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Clube
06 Jul 2025 | 13:00 |
Com Rui Costa ainda sem anunciar a decisão final sobre uma recandidatura à Presidência do Benfica, João Braz Frade é um dos que acredita que o atual Líder do Clube da Luz vai integrar a corrida eleitoral de 2025. Em declarações exclusivas ao Glorioso 1904, o antigo Vice-Presidente encarnado analisou o mandato do ex-Maestro da Catedral e enumerou os pontos altos, destacando, no entanto, a recuperação da reputação das águias.
João Braz Frade começa por confessar, do seu ponto de vista, que existe uma forte possibilidade do atual Dirigente máximo do Benfica anunciar uma ida às eleições marcadas para outubro de 2025: "Rui Costa vai-se recandidatar, porque não faz muito sentido o incumbente que não defende o que fez".
João Braz Frade: "Rui Costa vai-se recandidatar"
"O mandato do Rui Costa, se é verdade que, do ponto de vista desportivo da equipa principal, ficou aquém daquilo que todos os Benfiquistas gostariam, e isso é indiscutível, mas também é verdade que houve áreas em que as coisas correram bem. Como por exemplo, o Penta feminino, conseguimos finalmente ganhar ao Sporting e no campeonato nacional no futsal; houve nas modalidades, onde no feminino ganhámos praticamente tudo, todos os anos. Fomos campeões nos juniores. Nunca tínhamos conseguido ganhar em todas as categorias da formação. É inédito, no caso do Benfica”, enumerou, ainda, o antigo Vice-Presidente do Clube.
"Houve muita coisa que correu mal, sobretudo no plano desportivo e também no plano da gestão, durante o início. Foi muito conturbado, não foi nada que não esperasse, porque, existe o exemplo do Porto, quando há uma transição de um mandato que é muito longo, porque o Sr. Luís Filipe Vieira julgo que foi eleito por seis vezes. Quando vem alguém de fora, que ganha as eleições, e apanha toda a estrutura que está, a mudança cultural da organização, etc..., demora tempo, e, infelizmente, não correu bem também esse aspeto, não foi feito à velocidade a que podia ter sido”, explicou.
O antigo dirigente encarnado, ainda, faz uma comparação com o início do mandato de Rui Costa com a liderança de André Villas-Boas, que também quebrou uma ligação longa de Pinto da Costa no cargo máximo do rival do Norte. "Quando olho para o Benfica agora e olho para o Porto, apesar de tudo, a transição que o Presidente Rui Costa está a fazer não foi tão desastrosa como está a acontecer no Porto, porque houve muita coisa que no Benfica ainda correu bem. Houve outras coisas que infelizmente não correram. Tenho a certeza que o Rui Costa gostaria que tivesse corrido melhor, mas não foi possível, por qualquer razão”, apontou.
João Braz Frade: "Rui [Costa] teve uma das coisas que correu bem foi a recuperação da reputação do Benfica"
“Apoiei o Rui Costa, desde o início do mandato, e aquilo que me pareceu foi sempre que ia ser um mandato complicado, porque um mandato de transição é sempre complicado, é sempre difícil, e, portanto, do ponto de vista formal, o Rui [Costa] teve uma das coisas que correu bem foi a recuperação da reputação do Benfica. Todos os processos continuaram em julgamento, mas nunca mais se viu a polícia a entrar pelo estádio a dentro, desde que o Rui Costa é Presidente, como se viu antigamente", considerou, destacando o trabalho feito pelo atual Líder máximo do Clube.
“Seja como for, destruir uma reputação não custa nada, é um segundo. Reconstruir uma reputação demora e esse processo já se iniciou. Em grande parte, foi mérito do Rui Costa e de algumas das pessoas com certeza que o acompanham”, concluiu João Braz Frade, em entrevista exclusiva ao Glorioso 1904.
Face ao processo que envolve antigo líder das águias e João Malheiro, Flora, viúva de lenda do Clube, foi chamada para prestar declarações
13 Mar 2026 | 18:40 |
Flora, a mulher de Eusébio, era para testemunhar hoje, dia 13 de março, na sessão do julgamento em que Luís Filipe Vieira é acusado de ter difamado João Malheiro, por declarações prestadas na CMTV, mas uma crise de ansiedade, quando se dirigia para o Tribunal de Loures, impediu que pudesse estar presente.
A defesa de Luís Filipe Vieira, que está a cargo do advogado de João Correia, pediu ao Tribunal que "que seja notificada a médica que emitiu o atestado constante dos autos, relativo ao estado de saúde de Flora para que certifique e ateste se a incapacidade desta testemunha é esporádica, momentânea, coincidindo com a data da audiência ou se padece de incapacidade grave".
Um requerimento que, em contrário aos desejos de Flora, acabou por ser recusado pelo respetivo juiz e ficou previsto que na próxima sessão, agendada para 14 de abril, às 14 horas, possa prestar esclarecimentos via whatsapp.
Relativamente à capacidade da viúva de Eusébio prestar esclarecimentos, o Tribunal remete para o "relatório médico no qual consta que a senhora não tem quadro demencial instalado", apontou o juiz, acrescentando que "o tribunal quando inquirir a testemunha, poderá desde logo aperceber-se se a senhora estará amnésica ou perturbada. Mas o Tribunal considera ouvir as declarações iniciais por parte da testemunha".
Perante a ausência de Flora, testemunha que o Tribunal considera ser determinante ouvir para aferir de que lado está a razão, na sessão desta sexta-feira, só se ouviram as declarações que Luís Filipe Vieira prestou. que Toni, antigo jogador e treinador do Benfica - que viu projeto especial a ser 'martelado' -, assim como o maestro António Vitorino D'almeida, já testemunharam a pedido de João Malheiro.
Depois de delicado processo, respetiva entidade chegou finalmente a uma conclusão face a projeto especial e Clube não perdeu tempo a pronunciar-se
13 Mar 2026 | 17:01 |
O Benfica lamenta "tantos entraves e reservas" por parte da ERC para com a Benfica FM, cujo licenciamento foi vetado. O Clube da Luz partilhou esta sexta-feira a contestação à decisão da entidade reguladora, que está já a ter "consequências negativas" a nível financeiro e económico à SAD encarnada.
"A projetada decisão assenta assim errados pressupostos, e deve ser revista", pode ler-se, num documento em que é detalhado todo o processo que levou à criação da Benfica FM, que só poderá ser ouvida online, confirmando-se este desfecho. As águias falam de uma "sucessão de circunstâncias invulgares e abusivas": "A ERC excede os seus poderes e coloca impedimentos e entraves onde estes não devem existir".
Adicionalmente, a estrutura encarnada enumera ainda "exigências intercalares, atrasos, contratempos, complicações e dilações", desde o registo da webrádio à alteração do domínio da 'Goal FM (Bombarral)' para 'Benfica FM (Bombarral)'.
"Perante todo o quadro factual e legal, que deverá ser devidamente iusvalorado, deverá ser produzida uma deliberação que não determine o indeferimento da referida modificação do projeto apresentado", prosseguiu o Clube, ao contestar.
"Só assim se ius tutelando devidamente a diversidade e pluralismo da oferta radiofónica nas respectivas áreas geográficas, assegurando-se uma programação diversificada e o direito a uma informação livre, plural e democrática", consta, por fim, no requerimento.
Depois de delicado processo, decisão da entidade chegou finalmente a uma conclusão e vice-presidente do Clube pronunciou-se
13 Mar 2026 | 15:34 |
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social vetou a licença para a Benfica FM operar, o que faz com que esta só possa ser ouvida online. As águias contestaram esta decisão e acreditam que a situação será resolvida nas próximas semanas, até porque esta situação está a causar prejuízos à SAD encarnada, como refere José Gandarez, vice-presidente do Clube - que foi criticado por antigo dirigente - , revelando que o processo pode acabar em Tribunal.
José Gandarez: "Estamos orgulhosos da Benfica FM"
"Estamos orgulhosos da Benfica FM. É uma aposta muito grande que queremos continuar a fazer na nossa ligação aos adeptos e sócios mostrando os nossos conteúdos, a nossa vida e ecletismo. Nas primeiras duas semanas tivemos mais de 300 mil ouvintes. Estamos bastante felizes com a Benfica FM, mesmo com o constrangimento de ser só digital o que nos causa prejuízos elevados", disse, em declarações à BTV.
Ao desenvolver, o vice-presidente encarnado visou o mau 'timing' da entidade: "É um projeto sustentável que o Benfica acredita que em 3 ou 5 anos conseguirá ter receitas positivas, mas limitado ao digital, a nossa estrutura de custos não esta adequada à receita. E a ERC deveria ter a sensibilidade nos timings de decisão, no prejuízo que nos está a causar."
José Gandarez: "Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão"
"Não sei o que o Benfica fez de mal ou que mão invisível faz para termos esta decisão, mas não tem respaldo jurídico e vivemos num estado direito democrático. Se está dentro da lei, o projeto tem de ser deferido", apontou o dirigente das águias, que considera incompreensível este indeferimento por parte da ERC.
"A decisão não faz sentido, por ser diferente da jurisprudência do passado da ERC. Penso que será a primeira vez que um contrato de associação está a ser negado. Antes de arrancar com o projeto, o Benfica viu os requisitos e o que apresentámos foi de acordo com a lei, cumprindo todos os requisitos."