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Futebol
13 Nov 2024 | 16:38 |
Rui Águas comentou e fez observações sobre o Clássico entre Benfica e Porto. Numa noite em que se tornou histórica para os encarnados, a glória do Clube da Luz deixou elogios á resposta das águias face ao desaire em Munique, no seu espaço de opinião semanal 'Visão de golo' no jornal ‘A Bola’ desta quarta-feira, 13 de novembro.
"Reagir depois da má jornada europeia, defrontando um rival poderoso e com um histórico de visitante incómodo, não se percebia fácil. Tempos houve em que perder por um em Munique quase dava um festejo. Não foi este o caso como ficou claro e logo reconhecido", começou por escrever.
Rui Águas: O início dos jogos é, muitas vezes, definidor do que vem depois
"Posto isto, o início dos jogos é, muitas vezes, definidor do que vem depois. Assim sucedeu com o FC Porto. O Benfica a entrar forte para afastar o desconforto do jogo passado era a primeira tarefa, cumprida com acentuada clareza", prosseguiu.
"Depois de um nervoso e dividido começo, o Benfica comandava inspirado e chegava naturalmente à procurada vantagem. Do nada, no empate se escorregou, depois de uma interrupção do jogo infeliz, forçada por alguns. Uma ação pouco inovadora e nada refletida, que acabou por ser mais um teste exigente que viria a ser ultrapassado com brilho", destacou Rui Águas.
"Esta reação em duplicado do Benfica, à derrota em Munique e ao inesperado golo do empate no clássico, acabou por confirmar a saúde e força de uma equipa, capaz de mudar e vencer cenários adversos, com qualidade e personalidade coletiva que fará sempre diferença", referiu o antigo jogador.
Rui Águas: A comunicação tem, a cada dia que passa, um mais relevante e decisivo papel
"Para além do jogo jogado onde se vibra e se conquistam vitórias, a comunicação tem, a cada dia que passa, um mais relevante e decisivo papel. A mensagem para os adeptos, para que contem com uma reviravolta enérgica e mantenham o fundamental apoio, é obrigatória quando um jogo corre pior. As equipas pedem e precisam dos bons adeptos, aqueles que ajudam", escreveu Rui Águas.
"Também o diálogo e a interação dos jogadores ganha especial sentido. Independentemente das estratégias táticas definidas, sempre discutidas na praça, são eles que jogam e por isso é também deles a responsabilidade direta do que acontece de melhor ou pior em campo. É finalmente nestas ocasiões que os líderes naturais, se assumem e complementam a normal comunicação do treinador com os seus atletas" argumenta Rui Águas.
"Para além da liderança do treinador, fundamental, os grupos movem-se com a influência de vários dos seus elementos, que pela sua experiência ou natureza representam o apoio suplementar necessário, dentro e fora da relva. Relativamente a este tema, defendo que os verdadeiros capitães de equipa devem ser escolhidos mais pelas suas caraterísticas e personalidade e menos pelos serviços prestados ou pela antiguidade nos clubes. Esta ideia não retira o espaço dos menos líderes, mas cujas carreiras merecem respeito. Uma espécie de capitães honorários...", considera o histórico do Benfica.
"É difícil a quem está de fora, mesmo para os profissionais do fenómeno liderança, perceber os grupos unicamente pelo que demonstram em campo. No entanto, uma verdade se confirma: os grupos fortes revelam-se nos maus momentos e as reações dependem e retratam com pouca margem de erro a realidade e a dimensão das pessoas que fazem parte. Foi esta a face que a equipa do Benfica mostrou em campo e que determinou o triunfo no clássico", concluiu Rui Águas.
Médio ofensivo, de apenas 16 anos, estava referenciado pelas águias, que procuravam garantir contratação de uma das maiores promessas mundiais
21 Out 2026 | 03:00 |
O Benfica tentou contratar Mezian Soares no último verão, mas o Lens acabou por convencer o jovem talento a permanecer em França, prometendo-lhe oportunidades na equipa principal e tempo de jogo, sabe o Glorioso 1904. O médio ofensivo, de apenas 16 anos, estava referenciado pelas águias, que procuravam garantir a contratação de uma das promessas emergentes do futebol europeu.
A concorrência pelo jogador não se limitava ao emblema da Luz. Ao que o nosso Jornal apurou, o PSV (Países Baixos) também demonstrou interesse no criativo, mas o Lens conseguiu assegurar a continuidade do futebolista, que viu no projeto desportivo francês uma oportunidade para continuar a evoluir.
A aposta na equipa A terá sido determinante para o convencer a rejeitar outras possibilidades e assinar o primeiro contrato profissional. Nascido em Martigues, França, a 8 de novembro de 2009, o jogador cresceu no emblema francês, onde passou pelos escalões de formação.
A sua afirmação ganhou outro impacto em maio de 2026, quando se estreou pela equipa principal frente ao Nantes. Lançado aos 79 minutos, o internacional sub-21 português precisou de apenas cinco segundos para marcar o golo que garantiu a vitória por 1-0 e confirmou a qualificação do clube para a Liga dos Campeões.
O jovem já leva seis jogos e uma assistência esta época e continua a despertar interesse além-fronteiras. Para o Benfica, a contratação acabou por não se concretizar, mas o percurso do futebolista justificará a atenção dedicada a um talento que o Lens procura valorizar através de um projeto com espaço para crescer.
Águias têm interesse em contar com o avançado, mas antigo treinador do jogador quer entender planeamento do Clube da Luz
20 Out 2026 | 17:53 |
O provável regresso de Gustavo Varela ao Benfica está a gerar debate, sobretudo quanto ao espaço que o avançado poderá ter na equipa principal. Luís Silva, um dos primeiros treinadores do jovem ponta de lança, considera que a contratação só fará sentido se houver condições para este jogar com regularidade.
Luís Silva sobre regresso de Gustavo Varela ao Benfica: "Trazê-lo e colocá-lo no banco não faz sentido..."
O percurso de Gustavo Varela começou a ganhar destaque ainda em criança. Depois de ter sido inscrito pelo pai na Escola Academia Sporting de Manique, o avançado integrou os escalões de formação ligados ao clube leonino, chegando a competir com jogadores mais velhos devido à qualidade que demonstrava.
Luís Silva, coordenador do Estoril Elite Training Program, acompanhou essa fase inicial e recorda um jogador com características diferenciadoras desde muito cedo: “O Gustavo era diferente. Nasceu em 2005, mas estava inserido numa equipa de miúdos de 2003, o que já demonstra bem a sua qualidade. Fisicamente era muito forte, muito explosivo e, dentro da área, era um finalizador nato”, explicou ao jornal 'Record'.
Com o Benfica interessado em recuperar Gustavo Varela ao Monza, Luís Silva considera fundamental avaliar o espaço disponível no plantel: “Se não sair, no mercado de janeiro, nenhuma daquelas que são as atuais opções (Pavlidis, Durán e Anísio), não faz sentido ir buscá-lo”, defendeu.
O técnico acredita que o regresso poderá ser positivo caso haja uma saída, mas deixa um aviso: “Trazê-lo e colocá-lo no banco não faz sentido”. Para Luís Silva, nesta fase decisiva da transição para o futebol sénior, Gustavo Varela precisa de minutos e continuidade competitiva para prosseguir a sua evolução.
Treinador falou sobre atual estado do plantel madridista e acabou por fazer uma crítica ao ex Benfica ao explicar as suas escolhas
20 Out 2026 | 17:29 |
José Mourinho voltou a protagonizar um momento à Special One na conferência de imprensa de antevisão ao encontro frente ao Leipzig, para a UEFA Champions League. O treinador do Real Madrid explicou as opções táticas e deixou claro que o estatuto dos jogadores não garante a titularidade.
O técnico português usou Bernardo Silva e Arda Güler como exemplos para justificar a importância do equilíbrio da equipa. Recordando a reviravolta frente à Roma, na jornada anterior, Mourinho explicou por que motivo nem sempre aposta nos dois jogadores desde o início.
“Se tivéssemos jogado em Roma com o Bernardo e o Arda Guler desde o início, levávamos cinco golos, porque não tínhamos capacidade para suportar. Às vezes terei razão, noutras não”, afirmou, sublinhando que procura combinar jogadores com características diferentes, de forma a garantir equilíbrio e criatividade no meio-campo.
Questionado sobre a gestão das estrelas do plantel merengue, o treinador não deixou margem para dúvidas quanto aos critérios que utiliza na escolha dos titulares: “Intocável é apenas o escudo. O que torna os jogadores intocáveis não é a braçadeira, o estatuto ou os anos que levam de clube, é o seu nível no relvado”, declarou.
A mensagem de Mourinho reforça a ideia de que ninguém tem o lugar garantido apenas pelo nome ou pelo passado no clube. A prioridade passa pelo rendimento demonstrado dentro das quatro linhas. Na mesma conferência, o técnico português confirmou ainda que Vinícius Júnior será titular no lado esquerdo do ataque.