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Nuno Campilho
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20 Dez 2023 | 06:00

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Nuno Campilho

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... ou como resistir à tentação de ser spoiler

Não receio responder a mim próprio, quando eu próprio me contradito, pois da mesma forma que “aponto” aos outros, só poderei ser coerente e merecer a consideração e o respeito de quem me lê, se tiver a humildade de “apontar” a mim próprio. É isso, ou tornar-me igual àquilo e àqueles que critico, o que não me faria, de todo, melhor que eles, muito antes pelo contrário.

Em tempos, a propósito da crescente (e ainda latente) critica feroz a Roger Schmidt, motivada pelas suas escolhas (ou não escolhas), pelo seu défice de leitura do jogo e pela sua incapacidade de reagir e inverter situações desfavoráveis para a sua equipa, que tinham (e têm) tanto de legitimas, como de injustas, expressei-me dando conta de já ter visto este filme, protagonizado por Rui Vitória e Bruno Lage, só para recordar tempos mais recentes. Só quem não viu esses filmes é que pode questionar a minha alusão aos mesmos, ou, então, está de má-fé.

No artigo da semana passada (saiba mais AQUI) enveredei por tema cinéfilo, em registo de drama, na descrição que entendi partilhar sobre o jogo que opôs o Benfica ao Farense.


Por reconhecer que fui, quiçá, excessivamente duro (não há como duas boas vitórias, para nos alterar o semblante e questionar aquilo que pensamos), importa situar-me, assim como aos meus leitores, em relação ao que se passou, ao que se passa e, num exercício que, espero, não muito forçado, de futurologia, àquilo que se irá passar.

A começar pelos adeptos, é extraordinária a força e é inqualificável (e incomparável) a tenacidade e a resistência às dificuldades desses milhares de apaixonados que conseguiram estar presentes num número muito além do que seria suposto, na Áustria, atendendo ao castigo imposto pela UEFA; e, posteriormente, em Braga, cujas imagens foram muito mais bem sucedidamente ocultadas pela Sport TV, do que o som dos milhares de adeptos benfiquistas presentes na Pedreira e que não se calaram o jogo inteiro. Para quem teve a responsabilidade de produzir e dirigir a transmissão, deve ter sido constrangedor estar a ouvir o que todos nós ouvíamos em casa e nem uma imagem, ainda que por curtos segundos, tenha mostrado, num misto de vergonha e de mau profissionalismo. Lamento, até pela enorme estima que tenho por alguns jornalistas, que haja quem conspurque a sua hombridade profissional.


Sobre o nosso treinador, ele já deve ter visto muitos filmes, participado noutros tantos e agora vê-se envolvido numa trama que vai tendo sequelas um pouco por todos os incautos órgãos de comunicação social, que dão maior ou menor destaque ao desporto em geral, ou ao futebol em particular. O que está a tornar-se uma comédia, são as tontas perguntas sobre o merecimento das vitórias. Continuem, é bom sinal. Triste, não ao ponto de ser dramático, porquê é de quinta categoria (abaixo de série B), só mesmo um expatriado que percebe tanto do futebol, como eu percebo de bricolage (acho que percebo, mas só faço trampa), uma senhora, que é um luxo enquanto tal, mas só diz disparates, a que se juntam três estarolas: um que queria ser diretor jurídico do Benfica, outro que queria ser diretor desportivo do Benfica, e outro que é Farinha do mesmo saco. Saco já não tenho eu para aturar tanta mediocridade.

Vencemos na Áustria, de forma justa e com um foco que me faz voltar ao passado, não em Brideshead, mas na Luz (e um pouco por todo o Portugal e Europa), com um suspeito, não do costume, mas que virou herói improvável e épico, a quem se exigiu um pedido de desculpas e ele fê-lo com um golo decisivo, pelo que a desculpa, agora, exige-se a mim... desculpa, Arthur, continua a fazer-me sonhar!

Em Braga, esgotaram os sacos para tantas violas e o nosso impávido e inamovível treinador deu uma lição tática, sobretudo àqueles (onde se incluem muitos dos nossos) que dizem que o senhor não sabe mais. Aproveitámos de forma astuta e concretizadora (que só pecou por escassa) as fragilidades do processo defensivo do Braga e, depois, fomos muito competentes a suster a aceleração que caracteriza o jogo ofensivo da equipa adversária. Para nós, é sempre pouco, mas fomos a primeira equipa, na Liga, a não sofrer golos do Braga, tendo ‘secado’ o melhor marcador do campeonato, tendo vulgarizado o novel e orgulhoso internacional português – que teve tudo para ser feliz, em tempos, mas não quis – e tendo demonstrado ao Álvaro Djaló e ao Bruma que, por pouco laterais que sejam o Aursnes e o Morato, a ajuda do João Neves à direita e do João Mário à esquerda, vale mais que o papo cheio de... nada! Humildade, solidariedade, seriedade, competência e vitória. Com esta, mais 3 pontos para o pleno de vitórias sobre todos os primeiros quatro classificados da Liga. Já sei, isto não é nada... para o Benfica nunca é! Para que conste, este registo específico só pela terceira vez acontece na nossa história (1949/50, 1971/72 e agora).

Como eu antevia, foram dois jogos clarificadores que, espero, nos permitam olhar para o futuro com muito mais clareza, confiança e noção do que há a fazer, para não repetir erros recentes e equívocos que têm tanto de anormais, como de evitáveis.

Por fim, a Bela não teve senão e, como num filme – por ser ficção – tudo nos é permitido, o Monstro teve perdão e espero que sejam felizes para sempre, tornando evidente que qualquer semelhança com a realidade não seja mera coincidência.

De um twist cinematográfico a um passe de dança do twist, vai um pé do Trubin...

Feliz e Glorioso Natal!!!


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