor para o efeito. Vão começar por analisar os relatórios e depois ouvir as partes, a começar pelos jogadores", acrescentou José Sampaio e Nora.
José Sampaio e Nora: "Se no fim do processo for declarado culpado será sancionado, suspenso no mínimo 10 jogos"
"Isto é só no âmbito disciplinar, nada obsta que também seja aberto um processo de natureza criminal, visto que se trata de um crime público", alertou o mesmo, afirmando que o processo pode ser mais do que uma situação de carácter disciplinar.
"Se no fim do processo for declarado culpado será sancionado, suspenso no mínimo 10 jogos, mas no decorrer do processo pode ser decidido que o ilícito disciplinar afinal é outro. Nesta fase é prematuro falar-se de um ilícito em concreto, até porque ainda estamos no inquérito", concluiu José Sampaio e Nora.