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Futebol
03 Fev 2024 | 16:41 |
Bernardo Alegra, conhecido adepto do Benfica e diretor do Glorioso 1904, abordou o duelo entre as águias e o Gil Vicente, a contar para a 20ª jornada do Campeonato Nacional, agendado para as 18 horas deste domingo, antevendo um jogo no qual a própria equipa de Roger Schmidt ditará o nível de dificuldade.
"O principal adversário do Benfica tem sido o próprio Benfica. A inconstância exibicional, não só entre jogos mas dentro de cada jogo e a falta de domínio da equipa de princípios básicos como a pressão alta (fundamental no título do ano passado) e o ataque em apoio na esquerda, numa fase tão adiantada da época, fazem com que cada jogo seja uma incógnita", começou por dizer.
Todos os pontos perdidos pelo Clube da Luz em 2023/2024, recorde-se, foram frente a equipas 'inferiores' (Boavista, Casa Pia, Moreirense e Farense), tendo quatro dos nove pontos sido perdidos em casa. Face ao histórico, Bernardo Alegra alerta para a perigosidade do adversário, mas frisa que tudo está dependente da forma como o Benfica se apresentar em campo... "O Gil é uma equipa bem orientada, com alguns bons jogadores e portanto vai tentar dificultar a nossa vida. Dependerá de nós decidir o nível de dificuldade do jogo".
Uma das maiores dúvidas em relação ao onze inicial de Roger Schmidt, prende-se com a frente de ataque, tendo Marcos Leonardo marcado três golos em quatro jogos de águia ao peito, enquanto que Arthur Cabral passa pela sua melhor fase ao serviço dos encarnados, tendo também apontado um golo (de bicicleta) na última jornada, frente ao Estrela da Amadora.
Para Bernardo Alegra esta é uma questão em aberto... "São ambos jogadores muito diferentes que oferecem coisas diferentes à equipa. Leonardo parece me mais completo e melhor solução a prazo, mas falta-lhe a presença física e capacidade de desgaste da defesa de Cabral. Será interessante perceber o que Schmidt vai trabalhar com estas soluções, a que se junta Tengstedt, que tem um perfil mais próximo do brasileiro e santos, com menos talento, mas mais trabalho para a equipa (o que é muitas vezes intangível como provou Ramos no ano passado)".
Outra das dúvidas prende-se com a lateral esquerda, onde Morato tem sido adaptado por Roger Schmidt. Porém, o defesa central conta agora com a concorrência do recém-chegado Álvaro Carreras, lateral de raiz que já se estreou de águia ao peito deixando boas impressões no capitulo ofensivo.
Para o diretor do Glorioso 1904 os esforços do brasileiros, embora a pedido do treinador, foram insuficientes: "Eu não acho que Morato tenha cumprido como lateral. Foi útil para estabilizar a equipa numa fase de grande desnorte, mas Morato não tem quase nada do que se pede para um lateral moderno, sobretudo para uma equipa como o Benfica que, em 80% dos jogos, joga contra equipas que jogam em bloco baixo", referiu.
A posição é uma das mais frágeis do plantel e ficou refém após a saída de Alejandro Grimaldo, tendo Bernardo Alegra relembrado: "Por comparação com Grimaldo, Morato é a antítese e isso nota-se muito na dinâmica da equipa, sobretudo ofensiva. Espero que Carreras seja capaz de agarrar o lugar rapidamente. A par da incapacidade de fazer pressão alta, diria que é o principal problema da equipa".
Recorde-se ainda que, à entrada para esta jornada, o Benfica continua a perseguir o Sporting, no segundo lugar do Campeonato Nacional, com menos um ponto que os leões (48 contra 49). Em terceiro segue o Porto com 44 pontos, menos quatro que o Clube da Luz, enquanto o Braga está mais afastado com 37 pontos, menos 11 que o Glorioso.
Saída do central argentino abre portas a novo ciclo e apenas dois atletas encarnados parecem ter lugar seguro no plantel da próxima temporada
14 Mai 2026 | 17:50 |
O Benfica prepara-se para fechar mais um capítulo ligado ao título conquistado em 2022/23. Nicolás Otamendi já informou a SAD de que não pretende renovar contrato e deverá despedir-se das águias no duelo frente ao Estoril, encerrando uma ligação de seis temporadas com o Clube da Luz.
A saída do internacional argentino poderá ser apenas o início de uma nova reconstrução profunda no plantel encarnado. Três anos depois da conquista do campeonato com Roger Schmidt, restam poucos jogadores desse grupo e vários deles continuam com o futuro em aberto para 2026/27.
António Silva é um dos casos que mais atenção desperta. O central termina contrato dentro de um ano e continua sem acordo para renovar, cenário que pode levar o Benfica a ponderar uma venda já no próximo mercado de verão para evitar o risco de perder o defesa a custo zero no futuro.
Também Andreas Schjelderup vive dias decisivos. O extremo norueguês está no melhor momento desde que chegou ao Benfica e começa a atrair interesse de vários clubes europeus. A SAD encarnada já iniciou contactos para prolongar o vínculo, mas o mercado poderá acabar por ter peso importante na decisão final.
Alexander Bah e Samuel Soares também não têm permanência assegurada, enquanto Fredrik Aursnes e Rafa Silva surgem, nesta fase, como os únicos campeões de 2022/23 com presença praticamente garantida no plantel da próxima temporada. O Benfica prepara, assim, uma nova fase de mudanças, com cada vez menos rostos ligados ao histórico ‘38’.
Apesar dos atuais fortes contactos entre Special One e emblema merengue, ex figura blanca mostra-se reticente face à possibilidade em questão
14 Mai 2026 | 17:35 |
Ramón Calderón, antigo presidente do Real Madrid, mostra-se reticente quanto à hipótese de José Mourinho assumir o comando técnico dos merengues. Surgindo esta posição numa altura em que ganha força a ideia de que Álvaro Arbeloa não continuará a orientar o conjunto blanco na temporada 2026/27.
Ramón Calderón: "Mourinho conquistou apenas um título de La Liga em três anos, e não chegou à final da Champions"
"O que eu sei sobre José Mourinho foi aquilo que ele fez, quando esteve cá. Conquistou apenas um título de La Liga em três anos e não chegou à final da Champions. Eu sei quais foram os treinadores que que tiveram sucesso e não têm a personalidade dele. [Zinédine] Zidane, [Vicente] Del Bosque e [Carlo] Ancelotti", atirou, em declarações prestadas na rádio britânica 'talkSPORT'.
De seguida, Ramón Calderón indicou como lidar com o tipo de jogadores em questão que, segundo este, parece não ir de encontro com as características de Mourinho. "Todos eles usaram métodos e sistemas diferentes, convencendo os jogadores, e não impondo a sua autoridade, o que é muito importante, quando estás a lidar com egos de estrelas de topo, no balneário. A minha opinião é essa. Nós já sabemos o que aconteceu, antes, por isso, eu procuraria treinadores que tivessem essas caraterísticas", concluiu.
O Special One, recorde-se, chegou ao comando técnico do Real Madrid no verão de 2010, sucedendo Manuel Pellegrini. Permaneceu no cargo durante três temporadas, até 2013, altura em que deu lugar a Carlo Ancelotti. Ao longo desse ciclo, orientou os merengues em 178 jogos oficiais, registando 128 vitórias, 28 empates e 22 derrotas.
Nesse período, conquistou um campeonato espanhol, uma Taça do Rei e uma Supertaça de Espanha, interrompendo a supremacia de um Barcelona então liderado por Pep Guardiola e recheado de estrelas como Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi Hernández.
Comentador teceu duras críticas ao futebol apresentado pelo emblema encarnado e aponta vários culpados para momento vivido pelo Clube
14 Mai 2026 | 16:53 |
Rui Calafate considera que a passagem de José Mourinho pelo Benfica terminou em claro fracasso e que o futebol praticado chegou a ser "miserável". O comentador começa por abordar os rumores que ligam Mourinho ao Real Madrid e aponta diretamente para a influência de Jorge Mendes na construção desse cenário.
“Há várias semanas que se pressente que Jorge Mendes é a mão que embala o berço na construção da narrativa de que o Messias que vai meter a casa do Real Madrid em ordem é José Mourinho”, escreveu no jornal 'Record'. O analista sustenta, no entanto, que o regresso do treinador ao Santiago Bernabéu está longe de gerar unanimidade.
“Iker Casillas, que não morre de amores pelo ex-técnico, disse algo que é verdadeiro: há outros treinadores em melhor momento de carreira para assumir o seu clube do coração. Mourinho tem pergaminhos, números e títulos no Santiago Bernabéu, contudo, agora joga apenas com a perceção criada de que é a sua pretensa mão de ferro que vai esmagar o clima de guerra no balneário”.
A crítica estende-se depois ao trabalho realizado no Benfica, que Rui Calafate considera insuficiente em todos os aspetos: “O declive evidente do seu trajeto ganhador, bem como esta passagem pelo Benfica não são um bom cartão de visita. É óbvio que, para os benfiquistas, há uma enorme impaciência pela falta de ação do presidente que foi reeleito por ter contratado José Mourinho e que passou a contestado e insultado pelo insucesso do mesmo José Mourinho”.
R. Calafate: “Mourinho falhou todos os objetivos: qualidade de jogo na maior parte dos casos miserável"
Na reta final da crónica, Rui Calafate deixa uma conclusão forte: “Mourinho falhou todos os objetivos: qualidade de jogo na maior parte dos casos miserável, modelo assente em futebol cínico onde os encarnados nunca estiveram confortáveis em posse e domínio, para lá de vários ativos se terem depreciado. Sejamos claros: José Mourinho falhou no Benfica e com isso hipotecou definitivamente o sonho de comandar a Seleção Nacional. Perdeu encanto e unanimidade, banalizou-se. Que siga para Madrid”.
José Mourinho fala do interesse do Real Madrid:
Gonçalo Ramos de saída do PSG? Ex Benfica pode servir moeda de troca e rumar a Madrid
14 Mai 2026 | 13:19